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Posted on 16-01-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 16-01-2010

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No Ar, Watch What Happens, de Michel Legrand e Norman Gimbel, com o genial Michel e o saudoso Oscar Peterson, lenda do jazz, para acalmar os espíritos e os trovões que ameaçam cortar o barato de quem quer curtir o sábado nas barracas do Bonfim! De quebra, ela, Elis, na mesma canção, para atrair uma noite iluminada. Tudo de bom”.

BOA NOITE !

(Gilson Nogueira)

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Posted on 16-01-2010
Filed Under (Artigos, Gilson) by vitor on 16-01-2010

Lavagem: “emoção coletiva”

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CRÕNICA: BAHIA

BÊBADO DE ALEGRIA

Gilson Nogueira

Uma adolescente rodopia feito bailarina e dá sem querer um beijinho rápido na boca do rapaz que parecia parado aguardando o encontrão. E o beijo. Ambos sorriem e seguem. Uma vendedora de cerveja em lata faz do pequeno isopor barreira para dançar sozinha à frente da multidão. Um garoto ajoelha-se de cansaço e faz a família parar em volta dele para um bate-papo em plena avenida.

A grande procissão do povo baiano em louvor ao Senhor do Bonfim avança. No acostamento da caminhada os braços de uma mulher alcança o pescoço do amigo que não via há anos. E uma latinha a mais é recolhida pelo catador que vibra com a fartura daquele ganha-pão rolando no asfalto. O policial prende um ladrão. E outro ladrão desaparece como um coelho, no mato, depois de afanar a carteira do rapaz do interior.

Em pequeno bloco com corda de nylon azul a coroa dança sozinha, de cara para o sol, e tem seus cinco minutos de rainha de bateria na sua imaginação. Um casal que namora ao som da charanga autenticamente baiana, fantasiada de talento e improviso, sente o tempo parar na colada monumental. E abençoada! Colada quente como a cachaça vendida na barraca da Feira de São Joaquim.

Um cachorro vadio lambe uma poça d’água. O samba e o pagode se confundem no remelexo da cabrocha. Muitos foguetes explodem sem ligação com a fé. Outros simbolizam no seu estouro e na sua fumaça, que risca o ar, lembrando traços de Caribé, o orgulho de ser baiano. O passo não se altera e não há contornos que façam enganar o desejo de chegar aos pés da Basílica do Nosso Senhor do Bonfim para festejar O Santo Maior da Bahia.

A emoção coletiva une as pessoas. O agradecer é maior que o pedir. As lágrimas que rolam na face de cada uma delas por receberem a benção de Nosso Senhor do Bonfim dizem mais que tudo. No bater de folhas no peito a sensação de proteção divina se amplia. Como uma armadura invisível, levo-a para casa. E a farei brilhar, até o ano que vem. Para brilhar, cada vez mais!

A festa de paz, de amor ao próximo, reúne mais de um milhão de amigos! Mais que tudo, vi o dar, o oferecer-se, em contrição, em prece comovente. A alma e os sonhos tornam-se leves. Mais leves. Encosto o corpo na parede de uma casa. Defronte à igreja, sinto-me bêbado de alegria. Um sorriso santo me fez mais feliz. Aquela água derramada sobre a minha cabeça não foi à toa. Agradecido, chorei. Voltei, em silêncio, andando atrás de mim, sem querer ficar de costas para a escadaria enfeitada de promessas e gratidão. Uma sombra do adeus que não dei me acompanha. Quem sabe!

A baiana do acarajé, que não economizou no camarão, disse que meus olhos estavam vermelhos. Sorri. O moço que estava apertado não fez questão de ser o primeiro no sanitário público e o vendedor de fitinhas não quis cobrar pelas duas que escolhi. Uma azul e uma branca, as cores de Oxalá! O toque da batucada me fez lembrar velhos carnavais e um suspiro impediu-me a tristeza. A vida segue.

Multipliquei por dois os oito quilômetros que unem a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia à Basílica do Senhor do Bonfim. A razão? A força da fé; Aquela água santa do pote de barro que a baiana lindíssima despejou na minhalma não secou. Nem secará. Em casa, senti falta das guias do Senhor do Bonfim que havia pendurado nos meus óculos. Não faz mal.Elas devem estar em boas mãos. Meus três pedidos continuam valendo!

Axé!

Gilson Nogueira é jornalista

jan
16
Posted on 16-01-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 16-01-2010

Luiz da Costa: grande perda no Haiti

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Deu no portal IG

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, confirmou neste sábado que o brasileiro Luiz Carlos da Costa, o segundo na linha de comando da ONU no Haiti, está entre as vítimas do terremoto que devastou o país. O corpo do brasileiro foi encontrado nos escombros do prédio da sede da ONU no país, destruído pelo tremor que atingiu Porto Príncipe na terça-feira.

