fev
08


===================================================
“Turbilhão”, marcha rancho que mexe fundo nas emoções de todo carnavalesco de verdade é também uma das composições de maior sucesso do compositor e cantor Moacyr Franco. Mais: presença certa na relação das 10 músicas mais tocadas e cantadas em todos os carnavais brasileiros desde que foi lançada.

No ano passado, com a presença do autor, Turbilhão abriu o carnaval de Recife. E foi na capital pernambucacana que a fiel e antenada colaboradora do Bahia em Pauta, Graça Tonhá, ouviu e se apaixonou pelo música de MF.

E Graça sabe das coisas. Afinal, ela é foliã das mais animadas desde os bailes do Clube Apolo Juazeirense, em Juazeiro e, mais tarde,em Salvador, na Barraca Botafogo, do Relógio de São Pedro, quando Caetano incendiava a massa (sem cordas) com o frevo “Filha da Chiquita Bacana”, a cara de Gracinha.
É dela a sugestão da música para terminar a noite e varar a madrugada nesta semana de carnaval. Confira.
BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

================================================

Turbilhão
Moacyr Franco

A nossa vida é um carnaval
A gente brinca escondendo a dor
E a fantasia do meu ideal
É você, meu amor
Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos pierrots e arlequins

Vê colombinas azuis a sorrir laiá
Vê serpentinas na luz reluzir
Vê os confetes do pranto no olhar
Desses palhaços dançando no ar
Vê multidão colorida a gritar lará
Vê turbilhão dessa vida passar
Vê os delírios dos gritos de amor
Nessa orgia de som e de dor

La lalaia lalaia lalaia

fev
08
Posted on 08-02-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-02-2010

FHC: toque de avançar

====================================================
DEU NO PORTAL MSN

Um dia após ter provocado reação dos petistas com artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo em que criticava a estratégia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota para as eleições deste ano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou hoje ao ataque, colocando em xeque a capacidade de liderança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão presidencial. “Ela não é líder. É reflexo de um líder”, disse, antes de participar da inauguração da Biblioteca de São Paulo, espaço estadual que será inaugurado na tarde de hoje pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Indagado se considerava Lula um líder, FHC riu e respondeu: “Claro que sim, eu não sou bobo.”

Na entrevista que concedeu antes do início da cerimônia de inauguração da Biblioteca de São Paulo, situada no Parque da Juventude, Zona Norte da Cidade, Fernando Henrique fez também questão de comparar o currículo de Serra, pré-candidato tucano à sucessão presidencial deste ano, com o de Dilma Rousseff. “A Dilma ainda não teve possibilidade de mostrar liderança. Serra inspira confiança e tem liderança, já demonstrada no Ministério da Saúde, na Prefeitura de São Paulo e no governo do Estado.”

Apesar da clara defesa de Serra, o ex-presidente afirmou que o governador paulista deve manter a discrição sobre sua provável candidatura ao Palácio do Planalto. Questionado se Serra deveria mudar de atitude e falar sobre o pleito deste ano, FHC respondeu: “O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. (Mas) O governador tem de esperar um pouco mais.” O tucano esquivou-se, também, de definir uma data para o anúncio da eventual candidatura Serra.

O ex-presidente tucano foi evasivo também ao falar sobre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). O mineiro postulava a vaga de candidato do PSDB nessas eleições presidenciais, mas desistiu da empreitada em dezembro. “Aécio está se dedicando a Minas Gerais. Seria deselegante dizer o que ele tem de fazer.”

Fernando Henrique voltou a reiterar pontos do artigo publicado ontem no jornal O Estado e disse que o governo Lula não promoveu mudanças com relação à sua administração. “Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom”, ironizou. E continuou: “Eleição é futuro. Se (o PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer.”

fev
08
Posted on 08-02-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 08-02-2010

Dilma: “políticos soltam psiu”

=================================================

DEU NO CORDEL

Cordelista agora é profissão legalizada, então…Bahia Pauta traz para seu seleto público leitor uma prova deliciosa da arte e da invenção de um dos melhores nomes da literatura de cordel aparecidos ultimamente no país:Miguezim de Princesa – poeta popular do DF, como ele próprio se identifica. Mas se o leitor prestar bem atenção verá um que de baianidade e muito da Paraíba nos versos deste poeta de rua, que aqui faz o perfil político antenado e cheio de graça da ministra Dilma Rousseff, a eleita do coração de Lula para a sua sucessão.

