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Sugestão garimpada pelo jornalista Gilson Nogueira para acompanhar o sono – e os sonhos- dos leitores e ouvintes do BP na madrugada que se aproxima.
BOA NOITE!!!
O número de mortos provocados pelo violento sismo que sacudiu o Chile e pelo tsunami por ele gerado no Pacífico ascende a 708 e pode continuar a aumentar, dado o elevado número de desaparecidos. Há dois milhões de desalojados.
O balanço de vítimas inclui as pessoas que morreram na sequência do terremoto e do maremoto que atingiu várias ilhas chilenas. Ontem, o Governo admitiu um “erro de diagnóstico” da Marinha que levou à não ativação de alertas de tsunami que devastou a região costeira, após o terremoto de magnitude 8,8 graus da Escala de Richter que anteontem atingiu o Chile. A hipótese de ocorrência de tsunami foi descartada pelas autoridades, mas a verdade é que ondas gigantes varreram as regiões costeiras mais próximas do epicentro do sismo.
Dos mais de 700 mortos, a grande maioria (541) é da região de Maule, a mais próxima ao epicentro do sismo, que deixou também dois milhões de desalojados e causou prejuízos calculados entre 11 e 22 milhões de euros, segundo a sociedade norte-americana EQECAT, especializada em riscos causados por catástrofes.
“Estamos diante de uma emergência”, declarou Michelle Bachelet, que sublinhou que o elevado número de desaparecidos pode fazer crescer, nas próximas horas, o balanço de vítimas.
Outra situação que poderá também aumentar o número de mortos vivia-se ontem, em Concepción (a cerca de 500 quilómetros a Sul de Santiago), onde 60 pessoas ficaram presas nos escombros de um prédio habitacional que desmoronou.
As operações de resgate foram prejudicadas pelas frequentes réplicas – há registo de mais de cem, algumas fortes – que se fizeram sentir no país depois do abalo principal.
Face à instabilidade sísmica, centenas de milhares de chilenos preferiram dormir na rua a abrigar-se em habitações danificadas e em risco de colapso.
Na cidade de Concepción, a polícia utilizou bombas de gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar uma multidão de saqueadores que fugia de um supermercado com pacotes de comida e produtos eletrónicos. Imagens da televisão chilena são conta de ondas de saques em muitos outros estabelecimentos comerciais.
Para agilizar a assistência às vítimas e prevenir os saques que ameaçam estender-se a inúmeras localidades, a presidente decretou “estado de exceção de catástrofe” nas regiões de Maule e Bio-Bio, que ficarão durante um mês sob tutela militar.
Antes do último balanço, estima-se em 400 as vítimas do sismo, mas quando se soube que, só na cidade costeira de Constitución, 350 morreram, era inevitável uma atualização dos números.
As imagens daquela cidade revelam casas destruídas, grandes barcos pesqueiros arrastados para terra firme e carros revirados. Há cenas de idêntica devastação em Pelluhue, outra cidade costeira, onde carros foram parar ao telhado de casas destruídas.
Centenas de milhares de casas e estradas ficaram destruídas na região central do Chile, o maior produtor de cobre do Mundo e uma das economias mais estáveis da América Latina.
Entretanto, o aeroporto de Santiago, que se previa estar fechado durante três dias, ontem reabriu parcialmente ao tráfego. Um avião da companhia aérea Lan, proveniente de Lima (Peru), foi o primeiro voo a aterrar na capital chilena.
(Com informações do Jornal de Notícias, da cidade do Porto, Portugal)
Tudo indica que o martelo está batido nas hostes dos Verdes baianos quanto à decisão de partir com candidaturas próprias, tanto para a presidência da República, Marina Sliva, como para governador do Estado,Luiz Bassuma. além de Edson Duarte para Senador. A nota divulgada neste domingo pelo Coordenador Leste do PV, Fernando Guida, praticamente não deixa dúvidas quanto a isso. Confira. ( Vitor Hugo Soares )
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Querid@s Companheir@s do PV-BA,
Até dois dias atrás ainda faltava termos certeza quanto à posição do Coordenador Geral da Campanha da Marina, Alfredo Sirkis, a quem copio, a respeito da possibilidade de ainda haver nova conversa com o Governador Wagner com vistas ao possível estudo de proposta de alinhamento político do PV, sem lançarmos candidatura própria para governador.
Tive com Sirkis a conversa definitiva: não há mais sequer a possibilidade de analisarmos qualquer proposta vinda do grupo do Governador.
Antecedendo tal reunião, juntamente com o Presidente Penna, trabalhamos o tema em Brasília com diversos deputados federais e dirigentes nacionais e corroboramos a já plenamente conhecida decisão do PV-BA de lançarmos Bassuma a Governador e Edson Duarte a Senador.
Portanto, fora um pequeno grupo, há total sintonia quanto ao posicionamento do PV-BA e, por mais que ainda possa haver alguma insistência de quem quer que seja em tentar divulgar algo diferente, só há um caminho para o Partido: atender à vontade da esmagadora maioria dos Companheiros e às orientações da Direção Nacional, corroboradas pela Coordenação Nacional da Campanha Presidencial, trabalhando, de forma firme e entusiasmada, pela estruturação das campanhas da Marina, Bassuma, Edson, nossos estaduais e federais, ignorando possíveis boatos ou matérias jornalísticas plantadas ou inventadas apenas na intenção de dificultar nossa caminhada.
