jan
27

Nascido em 19 de Junho de 1944, Chico Buarque de Holanda torce para o Fluminense desde os seis anos de idade, influenciado pela mãe, Maria Amélia, que fez 100 anos esta semana. Duas grandes figuras e uma mesma paixão tricolor que atravessa o tempo. Dona Memélia merece nesta noite a canção imortal que o filho faz para o nosso tricolor.

BOA NOITE!

(vhs)

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27

Lula, dona Maria Amélia e Chico


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MARIA OLÍVIA

A chegada do presidente Lula ao apartamento de cobertura de Chico Buarque na noite de segunda-feira no Alto Leblon, no Rio, já era esperada, mas o protocolo presidencial foi quebrado por imprevisto banal. O elevador social pifou bem na hora que Lula chegou ao edifício acompanhado dos ministros Dilma Rousseff, Franklin Martins e Márcio Fortes. Não teve outro jeito. Lula e comitiva subiram pelo elevador de serviço para se juntar aos mais de cem convidados que comemoravam o aniversário de Maria Amélia Buarque de Holanda, mãe de Chico. Memélia, como é chamada em família, completou 100 anos.

A festa era familiar. Estavam lá os 7 filhos, 13 netos (a única ausente era Luísa, filha de Chico e Marieta Severo que estuda em Paris) e 12 bisnetos, incluindo a caçula Leila, de apenas três meses, filha de Helena e Carlinhos Brown. João Gilberto, ex-genro, não foi, mas mandou de presente seis caixas de champanhe francês. “Foi uma festa animada com criança correndo pela casa e pessoas rindo”, conta Miúcha, a primogênita dos sete filhos de Maria Amélia.

Lula é velho amigo da aniversariante, desde os tempos em que era metalúrgico. O patriarca Sérgio Buarque de Holanda foi membro fundador do PT. Maria Amélia passou a noite sentada entre os amigos, o arquiteto Oscar Niemeyer, 102 anos, e o ensaísta Antonio Candido, 91. Depois da aniversariante, a grande estrela da festa foi Lula. Simpático, atendeu a todos os pedidos para posar para fotos, inclusive de Ana, empregada antiga de Chico, que parecia encantada em conhecer o presidente. Lula também conversou longamente com Niemeyer e Maria Amélia.

Dilma esbanjava simpatia. Deu beijinho em todo mundo como se fossem velhos conhecidos. Foram tantos que uma assessora veio limpar o rosto da ministra , manchado de batom. “Não tem importância, é só um batonzinho básico”, respondeu. E prosseguiu nos cumprimentos. Dilma e Lula não chegaram a tempo de ver a bênção de Frei Betto à aniversariante.

Ex-assessor especial da Presidência, Frei Betto e Lula andavam estremecidos. Mas, pelo menos na festa, foram cordiais. Lula deu um abraço afetuoso no velho aliado e os dois conversaram rapidamente.

O presidente ficou na festa por pouco mais de uma hora. No jantar foram servidos picadinho de carne, com batata e farofa, e dois pratos de massa. O bolo do parabéns foi todo enfeitado com pétalas de rosa, feitas de açúcar. Maria Amélia, elegante num vestido verde, adorou tudo e só foi embora por volta de 23h30. Saiu especialmente encantada com o presente que ganhou do amigo, Oscar Niemeyer: uma caixa de madeira no formato de um coração com 100 rosas vermelhas.

Maria Olívia é jornalista

jan
27
Posted on 27-01-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-01-2010

Porfirio toma posse de Honduras

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Sete meses depois do golpe militar que derrubou do poder o presidente legitimente eleito – Manuel Zelaya – , novo Presidente de Honduras Porfírio Lobo, eleito em Novembro, tomou posse nesta quarta-feira. Hoje mesmo Zelaya deixou a embaixada do Brasil em tegucigalpa, onde esteve por quatro meses, e partiu para o exílio.

A investidura de Lobo ocorreu um dia depois de ter sido aprovada pelo Congresso uma “anistia” para Zelaya e as pessoas envolvidas no golpe, e uma semana após ter sido assinado um acordo para que Zelaya fosse recebido na República Dominicana.

Segundo o diário português PÚBLICO, a chegada de Porfírio Lobo à presidência deverá pôr fim à mais grave crise política em Honduras após a instauração da democracia, há quase 30 anos. O novo Presidente foi eleito a 29 de Novembro, cinco meses depois de Zelaya ter sido deposto e acusado pela oposição de tentar manter-se no poder.

Lobo – assinala Público – pertence à direita hondurenha que se opôs a Zelaya e terá agora como um dos principais desafios restabelecer as relações com os muitos países que cortaram o apoio a Honduras após o golpe.

