BOA NOITE!

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DEU NO PORTAL IG E CORREIO DA BAHIA

“Símbolo de um País, ícone de um estilo musical, líder pacifista, milhares de seguidores em todo o planeta e cercado de muitos filhos e mitos. Esse é Bob Marley.Se estivesse vivo, o jamaicano completaria 65 anos neste sábado, 6 de fevereiro de 2010.

Nascido em 1945 na periferia de Kingston, capital da Jamaica, conheceu Neville O’Riley Livingston, o Bunny, e Peter Tosh, com quem começou a tocar latas e guitarras improvisadas em casa. Nascia então o The Wailers.

Bob foi casado com Rita Marley, uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers, como backing vocals, depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), entre eles o renomado Ziggy Marley, conhecido por dar continuidade a obra do pai.

Bob Marley era adepto da religião rastafári e um grande defensor da maconha. Na capa de Catch a Fire ele é visto fumando um cigarro de maconha. Bob marley morreu num hospital de Miami em 11 de maio de 1981.

No Brasil

Bob Marley esteve no Brasil uma única vez, em março de 1980, e jogou futebol no campo de Chico Buarque. Antes de começar o jogo Bob ganhou uma camisa 10 do Santos e sorriu, dizendo “Pelé” para depois explicar que jogava em qualquer posição

NA BAHIA

Em Salvador, onde a cena regueira cresce cada vez mais, o aniversário do compositor é lembrado com carinho. Vocalista da Diamba, Duda ressalta a importância do rei do reggae: “Ele é meu ídolo maior, tudo mudou quando ouvi o álbum Kaya (1978) numa fita K-7 Basf 60. Depois, eu quis saber tudo dele. Bob Marley falava como um profeta e influencia até hoje o mundo inteiro, do Japão à batida samba-reggae Olodum”.

O engajamento social e político das letras de Bob Marley foi fundamental para o surgimento de artistas de reggae na Bahia, sem contar que, em 1979, o mestre Gilberto Gil fez sucesso nacional com sua versão para No woman, no cry. O compacto de Não chores mais vendeu 750 mil cópias e foi importante para popularizar o ritmo jamaicano no país.

Em Cachoeira, cidade histórica a 120km de Salvador, nasceram alguns dos principais do reggae baiano: Sine Calmon, Nengo Vieira e, sobretudo, o pioneiro Edson Gomes, conhecido em o todo o Brasil. A inspiração maior de todos? Bob Marley, claro. Depois de apresentações antológicas como a do cantor africano Alpha Blondy com Edson Gomes em 1996, no Costa Verde Tênis Clube, a capital baiana agora promove eventos anuais do gênero que sempre lotam. Entre eles,República do Reggae e Tributo a Bob.

Bandas soteropolitanas como Diamba, Mosiah Roots e Adão Negro fazem shows em outros estados e, na Bahia, já dividiram o palco com atrações estrangeiras e nacionais de peso como Gregory Isaacs, Luycky Dube, Israel Vibration, U-Roy, S.O.J.A., Natiruts, Ponto de Equilíbrio e o grupo de rap paulista Racionais MC’s.

Nas festas populares de Salvador, o reggae também conquistou seu lugar. O Carnaval absorveu o ritmo e, este ano, o bloco Trilogia do Reggae desfila para o folião pipoca na segunda-feira, no circuito Dodô, na Barra-Ondina, a partir das 16h, com os cantores Dionorina (na estrada desde os anos 80), Gilson e Jorge de Angélica”.

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Erasmo Carlos, O Tremendão, em Cachaça Mecânica, de sua autoria, sacudindo saudades do tempo de carnaval na Avenida!!!
(Gilson Nogueira)

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Casa na ilha: Ubaldo deixa Itaparica domingo

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DEU NO JORNAL A TARDE

PATRÍCIA FRANÇA

“Tenho reputação que vai ser difícil eles macularem”. Foi desta forma que o escritor João Ubaldo Ribeiro, que se opõe à construção da ponte Salvador-Itaparica, reagiu, ontem, às declarações do governador Jaques Wagner (PT), que definiu como “besteirol” a discussão de que projetos que envolvem dinheiro são sempre obra cara e a serviço de empreiteira.

Ubaldo, que não participou do debate promovido por A TARDE, no qual estaria seu irmão Manoel Ribeiro, diretor da Construtora OAS e favorável à obra – para evitar, segundo explicou, situação semelhante à vivida pelos irmãos bíblicos Caim e Abel e Isaú e Jacó –, disse que não está ligando para as críticas e reafirmou não acreditar que a ponte será construída.

“Vão transformar numa poderosa Jamaica, só que lá é com o salário mínimo jamaicano, que é maior que o nosso”, disse numa referência ao balneário do Caribe. “Tudo o que fiz foi escrever um artigo (publicado em A TARDE) dizendo a minha opinião. Não fiz abaixo-assinado, não ofendi ninguém. Falei foi do capital especulativo. Agora, se eles não gostaram e se alguém quer rebater minha opinião com xingamento, isso é com eles”.