Saudações Verdes,
Fernando Guida
Coordenador Leste PV
www.pv.org.br
Walter Alfaiate:samba e elegância
MARIA OLÍVIA
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Parafraseando belíssimo samba cantado pela não menos saudosa Clara Nunes, Walter Alfaiate foi embora desse mundo de ilusão. Não é mesmice dizer que mais um grande sambista da geração de bambas cariocas morreu. Não, repetir não basta.
O corpo do sambista Walter Alfaiate foi sepultado às 17 horas e 20 minutos, no Cemitério São joão Batista, em Botafogo, bairro da zona sul carioca e palco de sua vida. Cultuado pelos sambistas cariocas, jamais foi reconhecido pelas gravadoras. Com mais de 50 anos de carreira e 200 sambas compostos, ele gravou apenas três discos, graças a sensibilidade e o apoio de amigos, a exemplo de Aldir Blanc e Paulinho da Viola.
Fazer roupas, escrever e cantar sambas eram as três coisas que Seu Walter, como era chamado carinhosamente, mais gostava de fazer na vida, disse em entrevista a Diogo Nogueira – filho do grande e também saudoso João Nogueira -, que apresenta o Programa “Samba na Gamboa” , um programa semanal de samba que vai ao ar às terças-feiras, 10 da noite na TV Basil, que recomendo a todos.
Outra pérola que o mestre da tesoura e da poesia contou a Diogo: por ser garoto propaganda do seu próprio trabalho, nunca realizou o sonho de usar calça jeans. Maravilha, mestre da nobreza!.
Walter Alfaiate também gostava de registrar que Paulinho da Viola teve grande influência na sua carreira. “Ele me chamou para fazer um show com ele em um teatro, em 1976, que também saiu em CD. Conheço Paulinho e sua família há muito tempo. Sempre que me convidam, eu apareço nas rodas de samba de sua casa”.
Walter frequentava muitas rodas de samba, inclusive foi em um almoço na casa de Clara Nunes que ele conheceu Aldir Blanc. — Ele me ouviu cantando e me perguntou por que eu não gravava. Respondi que não tinha oportunidade, então ele afirmou: ‘Você vai gravar’. Eu guardei aquilo e realmente ele cumpriu sua promessa. O Aldir ficou tão inconformado por eu não gravar, que na época do jornal Pasquim publicou uma nota, que eu tenho guardada até hoje como relíquia, dizendo que não sabia por que eu não gravava, já que tinha uma voz formidável.
Além do disco, participei com ele do show que comemorou os seus cinquenta anos, no Canecão, no Rio, lembrou em entrevista.
Seu Walter era entusiasmado com a nova geração do samba carioca. Tinha razão o dono daquele vozeirão de arrepiar. Tem muita gente boa levantando a bandeira do samba e botando pra quebrar nas casas de shows do Rio de Janeiro, especialmente na Lapa.
Tenho certeza que a moçada vai lhe render belas homenagens, porque em vida, este carioca acima de qualquer coisa só foi reconhecido tardiamente. Que esses jovens que iluminam as rodas de samba deste país, continuem levando seu samba e seu gingado, pelo bem das futuras gerações e da história da música brasileira.
Para finalizar uma notícia que me chega pelo telefone: Zeca Pagodinho enviou uma coroa de flores.
Maria Olívia é jornalista
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Velório de mestre Alfaiate no Rio
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DEU NO PORTAL G1
Começou por volta das 11h deste domingo (28) o velório de Walter Alfaiate, na sede do Botafogo, na Zona Sul do Rio. O corpo do sambista, que morreu de falência múltipla dos órgãos no último sábado (27), será enterrado às 17h, no Cemitério São João Batista, no mesmo bairro.
Sobre o caixão, bandeiras da Portela, da escola Foliões de Botafogo e de seu time do coração, além do tradicional chapéu panamá garantiam a elegância da despedida de Alfaiate. O cantor e compositor Zeca Pagodinho enviou uma coroa de flores.
“Walter era uma pessoa muito simples, que foi reconhecida tardiamente. Ele era um carioca acima do artista. Fizemos muitos shows juntos”, disse o sambista Moacyr Luz, que lembrou ainda o medo de avião do amigo.
Emocionada, Regina Célia Baldi contou que cuidou por dez anos do compositor. “A história de tudo está naquele chapéu. Ele passou por muitas dificuldades e sofreu muito”, diz ela, que costumava preparar chá de romã para garantir a boa forma da voz da cantor.
O cantor e compositor deixa três filhos.
Internação
O músico estava internado em estado grave há cerca de dois meses no Hospital da Lagoa, na Zona Sul da cidade. Alfaiate, que teve falência múltipla dos órgãos, sofria de enfisema pulmonar, ineficiência cardíaca, arritmia, insuficiência renal, gastrite e esofagite.
O sambista havia sido transferido para a unidade de saúde em dezembro. Anteriormente, ele foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Instituto estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, também na Zona Sul, por quase um mês.
Midlin: vida exemplar

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O mundo dos livros e dos verdadeiros amantes da leitura perdeu o seu guardião no Brasil: Morreu na manhã deste domingo o empresário José Mindlin, deixando de luto o mundo da leitura e da literatura, como assinala o blog Nillnews ao dar a notícia.
Nascido em São paulo em 8 de setembro de 1914, José Ephim Mindlin foi advogado, empresário e destacado bibliófilo brasileiro.
Filho do dentista Ephim Mindlin e de Fanny Mindlin, judeus nascidos em Odessa, formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Advogou por alguns anos, atividade que deixou para fundar a empresa Metal Leve, que mais tarde se tornou uma potência nacional no setor de peças para automóveis. José Mindlin deixou a empresa em 1996. Entre outras atividades, presidiu a Sociedade de Cultura Artística.
