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Deu no Diário de Notícias on-line (Portugal)
Última hora:
A cantora Lady Gaga ganhou, esta noite de domingo, na “pré-cerimónia” de entrega dos prémios Grammy, os seus dois primeiros galardões nas categorias de melhor álbum de música electrónica/Dance, com “The Fame”, e de melhor gravação Dance, com “Poker Face”.
Com os prémios de melhor gravação (o tema “Poker Face”) e álbum electrónico/Dance (“The Fame”) do ano, Lady Gaga está já em vantagem face à sua maior rival na 52.ª cerimónia anual dos Grammy, a cantora Beyoncé, nomeada para dez categorias.
Esta “pré-cerimónia” antecede a gala principal dos Grammys, transmitida em direto do Staples Center de Los Angeles para televisões de todo o mundo – em Portugal, transmitida no canal AXN a partir da 01:00h
BOA NOITE !!!
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Terminou no fim de tarde e começo da noite deste domingo com uma caminhada animada por trio elétrico entre Ondina e Barra – o circuito de elite do carnaval de Salvador -, o Forum Social Mundial Temático da Bahia. Planejado para ser uma espécie de “ponte” entre o Forum mundial Social Mundial 2010, realizado esta semana em Porto Alegre (RS), e o FSM 2011, que se realizará em 2011 no Senegal, o evento foi desanimador para seus organizadores.A prmeira grande frustração foi a ausência do presidente Lula, principal atração do evento, que cancelou a viagem a Salvador por motivo de saúde.
Quem estava na praia da Barra – na calçada, nos bares e no mar – no final da tarde de hoje não entendeu nada.O encerramento do Fórum Socia lMundial Temático, que reuniu movimentos sociais de todo país na capital baiana, foi com uma grande caminhada de Ondina ao Farol da Barra na hora do por do sol. Várias alas foram formadas ao longo do percurso. Na linha de frente vinha a CUT (PT), seguida da CTB (PCdoB), MST, UGT, Grupo de estudantes contrários à orientação da atual direção da UNE – gritavam palavras de ordem pela criação de uma nova entidade mais representativa e independente – e o PSTU, em bom número de militantes, mas afastado das outras alas.
Foi uma espécie do que Stanislau Ponte Preta chamava de “samba do crioulo doido”, com o perdão dos sambistas. Cada grupo tinha seu carro de som, que variou de um possante Trio Elétrico, para quem ganhou vistosos patrocínios à Caminhão e batucada no asfalto mesmo, para os mais “duros”.
REBOLATION, o hit da Banda Parangolé, que disputa o posto de coreografia do Carnaval que se aproxima, deu o tom, todos caíram na “dança”. O contorcionismo das forças em disputa inaugurarou passos inéditos da nova moda, no esforço de ganhar espaço na simpatia dos eventuais e supostos eleitores na área.
Na resistência a tudo isso e coerente com sua luta histórica de defesa dos direitos humanos, desfilava o sociólogo Joviniano Neto, com a sacola do encontro no ombro e seu caderno de anotações na mão. Vale registrar que não foi visto nenhum político com mandato durante todo cortejo.
Para entender o Rebolation, a coreografia que mais tem feito sucesso nas festas e academias de ginástica da cidade:
Primeiro passo – Comece colocando a mão esquerda na cabeça e o pé direito para frente. Depois inverta o lado deste movimento
Segundo Passo – Faça movimentos ritmados com o quadril
Terceiro Passo – Vá alternando os movimentos gingando sempre os quadris
Quarto Passo – Levanteas mãos para cima e vá caprichando no rebolado ao estilo dos anos 70 e 80.
A performance da turma do MST na caminhada do Rebolation foi pouco menos que um desastre! A pressão alta de Lula livrou o presidente deste ëspetáculo.

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DEU NA REVISTA
Na coluna “Vamos Combinar”, a revista Época desta semana publica:
“TEMER VALE TRÊS GOVERNADORES
O Plano do goverfno para retirar Michel temer da chapa de Dilma Rousseff e entregar a cadeira de vice para Henrique Meireles já foi precificado. O PMDB pode entregar Temer se Lula ajudar a conquistar três governos estaduais, entre eles Bahia e Minas Gerais. Nesses dois lugares, Lula teria de sacrificar um amigo, Jaques Wagner e um aliado histórico, Patrus Ananias, o ministro do Bolsa Família. Patrus não quer saber de conversa”.
