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05

Deu na coluna

Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia o jornalista Ivan de Carvalho aponta o seu olhar crítico nesta terça-feira, 5, contra empresas que insistem em ludibriar o consumidor – a nova definição do cidadão brasileiro, segundo o grande e saudoso baiano Millton Santos – apesar do Código específico criado para punir maus fabricantes e comerciantes enganadores. O pão Plus Vita Light, por exemplo, anunciava no rótulo, com admirável cara de pau e notório destaque, “0% de Gordura”, condena Ivan no texto de seu artigo opinativo, que Bahia em Pauta reproduz.

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OPINIÃO POLÍTICA
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ILUSÃO DE ÓTICA

Ivan de Carvalho

Não quis usar o título Propaganda Enganosa porque, desta vez, talvez já não seja inteiramente apropriado. Da primeira vez que abordei o mesmo assunto, era. Tanto para a marca Plus Vita, que citei na ocasião, quanto para diversas outras marcas do suposto pão integral vendido aí pelos supermercados e similares.

Quero também esclarecer que não tenho qualquer preconceito contra a marca Plus Vita. Sou até consumidor habitual de um de seus produtos, o pão Plus Vita Light. Daí citá-lo, pela familiaridade. Dizer isso já é uma propaganda, mas nada vou cobrar por ela. O que tenho sobre a marca citada, portanto, são conceitos mesmo, formados por um consumidor que, independente disso, também é jornalista.

Não muito tempo depois que abordei o assunto, fazendo a acusação de propaganda enganosa, a Rede Globo, em um de seus programas (Globo Repórter ou Fantástico) deu o resultado das análises laboratoriais que mandara fazer em cerca de dez marcas de pão desse tipo. A Plus Vita inclusa. E a conclusão apresentada, fundada nos resultados laboratoriais, foram a de que as marcas “não dão ao consumidor o que prometem” em seus rótulos.

O pão Plus Vita Light anunciava no rótulo, com admirável cara de pau e notório destaque, “0% de Gordura”. Mas a análise encomendada pela Globo mostrou que isto não era verdade. Pouco depois o rótulo estava diferente, com aquela inscrição substituída por duas outras, em letras miudinhas – “Zero gordura trans” e “Baixo teor de gorduras”. E um 0 bem grande, em azul. Quem sabe o consumidor se restringe à leitura do 0 azul? Ele deve se referir às gorduras trans. Pois, quanto às outras não poderia ser.

Mas o danado do pão manteve no rótulo, em letras bem grandes, duas inscrições: “Plus Vita Light” (correto) e “Integral” (incorreto). Isso certamente produz uma “ilusão de ótica”. Mas há, jogando na retranca, uma inscrição em letras miúdas, dando conta de que se trata de “Pão Light com Farinha de Trigo Integral”. E se o consumidor tiver excelente visão ou uma lupa, vai conseguir ler nos “ingredientes” que o primeiro deles é “farinha de trigo integral”. Fiquei admirado de não conseguir encontrar aí o que encontrara fazem poucos meses entre os ingredientes que compõem o pão –“4% de farinha de trigo integral”.

Só quatro por cento seriam suficientes para o pão ser anunciado como integral? Mas, bem, os quatro por cento sumiram e agora o consumidor, se achar que o que come é de sua conta, que mande para um laboratório confiável.

Gente, onde estão a Codecon, o Procon e o Ministério Público? E a Anvisa, onde está? Meu filho torceu um pé e o médico, além do gesso, prescreveu o antiinflamatório Profenid “ou cetoprofeno, mas o genérico, porque os similares a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não fiscaliza, o que é lamentável, mas é assim…”.
Você, leitor, sabia dessa interessante política farmacológica do governo federal, da qual pode depender a sua saúde? Suponho que não, já que o governo está tão bem avaliado, segundo as pesquisas de opinião.

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05
Posted on 05-01-2010
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Boris Casoy: sem desculpas para garis

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DEU NO COMUNIQUE-SE (Portal web especializado em notíticias de bastidores da imprensa)


Da Redação

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, afirmou que irá entrar com uma ação civil pública contra o jornalista Boris Casoy, por sua declaração sobre o trabalho dos garis no Jornal da Band. “Vamos entrar com uma ação civil pública para que ele se retrate na Justiça. Já assinei a procuração”, declarou o presidente da entidade.

