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Postado em 15-01-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 15-01-2010 00:13

Haiti: espera de socorro

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Haitianos zangados montaram, nesta quinta-feira, 14, blocos com cadáveres nas estradas da capital Porto Príncipe para protestar contra a falta de ajuda depois do terramoto que assolou aquele país. A Cruz Vermelha admite que o sismo deixou 50 mil mortos em sua passagem devastadora pelo mais pobre país das América.

Segundo a repórter Cláudia Arsénio, que descreve para o portal português TSE o cenário no Haiti cerca de 48 horas depois do violento sismo, uma testemunha citada pela agência Reuters contou que alguns haitianos mostram-se cada vez mais zangados e revoltados com a falta de ajuda num país onde são urgentemente necessários médicos, medicamentos, água e alimentos.

Segundo várias fontes, o cenário no país, um dos mais pobres do mundo, é de destruição. Onde antes existiam ruas, há agora ruínas entre as quais os sobreviventes procuram salvar quem se manteve vivo sob os escombros.Um repórter da Reuters relatou que ao lado do principal hospital há 1500 corpos sem destino.

Já Richard Morse -conta o repórter de TSF – revela que na capital haitiana há muitos corpos nas ruas e que as morgues já estão cheias, acrescentando que alguns edifícios desabaram no sul da ilha devido às réplicas que acontecem desde terça-feira.

O presidente do Haiti, René Preval, disse que sete mil vítimas do sismo já foram enterradas numa vala comum.Depois do violento sismo de terça-feira, de magnitude 7,0 na escala de Richter, a ajuda internacional começou a chegar em grande número ao Haiti, de tal forma que o aeroporto da capital chegou a ser fechado provisoriamente. O Governo foi obrigado a pedir aos Estados Unidos e a outros países para não autorizarem mais voos. Na área já estão equipes de ajuda norte-americanas, venezuelanas e espanholas.

A Cruz Vermelha no Haiti afirma que 45 a 50 mil pessoas morreram no sismo e que três milhões foram afetadas.Também a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) conta os seus próprios mortos, nomeadamente 36, além de 100 desaparecidos.Entretanto, com a polícia ocupada a salvar as pessoas debaixo dos escombros e a enterrar as suas próprias famílias, começaram as pilhagens nos destroços.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSF e Reuters )

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