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Postado em 06-02-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 06-02-2010 11:57

Obama: visão “derrotista”

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Depois de insistir durante mais de um ano que o fracasso não era uma opção, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu esta semana que a revisão do plano de saúde poderá morrer no Congresso norte-americano.

Segundo o jornal português Diário de Notícias, durante um ato para angariar fundos a favor do Partido Democrata realizada na quinta feira, o presidente norte-americano apresentou-se com uma postura definida pela agência Associated Press como “derrotista”, em consequência da nova realidade política nos EUA, em que os democratas deixaram de ter maioria absoluta no Senado.

Eleitores e legisladores norte-americanos estão, nesta fase, mais preocupados com o emprego e a economia do que com a promulgação de mudanças radicais e dispendiosas no sistema de saúde.

A reforma, que permitirá que 31 milhões de norte-americanos passem a ter acesso a cuidados de saúde, estava à beira da aprovação, quando, em Janeiro, o candidato republicano Scott Brown conquistou o lugar do falecido senador democrata Ted Kennedy no Massachusetts, fazendo os democratas perderem a maioria qualificada no Senado, um revés para Barack Obama.

Ao perder este lugar -assinala DN-, os democratas têm agora 59 eleitos no Senado, contra os 60 anteriores, e perdem a maioria qualificada necessária para aprovar as reformas.

Nesta fase, as leis referentes à reforma de saúde nos EUA encontram-se num limbo. Durante o evento democrata de quinta feira, o presidente norte-americano disse que os republicanos devem fazer parte do processo, sendo que, até ver, estes têm demonstrado pouco interesse na questão.

“Acho que é muito importante para nós ter um processo metódico e aberto nas próximas semanas, e então iremos em frente para tomar uma decisão”, disse Obama.”E pode ser que… se o Congresso decidir que não vamos fazê-la [a reforma], mesmo depois de todos os fatos serem conhecidos, todas as opções serão claras, e então o povo americano poderá avaliar se o Congresso fez a coisa certa, ou não”, realçou o presidente.

“É como a democracia funciona”, sublinhou Obama, mas ressalvando que “não se deve deixar escapar o momento”.

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Comentários

Regina on 6 Fevereiro, 2010 at 16:00 #

Como estão as coisas será melhor começar tudo de novo, a reforma perdeu o apoio popular e sem ele não pode sobreviver. Se Obama pensou que ia governar sem oposição, o que duvido, se enganou. Embora a fileira dos “independentes” siga crescendo, o governo ainda é bipartidarista e o que um faz o outro desfaz. O que deixa o povo cada mais descrente e convencido de que POLÍTICA É UMA M@#&%!!!!!!!!!!!!!!


rosane santana on 6 Fevereiro, 2010 at 17:47 #

Cara Regina, com todo respeito a sua opinião, Obama é que perdeu o apoio popular. Há milhões de desempregados, milhões, que estão há pelo menos 8 meses na fila de espera para receber o dinheiro do seguro desemprego (tenho amigos assim), depois de preencher a papelada e o dinheiro não sai. Há milhões sendo gastos nas guerras que ele não iniciou é verdade, mas disse que ia acabar, enquanto a classe média afunda. E, no mundo todo, todo mundo ta cansado do bla,bla,bla de políticos como Obama, o “grande orador da América”, como já ouvi de uma figura na Harvard. Ele é um ótimo garoto propaganda para o marketing político, mas politicamente fraco, muito fraco. A maior das celebridades, como disse Fernando Veríssimo, que nunca fez nada para merecer tanta ovação.