Após sua aposentadoria do mundo empresarial, Mindlin pôde dedicar-se integralmente a uma paixão que tem desde os treze anos de idade: colecionar livros raros. Seu primeiro livro foi Discours sur l’Histoire universelle de Jacques-Bénigne Bossuet, de 1740. Aos 95 anos de idade acumula um acervo de mais de 38 mil obras.
Em 20 de junho de 2006 Mindlin foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, onde passou a ocupar a cadeira número 29, sucedendo a Josué Montello. Após saber da vitória na eleição, Mindlin declarou: “De certa forma, corôa uma vida dedicada aos livros”. No mesmo, ano Mindlin decidiu doar todas as obras brasileiras da vasta coleção à Universidade de São Paulo (USP)[2]. A partir de então, ela passou a ser chamada de “Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin”
“Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita (esposa já falecida de Mindlin) éramos os guardiães destes livros que são um bem público “ , dizia José Midlin.
Medo e desolação no Chile

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Considerado um dos mais violentos abalos sismicos dos últimos 100 anos, o terremoto de magnitude 8,8 que abalou o Chile ontem de madrugada , causou pelo menos 300 mortos e afetou cerca de dois milhões de pessoas. O sismo provocou uma série de alertas de tsunami nos países banhados pelo Oceano Pacífico, principalmente na Rússia e no Japão que ontem e hoje decidiram deslocar da costa milhares de pessoas.
O jornal Público, de Portugal, informa a partir de dados do gabinete chileno de emergência (Onemi), que a grande maioria das vítimas mortais, cerca de 90 por cento, morreu dentro de casa enquanto dormia, surpreendida pelo forte tremor de terra que espalhou o pânico em cidades como Concepcion e a capital Santiago, para onde seguem suspensos os vôos de avião de carreira do brasil.
Na região de Concepção, a 500 quilômetros a Sul de Santiago, a destruição assume maiores proporções com milhares de casas e carros destruídos, estradas esventradas e pontes abatidas, nomeadamente a que atravessava o rio Bio Bio. “A natureza decidiu novamente mostrar a sua força no nosso país”, lamentou a Presidente Michelle Bachelet que está prestes a terminar o seu mandato à frente do país andino com mais de 16 milhões de habitantes.
O Chile, situado numa das regiões do mundo com mais intensa atividade sísmica, é vizinho de uma zona de convergência de duas grandes placas tectónicas. Foi no Chile que se sentiu o maior sismo desde que existem registos – aconteceu em Valdivia no dia 22 de Maio de 1960 e atingiu uma magnitude de 9,5.
O Chile não foi muito atingido pelas ondas que se formaram após o abalo, com epicentro no Oceano Pacífico, a cerca de 90 quilómetros de Conceição, segunda maior cidade chilena, com cerca de 500 mil habitantes. No entanto, na pequena ilha Robinson Crusoe, a 700 quilómetros da costa, pelo menos cinco pessoas morreram e onze estão dadas como desaparecidas. Entre os desaparecidos, encontra-se uma equipa de dez arqueólogos submarinos franceses.
Ontem, a Presidente Michelle Bachelet sobrevoou as zonas afetadas. “Para já, os estragos não podem ser calculados”, disse numa mensagem ao país no final do dia. Segundo a ministra da Habitação, Patricia Poblete, 1,5 milhões de casas foram afetadas, entre as quais 500 mil deixaram de ser habitáveis.
Em Santiago, o abalo, que, segundo testemunhas, durou mais de um minuto, mergulhou vários bairros na escuridão e trouxe para as ruas milhares de chilenos aterrorizados. Várias horas depois, muitos recusavam-se a entrar nas suas casas, com receio de que as múltiplas réplicas, algumas das quais com magnitude acima dos 6, pudessem provocar ainda mais estragos.
O piso de várias auto-estradas ficou com brechas, o aeroporto da capital foi fechado por 24 horas. A pista ficou intacta, mas o terminal de passageiros ficou danificado.
Apesar dos elevados estragos, as autoridades chilenas pediram à comunidade internacional que aguardasse antes de enviar ajuda. “Uma ajuda que chega sem que estejam definidas as prioridades não é uma grande ajuda”, disse o chefe da diplomacia Mariano Fernande, afirmando que o Haiti, país recentemente abalado por um sismo, pode ter mais necessidade dessa ajuda.
Vários países e organismos internacionais propuseram a sua ajuda. A União Europeia ofereceu 3 milhões de euros de ajuda de emergência. O Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon anunciou que o auxílio da organização que dirige está disponível. O Presidente dos EUA, Barack Obama, também se mostrou disponível a ajudar.
O sismo chileno foi mais violento do que aquele que devastou o Haiti no dia 12 de Janeiro, que registou uma magnitude de 7. Segundo o último balanço, o abalo no Haiti provocou cerca de 222 mil mortos. O Chile, um dos países mais desenvolvidos na América Latina, estava melhor preparado para fazer face ao tremor de terra. O país implementou normas de construção anti-sísmicas.
(Com informações do diário PÚBLICO, de Lisboa)..
Hansen Bahia e,,,

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…sua obra imortal

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ARTIGO/ARTE
PRESENTE PARA OS BAIANOS
Sandra Regina de Araujo Caldas
Este ano, comemora-se 95 anos de um grande artista Karl Heinz Hansen (1915-1978) ou como é mais conhecido Hansen Bahia. Alemão de Hamburgo, marinheiro, escultor, pintor e cineasta, que escolheu para se expressar a xilogravura.