Além de Costa, os corpos do chefe da missão de paz da ONU no país, o tunisiano Hedi Annabi, e do comissário policial da organização no país, Doug Coates, também foram encontrados entre os escombros. “Em todo o sentido da palavra, eles deram suas vidas pela paz”, afirmou Ban em um comunicado.

Segundo Ban, Luiz Carlos da Costa foi, durante muitos anos, “uma lenda nas operações de paz da ONU. O seu profissionalismo e dedicação extraordinários somente eram comparados ao seu carisma e dedicação a muitos de seus amigos”, afirmou o secretário-geral sobre o brasileiro.

Ban afirmou ainda que o “legado de Costa vive nos milhares que servem a bandeira azul da ONU em todo o canto do mundo”. O secretário-geral também elogiou o trabalho de Anabbi, o primeiro no comando da missão no país. Segundo Ban, ele era “um cidadão do mundo” e um “dos mais dedicados filhos das Nações Unidas”.

Segundo homem

Luiz Carlos da Costa tinha o cargo de vice-representante do secretário-geral da ONU no Haiti. Na última quarta-feira, durante uma entrevista coletiva no Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que Costa era o brasileiro que ocupava o mais alto cargo nas Nações Unidas em todo mundo atualmente.

Nascido em 1949, Costa assumiu o cargo no Haiti em novembro de 2005, após ser indicado pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Antes disso, Costa já havia servido em missões da ONU na Libéria. Ele trabalhava nas Nações Unidas desde 1969, de acordo com o site da organização. Ainda de acordo com a ONU, ele teria duas filhas.

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Pedro Almodovar: melhor filme

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Deu no jornal PÚBLICO (Portugal)

O filme “Abraços Desfeitos”, do realizador espanhol Pedro Almodóvar, conquistou o prémio “Critics Choice” de melhor filme estrangeiro, atribuído pela Associação de Críticos de Cinema dos Estados Unidos. O prêmio era também disputado pela película francesa “Coco avant Chanel”, a alemã “O Laço Branco”, a chinesa “Red Cliff” e a mexicano-norte-americana “Sin Nombre”.

Almodóvar nunca tinha ganho nenhum dos prêmios que a maior organização de críticos de cinema dos Estados Unidos entrega anualmente.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu em Hollywood na noite de ontem e foi apresentada pela atriz Kristin Chenoweth, conhecida pela série de televisão “The West Wing” (em Portugal “Os Homens do Presidente”).

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Posted on 16-01-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 16-01-2010

Deu na Tribuna da Bahia
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Guarajuba, linda, cobra atenção.

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Aproveitando que estamos num fim de semana e em plenas férias de Verão, vamos chamar a atenção para um belo local de veraneio da Bahia: Guarajuba. Na praia, latas de cervejas vazias, canudos usados e enorme quantidade de cascas de coco são atirados ao mar todos os dias, formando um lixão vergonhoso e perigoso (um coco arremessado por onda forte pode até matar um banhista); barracas invadem áreas verdes, com proprietários que, quando questionados, alegam ser amigos de secretário da Prefeitura de Camaçari, e, portanto, seriam imunes (será?), sendo que alguns puseram para correr fiscais, recentemente, que os questionavam sobre invasão de áreas verdes.

Na praça central, uma poluição sonora absurda, com diversos veículos colocando som às alturas, sem o mínimo respeito pela vizinhança nem por todos os que ali vão para descansar. É isso aí: a bela Guarajuba, no Litoral Norte, está virando uma reduto de “farofeiros”, com sério risco de decadência total, devido à desordem que impera no local.

Verônica Lins de Albuquerque, presidente da Ascon – Associação dos Condomínios de Guarajuba, diz que denunciou uma barraca por invadir área verde, fiscais foram até lá, notificaram, mas nada foi resolvido. E Verônica resume: “Tem barraqueiro alardeando ser afilhado do secretário de Desenvolvimento Urbano de Camaçari…” A presidente da Ascon denuncia também que telefonou para o sr. José Cupertino Filho, o referido secretário de Desenvolvimento Urbano, obtendo dele a seguinte resposta: “(…) a senhora precisa entender que as pessoas têm o direito de expandir seus negócios(…) deixe o pobre ganhar o dinheiro (…) eu tenho tanta coisa importante para resolver em Camaçari (…) a barraca vai ficar onde está (…)”. A presidente da Ascon frisa que nada tem “contra o sr. Cupertino, nem o conheço e sempre fui bem atendida por ele ao telefone”, mas ressalva: “Como proprietária de imóvel em Camaçari, contribuinte de IPTU, enquanto Síndica do Condomínio Mar Azul, que compreende 267 unidades imobiliárias, e presidente da Associação dos Condomínios de Guarajuba – Ascon, que compreende 10 condomínios e quase dois mil imóveis, não posso aceitar essa resposta do senhor secretário.”

