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Postado em 27-01-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 27-01-2010 08:43

As normas de financiamento de campanhas e de candidatos nos Estados Unidos abre espaço para o comentário do jornalista Ivan de Carvalho em sua coluna política na Triibuna da Bahia, nesta quarta-feira. IMas não temos a larga estrada da liberdade americana, mas as picadas da legislação burocratizante brasileira.

OPINIÃO POLÍTICA

A estrada larga e as picadas

Ivan de Carvalho

O Congresso e o TSE vieram, atuando em dupla, ao longo de muitos anos e eleições, impondo restrições, limites, parâmetros cada vez mais rígidos às campanhas eleitorais.

Um dos aspectos mais importantes é o do financiamento das campanhas de partidos e candidatos e apesar da rigidez da letra da lei e das resoluções e regulamentações do TSE, um dos assuntos que mais roubam espaço a coisas sérias na mídia brasileira é a questão do caixa dois das campanhas e outras mutretas correlatas. Não vejo como o financiamento público resolveria algum problema. O caixa dois e as outras mutretas persistiriam. Apenas seria criado mais um problema, este para o contribuinte, ao qual mais este ônus seria imposto (pode-se atribuir, aí, duplo sentido à palavra imposto).

Mas não é o financiamento de campanha nem as outras mutretas que quero abordar hoje e, sim, a questão da antecipação ilegal de campanhas, assunto do momento. A oposição (DEM, PSDB e PPS) ingressou ontem no TSE com ação (apenas mais uma) contra o presidente Lula e sua ministra Dilma Rousseff por estarem ambos fazendo campanha eleitoral não explícita, mas evidente, em favor da segunda.

A legislação só permite fazer propaganda eleitoral a partir de 5 de julho (?!!!). Mas Lula disse em evento em São Paulo, no sábado: “Quem vier depois de mim e eu, por questões legais, não posso dizer quem é, espero que vocês adivinhem, espero, quem vier depois de mim já vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no Orçamento, porque eu estou fazendo o PAC 2 porque eu preciso colocar dinheiro no Orçamento para 2011, para que as pessoas comecem a trabalhar”.

Fez propaganda de Dilma ou não fez? Fez. A oposição alega na representação que Lula usa “muitos adjetivos” para “projetar a ministra como sua sucessora”.

Como a oposição já ajuizou várias ações no TSE acusando Lula e Dilma de campanha eleitoral antecipada e até de utilização de eventos oficiais para promover a candidatura de PAC-WOMAN (espero que muitos ainda lembrem daquele joguinho do Atari, o PAC-MAN) e até agora deu em nada, o presidente do STF, Gilmar Mendes, julgou chegada a hora de repetir publicamente que a Justiça Eleitoral deve ter critérios semelhantes para julgar crimes de campanha antecipada, sejam os crimes cometidos por prefeitos, governadores de Estados humildes (citou Roraima), Estados importantes (citou São Paulo) e presidente da República.

Bem, Jimmy Carter fez campanha para presidente durante dois anos de viagem por seu país, “apertando mãos” e pedindo votos. Mas não temos a larga estrada da liberdade americana, mas as picadas da legislação burocratizante brasileira. Então, tem que respeitar – ou não, quer dizer, tem quem, acima da lei, não respeite.

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Comentários

Arnaldo Ribeiro ou Israel on 2 setembro, 2016 at 16:56 #

IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEF

Depois de nove meses de penosa gestação indesejada, eis que vimos o renascer da esperança por dias melhores , graças a Providência Divina: E na verdade, O Grande Arquiteto do Universo é o Autor desse livramento, embora o parto haja ocorrido num decantado hospício babilônico, onde a inconsequência conseguiu fechar um processo político-jurídico com chave de ouro, impondo a inadmissível substituição de dispositivo constitucional, por queda de burro sem coice, preservando os direitos políticos da Presidenta caçada: Esse fato seria cômico se não fosse trágico!Contudo, seja como Deus quiser…

SITUAÇÃO AUAL E O FUTURO DO BRASIL

oi companheiros, diante desse cenário politico tão perturbador eu fico muito preocupada com o futuro desse país. queria saber o que vocês pensam sobre como um pequeno grupo de pessoas mau intencionadas pode prejudicar um país de milhões e como que a espiritualidade pode permitir isso tudo. me consolem por favor porque estou mesmo desanimada com medo do futuro. um abraço a todos.
Oi, Sabrina, prazer em te receber no Fórum.

Parabéns por abordar o assunto sem citar nomes e instituições;

Sabe, toda crise tem seu lado bom, mesmo que meio amarguinho. Enquanto a gente fica sabendo dos escândalos de mentira, traição e roubo, também pode se perguntar:

– E eu? Até que ponto sou verdadeiro, fiel e incapaz de roubar?

Muita coisa que parece sem importância pode ser roubo e traição. Quantas vezes a gente não roubou confiança dos outros? E a boa-fé?