Ubaldo, que amanhã encerra as férias de verão que costuma passar na ilha, a sua terra natal, acha que primeiro é preciso ver a relação custo/ benefício da obra para saber se vale a pena construir. Ele contesta o argumento de que a ponte será a solução para todos os problemas. “Por que Itaparica só terá segurança se tiver a ponte? E se tiver, quem vai investir no ferryboat?’, indaga incisivo o escritor.

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Posted on 06-02-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 06-02-2010

Obama: visão “derrotista”

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Depois de insistir durante mais de um ano que o fracasso não era uma opção, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu esta semana que a revisão do plano de saúde poderá morrer no Congresso norte-americano.

Segundo o jornal português Diário de Notícias, durante um ato para angariar fundos a favor do Partido Democrata realizada na quinta feira, o presidente norte-americano apresentou-se com uma postura definida pela agência Associated Press como “derrotista”, em consequência da nova realidade política nos EUA, em que os democratas deixaram de ter maioria absoluta no Senado.

Eleitores e legisladores norte-americanos estão, nesta fase, mais preocupados com o emprego e a economia do que com a promulgação de mudanças radicais e dispendiosas no sistema de saúde.

A reforma, que permitirá que 31 milhões de norte-americanos passem a ter acesso a cuidados de saúde, estava à beira da aprovação, quando, em Janeiro, o candidato republicano Scott Brown conquistou o lugar do falecido senador democrata Ted Kennedy no Massachusetts, fazendo os democratas perderem a maioria qualificada no Senado, um revés para Barack Obama.

Ao perder este lugar -assinala DN-, os democratas têm agora 59 eleitos no Senado, contra os 60 anteriores, e perdem a maioria qualificada necessária para aprovar as reformas.

Nesta fase, as leis referentes à reforma de saúde nos EUA encontram-se num limbo. Durante o evento democrata de quinta feira, o presidente norte-americano disse que os republicanos devem fazer parte do processo, sendo que, até ver, estes têm demonstrado pouco interesse na questão.

“Acho que é muito importante para nós ter um processo metódico e aberto nas próximas semanas, e então iremos em frente para tomar uma decisão”, disse Obama.”E pode ser que… se o Congresso decidir que não vamos fazê-la [a reforma], mesmo depois de todos os fatos serem conhecidos, todas as opções serão claras, e então o povo americano poderá avaliar se o Congresso fez a coisa certa, ou não”, realçou o presidente.

“É como a democracia funciona”, sublinhou Obama, mas ressalvando que “não se deve deixar escapar o momento”.

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Neste sábado soteropolitano a música do baiano Tom Zé para começar o dia no Bahia em Pauta, foi postada na casa de um parente próximo deste Bahia em Pauta:O Blogbar do Fontana ( http://fontanablog.blogspot.com/ ).

Casa cibernética onde o visitante de bom gosto se sente à vontade:música de primeira, bebida não “batizada”, cultura, informação que interessa, opinião sempre, tudo postado com extremo zelo e senso estético do cidadão brasileiro Luiz Alfredo Motta Fontana.

Ah, tem muita poesia, que o dono da casa é poeta de primeira, e criou a Tabacaria do blog, que só vendo!

Quanto à música de Ton Zé é um achado do garimpo de quem sabe ( e gosta muito) do assunto. Nela, entre outras delícias, o ouvinte encontra o que o próprio artista de Irará considera um dos melhores versos de toda a sua vida de grande compositor: “Quando eu vi, que o Largo dos Aflitos, não era bastante largo pra caber minha aflição/Eu fui morar na Estação da Luz , porque estava tudo escuro dentro do meu coração” . Confiram os dois: a música de Tom Zé e o Blogbar do Fontana.

Tim Tim.

(Vitor hugo Soares)

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Posted on 06-02-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 06-02-2010

Pinheiro: Valentia com Ubaldo, faltou contra JH

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ARTIGO DA SEMANA

DIAS DE FÚRIA E FOLIA

Vitor Hugo Soares

Vivemos dias de fanfarronadas travestidas de fúria, desavenças e desacatos: na política em ano eleitoral; no centro do poder de sonhos absolutistas em Brasília; nos governos estaduais em desalinho. Observo da Bahia quase tudo, sem entender quase nada do que dizem e do que pretendem , além dos efeitos retóricos, personagens como Ciro, Serra, Dilma, Lula, Aécio e até mesmo o governador Jaques Wagner e auxiliares, neste período em que Momo começa a imperar.

Dirão alguns que quase sempre foi assim, e o espanto é por deficiência de memória. Momo é tempo de bazófia, de brincadeira, gandaia, confusão. Em alguns lugares bem mais que em outros. No Brasil – e na Cidade da Bahia em especial -, é um tempo desconcertante, bem próximo das palavras usadas pela Enciclopédia Universalis (Paris, 1970) para definir lugares e personagens de “Histórias de Cronópios e Famas”, o livro notável de Julio Cortázar.