Bar / casa de shows – 30 segundos
Noite na Borracharia

Com a sugestiva chamada “um bar para publicitários”, e a grife de pertencer a um dos filhos de Duda Mendonça, foi inaugurado recentemente o bar 30 segundos no bairro Rio Vermelho, a decoração é temática com propagandas antigas e algumas atuais, mas a graça e “sacada” da idéia terminam aí. A galera pós-adolescente baiana, frequentadora de todos os barzinhos da moda, ja invadiu o local e a banda toca os sucessos mais manjados do pop-rock; criatividade e novidade zero.
A alguns metros, no mesmo Rio Vermelho, cresce a Borracharia (de dia borracharia, nas noites de sexta e sábado boate), ambiente descolado e reduto de músicos, publicitários, artistas e simpatizantes do mundo criativo, sem nenhuma mídia ou luxo, mas de verdade boêmio e alternativo, animado por um repertório que vai do samba-rock ao soul music. A melhor pedida para quem quer dançar, paquerar, e se divertir em um ambiente excêntrico e descolado com público eclético. Aqueça as turbinas pelos bares do Rio Vermelho, e depois da meia-noite “se jogue”, na Borracharia você vai se sentir livre.
Por Laura Tonhá, publicitária baiana.
A Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) jogou duro ontem a noite em Salvador, o órgão atuou em diversos pontos para fiscalizar o cumprimento da “Lei Seca”, que proíbe a ingestão de bebidas alcoólicas pelos condutores. Quem passou, depois da meia-noite, pela Av.Anônio Carlos Magalhães sentido Iguatemi, na altura do antigo Colégio Tereza Lisieux, e não foi parado na blitz, estava com muita sorte.
A via central da pista estava interditada o que obrigava os motoristas a pegarem o desvio do Colégio Lisieux, onde a SET estava realizando o “famigerado” bafômetro em 9 de cada 10 motoristas.
Parece que tragédia, da manhã da última quinta-feira, que resultou na morte do casal de idosos, José Augusto de Souza e da esposa dele Maria Andrade de Souza, vitimas do taxista Itamar Cravo que dirigia alcoolizado (o exame de alcoolemia apontou 300% acima do permitido) re-acordou as autoridades para o risco da mistura bebida e direção. Em uma cidade em ritmo carnavalesco como esta Salvador, risco triplicado.
Por Laura Tonhá
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A notícia sobre a presença de Jô Soares na capital portuguesa para viver o papel do poeta Fernando Pessoa, já em cartaz, fez bater uma saudade danada no coração do editor de Bahia em Pauta.E quantas belas recordações, a começar pelo Rocio!!!
Daí para o fado “Recado a Lisboa”, a maravilhosa composição de Villarel que Francisco José consagrou, foi um pulo na escolha da música para começar o dia neste site blog baiano de olho no mundo.”Lisboa.minha mãezinha, com o seu chale traçado”, como choram os versos da canção do imigrante, em permanente viagem.Como te esquecer, Lisboa?. “Como esquecer da Graça, que é tão bela, que é tão boa?”
A canção que fala da Graça e dos recantos mais adoráveis de Lisboa, vai aqui em vídeo do you tube com interpretação de Anabela.”Que Deus te ajude, Lisboa, a cumprir essa mensagem”.
Confira e diga se o editor tem ou não razão de sobra para sentir a saudade que lhe bateu, de repente, neste domingo de sol em Salvador.
(Postado por Vitor Hugo Soares)
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Portugal é um sorriso só. Depois de quatro anos de ausência de Lisboa, o humorista e apresentador do talk-show da Globo, Jô Soares, retorna à capital portuguesa para viver o poeta Fernando Pessoa no palco do Teatro Villaret, fundado pelo amigo e colega Raul Solnado, falecido ano passado..
O famoso artista brasileiro, celebridade também em Portugal, interpreta o grande poeta de lingua portuguesa e não apenas declama a sua poesia.
O portal português TSF fala da visita de Jô à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, onde conversou com a imprensa e admiradores e falou sobre o espectáculo “Remix em Pessoa” , em cena no Teatro Villaret de 29 a 31 de Janeiro e de 03 a 07 de Fevereiro.
O espectáculo, com direcção de Bete Coelho e música de Billy Forghieri, partiu de um CD homónimo, em que o humorista diz poemas de Fernando Pessoa com a música de Forghieri como fundo.Esta semana em Lisboa, Jô Soares advertiu que o espectáculo “é diferente e integra mais poemas. Noventa por cento do espectáculo é de poemas de Álvaro de Campos [heterónimo de Pessoa] por ser mais niilista, o que é uma forma de humor”.