A sugestão veio por e-mail de uma amiga especial deste site-blog: a especialista em medicina natural, Glauvânia Jansen, a pernambucana mais baiana de Salvador (até na amizade com o poeta e escritor Jomard Muniz de Brito), que todo mês comanda a caminhada da lua cheia em Itapoã. BP agradece e a Miguezin também.

( Vitor Hugo Soares )
================================================

CORDEL

A TRANSFORMAÇÃO DE DILMAMA

Miguezim de Princesa

I
Quando vi Dilma Roussef
Sair na televisão
Com o rosto renovado
Após uma operação,
Senti que o poder transforma:
Avestruz vira pavão.

II
De repente ela virou Namorada do Brasil:
Os políticos, quando a vêem,
Começam a soltar psiu,
Pensando em 2010 e nos bilhões que ela pariu.

III
A mulher, que era emburrada,
Anda agora sorridente,
Acenando para o povo,
Alegre, mostrando o dente,
E os baba-ovos gritando:
É Dilma pra presidente!

IV
Mas eu sei que o olho grande
É na montanha de bilhões
Que Lula botou no PAC
Pensando nas eleições
E mandou Dilma gastar,
Sobretudo nos grotões.

V
Senadores garanhões,
Sedutores de donzelas,
E deputados gulosos,
Caçadores de gazelas,
Enjoaram das modelos,
Só querem casar com ela.

VI
Eu também quero uma lasquinha
Uma filepa de poder
Quero olhar nos olhos dela
E, ternamente, dizer
Que mais bonita que ela
Mulher nenhuma há de ser..

VII
Eu já vi um deputado
Dizendo no Cariri
Que Dilma é linda e charmosa,
Igual não existe aqui,
E é capaz de ser mais bela
Que Angelina Jolie.

VIII
Dilma pisa devagar
Com seu jeito angelical,
Nunca deu grito em ninguém
Nem fez assédio moral
Ou correu atrás de gente
Com um pedaço de pau.

IX
Dilma superpoderosa:
8 bilhões pra gastar
Do jeito que ela quiser,
Da forma que ela mandar,
Sem contar com o milhão
Do cofre do Adhemar

X
Estou com ela e não abro:
Viro abridor de cancela,
Topo matar jararaca,
Apagar fogo na goela,
Para no ano vindouro
Fazer um PAC com ela

fev
08


===================================================
“Quero sentir a embriaguez do frevo, que entre na cabeça, que passa no corpo e acaba no pé”.Na música ipara começar o dia na Radio BP, a lembrança de sempre dos primeiros carnavais do editor.Viva o frevo!

fev
08

DEU NA FOLHA DE S. PAULO (DOMINGO, 6)

TENDÊNCIAS/DEBATES
=================================================
Barretão aponta patrulhas

==================================================



LUIZ CARLOS BARRETO

A VOLTA DAS PATRULHAS IDEOLÓGICAS

Em vez de falar da obra, os críticos escolheram contestar o direito que todo cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender.

ABERTURA DO Festival de Brasília, 17/11/09, primeira exibição pública de “Lula, o Filho do Brasil”. Enquanto o filme se desenrolava na tela, já estava em curso o massacre político promovido por um exército de escribas, comentaristas políticos, colunistas sociais improvisados, ex-militantes políticos de aluguel, cientistas políticos de plantão convocados a se manifestar apenas do ponto de vista especulativo sobre seu potencial político-eleitoral, afirmando que a eleição presidencial de 2010 seria decidida a partir da força emocional do filme.
Além da ingenuidade infantil dessa tese (ou de sua má-fé?), o que eles questionavam era o nosso direito de fazer um filme sobre o assunto que escolhemos. Pode-se fazer filmes sobre Bush, Berlusconi ou Mitterrand pelo mundo afora, como tem acontecido. Pode-se fazer filmes sobre Getúlio, Juscelino, Tancredo, Jânio ou o empresário Boilesen. Mas sobre Luiz Inácio da Silva, não.