Na coluna Em Tempo, que ele assina diariamente na TB, o jornalista Alex Ferraz publica a nota que Bahia em Pauta reproduz, com o testemunho de seu editor depois de ter passsado mais de uma hora em meio a um engarramento na virada do ano, causado por bandos que ocupavam as pistas para beber e “dançar”, sem a menor preocupação com os que trafegavam de carro (crianças, grávidas, idosos e doentes) para outros destinos longe do abuso. É um aviso, pois Guarajuba é realmente sensacional ! (Vitor Hugo Soares)

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Em tributo do Bahia à médica e Cidadã Soteropolitana, Zilda Arns (uma das vítimas da tragédia em Porto Príncipe), no dia de seu seputamento em Curitiba. Que o exemplo da vida da fundadora da Pastoral da Criança frutifique. (Vitor Hugo Soares)

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Posted on 16-01-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 16-01-2010

Deu na coluna

Em sua coluna deste sábado, na Tribuna da Bahia, o jornalista Ivan de Carvalho assinala que a mais recente estimativa sobre o número de mortos no Haiti em consequência do terremoto é de 140 mil mortos. Dezenas de países do mundo estão enviando ou preparando-se para enviar ajuda financeira ou material de origem pública e particular. Pois é bem no meio das preocupações com esse desastre monumental que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra e o assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, que é agora (valha-me Deus) também o encarregado da elaboração do programa do PT para a campanha eleitoral e o hipotético governo de Dilma Rousseff, envolvem-se numa pendenga sobre qual partido está à “esquerda”, se o dos tucanos, se o dos “companheiros”. Confira no texto de Ivan, que Bahia em Pauta reproduz. (VHS)

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Sergio Guerra e…

… e Marco Aurelio: hora errada


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OPINIÃO POLÍTICA

Uma discussão sobre nada

Ivan de Carvalho

A mais recente estimativa sobre o número de mortos no Haiti em consequência do terremoto é de 140 mil mortos. Dezenas de países do mundo estão enviando ou preparando-se para enviar ajuda financeira ou material de origem pública e particular.

O Brasil tem o comando e quase todo o contingente das tropas que, em nome da ONU, foi enviado para manter a ordem e a paz no mais pobre e talvez o mais sofredor país das Américas. A missão militar lá está há bastante tempo, mas toda a violência e as mortes que certamente evitou foram um benefício amplamente neutralizado e superado, em poucos segundos, pelo terremoto que destruiu a capital do país, Porto Príncipe e atingiu seus arredores.

Pois é bem no meio das preocupações com esse desastre monumental que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra e o assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, que é agora (valha-me Deus) também o encarregado da elaboração do programa do PT para a campanha eleitoral e o hipotético governo de Dilma Rousseff, envolvem-se numa pendenga sobre qual partido está à “esquerda”, se o dos tucanos, se o dos “companheiros”, ainda que todos sabendo que entre estes há muitos que gostariam mais de ser “camaradas”.

O presidente do PSDB comparou a posição de seu partido à do PT numa entrevista à revista Veja. Disse que se a oposição chegar ao poder, haverá mudança na política econômica e que a ação a esse respeito será rápida e objetiva. E afirmou, então, que o PT “já foi” de “esquerda”, mas se transformou em um “partido populista”.

Marco Aurélio Garcia correu para responder pisando nos cascos, já que em outra ocasião não pareceu bem ao público ele comemorar o suposto bom resultado da violação ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo com o popular (ou populista?) “top, top, top”. Disse, o genial assessor, ironizando, que ante as declarações de Guerra teve “uma crise de identidade” e acrescentou que “o PSDB não é um partido de direita, é um partido da direita. Sutil pra burro. Concedeu que no PSDB “há pessoas de esquerda”, assim como talvez o presidente deste partido possa conceder que entre os “populistas” do PT existam algumas pessoas “de esquerda”.

Ora, quanta bobagem e perda de tempo com nada. Isso “já foi” e “top, top, top” pra isso. Durante quase todo o século XX o mundo conviveu com esses dois rótulos, “esquerda” e “direita”, uma maneira de os políticos e muitas instituições, a exemplo de partidos e Estados, escamotearem o que realmente eram, e, graças à intensa propaganda comandada pelos comunistas da União Soviética, ficou mais ou menos estabelecido que “esquerda” era bom e “direita”, ruim. Servia também como instrumento da preguiça, pois quem diz “sou esquerda” se acha desobrigado de dar qualquer outra informação sobre o que pensa ou pretende politicamente. Tudo como em Animal Farm (A Revolução dos Bichos), de George Orwell. Os porcos, que empalmaram o poder na fazenda dos bichos, impuseram o conceito recentemente lembrado pela jornalista Dora Kramer: “Quatro patas, bom; duas patas, ruim”.

Uma porcaria mesmo essa discussão. E no século XXI.

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