Era um grande mestre, segundo Jorge Amado “o pai da gravura baiana”. Seu trabalho destaca-se pela forma primorosa de indicação da luz e os inúmeros efeitos criados através de delicadas texturas, fazendo surgir um novo tipo de xilogravura na arte contemporânea. Trata-se de um nome internacional nas artes brasileiras e para nosso orgulho, especialmente nas artes baianas. Transparece em sua obra a vida brasileira.
Hansen iniciou o seu trabalho como gravador por volta de 1946 na Alemanha e veio para o Brasil por volta de 1949 onde passou a trabalhar numa editora em São Paulo. Mesmo executando outro trabalho, o seu tempo livre era dedicado á gravura.
Mudou-se para a Bahia em 1955 e posteriormente escolheu para viver, a região do recôncavo, onde até hoje permanece a Fundação Hansen Bahia. Na casa onde viveu com a sua esposa Ilse Hansen, falecida cinco anos após a morte do artista, na Fazenda Santa Bárbara, em São Félix – BA pode ser visto o seu atelier e grande parte da sua obra.
Os baianos, hoje, têm o privilégio de rever o maravilhoso trabalho de Hansen Bahia no Instituto Goethe – ICBA em Salvador de 23-02 a 03-04 ou em breve na Casa dos Hansen, de Abril de 2010, quando será inaugurada a nova sede da Fundação em Cachoeira, até Março de 2011.
São 59 xilogravuras restauradas com o patrocínio do Consulado Geral da República Federal da Alemanha, no Recife. Dentre elas duas séries se destacam “Navio Negreiro” inspirada no poema de Castro Alves e a ”Via Crucis do Pelourinho” álbum homônimo com textos de Jorge Amado, além de “Amigas de Banho”, “Candomblé”, “Os cavalheiros do apocalipse” e algumas matrizes cuidadosamente recuperadas. A exposição, Hansen Bahia 95 anos, é um presente para os baianos, uma aula de arte.
Imperdível!
( Sônia Regina de Araujo Caldas, artista plástica, doutora em Letras na área de estudos culturais, professora do Curso de Comunicação Social da UCSAL e de Turismo da FAMETTIG.)
ADEUS, ALFAIATE! O SAMBA , E QUEM GOSTA DELE COMO O BAHIA EM PAUTA, LHE AGRADECEM. BOA NOITE!!! (VHS)
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Morreu na tarde deste sábado, no Rio de Janeiro, o sambista Walter Alfaiate, de 79 anos. Com a saúde fragil, ele recebia cuidados médicos es-eciais desde o final do ano passado.. Alfaiate estava internado no Hospital da Lagoa, na zona sul, e morreu por volta da 17 horas em decorrência de falência múltipla dos órgãos, segundo informa a Agência Estado. O corpo , ainda segundo a AE, deverá ser velado na sede do clube Botafogo, no bairro onde o sambista passou toda sua vida.
No mundo do samba carioca, Walter Alfaiate – que, de fato, exercia a profissão que lhe deu apelido – começou a despontar nos anos 60, com a participação em rodas no Teatro Opinião e de shows na boate Bolero. Teve músicas gravadas por João Nogueira e Paulinho da Viola na década de 70 e foi “redescoberto” pela mídia nos anos 90, também com apoio de Paulinho. Seu primeiro disco, “Olha Aí” foi gravado em 1998.
No final do ano passado, sambistas como Monarco, Alcione e Arlindo Cruz reuniram-se no show beneficente “Samba para Alfaiate”, no Circo Voador, com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar no tratamento médico do sambista .
(Com informações da AE
Serra x Dilma: jogo endurece

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Nova pesquisa Datafolha acaba de sair do forno neste sábado e mostra que segue em queda a diferença entre os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.
A pesquisa publicada na edição de domingo do jornal Folha de São Paulo, que já está nas bancas da capital paulista, mostra Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), com 8%. Na mostra anterior da Datafolha, divulgada em dezembro de 2009, Serra tinha 37%; Dilma 23%; Ciro 13%; e Marina 8%.
O levantamento foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Do total de entrevistados (2.623), 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Segundo o portal IG, a pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, aumentam para 38% as intenções de voto em Serra (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).
IG assinala ainda que no cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.
De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%. A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.
A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob protocolo nº 4080/2010.
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Ubaldo: lagartos, lagartixas e calangos

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CRÔNICA/TRIBUTO
DEIXEM UBALDO EM PAZ
Janio Ferreira Soares
Apesar de continuar achando que tudo não passa de mais um belo lance eleitoral criado pelos marqueteiros do governo Wagner – certamente apoiado por algum desafeto de João Ubaldo, talvez com raiva por ter levado ao pé da letra o seu romance O Sorriso do Lagarto, e após meses em busca de uma lagartixa feliz só ter encontrado calangos balançando cabeças como se afirmando sua tendência à estupidez -, peço licença (com ar de vênia, em homenagem ao professor Manoel Ribeiro), para meter o bedelho nesse furdunço político-sentimental-arquitetônico que começou depois do anúncio da construção da ponte Salvador-Itaparica, embora eu ache que ela continuará hibernando na prancheta dos sonhos.
Não estou aqui defendendo ou condenando nada, até porque a única ponte que interessa por essas bandas (alô, Aninha Franco!) é alguma que leve a miséria e o analfabetismo para bem longe do sertão e na volta desemboque num desses lugares de sonho que aparecem na propaganda do governo da Bahia – tipo Itacaré. Só acho que velhos baianos como João Ubaldo, Cid Teixeira, Waldir Pires, J. C. Teixeira Gomes, Caetano, Gil e tantos outros, merecem, independentemente de ideologias, um mínimo de consideração. Quando não pelas opiniões, pelo menos pelo jeito bacana de levar a Bahia por aí.
