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Posted on 02-02-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 02-02-2010

Caetano em Santo Amaro: aviso de armação

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Quem pensa em pegar Caetano Veloso de surpresa durante o carnaval de Salvador, com alguma maldade armada e escondida na cartola ou no abadá, é bom tirar o cavalo da chuva.

Amigos de infância do autor de “Chuva, Suor e Cerveja” fizeram a ponte e já chegou às mãos do filho de dona Cano o recorte do jornal A Tarde com a nota em que o jornalista Levy Vasconcelos conta na coluna Tempo Presente ter flagrado conversa de notórios petistas em um restaurante da moda política em Salvador, na hora exata em que o grupo de governistas urdia “um plano de vaias” para Caetano nos desfiles de rua da capital baiana. Na verdade, uma vingança pouco criativa pelas criticas disparadas recentemente pelo cantor em relação ao presidente Lula e seu governo.

Um economista de Terra Nova (ex-distrito de Santo Amaro da Purificação ) que conhece Caetano desde menino, mandou o recorte através de um amigo comum, convidado para o casamento do Jorge, sobrinho de Caetano (filho da escritora Mabel Veloso), realizado na Matriz de Santo Amaro da Purificação. O emissário entregou pessoalmente e a tempo a “encomenda”.

Caetano leu a nota na hora e confessou que não sabia de nada sobre a trama até aquele momento (o jornalista político Ivan de Carvalho também publicou artigo sobre o fato na Tribuna da Bahia). O artista guardou o papel no bolso e pediu a Chico (assim é chamado o emissário) para “agradecer muito” à pessoa que lhe mandou o recorte.

E nada mais falou nem lhe foi perguntado. Mas um ouvinte, presente na festa de casamento,pontuou: “Quando ainda nasciam os sisos nesta turma da vaia no PT, Caetano Veloso já chupava a doce cana caiana em Santo Amaro com os dentes”.

Agora é esperar o carnaval chegar!

(Vitor Hugo Soares)

Manoel Ribeiro, OAS: defesa da ponte

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“Bomba! Bomba!”, diria o colunista Ibrahim Sued se vivo estivesse:
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A revista degital Terra Magazine acaba de postar matéria sobre a antrevista do engenheiro Manoel Ribeiro Filho, da OAS, publicada nesta terça-feira no jornal A TARDE, em defesa do projeto da empresa em quer ele trabalha, de construção da ponte Salvador-Itaparica, anunciada pelo governo Jaques Wagner. A construção da ponte é condenada com veemência pelo escritor João Ubaldo Ribeiro.

Diz a chamada de Terra Magazine para a matéria assinada pelo repórter Claudio leal:

“Ponte polêmica: Diretor da OAS, irmão de João Ubaldo diz que construtora quer fazer condomínios fechados em Itaparica. Polêmica é pouco. Vai pegar fogo, é só aguardar os próximos lances.

BAHIA EM pAUTA reproduz texto da TM.

( http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,014242025 )

(Postado por Vitor Hugo Soares)

Claudio Leal

Em entrevista à repórter Katherine Funke, no jornal A Tarde desta terça-feira, o irmão do romancista João Ubaldo Ribeiro, o engenheiro Manuel Ribeiro Filho – diretor da construtora OAS na Bahia, Sergipe e Alagoas – ofereceu detalhes do projeto da empresa para a construção da bilionária ponte Salvador-Itaparica. A empreiteira Odebrecht também realiza estudos.

Entre as metas da OAS, está a de construir condomínios fechados na parte central da Ilha de Itaparica, o paraíso ecológico baiano. “O irmão do atual dono da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras diz que o estudo ‘ainda hiperpreliminar’ da OAS prevê preservação rigorosa da contracosta, criação de Parque Estadual no Distrito de Baiacu (reserva de mata atlântica, onde ficam terras que pertenceram ao avô) e condomínios fechados na parte central da ilha, que já estaria ‘degradada sob o aspecto ambiental'”, escreve a repórter de A Tarde. A ponte teria o comprimento de 12 km. Ubaldo não quis comentar as declarações do irmão.

O governo baiano lançou o edital em 14 de janeiro e recebe propostas em até 60 dias. João Ubaldo Ribeiro denunciou, no artigo “Adeus, Itaparica” (republicado por Terra Magazine, com a autorização do escritor), a intenção de grupos empresarias de transformar Itaparica em uma “patética Miami de pobre”. Escreveu Ubaldo:

– As estatísticas são outro instrumento desses filibusteiros do progresso que em nosso meio abundam, entre concorrências públicas fajutas, superfaturamentos, jogadas imobiliárias e desvios de verbas. Mas essas estatísticas, mesmo quando fiéis aos dados coligidos, também padecem de pressupostos questionáveis. Trazem à mente o que alguém já disse sobre a estatística, definindo-a como a arte de torturar números até que eles confessem qualquer coisa.

