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Postado em 14-02-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 14-02-2010 14:15

O portal português TSF Rádio Notícias , divulga neste domingo,14, que autoridades de defesa da concorrência do Brasil suspeitam do envolvimento da administração da Cimpor em manobras de concertação para impedir a entrada de concorrentes no mercado de cimento do país.

A responsável pela Secretaria de Direito Económico do Ministério da Justiça brasileiro, Mariana Tavares de Araujo, segundo TSF, adianou à agencia de notícias Lusa:«desconfiamos que pode haver uma investida conjunta por parte do Conselho de Administração da Cimpor e cimenteiras no Brasil – pelo menos Camargo Corrêa e Votorantim – para evitar a entrada de um agente não alinhado ao suposto cartel».

A alegada estratégia de acordo visa impedir a entrada do grupo brasileiro Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no mercado de cimentos do Brasil, disse Mariana Tavares de Araujo à Lusa.

«É uma estratégia que já se mostrou verdadeira nesse mercado em outros momentos», acrescentou a Secretária de Direito Económico, órgão que na passada semana anunciou a abertura de uma investigação aos grupos Camargo Corrêa e Votorantim por suspeitas de cartelização na operação de aquisição da Cimpor.

A notícia em TSF embra que a Votorantim anunciou no início de fevereiro a compra dos 17,3 por cento da cimenteira francesa Lafarge no capital da Cimpor, em troca de activos no Brasil. Na quarta feira, a Camargo Corrêa anunciou a entrada na Cimpor, através da compra dos 22,17 por cento que a construtora Teixeira Duarte tinha no grupo português, tendo depois anunciado a compra de mais 6,46 por cento, pertencente ado grupo espanhol Bipadosa.

Em concorrência à Camargo e Votorantim, a CSN lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre a Cimpor, que decorre até 17 de Fevereiro e que arrancou com uma proposta de 5,75 euros por ação, já rejeitada pela administração da cimenteira portuguesa.A CSN aumentou, na sexta-feira, a oferta inicial para 6,18 euros por título, proposta a que a administração da Cimpor deverá dar resposta esta segunda-feira.

No Brasil, a Votorantim controla cerca de 40 por cento do mercado brasileiro, enquanto a Cimpor e a Camargo Corrêa detém uma cota de nove por cento cada uma.

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