– Ah!, aquilo foi só uma mentirinha boba.

Pode ser, mas mentira é uma forma de traição e roubo.

________________________________________
Potencialmente, o Brasil é um dos países mais ricos do planeta. Rico, ingênuo e generoso.

Desde séculos, a terra brasileira foi espoliada e despojada de riquezas minerais, vegetais, animais e riquezas do coração. Sim, quantas vezes comunidades nativas ou brasileiras tiveram sua esperança levada embora?

Na Europa, as guerras e misérias contínuas tiraram a alegria e a confiança dos povos. Somente as novas gerações conseguiram se livrar um pouco do pessimismo de seus pais e avós.

Já o Brasil sempre foi por caminhos mais leves. A humanidade brasileira não se abate, mesmo nas crises inevitáveis.
Pra não te deixar sem algo esperançoso, eis alguma coisa boa já prevista pro Brasil.

Dom Bosco: Foi um expoente da Igreja no Século 19. Tinha sonhos proféticos. Uma vez, preocupado em construir uma sede na América do Sul, ele dormiu e sonhou. Era a noite de 30 de agosto de 1883. Sonhou que viajava num trem pela lombada da Cordilheira dos Andes, desde o Norte ao Sul. Olha o que ele escreveu:

“Eu enxergava nas vísceras das montanhas e nas profundezas da planície. Tinha, sob os olhos, as riquezas incomparáveis dessas regiões, as quais, um dia, serão descobertas. Eu via numerosos minérios de metais preciosos, jazidas inesgotáveis de carvão de pedra, de depósitos de petróleo tão abundantes, como jamais se acharam noutros lugares.

Mas não era tudo. Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E então uma voz me disse, repetidamente: – Quando vierem escavar os minerais ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.”

Nos anos 50, o Presidente Kubitschek parecia fã da famosa previsão de Dom Bosco. Tanto que fez construir um lago bem no meio do tal “seio de terra largo e longo” (Planalto Central Brasileiro). Seria o lago do Paranoá, em Brasília. Engraçado é que Brasília fica bem no começo da tal faixa de D. Bosco, entre as latitudes 15º e 20º Sul.

Emmanuel e Humberto de Campos (Chico Xavier): Também deixaram previsões muito boas sobre o Brasil.

Ramatis (Hercílio Maes): Avisou que o Brasil conquistaria seu equilíbrio econômico e financeiro, já previsto pelo Alto. Que também seria tipo um líder moral da humanidade, em parte graças à simpatia que seu povo tem pelo Espiritismo.

Ramatis (América Paolielo): Escreveu o livro Brasil, terra de promissão. Prevê a atuação decisiva do povo brasileiro nos momentos difíceis de transformação do planeta.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/o-futuro-do-brasil-52211/#ixzz4IqoyXtcW


Arnaldo Ribeiro ou Israel on 7 agosto, 2017 at 17:25 #

JUSTIÇA DO BEM

As leis divinas nos informam que seremos responsabilizados por cada mal que causarmos ao próximo e dentro desta mesma lógica, não é justo que soframos nem um pouco mais do que aquilo que devemos. É baseado nestas leis divinas que as sociedades humanas, apesar de pequenos retrocessos momentâneos, vão aos poucos se tornando cada vez mais solidárias e é evidente que no geral vivemos em sociedades muito mais tolerantes e que possuímos hoje muito mais segurança, dignidade e direitos básicos do que possuíam os homens da idade média ou dos tempos bíblicos.

Porém, esta nossa solidariedade e compaixão com o sofrimento alheio se desfaz rapidamente quando testemunhamos espíritos sofredores pagando pelos seus crimes perante a justiça dos homens. As pessoas costumam ter uma reação de satisfação com o sofrimento daqueles que violam as leis humanas, sejam eles bandidos “pé-de-chinelo”, mas principalmente com os bandidos do colarinho branco no meio político, maior ainda é a satisfação quando o criminoso pertence a um “time” com uma ideologia política contrária à nossa.

A ideia por detrás desta diferença de tratamento com aqueles que sofrem ao terem de responder por uma violação à lei, é a de que este criminoso provocou aquela situação e portanto seu sofrimento é merecido. Mas se realmente acreditamos na justiça de Deus, será então que não devemos acreditar também que todo e qualquer sofrimento é sempre merecido? Deixa de fazer sentido a ideia de que uns sofrem por merecerem e portanto não são dignos de pena, enquanto outros sofrem sem merecer e por isto são dignos da nossa compaixão. Se Deus existe e é justo, todo sofrimento deve ser de alguma forma merecido.

