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Postado em 28-01-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 28-01-2010 02:29

Lula em Recife: hipertensão/ Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Lula segue internado no Hospital Português, de Recife, depois de passar mal na capital pernambucana. Informação da Radio Band News registra que Lula acusou ” fortes pontadas no coração” durante o dia. Pensou em retornar a Brasília mas foi aconselhado a internar-se no hospital de Recife, para exames detalhados. Segundo a Band, ao desembarcar em Pernambuco o presidente parecia “estar bem”

As informações mais recentes de Recife indicam que o presidente da República foi vítima de uma crise hipertensiva, já foi medicado, reage bem e repousa agora, mas tudo indica que não mais viajará para Davos, na Suiça, como estava previsto ao chegar a pernambuco hoje. Deve embarcar na manhã desta quinta-feira, para complementar exames em São Paulo, segundo informação da Band News.

Em seu blog na Folha de S. Paulo, o jornalista Josias de Sousa registra:
“Em viagem a Pernambuco, Lula passou mal durante um jantar que lhe foi oferecido pelo governador Eduardo Campos (PSB).

O presidente teve de ser internado no Hospital Português, no bairro do Derby, no Recife. Não há, por ora, informações acerca da causa da internação.

Lula deixou o Palácio Campo das Princesas, local onde ocorria o jantar, por volta das 21h. Encontra-se no hospital até agora. (03.15h da madrugada, horário de Brasília)

O presidente chegara à capital pernambucana no início da tarde. Tivera uma agenda intensa durante toda a tarde e início da noite.

Depois do jantar, Lula embarcaria para a Suíça, para participar do Fórum Mundial de Davos. A assessoria do Planalto ainda não informou se a viagem será mantida.

A Secretaria de Comunicação da Presidência já havia inclusive levado à web a agenda de Lula para esta quinta (28). Anota que o presidente chegaria a Zurique às 12h30.

Aguarda-se ainda para esta madrugada uma entrevista do ministro Franklin Martins (Comunicação Social). Ele integra a comitiva de Lula nas viagens a Pernambuco e à Suíça.

O último compromisso de Lula antes de seguir para o jantar durante o qual se sentiu mal, foi uma cerimônia judaica, em memória das vítimas do holocausto.

Deu-se na Sinagoga Kahal Zur Israel, no Recife (foto lá no alto). Até então, o presidente parecia bem disposto.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da band News e Blog de josias de Souza, na Folha)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 28 Janeiro, 2010 at 10:56 #

Caro VHS

Coisas de Orixás!

Na verdade arte de Xangô.

Lula iria receber o mimo em Davos por conta das benesses com que brindou os banqueiros.

A justiça foi feita, afinal será representado por Meirelles, esse sim o autor e condutor da política econômica nesses 7 anos, com as bençãos dos “meninos do copom”.

É de rir ao som dos atabaques!

Por outro lado a ironia, na mesma Davos preparam a fogueira para Obama. Já reparaste como está forte a desconstrução da imagem do Barak Obama?

Cenas insólitas, homenagens ao Lula e fogueira para o Obama.

Nessa FHC saiu perdendo, conseguiu é verdade o cargo de conselheiro do Deutshe Bank, mas, para seu estilo meio barroco, o mimo de Davos lhe cairia como luva.

Tim Tim!

Afinal, na Bahia, os orixás corrigem as falhas, até de Davos!