O artigo motivou um movimento nacional em apoio ao romancista itaparicano e em defesa da Ilha de Itaparica e da Baía de Todos-os-Santos. Já assinaram o manifesto “Itaparica: ainda não é adeus”: Luis Fernando Verissimo, Chico Buarque, Cacá Diegues, Milton Hatoum, Ricardo Cravo Albin, Sonia Coutinho, Jomard Muniz de Britto, Hélio Pólvora, Edson Nery da Fonseca, Sebastião Nery, Hélio Contreiras, além de companheiros da “Geração Mapa” (aglutinada por Glauber Rocha), como o poeta Fernando da Rocha Peres, os artistas plásticos Sante Scaldaferri e Ângelo Roberto, o ex-procurador-geral do Estado Antonio Guerra Lima e o músico Walter Queiroz Júnior. Houve ainda manifestações de apoio do exterior.

O texto defende um debate amplo sobre o projeto, questiona a prioridade da obra e afirma que João Ubaldo não é uma voz isolada. Escritores e professores baianos reforçam o manifesto, a exemplo de André Setaro, Ruy Espinheira Filho, Ildásio Tavares, Paulo Ormindo e Roberto Albergaria. Ontem, o apoio de Chico Buarque ampliou as discussões em torno do megaempreendimento.

Em entrevista a Terra Magazine, o secretário de Infraestrutura da Bahia, João Leão (PP), definiu:

– Maravilha! Só que os escritores estão de um lado e o povo está de outro… Rapaz, se a população não tem concepção de urbanismo, só quem tem são os escritores? ( leia aqui).

Leia em Terra Magazine

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Posted on 02-02-2010
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DEU NO BLOG DE ANDRÉ SETARO

O Setaro`s Blog, um dos melhores sites especializados em cinema e cultura do país, editado pelo crítico e professor de cinema da FACOM-UFBA, publica artigo sobre a partida, na semana passada, de Timo Andrade, técnico de som de primeira linha de cinema na Bahia (presença em alguns dos melhores documentários da Jornada de Cinema ).

Bahia em Pauta reproduz o texto de André ( e contribuições do cineasta Tuna Espineira ( “Cascalho) ), como tributo a Timo e admiração por seu trabalho e pela figura especial que ele sempre foi até partir.Saudades!

(Vitor Gugo Soares e Tuna)

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Timo Andrade: saudades

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CRÔNICA DE ADEUS A TIMO

André Setaro

José Oswald Guerrini de Andrade, mais conhecido como Timo Andrade, foi levado pela Implacável semana retrasada aos 65 anos (faria 66 dia 1 de maio), deixando seus amigos e colegas consternados com o seu falecimento. Sobre ter sido um excelente técnico de som, Timo era uma pessoa gentil, de lhano trato e possuía um senso de humor bastante aguçado, que dava a impressão de estar a rir do absurdo da existência, da comédia humana. Além do profissional competente, Timo gostava muito de tomar umas e outras (e o dito aqui é um elogio). Sabia, como poucos, entornar, sem que, com isso, se transtornasse, mas, ao contrário, ficava sempre sóbrio na sua composição etílica, salvo, evidentemente, e ninguém é de ferro, em raras ocasiões. Quem, em sã consciência, pode suportar a dura realidade da vida sem tomar umas três doses de scotch? já dizia Humphrey Bogart. Ao contrário dos dias de hoje, egoísticos, individualistas, consumistas, era amigo de seus amigos. Conheci Timo lá pelos anos 70, e, vez por outra, encontrava-o, vermelho, com cara de felicidade, sorriso aberto, nos colons da vida.

Neto do famoso Oswald de Andrade, sobrinho de Rudá, que faleceu também, José Oswald Guerrini de Andrade largou São Paulo (onde tinha tudo para circular folgado nos meios artísticos e intelectuais) para adotar a Bahia como morada da felicidade. Em 1981, trabalhei como ator-canastrão em O cisne também morre, de Tuna Espinheira, no papel de um dono de funerária. O filme, retrato de um tempo boêmio que não mais existe, inspirado na figura etérea do grande poeta Carlos Anysio Melhor, é um dos poucos trabalhos de ficção do documentarista Tuna (o outro: o longa Cascalho, baseado no romance homônimo de Herberto Salles). Lembro-me bem que houve uma sequência numa funerária do Terreiro de Jesus que durou quase o dia inteiro a entrar madrugada adentro. Para esperar as tomadas, ficava com Timo e outros companheiros da equipe, a tomar cervejas num barzinho em frente. O cinema, para o ator (não sou ator, mas já participei de poucos filmes como tal) é esperar a próxima tomada.