“No palco sinto-me vivendo um personagem que podia ser irmão do Álvaro de Campos”, adiantou o humorista que referiu que o cenário “é simples, sendo projectadas imagens de Pessoa”..Jô Soares usa “um terno preto e um chapéu, uma indumentária muito próxima da do poeta”, escolhida por “mero acaso, sem saber”.
No encontro com jornalistas, Jô Soares não fugiu à questão do Acordo Ortográfico, já ratificado por Portugal e Brasil, e afirmou que prefere “ler português em Portugal e literatura brasileira em brasileiro”.”Não adianta a unificação da língua porque somos ligados por uma língua diferente”, disse, justificando: “[nós brasileiros] falamos um português que já foi corrente em Portugal”.
“O português que se fala aqui [em Portugal] é mais moderno que o brasileiro que tem raízes seiscentistas”.
Voltando a Fernando Pessoa, Jô Soares afirmou que a frase do poeta da “Mensagem” que o marca é “Malhas que o Império tece” do poema “O menino de sua mãe”. “Esta frase é uma análise da história do mundo. Vale na época de Pessoa, da guerra em África, na Indochina, na I Guerra, na II Guerra, e vale hoje”, explicou.
“Engloba a história do mundo perfeitamente. Pode-se hoje mandar o soldadinho para Angola ou para o Iraque, só os impérios mudam”, acrescentou.Fernando Pessoa é, segundo Soares, o poeta português mais conhecido no Brasil e sem paralelo com qualquer outro, nomeadamente os contemporâneos, e Sophia de Melo Breyner Andresen “é razoavelmente conhecida e lida”.
RAUL SOLNADO: UMA AMIZADE
O fato de se apresentar num teatro construído por iniciativa de Raul Solnado, de quem foi amigo, levou Jô Soares a desfiar na conversa várias recordações com o ator falecido no ano passado, e por quem afirmou ter uma enorme estima e admiração, assim como por outros portugueses.
Jô Soares afirmou que no dia 26 de Abril de 1974 Raul Solnado lhe telefonou e disse: “Jô, agora posso gritar na rua que sou socialista e não vou preso”.
Nicolau Breyner que lhe foi apresentado por Solnado em 1979, quando Jô Soares se deslocou pela primeira vez a Portugal para animar um Carnaval no Algarve, foi referenciado pelo humorista como “um irmão vitelino”.
Sobre Nicolau afirmou textualmente: “Esse cabrãozinho de merda está tão dentro da minha cabeça que é como um irmão vitelino”. A conversa aberta ao público em geral divergiu para o programa do humorista na TV Globo, transmitido em Portugal por cabo.
Entre as várias curiosidades, Jô Soares satisfez uma: a caneca que usa no programa ora tem água, refrigerante ‘light’, chá que “detesta”, ou “sopinha quente”.
Jô Soares realçou ainda que a sua faceta de humorista, apesar de ter exercido jornalismo no jornal Folha de São Paulo e na revista Veja, lhe permite algumas “irreverências” sem que o convidado se sinta desconfortável.
Jô Soares que há quatro anos não vinha Portugal não tem “vontade de ver nada de especial”, disse. Reflectindo, corrigiu: “talvez tenha a sorte de ver um troço do Benfica a jogar”.
(Postado por Vitor hugo Soares, com informações de TSF e video do You Tube, que Bahia em Pauta reproduz)
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Sugestão da Rádio BP, para se ouvir apreciando a lua iluminando Itaparica. E os apaixonados por ela!
BOA NOITE!
(Gilson Nogueira)
Um brinde de amigas na Flórida e…

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.. uma linda melodia: inesquecíveis
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CRÔNICA/ UM LUGAR
1994, UMA VIAGEM INESQUECÍVEL
Aparecida Torneros
Aquela viagem… inesquecível… Eu, minha prima Carmen, sua filha Luciana e meu filho Leandro, os jovens, com 16 anos, nós quarentonas, brincalhonas e divertidas.
Hoje Léo e Lu tem 32 anos. Ela é mãe da Bia , casada com o Saulo e moram em Salvador. O Léo é professor, mora no Rio.