rosane santana on 28 Janeiro, 2010 at 18:37 #

Caro Luiz Alfredo, tira Xangô dessa história. Há problemas políticos muito difíceis pra Lula, em Recife, que provavelmente ocasionaram sua hipertensão, porque o “Rei”não aceita ser contrariado. Quanto a Obama, desde sua posse venho falando sobre o despreparo, através de artigos. Não há desconstrução coisa alguma. Ora, alguém que foi um advogadozinho de causas civis, posteriormente senador na política suja de Chigago e, em dois mandatos no Congresso, não fez nada de expressivo, não pode virar grande presidente. Já disse, e fui mal interpretada, as pegadas de Obama são semelhantes às do caçador dos marajás, Collor de Mello, que sem compromisso com nada, atirava pra todo lado, atendendo aos interesses imediatos da platéia. Só que nos EUA não tem a massa de analfabetos brasileiros, nem a carência, nem a desigualdade. Tá todo mundo ligado na política, inclusive na Internet, on time, como mostrou a cobertura feita pelo New York Time da fala de Obama no Capitol Hill, ontem a noite. Os independentes, a grande sensaçãop da política americana, hoje, tiraram o apoio de Obama e ele deixou de ser celebridade, apesar do ótimo discurso, claro, de um advogado diplomado em Harvard, o que não é pouca coisa. “O rei está nú”, só isso.


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 4:04 #

Cara Rosane Santana

Calma!

Faça assim, assista um filme velhinho, “O úÚtimo Hurrah”, é de John ford, copm Spencer Tracy, dois comportados ameircanos, talvez você perceba o quanto banqueiros fazem e desfazem na política.

Comparar Obama ao Collor nem mesmo os que rezam o mantra do sistema intentaram. Calma!

Obama está enfrentando o Dragão da Maldade, lembra dele?

Abraços!


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 4:58 #

errata:

“O úÚtimo Hurrah” = O Último Hurrah”

copm = com

ameircanos = americanos


rosane santana on 29 Janeiro, 2010 at 8:25 #

É isso mesmo, sem raízes partidárias sólidas no Partido Democrata (os Kennedy, lei-ase TED, o apoiaram contra a hegemonia dos Clinton, porque não tinham outra opção), sem vínculos no Congresso, leia-se trânsito, capacidade de articulação, prometeu o que não podia cumprir, mas que, do ponto de vista publicitário, como a caça aos marajás, dava voto. Aliás, já disse o historiador John Lukas que a eleição nos EUA virou concurso publicitário. Mas, voltando a Obama, fraco, politicamente muito fraco, sensação por ser afro-americano no fenótipo, apenas, pois teve educação européia, pormeteu, prometeu, prometeu e…agora estão cobrando a conta. E aí?


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 9:11 #

Cara Rose Santana

O discurso do sistema financeiro é esse mesmo.

É compreensível essa tua “visão”, os articulistas, em sua maioria rezam o mesmo mantra. O tal pensamento único, especialmente o econômico, é uma realidade.

Te lendo, ou melhor, observando tuas “certezas”, aumenta a minha admiraçlão pelo filme citado de ford.

Abraços!


rosane santana on 29 Janeiro, 2010 at 11:47 #

‘E mesmo? Obama, meu caro, n~ao ‘e uma v’itima do sistema financeiro. Pelo contr’ario, teve doa’c~oes milion’arias tamb’em da turma de Wall Street. O senhor precisa se inteirar melhor da politica, para n~ao ficar criando essa hist’oruia de influ^encia de xang^o, ora, noutras, sistema financeiro. Obama ‘e v’itima de si mesmo, da ambi’c~ao desmendida que o fez mentir para atingir a presid^encia e s’o. Ou Vossa senhoria acha, que um ne’ofito como ele, teria poderes para enfrentar, capacidade de articula’c~ao, para enfrentar os grandes desafios postos aos EUA neste momento? O Partido Democrata, com apoio dos Kennedy (TED), jogou fora a Hillary, esta sim, extraordinariamente capaz e apropriada para o momento americano. Mas, politica tem dessas coisas. Nem sempre ganha o melhor. Ent~ao, quem apoiou um candidato de mentira, agora est;’a pagando o pre’co. Ninguem esta desmontando Obama, o proprio e que, fruto de uma belo marketing politico emblado pela onda do politicamente correto, esta se derretendo. E a situa’c~ao, aguarde, vai piorar. Ja n~ao tem sequer apoio dos democratas moderados e vai piorar.


vitor on 29 Janeiro, 2010 at 12:58 #

Fontana/Rosane

Que ótimo debate Bahia em pauta abriga hoje.
O culto e querido poeta que admiro frequento há tempos no Blogbar- competente parceiro de copo, poesia e amor pela Bahia e seus orixas no Blogbar – e a sempre polêmica, querida e não menos competente e boa de copo jornalista baiana.Mesmo de Harvard (onde arruma as malas para retornar à terrinha e seus terreiros depois de tres anos de ausência), fareja uma boa discussão.
Tim Tim para os dois.