O primeiro Presidente a chegar à Honduras foi Ricardo Martinelli, do Panamá, enquanto a Colômbia esteve representada pelo vice-presidente Francisco Santos. Lobo já tinha anunciado que iria à embaixada do Brasil em Tegucigalpa para ir buscar Zelaya depois de este ter aceito viajar para a República Dominicana.

( Com informações de Público e portal TSF)

Hatoum, Verissimo e Cacá:apoio a João Ubaldo

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BAHIA EM PAUTA INFORMA:


O manifesto em apoio ao romancista João Ubaldo Ribeiro, que fez um libelo contra a construção da Ponte Salvador-Itaparica sobre a Baía de Todos-os-Santos, ganhou o apoio nesta quarta-feira dos escritores Milton Hatoum e Sonia Coutinho, do cineasta Cacá Diegues, do músico Walter Queiroz Júnior e do artista plástico Sante Scaldaferri.

Os escritores Luis Fernando Verissimo e Hélio Pólvora reforçaram ontem o abaixo-assinado “Itaparica: ainda não é adeus”, que mobiliza intelectuais, artistas, jornalistas e ativistas baianos em protesto contra o projeto bilionário do governo da Bahia, cujo edital já foi anunciado pelo secretário de Planejamento, Walter Pinheiro (PT). “Sobre as águas calmas e azuladas de Yemanjá vai se erguer um monumento ao empreendedorismo desalmado?”, indaga o manifesto.

Segundo o jornal A Tarde, as empreiteiras OAS e Odebrecht fazem estudos para a obra defendida pelo governador Jaques Wagner (PT). Se for construída, a ponte terá uma extensão de 13 km, comprimento próximo ao da Rio-Niterói. “Sei em que conta me terão os que querem a ponte e não têm como dizer que só estão mesmo é a fim de grana, venha ela de onde vier e como vier”, escreveu João Ubaldo Ribeiro, na comovente crônica “Adeus, Itaparica”, publicada em A Tarde e na revista eletrônica Terra Magazine.

Compraram a batalha itaparicana os amigos e companheiros de “Geração Mapa” (liderada por Glauber Rocha): os poetas Fernando da Rocha Peres e Fred de Souza Castro, o advogado Antonio Guerra Lima e o pintor Ângelo Roberto.

“Conheço os argumentos farisaicos dos proponentes da ponte, ávidos sacerdotes de Mamon, autoungidos como empresários socialmente responsáveis”, atacou Ubaldo.”Eles se baseiam em premissas inaceitáveis, tais como uma visão imediatista, materialista e comprometida irrestritamente não só com o capital especulativo, que já está pondo as mangas de fora no Recôncavo, como aquele que investe aqui usando os mesmos padrões aplicados em Pago-Pago ou na Jamaica.” Ele também denuncia a degradação urbana da Ilha, que registra casos bárbaros de violência. Com a ponte, acredita, sua terra natal virará um subúrbio de Salvador.

Residente no Rio de Janeiro, João Ubaldo passa o verão em Itaparica, na mesma casa em que nasceu, na Rua do Canal, número um – herdada do avô materno, o historiador Ubaldo Osório. O romancista itaparicano levou a Ilha e seus habitantes às páginas de suas principais obras, como “Viva o povo brasileiro” e o recém-lançado “O albatroz azul”. ”
É bem possível que a ponte seja mesmo construída, mas, pelo menos, não traio meu velho avô”, disse o escritor e cronista de “O Globo” e do “Estado de S. Paulo”. Com o apoio de Hatoum e Verissimo, três dos maiores autores brasileiros se engajam na defesa da Baía de Todos-os-Santos e do paraíso ecológico baiano.

O manifesto pode ser lido e assinado neste link: http://www.gopetition.com/online/33669.html

jan
27

Erenice Guerra: ela outra vez!

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DEU NO ESTADÃO ( edição Online)

Agencia Estado

SÃO PAULO – Pivô do escândalo dos cartões corporativos, suspeita de ter coordenado a confecção de um dossiê sobre os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidirá o grupo de trabalho encarregado de propor ao Congresso a criação da Comissão Nacional da Verdade.

A Comissão da Verdade vai apurar casos de tortura, sequestros, desaparecimentos e violações de direitos humanos na ditadura militar (1964-1985). Proposta em decreto presidencial, a comissão gerou crise entre o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e a área militar. Erenice encabeça a lista de seis membros do grupo.