Não conheço João Ubaldo pessoalmente apesar de ter tido um belo álibi para fazê-lo quando, meses atrás, eu estava no Rio e ao sair da livraria Argumento com seu último livro, O Albatroz Azul, o avistei com amigos no boteco Tio Sam. Confesso que se não fosse minha timidez, teria puxado um papo de autógrafo e me apresentado como o cara que, tempos atrás, trocou alguns e-mails com ele a respeito de um artigo publicado no jornal A Tarde, onde eu brincava sobre o que teria acontecido se, em vez de ter ido para Salvador e conhecido Glauber, ele continuasse estudando em Aracaju. Nesse caso, essa ponte seria unanimidade, este artigo não existiria e os lagartos continuariam tristinhos, coitados, apenas balançando suas cabeças e rabos para os imbecis de plantão.
( Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismoe de Paulo Afonso(BA), na região do Vale do São Francissco)
No artigo que assina neste sábado na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho assinala em sua antenada coluna que de acordo com os rumores de bastidor, embolou – mais do que já estava – a composição da chapa de candidatos às eleições majoritárias liderada pelo governador Jaques Wagner.
Um pouco mais de tempo (provavelmente pouco) ainda será necessário para que se decidam as coisas. No entanto, manifestam-se no PT resistências, principalmente na bancada federal, mas não só nela, à inclusão de César Borges na chapa. É o que alguns já consideram a dança do Rebolation, sucesso do carnaval e DO verão baiano chjegando à sucessão. Confira.
( VHS )
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A dança da sucessão no governo

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OPINIÃO POLÍTICA
REBOLATION NA CHAPA GOVERNISTA
Ivan de Carvalho
De acordo com os rumores de bastidor, embolou – mais do que já estava – a composição da chapa de candidatos às eleições majoritárias liderada pelo governador Jaques Wagner. Um pouco mais de tempo (provavelmente pouco) ainda será necessário para que se decidam as coisas.
Parece que a única coisa certa, imutável, é a candidatura do atual governador à reeleição.
Uma das questões ainda a receber um ponto final é a candidatura à reeleição do senador César Borges, presidente estadual do PR, na chapa encabeçada por Wagner. Há uma tendência muito forte de que o senador venha realmente a integrar a coligação liderada pelo PT, mudando radicalmente o seu alinhamento político anterior.
No entanto, manifestam-se no PT resistências, principalmente na bancada federal, mas não só nela, à inclusão de César Borges na chapa. Parte de alguns que propõem em seu lugar principalmente o ex-governador Waldir Pires (no deputado e secretário estadual Walter Pinheiro não se fala mais). O senador Borges ainda não fez manifestação pública clara a respeito, embora o governador haja sinalizado publicamente no sentido de que é muito provável a inclusão do senador e do PR na coligação.
Outro ponto nebuloso diz respeito ao candidato à outra cadeira de senador. O governador Wagner vinha dizendo que, além da candidatura dele mesmo à reeleição, só o que havia de certo era uma candidatura do PP a senador. Queria com isto dizer que estava acertado que o ex-governador e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar, deixaria seu atual cargo, ingressaria no PP e seria candidato a senador. Tudo isso relativo a Otto parece estar mantido, menos a candidatura ao Senado. Rumores mais recentes o colocam entre a disputa da cadeira de senador e o cargo de vice-governador. Motivos pessoais, de saúde e até de “equilíbrio político” na chapa para o Senado poderiam (não estou afirmando que isto ocorrerá com certeza) deslocar Otto Alencar da disputa pelo Senado para candidato a vice-governador. A conferir.
Isso abrirá – ou abriria – espaço para outras mudanças. A deputada e ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata (dizem que está esfuziante), do PSB, que estava ficando escalada mesmo para candidata a vice, embora seu objetivo prioritário fosse o Senado, substituiria Alencar como candidata a uma das duas cadeiras de senador.
Quanto ao presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, do PDT, primeiro nome pensado para candidato a vice pelo governador, inclusive por ser máximo o grau de confiança pessoal e política de Wagner nele, ficará (ficaria) sem espaço numa chapa Wagner-César-Lídice-Otto. Neste caso, concorreria a mais um mandato de deputado estadual, com a garantia, construída ao longo desses últimos três anos, de uma votação extremamente expressiva. Uma análise rápida de conjuntura na Assembléia – incluindo previsões sobre sua composição na próxima Legislatura – sugere que, uma vez que Wagner seja vitorioso na candidatura à reeleição, Nilo teria chance de eleger-se presidente da Casa pela terceira vez consecutiva, em 2011. E, sabe Deus, até pela quarta, em 2013. Não é permitida mais de uma reeleição para presidente da Assembléia, mas a proibição só vale para a mesma Legislatura, o que não será o caso.
O presidente eleito do Chile, Sebastian Pinera, afirmou que 122 morreram devido ao sismo que abalou o país este sábado.A presidente chilena, Michelle Bachelet, que declarou o estado de catástrofe nacional, adiantou recear que só na região de Maule, perto da fronteira com a Argentina, haja mais de 85 mortos.
Já se registaram dezenas réplicas, a mais forte chegou aos 6.9 na escala de Ritcher.
O aeroporto da capital Santiago está fechado e verificam-se cortes de electricidade. A zona histórica foi a mais afectada com alguns edifícios de construção mais antiga a ceder. Também perto da capital ruiu uma ponte sobre uma autoestrada. As comunicações no Chile estão muito complicadas.
Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais. A testemunha ouvida pela TSF diz que no sul do país a devastação é muito grande.
A intensidade do sismo pode também medir-se pelas palavras de um habitante da cidade de Temuco, na costa do Chile.
«Nunca na minha vida tinha sentido um tremor de terra assim, parecia o fim do mundo», disse a uma televisão local.
Nesta cidade as pessoas foram retiradas do hospital e vários edifícios apresentam marcas de destruição.
O terremoto , com epicentro a 100 quilómetros da costa chilena, foi sentido também em países próximos, tendo sido dado o alerta de tsunami para todo o Pacífico sul. O sismólogo do Instituto de Meteorologia, Fernando Carrilho, explicou em declarações à TSF, que foi «um sismo de grande intensidade».
«De certa forma era um sismo esperado na costa do Chile, situa-se a 250/300 quilómetros a norte de uma área onde foi gerado o maior sismo até hoje registado em 1960», afirmou.
Segundo o observatório US Geological Survey, dos Estados Unidos, o terramoto ocorreu às 03:34 locais (06:34 em Lisboa), com epicentro a 317 quilómetros a sudoeste da capital do Chile, Santiago e a 115 quilómetros de Concepcion, uma cidade de grande densidade populacional.
(Com informações do Portal TSF, de Lisboa)
Chilenos dormem na rua com medo de terremoto/DN
Até às 11:30h (hora de Lisboa) o USGS tinha registado 14 réplicas do sismo, a mais forte de 6,9 graus e a mais fraca de 5,0.
Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, o governo dá conta de 76 vítimas mortais e as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais. .
Além do Chile, o Peru e o Equador – onde o sismo foi sentido – activaram alertas de tsunami e o Japão reactivou o seu.
(Com informações do Poral TSF e jornal Diário de Notícias , de LISBOA)
Polícia gaúcha investiga crime

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O velório do secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, assassinado a tiros quando retornava para casa depois de participar com a muklher e filha de um culto evangélico , será realizada no salão Julio de Castilhos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 14h deste sábado. A informação foi confirmada pelo deputado Kalil Sehbe ainda na noite de sexta-feira.
O enterro de Eliseu Santos está previsto para as 16h de domingo, no Cemitério Ecumênico João XXIII, na Capital.
— Esse é um reconhecimento a um homem importante na política do nosso Estado. A sociedade gaúcha está consternada com um episódio que machuca a todos — disse o deputado.
Com os olhos marejados, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, lamentou a morte do secretário de Saúde, Eliseu Santos, assassinado ontem à noite na Capital.
— É um momento de muita dor. A cidade perde muito com essa fatalidade — afirmou, emocionado.
Santos foi vice-prefeito de Porto Alegre na primeira gestão de Fogaça, entre 2005 e 2008. Em 2007, assumiu a secretaria da Saúde. :
O ASSASSINATO
O secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, 63 anos, foi encontrado morto na noite desta sexta-feira, na Capital. Homens armados teriam abordado a vítima, que estava dentro do seu carro, no bairro Floresta.
Acompanhado da mulher Denise Goulart Silva e da filha Mariana, ele estava no culto na Assembleia de Deus localizada na Rua General Neto, iniciado por volta das 20h.
Depois de terminada a cerimônia religiosa, por volta das 21h, Eliseu permaneceu ainda por mais cerca de 20 minutos na frente do prédio conversando com amigos. Ele teria inclusive comido um pastel no local, que frequentava desde sua infância.
Os três se despediram dos amigos e saíram em direção ao carro estacionado na Hoffmann. Neste momento, conforme testemunhas, um Vectra (possivelmente prata) saiu da Avenida Cristóvão Colombo e subiu a Hoffmann em direção à Rua General Neto.
A mulher e a filha já teriam entrado no carro e Eliseu ainda permanecia do lado do fora, na porta do motorista, se preparando para entrar quando foi surpreendido pelos criminosos. Ele teria reagido com uma arma, uma pistola calibre .380. A arma não foi levada pelos bandidos e ficou caída perto do corpo.
A perícia encontrou pelo menos sete cápsulas de pistola, deflagradas, próximo à vítima. Os peritos identificaram marcas de tiros no tórax e na cabeça do secretário. Seriam pelo menos três disparos que o atingiram.
Formado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1973, Eliseu Santos foi vice-prefeito de Porto Alegre na primeira gestão de José Fogaça, entre 2005 e 2008. Em 2007, assumiu a Secretaria da Saúde em Porto Alegre
(Com informações do jornal Zero Hora, de Porto Alegre)
Velório de Orlando Zapata Tamayo

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Raul Castro e Lula em Havana

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A nostalgia comovente de Célia Cruz
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ARTIGO DA SEMANA
NOSTALGIA DE HAVANA
Vitor Hugo Soares
Das caixas de som do computador explode a voz potente e marcante da cantora cubana Célia Cruz. No vídeo do YouTube ela interpreta pela enésima vez com a mesma força e o mesmo sentimento de sempre – pouco antes da partida definitiva – a dor de seu interminável exílio e da saudade que a distância de Havana lhe provoca. Algumas vezes, antes de morrer, ela disse ser esta uma das preferidas de seu repertório imenso e repleto de muitas das mais belas canções da América Latina: “Nostalgia Habanera”.
Traduzo para o leitor os versos que escuto em castelhano da letra do fabuloso bolero: “Sinto a nostalgia de voltar a ti, mas o destino manda que não pode ser/ Minha Havana, minha terra querida, quando eu poderei voltar a ver-te?… Eu não sei se voltarão aqueles tempos/ de quando eu procurava a tua lua no céu do Malecón?”.