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 13:37 #

Grande VHS

Eu como sempre munido de meu olhar perdido, na doce aventura de reconhecer os sinais de um caminho que sei estar alhures.

Tua Bahia Em pauta tem sabores vários, até mesmo o estímulo de conviver com com a divesidade cultural e política. Não é surpresa, é teu dom, tua especiaria.

VHS tu sabe muito, por isso não se perde em defesas e em declarações incisivas.

Tim! Tim!


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 14:01 #

Cara Rose Santana

Não despreze os Orixás, eles guiam o olhar de muita gente, talvez não o meu, que já vestiu o cansaço.

Obama, que tu, ao que parece, arquivou em algum escaninho, sob o rótulo “é pequeno”, pode te surpreender.

Tentei te alertar com John Ford, nada mais americano, até para, causando espécie, induzir ao pensar.

É possível que não tenhas sorvido o prazer de assistir “O Último Hurrah”, o que é natural, anormal é essa minha insistência de o citar.

Mas… (como gosto de três pontinhos, assim, pequenos, mas prenhes de significados)

Ford constrói com Spencer Tracy um personagem muito rico, o chamado político da velha guarda, matreiro, atento, aquele tipo que desperta simpatia mesmo quando claudica.

Mas…perde para um poste, só por um pequeno detalhe, o poste teve apoio dos banqueiros locais, falamos aqui de uma eleição para prefeito.

FHC ganhou assim, tanto que foi brindado com o “honroso cargo de conselheiro do Deutsche Bank, Lula aprendeu com FHC e “escrevinhou” a “Carta aos brasileiros”, seu passaporte para a vitória. Foi tão serviçal ao sistema, que ganhou o mimo de Estadista Global, seja lá o que isso queira dizer.

Obama, talvez pelo fado, talvez por ser tão pequeno quanto tu o define, ou por alguma razão, espero eu, derivada da simples observação do monstro, resolveu, mesmo a sua maneira, mesmo que sujeito à críticas como as tuas, enfrentar o sistema financeiro, por isso, essa gama variada de restrições na sua querida mídia. Acredite, em economia, só existe um diretor que pauta esse “quase bando’ de articulistas, o próprio sistema. (VHS, talvez ela gostasse de ler “Dona Cotinha e os palpites”, vou tentar postar aqui nesses comentários, espero que caiba)

Portanto repito, não é de estranhar seus comentários, estão conformes o pensamento único que grassa nesses dias.

Abraços!


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 14:03 #

Cara Rose Santana

Uma pequena e pobre prosa:

Dona Cotinha e os palpites

(luiz alfredo motta fontana)

Dona Maricota das Dores e Santos, senhora bem nascida, com fortes raízes em sua terra natal, divide com a maioria, um grande problema, que é renovado todo santo dia, antes da novela das oito.

A crise, enorme, cheia de imprevistos, envolvendo todos os países que julgava intocáveis.

Dona Cotinha, como a chamam os amigos, é considerada bem informada, lê diariamente o jornal, embora, não confesse que, preste mais atenção à coluna dita social, assiste ao jornal televisivo, e comenta nas reuniões de quinta, com as amigas de sempre, os destaques nacionais e sobretudo as fofocas de seu meio.

Para manter seu glamour, invejado por todas, tem seu lado empresária, numa pequena, mas elegante, loja de decoração, onde consome seu tédio e acalenta seus renovados sonhos.