Ontem, a Comissão de Mortos e Desaparecidos do governo fechou a lista ao eleger, por unanimidade, o representante da sociedade civil que vai integrar o grupo. O escolhido foi o professor Paulo Sérgio Pinheiro, coordenador-geral do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), consultor das Nações Unidas e último secretário nacional de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique Cardoso.

Pinheiro é autor das versões 1 e 2 do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), tem livre trânsito com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e funcionará como bombeiro da crise aberta com o setor militar em torno da proposta de punição a agentes do Estado que praticaram tortura, crime considerado imprescritível pela Constituição. Tida como revanchista por Jobim e pelos comandantes militares, a proposta consta da terceira versão do plano, lançado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2009.

O grupo, que tem prazo até abril para enviar ao Congresso o projeto de lei criando a Comissão da Verdade, também será integrado por Vannuchi, pelo presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão e o consultor jurídico Vilson Marcelo Vedana, do Ministério da Defesa, além do presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos, Marco Barbosa Rodrigues. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

jan
27
Posted on 27-01-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 27-01-2010

Com Itaparica, de autoria dele, e Mona Lisa, o soteropolitano Cyro Aguiar, em 1962, começava, através da canção Itaparica, cuja letra segue, a projetar a Ilha para o mundo. Cyro Aguiar, com vocês, para fazer a Ilha sorrir um pouco mais. Gudenaite!

(Gilson Nogueira)

jan
27
Posted on 27-01-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 27-01-2010

As normas de financiamento de campanhas e de candidatos nos Estados Unidos abre espaço para o comentário do jornalista Ivan de Carvalho em sua coluna política na Triibuna da Bahia, nesta quarta-feira. IMas não temos a larga estrada da liberdade americana, mas as picadas da legislação burocratizante brasileira.

OPINIÃO POLÍTICA

A estrada larga e as picadas

Ivan de Carvalho

O Congresso e o TSE vieram, atuando em dupla, ao longo de muitos anos e eleições, impondo restrições, limites, parâmetros cada vez mais rígidos às campanhas eleitorais.

Um dos aspectos mais importantes é o do financiamento das campanhas de partidos e candidatos e apesar da rigidez da letra da lei e das resoluções e regulamentações do TSE, um dos assuntos que mais roubam espaço a coisas sérias na mídia brasileira é a questão do caixa dois das campanhas e outras mutretas correlatas. Não vejo como o financiamento público resolveria algum problema. O caixa dois e as outras mutretas persistiriam. Apenas seria criado mais um problema, este para o contribuinte, ao qual mais este ônus seria imposto (pode-se atribuir, aí, duplo sentido à palavra imposto).

Mas não é o financiamento de campanha nem as outras mutretas que quero abordar hoje e, sim, a questão da antecipação ilegal de campanhas, assunto do momento. A oposição (DEM, PSDB e PPS) ingressou ontem no TSE com ação (apenas mais uma) contra o presidente Lula e sua ministra Dilma Rousseff por estarem ambos fazendo campanha eleitoral não explícita, mas evidente, em favor da segunda.

A legislação só permite fazer propaganda eleitoral a partir de 5 de julho (?!!!). Mas Lula disse em evento em São Paulo, no sábado: “Quem vier depois de mim e eu, por questões legais, não posso dizer quem é, espero que vocês adivinhem, espero, quem vier depois de mim já vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no Orçamento, porque eu estou fazendo o PAC 2 porque eu preciso colocar dinheiro no Orçamento para 2011, para que as pessoas comecem a trabalhar”.

Fez propaganda de Dilma ou não fez? Fez. A oposição alega na representação que Lula usa “muitos adjetivos” para “projetar a ministra como sua sucessora”.

Como a oposição já ajuizou várias ações no TSE acusando Lula e Dilma de campanha eleitoral antecipada e até de utilização de eventos oficiais para promover a candidatura de PAC-WOMAN (espero que muitos ainda lembrem daquele joguinho do Atari, o PAC-MAN) e até agora deu em nada, o presidente do STF, Gilmar Mendes, julgou chegada a hora de repetir publicamente que a Justiça Eleitoral deve ter critérios semelhantes para julgar crimes de campanha antecipada, sejam os crimes cometidos por prefeitos, governadores de Estados humildes (citou Roraima), Estados importantes (citou São Paulo) e presidente da República.

Bem, Jimmy Carter fez campanha para presidente durante dois anos de viagem por seu país, “apertando mãos” e pedindo votos. Mas não temos a larga estrada da liberdade americana, mas as picadas da legislação burocratizante brasileira. Então, tem que respeitar – ou não, quer dizer, tem quem, acima da lei, não respeite.

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