Margareth e Robson juntos

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O artista plástico Robson Costa, marido da cantora Margareth Menezes, foi preso por policiais militares na noite de quinta-feira, sob a acusação de desacato à autoridade, quando saía do Cais Dourado, na Cidade Baixa, onde Margareth ensaiava como seu bloco Afro Pop.

A produção de um programa da TV Aratu entrevistou Robson, que já havia sido liberado. Durante toda a manhã o mesmo programa tentou obter uma informação da Polícia Militar, mas a Assessoria de Comunicação Social da PM informou que não havia ninguém em condições de fornecê-la.

No entanto, uma informação originada na polícia deu conta de que o artista plástico teria se negado a parar em uma blitz em frente ao Cais Dourado, tentou fugir ao bloqueio e não quis apresentar seus documentos, sendo então encaminhado à delegacia da 3ª Circunscrição Policial, sob acusação de desacato à autoridade, e liberado aproximadamente às 23h30. Deverá se apresentar à mesma delegacia no dia 1º, às 10h, para prestar depoimento.

Na entrevista à TV Aratu, Robson Costa contou uma história bem diferente. Disse que saía do Cais Dourado para pegar seu carro e logo foi abordado por policiais militares que estavam nas proximidades, quando um dos policiais o ameaçou, mandando que saísse dali “senão essa porra pode disparar”.
O marido de Margareth Menezes replicou: “Porra? Isso é uma arma. Você está dizendo que a arma pode disparar…”, contou ele na entrevista filmada. Foi então que lhe disseram que é igual a qualquer um, o algemaram (uma ação que, segundo sua versão, estaria em desacordo com decisão do Supremo Tribunal Federal, pois não teriam se apresentado os requisitos justificadores da imposição de algemas) e “me jogaram, jogaram mesmo, estou todo dolorido” dentro da viatura. Esta, segundo Robson, foi posta a fazer curvas violentas e “jogada numa buraqueira” com a intenção evidente de machucá-lo. E ele ouviu “muito bem” a frase: “A gente devia era lhe deixar na BR…”.
Robson Costa disse, na entrevista, que já está tudo bem com ele, que já havia falado com algumas pessoas responsáveis (não as identificou), mas acrescentou, indignado, que tem “vergonha de ser baiano” e tem “medo de ser abordado pela polícia”, pedindo providências, não por mim, mas por todas as pessoas com as quais algo semelhante pode acontecer.

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