De uns dias para cá, um pulguinha se instalou atrás de sua orelha, ornada pelo brinco, comprado em feirinha, numa de suas visitas à capital.

Afinal, os articulistas econômicos, quer do jornal, quer da televisão, que sempre respeitou, em quem sempre depositou sua arisca credulidade, repetem todos os dias as famosas entrevistas, com “analistas”, sempre os mesmos, sempre ao alcance dos telefones da redação, e, todo dia, eles têm uma razão nova, para acreditar e afirmar que o pior já passou.

Maricotinha acreditava, piamente, pelo menos até o final de semana passado, quando, distraída, separando legumes na banca do supermercado, ouviu, sem querer, é claro, aquele estranho, com ar de “doutor não sei do quê”, comentando, que todos os “analistas’ entrevistados, eram, executivos, portanto empregados de instituições financeiras, corretoras de valôres, ou ainda, de consultorias. Assim, os menos indicados para palpitar sobre suas próprias mazelas.

Aquela tarde foi terrível, a angústia tomou conta de seu semblante, aquela ruguinha nova, nascida no último final de ano, cresceu, instalou-se definitivamente em seu rosto, ocupou espaço nobre. Desafiou toda a maquiagem, e declarou solenemente, só cederia seu lugar, de destaque, para o efeito entorpecedor do Botox.

Maricotinha, já não era a mesma, descobriu-se desinformada, ou pior ainda, mal informada, o que agredia toda a sua formação, incluindo aí a escola normal, e a faculdade, que lhe deu profissão nunca exercida, afora o estágio, enfim, a erudição adquirida com esmero e devoção.

A próxima reunião de quinta-feira, será inesquecível, melhor comprar mais latinhas de cerveja, e renovar o estoque de gin.

Aguardem, providências serão tomadas, quiçá trocar os articulistas econômicos por dedicados jogadores de búzios, e consultas diárias ao horóscopo.

Unidas, irão vencer essa crise, vovó venceu a de 29.


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 14:08 #

errata:

com com a divesidade = com a diversidade


rosane santana on 29 Janeiro, 2010 at 15:23 #

Desculpe, mas Obama n~ao est’a enfrentando o sistema financeiro. Isso ‘e uma fal’acia. Pois a cr’itica a ele neste momento, de todos os lados, ‘e que ele d’a muita aten’c~ao a wall Street. No mais, Obama ‘e bom orador, aprendeu em harvard, que ‘e uma escola cl’assica e que ensina orat’oria em todos os cursos. Eu, por exemplo recebi aulas para falar em p’ublico, por aqui. Uma das recomenda’c~oes ‘e: nunca se apaixone por sua voz. ‘E o mal de Obama. Quem se apaixona pela propria voz perde o timing quando fala e acaba se enrolando e cansando a plat’eia. recentemente, esteve no Capitol Hill, falou de mais e, de ponta a ponta, recebeu cr’iticas. Fala demais e nada faz!. Sorry, nunca me enganei com ele, com suas jogadas de marketing, querendo seguir pegadas de Abraham Linconl, refundar a Am’erica e coisa e tal. N~ao est’a enfrentando coisa alguma, simplesdmente, porque ‘e politicamente muito fraco pra isso.


rosane santana on 29 Janeiro, 2010 at 15:25 #

Observac~ao: meu teclado n~ao esta em portugues, edai essa bagunca quando escrevo.


luiz alfredo motta fontana on 29 Janeiro, 2010 at 15:48 #

Cara Rose Santana

Confesso que foi prazerosa essa troca de impressões diversas sobre o mesmo personagem, não sou crédulo, mas continuo evitando julgamentos definitivos.

Ao mais, Amorim, “essa ave estranha”, surrupiou a foto do Meirelles, “talvez um dos mais fiéis representantes do sistema financeiro”, bem feito para os dois!

Como diriam os “meninos do Copom”: “JurosAlém”, amém!

Abraços!


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