Fomos pra casa da Edie, uma americana que era viúva do nosso tio-avô Obidio, irmão da avó Carmen, ela nos recebeu em Orlando, e de carro, fomos para sua casa em Jacksonville, norte da Florida.
Dias de frio, idas a shoppings, o forte de Sant Agostin, Miami, passeios, estradas, pizzas, sanduiches, histórias, risadas, feiras, caminhadas, compra de um 486, que era o computador mais moderno da época, rs, uma sucessão de encontros com o dia a dia do Way or life, dos americanos.
Cansamos de repetir sobre o Brasil para a Suzete, a Sula, a Jennie, os amigos, os vizinhos da Edie, que conheciam muito pouco sobre o nosso país. Estranhavam porque nós quatro sabíamos falar bem o inglês, se nunca tínhamos morado fora daqui… preconceito, desinformação, e um jeito de ser muito comercial, que nos incomodava muito.
Entretanto, o carinho da Edie compensava tudo. Sua vontade de nos agradar, as comidinhas que fazia, a dispensa abastecida de refrigerantes de todos os sabores, da cereja à uva, pra nós, naquele tempo,uma grande novidade.
Eu, morena, ainda, de cabelos escuros naturais, cheia de cachos ( kurls) que elas elogiavam tanto. Lu, lindissima, magrela, sonhando em ser médica, e o meu Léo ainda nâo definira o papel de professor que assumiu nos últimos anos, mas, devorava os jogos Sonic, e nos guiava, por lá como um cicerone, usando sempre boné e rabo de cavalo.
Brindamos algumas vezes ao sentimento melhor que nos uniu naquele janeiro de 94, o amor, a glória dele, o amor entre familiares, o sentimento que nos proporcionou encontro tão marcante, cujas lembranças hoje rememoro.
Na volta, quando dormimos uma noite num motel de Miami, deu pra sentir a pujança da cidade, mas nossos melhores dias tinham ficado pra trás, no aconchego da casa cercada de grama, calefação a 21 graus, enfeitada de lembranças que a Edie colecionara em tantas viagens que fez ao Brasil, na companhia do tio Obie.
Sessões de slides, pipocas, brincadeiras, ela nos fazia rir quase o tempo inteiro, e ainda, o papagaio dela na cozinha, o Sean, a repetir ” good morning” toda a vez que acendíamos a luz ,mesmo de madrugada. A lareira foi acesa uma vez e desligamos a calefação. Motivo: ela queria que os meninos comessem mashmellow torrado nas brasas, tradição americana.
Enquanto lavávamos a louça do jantar, muitas vezes, cantarolamos juntas: “You have to give a little, wait a little, that is the glory of love”. Também , uma noite, descobrimos que ambas éramos apaixonadas por Dinah Washington e a ouvimos quase até o amanhecer.
Quando a saudade batia, nos anos subsequentes, ela, já doente, ligava pra mim nas noites de sábado… e sussurrava…I love you, Maria… eu respondia, embargada….Me too, aunt Edie, I love you too!
Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária
Tiago, com a taça, sorri feliz na Austrália

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DEU NO MUNDO INTEIRO
O brasileiro Tiago Fernandes e a checa Karolina Pliskova venceram neste sábado as finais masculina e feminina, respetivamente, do Open de Ténis da Austrália.O alagoano Tiago Fernandes, na véspera de completar 17 anos, tornou-se no primeiro tenista latino-americano a vencer o Open da Austrália na categoria de juniores masculinos, normalmente ganho por jovens australianos.
Fernandes bateu na final o australiano Sean Berman por 7-5 e 6-3 e ganhou o seu primeiro torneio “Grand Slam”.Pliskova impôs-se na final feminina à britânica Laura Robson por 6-1 e 7-6, informar o portal português TSF Radio Notícias.
Segundo o portal MSN, Tiago Fernandes, número 25 do ranking ITF, se sagrou campeão juvenil do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada.
- Foi uma semana inacreditável – comemorou Fernandes.
O tenista, que completou 17 anos nesta sexta-feira, não se intimidou com a quadra Rod Laver Arena, a mais importante do Melbourne Park, e derrotou o australiano Sean Berman por 2 sets a 0 com parciais de 7-5 6-3, após 1h50min de duração.
Segundo MSN, o resultado faz com que o pupilo de Larri Passos se torne o primeiro tenista do Brasil a vencer a chave de simples de um Grand Slam juvenil – antes apenas Gustavo Kuerten havia vencido nas duplas em Roland Garros 1994 ao lado de Nicolas Lapentti.