Regina on 6 Fevereiro, 2010 at 20:25 #

Obama era a única escolha naquele momento que vivíamos, depois de 8 anos de Bush, ele herdou todo o bagaço e ninguém espera que ele resolva todos os problemas em 1 ou ate mesmo 4 anos. Ele, Obama, virou de um dia para o outro a esperança não só da América, mas do mundo. esse papel de “Messias” é que não se aplica, na minha opinião, no caso de um político que se propôs mudar o rumo da historia, nao acredito em lideres que nao queiram passar o risco de ser criticados e impopular. Se era pra ser “bomzinho” e “bonitinho” poderia ter tomado o rumo do estrelato por outras vias. Concordo que ele não esta demonstrando a forca política, que deve vir também do partido e dos que os apóiam, e parece perdido tentando conseguir resultados imediatos (como é do gosto dos Americanos) em vez de um plano sólido de trabalho. Sabíamos que ia ser difícil e que palavras só não bastavam (as vezes da impressão que ele pensa que ainda esta na campanha eleitoral), por isso não creio que é hora de desanimar e sim de corrigir os erros, ainda tem muito chão nessa estrada…


rosane santana on 6 Fevereiro, 2010 at 23:31 #

Cara Regina, os democratas erraram de candidato nas primárias. Hillary é que tinha o preparo para o momento, em minha opinião.


Regina on 7 Fevereiro, 2010 at 1:11 #

Tudo bem, aceito sua opinião, a minha é totalmente contra. Hillary sim que é uma farsa, prefiro a imaturidade de Obama ao jogo da velha raposa. Não sei se vc acompanhou o desenrolar das primarias, se o fez, deve ter visto quantos erros ela cometeu enquanto destilava ódio entre sorrisos. Estou neste pais há 37 anos, tenho vivido mais tempo aqui que no Brasil, tenho visto e acompanhado as manobras, os jogos sujos, os falsos sorrisos, o típico e o refinado do povo americano, trabalhei durante 10 anos organizando eleições e lidando com políticos, por isso posso lhe dizer que Obama era um sopro de esperança por estar menos contaminado. Barack Obama é, inegavelmente, uma historia de sucesso e superação e, até prova em contrario, parece ser um homem bom e justo. Mas uma andorinha só não faz verão e para que se possa cumprir suas promessas ele vai precisar do apoio popular (coisa muito difícil numa nação onde se vive com medo de tudo, medo de ser diferente, medo de dizer o que pensa, medo de perder o pouco conseguido, etc…), de uma equipe bem preparada e de sua capacidade, inteligência e preparo intelectual que não se pode negar.


luiz alfredo motta fontana on 9 Fevereiro, 2010 at 4:24 #

A insistência em não observar o óbvio

As novas leituras sobre Obama são financiadas a peso de ouro pelos bancos.

Aqui Toda Mídia, Nelson de Sá, folha de São Paulo:

“MENSAGEM
Na manchete do mesmo “NYT”, grandes bancos americanos, “em mensagem aos democratas, enviam dinheiro aos republicanos”. Em reação ao projeto de maior controle do sistema, apoiado por Obama, o mais democrata dos bancos, JP Morgan Chase, recusou apelos do partido e só deu dinheiro aos republicanos, para as eleições parlamentares deste ano.”

O “fraco Obamsa”, nos dizeres de quem não percebe o contexto e aluga o texto dos banqueiros, está simplesmente enfrentando o “dragaão da maldade” americano, ou é razoável querer entender a polítrica americana ignorando o sistema financeiro?

Obama é tão “fraco” como qualquer presidente americano, com a diferença que resolveu tornar essa fraqueza histórica em conto de carochinha de analistas apressados.

Discorrer sem pensar é correr o risco de atuar como estafeta de banqueiro.


luiz alfredo motta fontana on 9 Fevereiro, 2010 at 4:36 #

errata

“O fraco Obamsa” = “O fraco Obama”

“dragaão da maldade” = “dragão da maldade”

polítrica = “política”


luiz alfredo motta fontana on 9 Fevereiro, 2010 at 4:41 #

Por fim e não por último

Como discorrer sobre a atual política americana ignorando os embates cokm o sistema financeiro, este mesmo sistema que domina, via domesticação, a grande mídia internacional, e por óbvio, a nossa “grande” múidia nacional.

O pensamento único em economia, que assola o pensar, entoando mantras e dogmas, é um belo dsintoma para que ao menos, desperte no analista diletante um mínimo de reflexão antes ousar frases e epítetos definitivos sobre o que, ao que parece, desconhece.


luiz alfredo motta fontana on 9 Fevereiro, 2010 at 4:43 #

errata

cokm = com
múidia = mídia

dsintoma = sintoma


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