Mas é claro que é muito difícil para nós termos a mesma reação diante de um criminoso pego pela polícia, do que de uma pessoa com câncer. Mas a ideia de um Deus bom e de uma justiça divina impõem que ambos não podem estar sofrendo sem merecerem, e que de alguma forma este sofrimento será benéfico tanto para o criminoso quanto para o doente. No caso do criminoso, o motivo e o propósito do seu sofrimento estão bem claros, ele sofre porque violou as leis e prejudicou seu semelhante, seu sofrimento (em teoria) serve para que ele se regenere. Já no caso do doente, o motivo está quase sempre oculto em tramas que remontam a outras encarnações e é comum até mesmo duvidarmos da justiça divina quando testemunhamos o sofrimento de um parente próximo, muito mais difícil ainda quando se trata de pessoas muito jovens.
Mas se realmente acreditamos na justiça de Deus, então não podemos esquecer nunca que ambos são sofredores, que ambos sofrem por um motivo e não por mera obra do acaso, e principalmente que todos os que sofrem precisam e merecem nossa compaixão. Se Deus é bom e justo, então o sofrimento do doente ou do criminoso não pode ser um mero castigo, na forma de uma vingança, mas uma lição útil que de alguma forma trará um crescimento espiritual para ambos.
Nossa inferioridade moral constantemente ainda nos faz esquecer destas verdades e nos contaminamos rapidamente por ideias que se baseiam num sentimento egoísta de vingança, sem preocupação real com o bem estar geral ou com a regeneração do criminoso para a sociedade. Devemos nos lembrar que Deus só permite o sofrimento daquele criminoso porquê de alguma forma ele será benéfico. Primeiramente servirá para lhe ensinar que o crime não compensa. Vai ajudar a deixar mais claro na sua mente ignorante onde fica a linha divisória entre o certo e o errado, afastando aquela distorção tão comum que fazemos ao considerarmos como certo tudo aquilo que é bom para nós. Vai também trazer uma oportunidade de arrependimento e mudança de rumos, mesmo que isto leve anos, décadas ou mesmo várias encarnações, mesmo até que o criminoso tenha que reencarnar num corpo doente.

Mas não é este tipo de sentimento que motiva editores e consumidores de jornais sensacionalistas. Recentemente a notícia da prisão de alguns dos homens mais ricos e poderosos do Brasil rendeu muitos trocadilhos e piadas nas capas de alguns jornais “populares”. Foram mostradas as fotos das celas, dos cortes de cabelo, da comida servida aos presos etc. Não vemos neste tipo de exposição nada que pudesse sugerir um suposto alívio dos responsáveis pelas matérias, com a interrupção da atividade criminosa que prejudica a sociedade, ou uma felicidade pelo fim da trajetória de erros do criminoso e o início forçado de sua regeneração. Só o que se viu foi a intenção clara de agradar aquele nosso sentimento pobre de vingança, que se alimenta da desgraça daqueles que consideramos nossos inimigos.
O cidadão honesto, que vive do fruto do próprio trabalho e sem prejudicar a ninguém, é capaz de reconhecer o certo e o errado e se manter firme aos seus princípios, não praticando nenhum ato parecido com aqueles crimes do colarinho branco típicos destes grandes empresários e políticos. Mas a sua indignação com a má conduta daqueles que encontraram maneiras de se apropriarem do dinheiro público, rapidamente se transforma num desejo de vingança. O cidadão de conduta irrepreensível perante a justiça dos homens, logo se perde nas cadeias mentais do ódio e do sarcasmo. Longe de se ver feliz com o início do processo de regeneração daquela alma sofredora, perdida no mundo do crime, ele se sente feliz é pela desgraça daqueles que ele elegeu como inimigo, justamente por se considerar uma pessoa de bem.

Nestes tempos de tantas reviravoltas políticas, em que o Brasil vai aos poucos deixando de ser mais um país, como tantos outros, onde o dinheiro permite a uma grande parcela da população viver sem se preocupar em respeitar as leis, é fácil nos contaminarmos por sentimentos inferiores quando assistimos à queda dos poderosos malfeitores. Mas é necessário sempre nos lembrarmos de que um cristão só pode aceitar qualquer tipo de punição a qualquer pessoa, se está for benéfica. A felicidade pela correta aplicação da justiça deve se basear em primeiro lugar no fato de que o criminoso vai finalmente ser obrigado a parar de cometer seus crimes e de se endividar mais ainda perante a justiça divina. Depois, por saber também que o criminoso vai ter a oportunidade de se arrepender e se libertar das ilusões egoístas do crime. Resumindo, a nossa felicidade não pode nunca ser motivada pelo sofrimento alheio, mas somente pelo bem que aquela punição temporária poderá em breve trazer para a alma daquele criminoso.

Não podemos nunca nos esquecer de que a perfeição não é deste mundo. Somos todos filhos imperfeitos de Deus, vivendo num mundo de provas onde estamos ainda bastante sujeitos a errar. O verdadeiro cristão não possui inimigos, e a única felicidade que a notícia da punição de um criminoso pode trazer para o cristão, é a de saber que o arrependimento logo poderá resgatar aquela alma perdida e traze-la para o time dos homens de bem.

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