“Sobre um fundo de caricaturas da vida de Buenos Aires, é uma seleção variada, insólita, de notas, de fantasias e de improvisações. Um humor melancólico, irônico ou violento”… Eis a mais perfeita definição destes dias da política e da vida brasileira. No Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas , na Bahia, em Pernambuco. Tanto que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff (PT), já anunciam que estarão em Salvador em pelo menos um dia para ver de perto essa folia. Faltam Ciro (PSB) e a verde Marina (PV) para a festa ficar completa e mais animada.

Por falar em Bahia, o secretário de Planejamento estadual, o evangélico deputado petista Walter Pinheiro, ataca com ferocidade inusitada ao escritor João Ubaldo Ribeiro. Entrevistado pelo “Jornal do Brasil”, Pinheiro surpreendeu esta semana pelas imagens e palavras agressivas ao partir para cima do autor de “Viva o Povo Brasileiro”, em defesa do governo na polêmica em torno da ideia do governador Jaques Wagner de construir uma ponte com 13km de extensão, ligando Salvador à Ilha de Itaparica. A obra bilionária ( R$1,5 a 2 bi)já desperta cobiça de quatro grandes empreiteiras – OAS e Odebrecht à frente .

Nascido em Itaparica e dono da obra fabulosa que projetou a ilha baiana no mundo inteiro, Ubaldo se opõe frontalmente à construção da ponte.A considera faraônica e distante das prioridades locais. Expôs isso com argumentos devastadores em defesa de sua opinião em artigo publicado no jornal A Tarde, que ganhou apoio nacional.

Depois de largo silêncio e ao ver o incêndio se espalhar pelo país, o governo Wagner saiu em defesa do projeto. Mas já corria na frente o manifesto intitulado “Itaparica: ainda não é adeus”, de apoio a Ubaldo, que recebeu assinaturas de figuras do porte de Chico Buarque de Holanda, Verissimo, Emanoel Araujo, Cacá Diegues, Milton Hatoum, Ricardo Cravo Albin, Sonia Coutinho, Jomard Muniz de Britto, Hélio Pólvora, Edson Nery da Fonseca, Sebastião Nery, Hélio Contreiras, entre muitos outros, baianos ou não.

Mas a fúria do secretário Pinheiro na defesa da ponte surpreendeu até alguns petistas, lembrados da docilidade do parlamentar nos debates com João Henrique Carneiro (PMDB), na última eleição para a prefeitura de Salvador, na qual Pinheiro foi fragorosamente derrotado: nos debates e nos votos. Vejamos dois trechos do que disse sobre João Ubaldo, o secretário encarregado de tocar o projeto (segundo assinala o JB):

– O João Ubaldo tem todo o direito de destilar o veneno dele. Deve estar olhando para governos anteriores.

– O velho João Ubaldo saiu da rede. Se não fosse o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), ele receberia a ponte pelo peito.

Ontem, no jornal A Tarde, o próprio governador Wagner se encarregou de renovar o combustível da polêmica, ao chamar de “besteirol” e “clichês” os argumentos do escritor João Ubaldo. É mais que provável que tudo terá resposta. A questão é saber se antes ou depois do carnaval.

Enquanto isso vale verificar o que andou rolando esta semana fora da Bahia.

Ao retornar de férias na Europa, o deputado do PSB, Ciro Gomes, candidato do partido à sucessão de Lula, jogou água gelada na cabeça dos que já consideravam favas contadas sua desistência da postulação, em favor do nome da ministra Dilma Rousseff. “O PSDB e o PT querem que eu retire a minha candidatura. Algum dos dois está errado. A única pessoa que está certa de querer tirar a minha candidatura é o Serra. Significa que o santo Lula nesse assunto está errado”, rebate Ciro.

Se o tiroteio é mesmo pra valer, ou apenas bala de festim de carnaval, só se saberá depois de Momo passar.

O senhor de Brasília parece apostar no tempo, senhor da razão. Depois do susto da crise de hipertensão em Recife, Lula dá sinais de ter colocado a cabeça no congelador – velha e sábia receita do gaúcho Leonel Brizola – mas sem deixar de falar grosso. “Eu meço minha pressão todos os dias: é 11 por 7 (em Pernambuco bateu nos 18 x 12). Foi um problema (a crise de hipertensão) que aconteceu. Mas, se eles pensam que vou ficar sentadinho em Brasília, podem tirar o cavalinho da chuva. Vamos inaugurar tantas obras que eles vão ficar doidos.”. Ontem já estava em Florianópolis.

“Eles”, provavelmente, são os tucanos e a turma do DEM, assim como os petistas baianos chamam de “essa gente” o ex-governador Paulo Souto (DEM), os ex-carlistas no Estado e, ultimamente, o cantor Caetano Veloso e o escritor João Ubaldo.

A conferir, depois que o carnaval passar.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Mais um dia que vem vindo. Deus nos abençoe!

boa noite!!!

(Gilson Nogueira)

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