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Postado em 07-02-2010
Arquivado em (Artigos, Olivia) por vitor em 07-02-2010 19:25

Preta Gil : “Beyoncé é o caramba”

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MARIA OLÌVIA (do Rio de Janeiro)

Do Leme ao Pontal, passando pelo Centro, Rio de Janeiro é só folia

Da gosto ver o carioca retomando com muita força os carnavais de rua. Por toda orla carioca, no Jardim Botânico, no centro e por toda parte da cidade blocos se multiplicam para o deleite da galera. Jovens e velhos, com ou sem fantasia, tem espaço para quem quiser.

Vale ressaltar:a roupa preferida das meninas cariocas é o shorte jeans com camiseta ou com a parte de cima do biquíne, a escolha da grande maioria pois os termômetro marcam acima dos 40 graus. Os colares havaianos é a sensação do momento, eles enfeitam as garotas e as coroas também, cada uma improvisando a sua maneira, é o Rio, como sempre, ditando a moda para o país.

Neste domingo, Preta Gil arrastou uma multidão na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, com o Bloco A Coisa tá Preta. De cima de um carro de som, ela se revesa com outros cantores com música de qualidade, sambas enrredo que fizeram história nas escolas de samba cariocas, velhos carnavais e axé.Preta, que se define “uma mistura de Beyoncé com Alcione”, atirou do alto do carro de som: “Beyoncé é o caramba, sou mais a Beyoncione!”. A atriz Carolina Dieckmann, amiga de preta, também estava no local e se empolgou com a música “Aquele abraço”. Carol foi apresentada por Preta como a musa do bloco.

Um detalhe que chamou a atenção desta jornalista: Todos cantavam juntos, a moçada sabe tudo de ontem e de hoje.

Com 24 carnavais na avenida, integrantes do Bloco “Suvaco do Cristo” desfilaram pela Rua Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, na manhã deste domingo (7). O desfile começou por volta de 10h, e os foliões seguiram até a Praça Santos Dumont, na Gávea, também na Zona Sul, onde o desfile terminou, por volta das 13h10.

“Alô Burguesia de Ipanema”, com esse bem humorado grito de guerra carnavalesco, o Bloco Simpatia é Quase Amor saíu na tarde de ontem (6), da Praça General Osório e desfilou por toda orla de Ipanema arrastanto milhares de pessoas, com uma bateria que não deixou nenhum folião parado. O Simpatia desfila pelas ruas do bairro desde 1985. No proximo sábado, 13, quem faz o mesmo percurso é a famosa Banda de Ipanema.
É isso aí amigos do Bahia em Pauta, o Rio de Janeiro se renova sempre, tem espetáculo para quem quiser, pago e de graça. O folião participa sem fantasia paga e sem cordão de isolamento e o Metrô está funcionando e ja chega até Ipanema.

Maria O(lívia é jornalista

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Comentários

Luiz C on 7 Fevereiro, 2010 at 21:38 #

Pois é Vitor, os donos do carnaval de Salvador (empresário do lazer e políticos) roubaram o espaço público da festa e agora invejamos o carnaval do Rio, Recife ….


Olivia on 8 Fevereiro, 2010 at 14:02 #

Pois é Luiz, é de dá inveja o que acontece com o carnaval carioca, especialmente a retomada, com força total, do carnaval de rua, amplo e democrático. Enviei este texto do meio da folia em Ipanema, esquecendo algumas informações importantes. Por exemplo: Propaganda, nos equipamentos públicos, das empresas que patrocinam o carnaval é proibida, na orla então, nem pensar, a multa é altíssima (qualquer semelhança com o que rola nos equipamentos públicos de Salvador, especialmente nos postes, deixa pra lá…). Fazer xixi na rua vai em cana, a fiscalização tá de olho. No mais, é pura fantasia e muita alegria. Só neste final de semana mais de 100 blocos desfilaram pelas ruas da cidade maravilhosa. Em Copacabana, Ipanema, Leblon, Santa Tereza, Laranjeira, no Centro – destaque para o bloco Escravos da Mauá – onde o samba começou e é sempre reverenciado – e o tradicionalíssimo Cordão da Bola Preta, que arrasta uma multidão pela Avenida Rio Branco. E tem mais, muito mais.