Há os que viram (mais de 800 mil pessoas), os que não viram ainda e os que viram, mas não quiseram ver o filme como um filme com todos os seus méritos e valores cinematográficos, como testemunharam e assinaram embaixo Ziraldo (“Uma história bem contada e bem filmada. Impossível não se comover”), Zuenir Ventura (“O filme mexe com a emoção e vai inundar os cinemas de lágrimas”) e Cacá Diegues (“A história de vida que esse filme conta com muita emoção nos ajuda a compreender melhor o valor da democracia, do direito de todos à liberdade e oportunidade”).

Falar dos méritos e eventuais deficiências desse filme de Fábio Barreto era uma obrigação dos críticos, e é claro que todo mundo tem direito de externar sua opinião, de gostar ou não gostar do filme que viu.

Mas, de tudo que li, poucos tiveram a honestidade intelectual e profissional de criticar o filme como uma obra cinematográfica, escolhendo contestar o direito que qualquer cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender. A maioria dos que escreveram sobre “Lula, o Filho do Brasil” preferiu este último caminho elitista, censor e autoritário.

Esse processo revela o espírito “patrulheiro” que ainda resta no Brasil como sequela do período autoritário da ditadura militar, quando Cacá Diegues denunciou as patrulhas ideológicas. O espanto é que, em pleno regime democrático que o Brasil vive e respira, haja lugar para esses procedimentos e expedientes antidemocráticos.

A democracia não é o regime que deve silenciar aqueles com os quais não concordamos, eliminá-los ou evitar que eles se manifestem. Na democracia, quando não estamos de acordo com alguma ideia que nos incomoda, produzimos a nossa para que haja um confronto livre entre as duas e a população possa escolher a sua alternativa. Mas os nossos detratores preferiram contestar nosso direito de realizar o filme, manifestando seu desejo antidemocrático de que esse filme jamais fosse feito ou exibido.

Toda a engenharia financeira foi montada às claras e de forma transparente. Desde a partida, decidimos não utilizar nenhuma forma de renúncia fiscal nem buscar o aporte de empresas estatais. Mesmo assim, levantaram-se dúvidas e insinuações de que estávamos utilizando recursos incentivados, acusações que serviam e serviram para provocar antipatia ética pelo filme, pondo em segundo plano suas qualidades cinematográficas.

Agora estamos reformulando algumas estratégias do lançamento comercial, que está iniciando sua sexta semana e já acumula mais de 800 mil espectadores, e sabemos que ainda resta muito chão pela frente, seja no sistema convencional de exibição em salas, seja no sistema alternativo de exibição, que vai levar o filme a uma grande parte de 90% dos municípios do Brasil que não têm cinema.

É lá no Brasil profundo, a preços populares e condizentes com o poder aquisitivo dessas populações, que iremos atingir o público alvo do filme: os Silvas deste país, que precisam e querem conhecer o exemplo de força, persistência e superação de Dona Lindu e seus oito filhos, exemplo que vai correr o mundo em telas de cinema, TV aberta, cabo, DVD e internet.

Nesse sentido, já temos estreias marcadas na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai ainda neste primeiro semestre de 2010, e na Colômbia, no Peru, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e no México no segundo semestre de 2010.

Qualquer mudança nessa trajetória do nosso pau de arara cinematográfico, informaremos, na certeza de que não vamos influir nas eleições de nenhum outro país. Queremos apenas ter o direito de contar e ver acompanhada pelo público uma história que julgamos relevante para a consolidação da autoestima de nosso povo, para a consolidação de nossa democracia e para o progresso do cinema brasileiro como um todo.