O apresentador do Jornal da Band tem sido criticado desde o dia 31/12, quando saiu no ar o áudio de uma declaração sobre os garis que desejavam feliz ano novo. Ainda na vinheta do jornal, sem saber que seu microfone estava aberto, Casoy declarou: “Que m… dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros… O mais baixo da escala de trabalho”.

No dia seguinte, no mesmo jornal, o apresentador pediu desculpas pela atitude. “Ontem durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band”, disse.

Nesta segunda-feira (04/12), o Siemaco entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio a Boris Casoy. “Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores…”

Em uma nota oficial no site do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento dado ao trabalho dos garis. “Lamentavelmente Casoy demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos ‘lixeiros no alto de suas vassouras’ não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza”, diz a nota.

A assessoria de imprensa da Band informou que o apresentador já pediu desculpas em público. A direção de jornalismo da emissora ainda não se manifestou sobre o caso.

jan
05
Posted on 05-01-2010
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A música para começar a tarde no Bahia em Pauta nesta terça-feira,5, de um indefinido 2010, é “The way we were”. Barbra Streisand é a imbatível intérprete desta canção com a marca e o sabor dos apaixonados e apaixonantes anos 70. Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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05
Posted on 05-01-2010
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Brasken em Camaçari: gigante

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Deu no portal IG

Em matéria assinada pelo analista de mercado Guilherme Barros o portal IG revela que a maior empresa petroquímica da América Latina, a nova Braskem, do grupo baiano Odebrecht,  será a 10ª do mundo em faturamento. Com a incorporação da Quattor, a receita anual da Braskem sobe de R$ 23,4 bilhões para R$ 30,4 bilhões, o que a torna um gigante no setor petroquímico no mundo.

O objetivo da Odebrecht e da Petrobras, segundo o IG, é de que, em alguns anos, a companhia se torne a número um no planeta. Hoje, a líder no mundo é a americana Dow Chemical, com uma larga vantagem em relação à nova Braskem.

Guilherme Barros assinala no  texto publicado no portal web que para chegar à liderança, a Petrobras e a Braskem contam, entre outras ferramentas, com a incorporação do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que atualmente está em obras.

A previsão é que, dentro de três ou quatro anos, o Comperj já esteja faturando alguma coisa como R$ 20 bilhões ao ano, o que vai ajudar a engordar bastante a receita da nova companhia.

Não é a toa que a Odebrecht e a Petrobras decidiram injetar uma montanha de R$ 4 bilhões na nova empresa que será formada com a compra da Quattor. Trata-se de um volume recorde de investimento em fusões e incorporações no Brasil, diz a matéria do IG.

A matéria diz ainda que dentro dessa estratégia de se tornar um “player” global, a nova Braskem também vai se preparar para fazer novas aquisições no mundo, o que vai ajudar a se aproximar bastante da Dow.

 

jan
05
Posted on 05-01-2010
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VIDAS LADEIRA ABAIXO

Aparecida Torneros

Impossível não se chegar ao fundo da dor compartilhada e humana, deixando-se afundar-se no assento, enquanto se assiste, repetidamente, pela televisão, as notícias das tragédias das águas, na virada do ano, em Angra, no Rio de Janeiro, e em tantos outros lugares onde o verão e suas cheias trazem, sobretudo, a certeza da nossa pequenez diante da natureza imensa.

A engenharia nacional se gaba, e com razão, de feitos maravilhosos, pontes desafiantes construídas mundo afora, entretanto, nas encostas molhadas, quando o barro desmorona, tudo rola ladeira abaixo, vidas se perdem na inútil tentativa de explicação racional, para a ocupação desordenada e irresponsável do solo urbano, em cidades grandes ou pequenas, através de edificações permitidas ou clandestinas, num misto de desrespeito e irresponsabilidade compactuados por sociedade e autoridades, quadro este que já nos cansamos de ter na frente dos olhos e de viver nas emoções alteradas.