Claudio on 8 Fevereiro, 2010 at 14:32 #

Vamos parar com esse complexo de Pierrot abandonado. O carnaval da Bahia é infinitamente superior ao do Rio – em diversidade, atrações, cachaça e presença popular nas ruas. Recife e Salvador ganham em qualquer aspecto. O tempo do Carnaval de rua, no Rio, é arrastadíssimo, mal dá para ouvir as bandas, embora seja agradável passear por ruas ainda não sufocadas. No sambódromo é aquela maravilha de cenário que ninguém aguenta mais. Idem para um bando de gente cantando, em Ipanema, a Cabeleira do Zezé. O carnaval de Salvador tem coisas belíssimas, como a saída do Ilê e a Mudança (apesar do sindicatos). Basta ir às ruas. Quanto ao xixi, “manéra”: o Rio de Janeiro é tão esculhambado quanto a Bahia. Lixo só. Baiano e carioca se assemelham na ausência de cidadania mínima. Uma ponte bilionária e destrutiva faria por lá o mesmo sucesso que faz entre os escribas bem remunerados da província. A cultura do Vip e do camarote, lembrem-se, foi importada da folia carioca.


Olivia on 8 Fevereiro, 2010 at 15:42 #

Compadre Claudio,
O problema é que os cariocas estão retomando, com força, o carnaval de rua – ele é democrático, todos brincam e não cantam somente A Cabeleira do Zezé… cantam de tudo, passado e presente, inclusive a dita música baiana. E por aqui amigo, qual espaço nós temos para brincar, se nossas avenidas estão tomadas por camarotes milionários e blocos que cobram caríssimo por um abadá? Até a nossa tradidicional Mudança… conseguiram desgraçar, nem os cartazes criativos e com muito humor rola mais. Estou falando da retomada carioca porque vi, com olhos de quem é apaixonada pela cidade mas que também tem espírito crítico, nestes dias cariocas a cidade bombar – no Centro, na Zona Sul e no Subúrbio – de atrações. Música e músicos de primeira à frente dos blocos animando a galera, a maioria sem corda, sem abadá e com muita criatividade, fantasia, animação, jovens e velhos na mesma sintonia, sem discriminação inclusive. Evoé!


lilian on 8 Fevereiro, 2010 at 23:08 #

Estive no Rio no final de janeiro e também sentir essa euforia pelos blocos de rua, onde todos participam. Meu coração bateu forte ao ler esse texto e comprovar mais uma vez como esse movimento está presente. Mas em relação a Bahia, fiquei feliz quando estive na festa de Iemanjá este ano e vi como as ruas do Rio Vermelho – pelo menos na parte da manhã e inicio da tarde – foram tomadas por bandinhas, fanfarras e grupos de percussão. Uma banda também tocava frevo, samba e baião no Largo da Dinha. Realmente fiquei surpresa e feliz com tudo e inclusive com o públco baiano que lá estava e dizia: ” Isso aqui é melhor do que carnaval. Ficamos livres, não pagamos nada e curtimos música de todo tipo”.
No carnaval a coisa muda de figura: os baianos foram expulsos da festa, pois os blocos são carissímos e as avenidas estão tomadas por camarotes. Com uma riqueza que mistura ritmos musicais, trios elétricos com alta qualidade de som, artistas maravilhosos, blocos afros que exibem beleza e encantamento estamos perdendo o que há de melhor, que é a participação maciça do povo.


Luciano on 9 Fevereiro, 2010 at 17:31 #

Rio de Janeiro e Bahia, duas cidades maravilhosas.


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