Para Célia Cruz – ela deixou Cuba quando o regime do comandante Fidel Castro começou a entrar pelos primeiros desvios -, aqueles dias com os quais ela sonhava no bolero inolvidável não voltaram. Nem ela retornou a sua Havana querida, sequer a passeio. Morreu em Nova Jérsei, exilada nos Estados Unidos, aos 78 anos de idade e de muito sucesso no mundo inteiro, incluindo o Brasil, que visitou muitas vezes.
Para outro dissidente, Orlando Zapata Tamayo – “negro cubano, bom filho, operário, pobre, e valente cidadão a vida inteira”, como destacou esta semana sua mãe Reina Tamayo repetidas vezes com dor e orgulho – o destino parece ter sido mais cruel. Tamayo, de pouco mais de 40 anos, que preferiu ficar e gritar o seu protesto entre Olguin e Havana, também perdeu para sempre a lua do Malecón: o recanto poético e de histórica beleza na capital cubana pelo pôr-do-sol e pelas noites enluaradas.
Depois de cumprir 7 anos de cárcere dos 30 a que havia sido condenado por crime político de “desobediência civil” – com seguidas denúncias de maus tratos a ele e a mais de uma centena de “prisioneiros de consciência” – Zapata Tamayo morreu na última terça-feira, depois de 85 dias de uma greve de fome.
Após denúncias de grupos de defesa dos direito humanos, incluido a Anistia Internacional- AI, o preso foi levado às pressas para um hospital de Havana e colocado em tubos de soro contra a sua vontade. Mas já era tarde demais.
Célia Cruz pára de cantar e saio da frente do computador para passar água nos olhos vermelhos, provavelmente por causa de algum desses ciscos irritantes que nessas horas insistem em incomodar. De volta sigo no vício de todo blogueiro: navego por Havana e pelo mundo, via Internet, para observar reações diante do que acontece nestes dias mais nostálgicos que nunca em Cuba.
O país governador pelos irmãos Castro, como escuto em algumas entrevistas de rádio e TV mundo afora, ou nas páginas dos jornais nas edições online, que começam a noticiar a morte do preso político. Principalmente nos veículos de Madri, Paris, Londres, Nova Iorque e Lisboa.
Por aqui, como de hábito, notícias como esta, principalmente sua contextualização e repercussões sempre demoram mais a chegar, sabe-se lá porque cargas d’água. Mesmo quando o fato acontece no mesmo dia em que desembarca em Havana em “viagem de amizade e solidariedade ao governo e ao povo de Cuba”, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de comitiva repleta de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação, incluindo os oficiais.
Nos jornais do dia seguinte lá está a imagem dos sorrisos do presidente Lula em visita ao não menos sorridente comandante Fidel Castro, aparentemente vendendo saúde, depois da grave doença que o afastou do comando direto do País, transferido ao irmão Raúl. No encontro com Fidel, nenhuma palavra para publicação sobre a morte de Orlando Tamayo.
Mas fatos com tal gravidade cobram responsabilidades e explicações de governantes, principalmente nas circunstâncias dolorosamente trágicas da morte de Tamayo, e de sua forte repercussão mundial. Ainda mais quando está de visita a Havana um personagem simbólico das lutas e dos governos democráticos do continente – o presidente Lula. Ele formalmente lamenta a morte do preso, embora afirme não entender como ainda hoje alguém “se deixa morrer em uma greve de fome”, tipo de protesto que condena agora por já ter feito antes: “Por experiência própria”, como ressalta na entrevista mostrada de Cuba no Jornal Nacional, na TV Globo.
As imagens da americana CNN, no entanto, são mais contundentes. Mostram Raúl Castro em seu discurso gritado e nervoso – marcados pelos rictos de violência no rosto, e arrogância ameaçadora nos gestos mal contidos – tentando explicar a Lula ao seu lado e ao mundo inteiro, “que em Cuba ninguém morre por maus tratos”. A imagem do presidente do Brasil, na CNN, também é impressionante, por outro motivo: Visivelmente constrangido, Lula parece indeciso: não sabe se ri ou se chora diante do discurso patético do amigo e colega Raúl”.
Volto à voz de Celia Cruz, em “Nostalgia Habanera”: “Havana, quanto desejo voltar e ver tuas praias/ Havana, e voltar a ver tuas ruas a sorrir/ Havana, apesar da distância não te esqueço/ Havana, por ti sinto a nostalgia de voltar”. E o soluço saudoso, melancólico e emblemático do final: “Havana!”.
O cisco no olho volta a incomodar e desligo o computador.
Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br
Fernando Pimentel: alvejado por Isto É

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DEU NA TERRA MAGAZINE
Claudio Leal
Por meio da assessoria do Ministério Público Federal, de Minas Gerais, o procurador Patrick Salgado Martins afirma que os fatos narrados pela revista IstoÉ “estão fora de contexto”. O coordenador da campanha de Dilma Rousseff e ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), não foi denunciado no caso do mensalão.
Segundo o MPF, o procurador ressalta que os denunciados – Glauco Diniz Duarte e Alexandre Vianna de Aguilar – “cederam uma conta aberta por eles no exterior para o esquema do mensalão. Ou seja, eles fizeram parte do esquema. A ligação deles com Pimentel é a de que eles foram os empresários que venceram a licitação da Olho Vivo”.
O procurador acrescenta: “Não há nenhuma prova ligando (Fernando) Pimentel ao mensalão. Obviamente, por essa razão, ele não foi denunciado. Se houvesse alguma prova, isso teria acontecido.”