LUIZ CARLOS BARRETO, 81, é produtor cinematográfico. Produziu, entre outros filmes, “Lula, o Filho do Brasil”, “Dona Flor e seus Dois Maridos” e “O que É Isso, Companheiro?”.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

fev
08


==================================================
DEU NA COLUNA

Um e-mail recebido de um amigo oferece ao jornalista político Ivan de Carvalho a oportunidade de tratar nesta segunda-feira em sua coluna na Tribuna da Bahia, de um assunto que passou praticamente em branco na mídia local: O decreto assinado no dia 30 de dezembro de 2009, mas que quase não teve divulgação. Nele, o filme “Lula, o Filho do Brasil”. O decreto “dispõe sobre a obrigatoriedade de exibição de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras, e dá outras providências” . Estranho jogo, com o engajamento compulsório da rede nacional de exibição cinematográfica, que não pertence a Lula nem a Dilma, assinala o artigo que Bahia em Pauta reproduz.

=====================================================

OPINIÃO POLÍTICA

O LULA AUTORITÁRIO

Ivan de Carvalho

Recebi no dia 6 de janeiro e-mail de um amigo. Li e decidi que tinha a obrigação de contribuir para a divulgação do aleijão de que dá conta a mensagem, pois o Diário Oficial da União é muito pouco lido pelo público em geral (e, confesso, também por este repórter) e a mídia nem sempre está atenta a certos desacertos que nele são inseridos. No caso, não ignorou o assunto, mas foi extremamente discreta.

Começo pelo perplexo comentário do amigo que me enviou a mensagem: “Inacreditável. Recebi pela Internet (notem os leitores que ele soube pela Internet, não pela mídia tradicional) e achei tão absurdo que antes de repassar conferi nos sites de decretos publicados. O tal decreto realmente foi publicado”.

Perdoem-me os leitores o enorme atraso. O decreto foi assinado no dia 30 de dezembro de 2009. Mas quase não teve divulgação. Nele, Lula, o Filho do Brasil, pelo decreto 7.061, “dispõe sobre a obrigatoriedade de exibição de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras, e dá outras providências”.

Pergunta, ironicamente, em sua mensagem, o amigo: “Por que vigora o decreto exatamente em 2010 e apenas em 2010?”. Resposta: para que o filme Lula, o Filho do Brasil, peça óbvia da campanha eleitoral presidencial deste ano, fosse obrigatória e amplamente exibido, atendendo à imaginária demanda dos milhões e milhões de espectadores-eleitores que eram esperados. O produtor do filme, Luis Carlos Barreto Barreto, chegou a dizer que iria se aposentar, a renda do filme seria bastante para isto. Mas os milhões e milhões de espectadores e reais continuam sendo esperados e o Barretão, ante o fracasso, já foi visto em dois gabinetes ministeriais, presume-se que com novos projetos cinematográficos debaixo dos braços.

Por falta de espaço não publico aqui o texto integral do decreto. Mas ele está no Diário Oficial da União, exposto a consultas. Posso, no entanto (eu li o texto) afirmar que se trata de um ato oficial autoritário em benefício próprio e em benefício eleitoral da candidata do Filho do Brasil a sua sucessão, Dilma Rousseff, pois esta depende muito da “transferência de votos” de Lula para ela.

Estranho jogo, com o engajamento compulsório da rede nacional de exibição cinematográfica, que não pertence a Lula nem a Dilma. Daí o autoritarismo sob o disfarce de que é, como tenta fazer parecer o decreto, uma medida de estímulo à indústria cinematográfica nacional, neste – e só neste – sacrossanto ano de 2010.

Quatro perguntas: apesar da série de representações de partidos da oposição sobre campanha antecipada e atos ilegais de campanha eleitoral, por que o TSE não vê o que todo mundo vê e tateia em busca de “provas palpáveis”? Tudo bem que a Justiça é cega, mas não precisa estar com os pratos desequilibrados. E por falar em pratos, como é que uma ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República vai fazer uma omelete em um programa “besteirol” – como bem o classificou o blog Bahia em Pauta – na televisão, desanda a “obra” e põe a culpa na panela? Se ela não fosse candidata, estaria fazendo omelete? E se for presidente e errar, assumirá a responsabilidade?

  • Arquivos