As tais águas que o Tom cantou lembrando que eram comuns em março, por aqui, no hemisfério sul, na verdade, se fazem presentes no mundo inteiro, em épocas diversas, e principalmente, passaram a surpreender o Planeta, a partir do fenômeno do aquecimento global, das mudanças climáticas inesperadas e ainda imprevisíveis na sua totalidade. Cientistas tentam desvendar mistérios, governos de países poluídores tentam adiar suas ações, cidadãos tentam conviver em espaços cada vez mais restritos em termos de segurança física ou de ares respiráveis.

Tristes imagens de vidas ceifadas rolando com paus e pedras, pelas barranqueiras, gente inocente indo embora na agonia dos soterramentos, prefeituras com administradores baratinados ao constatar que a omissão é tão culpada quanto a ação, e muitas vezes, vai muito além. Isso porque permite a desordem urbana e a instalação do caos social como é o caso das comunidades que cresceram à mercê de invasões para depois se tornarem reféns do tráfico ou da ilegalidade. Louvável sempre é e será cada atitude no sentido de pacificar “morros” em guerra, resgatar cidadanias ou elevar qualidade de vida de populações carentes. Mais do que louvável, é emergencial a decisão de mudar o quadro monótono que nos fere alma e coração, com as constatadas e irreversíveis catástrofes de verão.

No Rio de Janeiro, por exemplo, muito se tem avançado, nas comunidades que ora são aquinhoadas com as obras do PAC, Programa de Aceleração do Desenvolvimento, exemplificando Rocinha, Complexo do Alemão, Manguinhos, entre outras, através de remoções de moradores em áreas de risco, construção de moradias em áreas desapropriadas ou abandonadas, instalação de equipamentos sociais e mobiliários, como escolas, postos de saúde, hospitais, teatros, bibliotecas, praças, quadras de esportes. Saudável, sim, mas ainda é muito pouco em termos percentuais para atender aos milhões de criaturas que habitam não só os morros, encostas, mas também baixadas, faixas marginais de rios que transbordam, lugares onde não há infra-estrutura suficiente capaz de abrigar seres humanos com vida digna, segura e respeitada.

Ao mesmo tempo em que vi e li, nos últimos dias, por diversas ocasiões, a sofrida transmissão desse noticiário aterrador, assisti também, no filme Lula, o filho do Brasil, às cenas da enchente em local onde ele e sua família moravam, em São Paulo, quando sua mãe d.Lindu, seus irmãos e ele próprio, ainda bem jovem, fogem como podem, das águas que carregam tantas dores.

Pois nessa tomada , aliás muito bem filmada, a personagem vivida por Gloria Pires, mãe do Presidente, preocupa-se, sobretudo, com o macacão de metalúrgico de seus filhos, que ia se estragar com a enchente, e a peça do vestuário era, na verdade, o melhor representante da cidadania de sua família, com filhos operários, em busca de um lugar ao sol, um lugar mais seguro, bem estruturado, protegido das cheias, com bons alicerces, fincado em terreno propício, assegurado como ideal para viver e progredir.

Somos todos filhos do Brasil, esperamos sim, que nosso solo, mãe gentil, nos permita viver e morar, sem tantos riscos ou tantos desmandos, sem tantas omissões e muito menos sem tantas águas rolando e levando junto com elas nossas alegrias de um verão a mais, um verão que poderia ser menos trágico, talvez mais prazeroso, talvez menos entregue à força de uma natureza que pode não ser totalmente contida, mas que precisa e dever ser, finalmente, respeitada por quem faz cumprir as leis, neste país gigante pela própria natureza.

Cida Torneros, jornalista, escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o o Blog dfa mulher Necessária (  http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com/ )

jan
05
Posted on 05-01-2010
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Gretchen: infeliz ano novo/img Arquivo

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O ano de 2010 não começou bem para a cantora Gretchen

Uma das artistas mais populares do país nos anos 90 a Cantora Gretchen, famosa como “rainha do bumbum e do rebolado”, passou por momentos amargos na madrugada desta terça-feira, 5, em Salvador, onde ele veio passar os festejos de fim de ano. A artista foi assaltada e levou coronhadas de um bandido, quando retornava de um desfile no Pelourinho em companhia de seu empresário e uma amiga.