O MPF avisa que não vai se pronunciar sobre qualquer outro fato porque o processo encontra-se em segredo de justiça.
A revista IstoÉ que chegou nesta sexta-feira às bancas trouxe uma reportagem sobre o relatório final do que chama de “Mensalão do PT”, com 50 depoimentos colhidos pela Justiça Federal. Na interpretação da revista, “ele (Fernando Pimentel) é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça”.
POLÍTICA BAIANA EM DUAS NOTAS
1-DA JANELA DO BUZU – Os muros da cidade do Salvador amanheceram pintados nesta sexta-feira, especialmente na Avenida Paralela e imediações do Iguatemi/Rodoviára. Entre as ‘perolas’ pinçadas da janela do Sussuarana-Barra aqui vão algumas para os leiitores do Bahia em Pauta:”Otto+Cesar=PT// Otto+Cesar+PT, Tem Tudo A Ver // ZÉ Neto vota em Cesar (Zé Neto é deputado estadual pelo PT, tido como radical puro sangue).
E o engarrafamento continua…
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INIMAGINÁVEL – Foi esta a resposta do ex-governador e ex-ministro da Defesa Waldir Pires (PT) ao jornalista Evilásio Júnior (Bahia Notícias), sobre a possibilidade (a conversa está rolando nas mesas de reuniões ‘políticas’ da cidade) dele ser o primeiro suplente do senador Cesar Borges (PR), que poderá concorrer a reeleição na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner.
Chega a ser grotesco, no mínimo.
( Da repórter do Buzu)
Rio das Pedras “esgoto a ceu aberto no Imbuí”
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Em seu artigo desta sexta-feira o jornalista político Ivan de Carvalho comenta um fato que cairia no terreno do inacreditável se não não fosse aqui a terra dos maiores absurdos, como aformava Otávio Mangabeira, relacionado à canalização e urbanização do Rio das Pedras, no populoso bairro do Imbuí, em Salvador., Para ser franco e verdadeiro, diz Ivan ; no texto de arrepiar que Bahia reproduz, o Rio das Pedras (ou Rio Cascão, nome antigo) nada mais é do que um esgoto a céu aberto.Confira a história bem típica de tempos eleitorais na parte da Bahia que parece imutável.
(VHS)
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Opinião Política
INGÁ PERSEGUE IMBUÍ
Ivan de Carvalho
Seria absolutamente inacreditável se fosse apenas contado e não estivesse acontecendo mesmo a conduta do Ingá – um órgão da administração estadual – em relação à canalização e urbanização do Rio das Pedras, no populoso bairro do Imbuí, em Salvador, a cargo da prefeitura com recursos repassados pelo governo federal por intermédio do Ministério da Integração Nacional, cujo ministro é Geddel Vieira Lima, candidato do PMDB à sucessão do governador Jaques Wagner.
Para ser franco e verdadeiro, o Rio das Pedras (ou Rio Cascão, nome antigo) nada mais é do que um esgoto a céu aberto. E, como esgoto, empesteando o bairro com os produtos habituais dos esgotos – ratos, baratas, cobras, enxames de muriçocas, fedor – este insuportável em certas áreas, a exemplo das proximidades do shopping-center Caboatã. Tenho um razoável conhecimento dessas coisas como um dos 80 mil a 100 mil moradores do bairro.
Pois então a prefeitura, com a ajuda do Ministério da Integração Nacional, resolve executar obras que envolvem desde as bacias de captação próximas ao Condomínio Amazonas, no lado oposto da Avenida Paralela, até o canal, paralelo à Avenida Jorge Amado, que corta o bairro do Imbuí. Decidiu a prefeitura fazer o que é normal fazer com esgotos – canalizar, impedindo que aquelas pragas já mencionadas continuem ativas. O Imbuí é, historicamente, um dos focos do aedes aegypti, que transmite dengue e pode transmitir febre amarela.
Mas a prefeitura resolveu, no seu projeto, ir mais adiante. Além de transformar o esgoto a céu aberto em um esgoto devidamente acondicionado, incapaz de espalhar seus venenos para as adjacências, planejou transformar o espaço conquistado à sujeira numa área urbanizada, agradável, apropriada para o bairro cuja característica principal é ser vertical e ter escassez de áreas urbanizadas de uso público. Assim, realiza a principal obra municipal na capital no momento.
Então apareceu o Ingá, supostamente preocupado com duas ou três sucuris e meia dúzia (não estou minimizando, quis dizer meia dúzia mesmo) de piabas sobreviventes da sujeira. Nem sucuris nem piabas são animais em extinção, diga-se de passagem, como não muito de passagem é preciso dizer que essa preocupação com bichos é competência de outro órgão estadual, não do Ingá.
Pois o Ingá ficou todo preocupado com a hipótese da canalização e da cobertura do rio com placas de concreto tirarem das duas ou três sucuris (se ainda existem), da meia dúzia de piabas e, suspeito, dos milhares de ratos e baratas e milhões de larvas de mosquitos o oxigênio de que precisam. É improvável que o presidente do Ingá, que é candidato a deputado federal, espere eleger-se com os votos desses bichos, mas a ação insana (insana porque contrária à sanidade ambiental visada pela obra da prefeitura) permite visibilidade a esse candidato e ao órgão que dirige. Propaganda, a alma do négócio. Porque, se não for esta a razão da resistência, a outra seria ainda pior.
Ora, se o Ingá queria o Rio das Pedras a céu aberto, por que não intimou a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) a promover tal saneamento, trabalho que a gente sabe muito bem que nunca será feito.