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Postado em 05-01-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 05-01-2010 09:24

Um boneco produzido à imagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi encontrado e retirado pela polícia com uma corda amarrada o pescoço na localidade de Plains, estado da Georgia. O fato ocorreu no sábado, mas só foi divulgado ontem na televisão local e teve grande impacto e repercussão na Georgia, por lembrar graves e condenáveis episódios de racismo e segregação racial na região. A chamada grande mídia norte-americana, no entanto, mantêm-se discreta diante do fato, á espera da mais detalhes das investigações.

Segundo notícia publicada com destaque na edição desta terça-feira do Diário de Notícias, de Portugal, no carrtaz posto ao lado do boneco enforcado em Plains podia ler-se: “Plains, Georgia. Terra de Jimmy Carter, o nosso 39.º presidente”, mas o boneco que pendia diante dele, enforcado pelo pescoço e com uma placa a identificá-lo, era de outro inquilino da Casa Branca: Barack Obama.

A matéria do DN acrescenta que os serviços de segurança presidenciais já investigam este episódio de carácter claramente racista, que faz lembrar os tempos em que a Geórgia era uma das campeãs da segregação nos Estados Unidos.

O porta-voz dos serviços secretos americanos, Ed Donovan, explicou à AP que o grande boneco negro foi retirado no sábado de manhã, mas o incidente só ontem foi tornado público pela televisão local WALB-TV. Donovan adiantou ainda que as autoridades já abriram um inquérito para tentar apurar quem são os autores deste ataque racista contra o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Mas recusou adiantar mais pormenores.

TRISTES LEMBRANÇAS

Através de testemunhas o jornal Atlanta Journal-Constitution conseguiu mais detalhes sobre esta história. Um dos 637 habitantes de Plains – a aldeia conhecida por ser a terra natal de Jimmy Carter, ainda hoje o seu mais famoso residente – contou que o boneco negro com a placa a dizer “Obama” estava enforcado diante do cartaz vermelho, azul e branco alusivo ao antigo inquilino da Casa Branca.

O xerife de Plains também recusou dar mais informações, remetendo o caso para os serviços secretos e os responsáveis pela segurança do Presidente. Em Plains, alguns habitantes mostravam-se preocupados com este episódio de outros tempos. A Geórgia foi um dos estados que mantiveram por mais tgempo a segregação racial, tendo sido palco de violentos confrontos na época da luta pelos direitos cívis dos negros.

“Preferíamos que isto não tivesse acontecido”, explicou ao Atlanta Journal-Constitution Jan Williams, gerente do hotel Plains Historic Inn. Este estabelecimento fica situado na principal rua de Plains, precisamente a mesma onde o boneco feito à imagem de Obama foi encontrado pendurado. Williams acrescentou ainda ter sido ouvida pelos serviços secretos, mas garantiu não ter qualquer informação relevante para lhes fornecer. E acrescentou que a efígie foi retirada por volta das 10.15 de sábado, quando ela própria se dirigia para o hotel.

Tranquila, Plains consegue muitos lucros graças ao turismo presidencial. Mas este episódio racista, que passa quase despercebido na grande mídia norte-america, “é a última coisa de que Plains precisa”, explica Williams.

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