Seu currículo é extenso. Foi som-guia, em 1975, de Tenda dos milagres, que Nelson Pereira dos Santos filmou na Bahia segundo o livro de Jorge Amado. Trabalhou muito com Agnaldo Siri Azevedo (O boca do inferno, Creio em ti São Jorge dos Ilhéus, Não houve tempo sequer para as lágrimas, Memórias de Deus e o Diabo em Monte Santo e Cocorobó, Suite Bahia, A volta do Boca do Inferno, As philarmônicas, entre muitos outros), Tuna Espinheira (Maculelê, Seca verde, A seca no lago de Sobradinho, o já citado O cisne também morre etc), Guido Araújo (A morte das velas do Recôncavo, Ilhas da esperança, O Raso da Catarina, uma reserva ecológica), Fernando Cony Campos (O box amador, Semana de arte e educação…), Ipojuca Pontes (Memórias de Canudos), Roberto Gaguinho (Casa de taipa, Os que dormem do lado de fora), Plácido Campos Junior (Curumim na terra do sol), João Baptista Reimão (Daniel, o capanga de Deus), Rino Marconi e Tasso Franco (O lixo), Chico Drummond (Regalia de balaio), Arnold Conceição (O rio da vida), Fernando Bélens (Fibra), Pola Ribeiro (A lenda do Pai Inácio), Gofredo da Silva Telles Neto (Brasilíndia), Rubens Rocha (O sertão dos tocós), Otávio Bezerra (A resistência da lua), Walter Pinto Lima e Carlos Vasconcelos Domingues (O império do Belo Monte), Chico Liberato (O boi Aruá, desenho animado baiano de longa metragem), Luis Celso Campinho (Riscada do mapa), Luis Wenderhausen (Ursula), Chico Botelho (Janette, como assistente de produção), Almir Freire (A palavra aretê), entre muitos e muitos outros. Trabalhou também em importantes agências de publicidade. E foi o organizador do livro Dia seguinte e os outros dias, de seu avô Oswald de Andrade (Editora Cótex)

Quem me comunicou o falecimento de Timo Andrade foi Tuna Espinheira, quando ainda estava em Tiradentes. Assim se manifestou sobre o amigo e colega:

“Timo subverteu a ordem natural do êxodo. Nascido e criado na Paulicéia Desvairada, neto de Oswald de Andrade, sobrinho de outro Andrade, Rudá, tinha, portanto, régua e compasso e jogo de cintura próprio, para transitar com facilidade nas rodas da arte/cultura paulistana. Deixou o campo florido, escolheu a aventura. Um belo dia, obedecendo os ditames da sua própria cabeça, arrumou o matulão, pegou um Ita no sul e veio dar com os costados na Bahia de Todos os Exús.

Era um amigueiro profissional, bom de copo, dono de humor de boa cepa.

Tornou-se, em pouco tempo, em um baiano autêntico, com a marca emblemática, desta sua cidadania ter sido por obra e graça, com o Amem e a benção dos Anjos, da opção/devoção.

Aqueles que o conheceram nas aventuras cinematográficas, produções franciscanas, nesta renitente província, bem sabem do companheirismo, da presteza, deste membro de equipe, pau pra toda obra, sempre disposto, “sin perder La ternura jamás”.

Timo terá sempre um lugar no imaginário/memória, dos verdadeiros amigos, ele que, muitas vezes, desassombrado, rompia a barreira da amizade para se tornar um cúmplice.

Saudades e um brinde ao personagem Timo Andrade”

Tuna Espinheira

Ler mais: http://setarosblog.blogspot.com/2010/02/timo-andrade-19442010-in-memoriam.html#ixzz0eO4hEm8S

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“Canto de Iemanjá”, de Baden e Vinícius, é a música para começar o dia no Bahia em Pauta. E outra não poderia ser nesta terça-feira baiana, 2 de fevereiro, dedicada a Janaina. A perfeita combinação de canto ritual com a melhor MPB. Dois gênios e uma canção genial de tributo à encantadora rainha do mar, onde tudo é revolucionário e inovador, a começar para batida do violão de Baden.

Canto em oferenda do Bahia em Pauta a Yemanja e a uma aniversariante paulista desta data especial: a jornalista Thais Bilenky, moça moderna da também revolucionária Rua Augusta, ex-Terra Magazine, amiga querida e colaboradora do BP, que festeja a data no Rio de Janeiro a caminho do Carnaval de Salvador.

SALVE YEMANJÁ!!! PARABÉNS THAIS!

( Vitor Hugo Soares )

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Posted on 02-02-2010
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Dilma e serra: dúvida nos institutoss

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DEU NA COLUNA
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No jornal O Globo, coluna de Ancelmo Gois, uma nota para cofiar a barba ( dos que as cultivam) ou coçar a cabeça dos que já perderam os cabelos:

IBOPE OU VOX

Quem conversa com Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, sai convencido de que Serra será eleito presidente.

Já quem troca dois dedos de prosa com Marcos Coimbra, do Vox Populi, sai achando que Dilma vai suceder Lula

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