Ultimamente também dedicada à política em Pernambuco, onde disputou a prefeitura de um dos municípios da região metropolitana de Recife, Gretchen estava em um carro com dois amigos quando foi abordada por uma dupla de assaltante na avenida que bordeja o Dique do Tororó.

Gretchen, segundo testemunhas que passavam no local na hora do assalto, foi agredida pelos bandidos, que, além de coronhadas de revólver na cabeça da artista, deram um tiro para assustar.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado no complexo de delegacias dos Barris, bem próxima ao local do ataque, mas a polícia que investiga o caso não conseguiu identificar nem prender os assaltantes.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da Rádio Band Newa-FM-Salvador e site Tudo Agora)

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05
Posted on 05-01-2010
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Gil imortal

Deu na coluna
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Em o O Globo o jornalista Ancelmo Gois publica em sua antenada coluna, edição de segunda-feira, 4.

“Há uma articulação para fazer do ex-ministro (da Cultura) Gilberto Gil integrande da Academia Brasileira de Letras.

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05
Posted on 05-01-2010
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Um boneco produzido à imagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi encontrado e retirado pela polícia com uma corda amarrada o pescoço na localidade de Plains, estado da Georgia. O fato ocorreu no sábado, mas só foi divulgado ontem na televisão local e teve grande impacto e repercussão na Georgia, por lembrar graves e condenáveis episódios de racismo e segregação racial na região. A chamada grande mídia norte-americana, no entanto, mantêm-se discreta diante do fato, á espera da mais detalhes das investigações.

Segundo notícia publicada com destaque na edição desta terça-feira do Diário de Notícias, de Portugal, no carrtaz posto ao lado do boneco enforcado em Plains podia ler-se: “Plains, Georgia. Terra de Jimmy Carter, o nosso 39.º presidente”, mas o boneco que pendia diante dele, enforcado pelo pescoço e com uma placa a identificá-lo, era de outro inquilino da Casa Branca: Barack Obama.

A matéria do DN acrescenta que os serviços de segurança presidenciais já investigam este episódio de carácter claramente racista, que faz lembrar os tempos em que a Geórgia era uma das campeãs da segregação nos Estados Unidos.

O porta-voz dos serviços secretos americanos, Ed Donovan, explicou à AP que o grande boneco negro foi retirado no sábado de manhã, mas o incidente só ontem foi tornado público pela televisão local WALB-TV. Donovan adiantou ainda que as autoridades já abriram um inquérito para tentar apurar quem são os autores deste ataque racista contra o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Mas recusou adiantar mais pormenores.

TRISTES LEMBRANÇAS

Através de testemunhas o jornal Atlanta Journal-Constitution conseguiu mais detalhes sobre esta história. Um dos 637 habitantes de Plains – a aldeia conhecida por ser a terra natal de Jimmy Carter, ainda hoje o seu mais famoso residente – contou que o boneco negro com a placa a dizer “Obama” estava enforcado diante do cartaz vermelho, azul e branco alusivo ao antigo inquilino da Casa Branca.

O xerife de Plains também recusou dar mais informações, remetendo o caso para os serviços secretos e os responsáveis pela segurança do Presidente. Em Plains, alguns habitantes mostravam-se preocupados com este episódio de outros tempos. A Geórgia foi um dos estados que mantiveram por mais tgempo a segregação racial, tendo sido palco de violentos confrontos na época da luta pelos direitos cívis dos negros.

“Preferíamos que isto não tivesse acontecido”, explicou ao Atlanta Journal-Constitution Jan Williams, gerente do hotel Plains Historic Inn. Este estabelecimento fica situado na principal rua de Plains, precisamente a mesma onde o boneco feito à imagem de Obama foi encontrado pendurado. Williams acrescentou ainda ter sido ouvida pelos serviços secretos, mas garantiu não ter qualquer informação relevante para lhes fornecer. E acrescentou que a efígie foi retirada por volta das 10.15 de sábado, quando ela própria se dirigia para o hotel.

Tranquila, Plains consegue muitos lucros graças ao turismo presidencial. Mas este episódio racista, que passa quase despercebido na grande mídia norte-america, “é a última coisa de que Plains precisa”, explica Williams.

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