Fernandes se junta a nomes famosos de recentes top 10 ou ex-top 10 que venceram no piso rápido australiano juvenil como Gael Monfils (2004), Marcos Baghdatis (2003), Andy Roddick (2000) e Nicolas Kiefer (1995). Com o título, Fernandes somará 250 pontos no ranking juvenil.
Ele tem ainda mais 30 a somar da participação em duplas e outros 60 a descartas de competições do Cosat no ano passado, portando ficará com saldo de 220 e vai aparecer no top 10 provavelmente entre os 7 ou 8 primeiros.
Bravo Tiago. Bahia em Pauta, nordestino de olho colado no mundo, também vibra com o campeão Thiago e a sua Alagoas
(Postado por Vitor Hugo Soares, con informações do portal TSF Notícias (Portugal) e site do MSN).

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DEU NA COLUNA
Em sua coluna para este fim de semana, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta uma “boa” notícia que, segundo ele, infiltra-se entre as ruins dos dias mais recentes, incluindo a crise hipertensiva do presidente Lula e as chuvas que afogam São Paulo (santo dado a acidentes aquáticos), passando pelo incrível 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, produzido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.Segundo Ivan, no texto que Bahia em Pauta reproduz, a expectativa agora é de que o apoio explícito à legalização do aborto seja amenizado, segundo avaliação governista.Confira.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA
UMA BOA NOTÍCIA RUIM
Ivan de Carvalho
Uma “boa” notícia infiltra-se entre as ruins dos dias mais recentes, incluindo a crise hipertensiva do Nosso Guia e as chuvas que afogam São Paulo (santo dado a acidentes aquáticos), passando pelo incrível 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, produzido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
A notícia “boa” não é totalmente boa. De bondade ela só tem a disposição de abrir um debate sobre um propósito ruim, diria terrível, acolhido no PNDH-3, criando a perspectiva de que a proposta de liberação geral do aborto, adotada pelo Plano, não é intocável.
Mas é, sem dúvida, uma surpresa. Isto porque nos decretos que assinou oficializando o Plano, decretos que, graças a Deus e aos constituintes de 1988, não valem legalmente sem que sejam aprovados pelo Congresso Nacional, o presidente Lula deixou indignados vários setores.
Um deles foi o dos militares, com a criação da Comissão da Verdade, já objeto de amplo debate, sob forte pressão e até com ameaças de renúncia do ministro da Defesa e dos comandantes do Exército e da Marinha, que viram discriminação por determinar-se investigação dos crimes da “repressão” e não os do “outro lado”, o lado que tentava, sem chance, derrubar o regime pelas armas. Uma mudança vocabular apagou a fogueira, no lado militar. No outro, até a avivou.
Mas o PNDH-3 sofreu só esta mudança, mantendo proposta que deixou indignados a Igreja Católica e demais setores cristãos da sociedade, bem como causou contrariedade entre os espíritas e os setores que são simplesmente “a favor da vida”, por questão de consciência ou de ética, independente de alinhamento religioso. Por outros motivos, indignado ficou também o setor de agronegócios e, não menos que este, a imprensa (jornais e revistas, emissoras de rádio e televisão, havendo reação esparsa, mas faltando uma reação organizada – aliás, necessária e ainda não extemporânea – somente quanto a sites e blogs jornalísticos). O PNDH-3 é uma perigosa e poderosa ameaça à liberdade de expressão e, especificamente, à liberdade de imprensa.
A boa notícia é que o ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, reconheceu ontem que sua Secretaria (quer dizer, o governo, pois o PNDH-3 passou pela Casa Civil da ministra Dilma e o presidente Lula o assinou) errou ao endossar, no Plano, a legalização do aborto. “Vamos levar a discussão à CNBB e ao Congresso para corrigirmos esse item”, declarou Vannuchi.
A expectativa agora é de que o apoio explícito à legalização do aborto seja amenizado, segundo avaliação governista. Mas não se trata de “amenizar” o apoio, é insatisfatório – mais do que isso, inaceitável – manter, ainda que “amenizado”, o apoio ao massacre dos inocentes indefesos, prisioneiros ainda no ventre de suas mães e sob sua custódia. Se a polícia mata alguém detido e sob sua custódia, isto é um crime indiscutível. Se a mãe mata ou alguém o faz a seu pedido, em condições equivalentes, só que com agravantes, são moralmente (e por enquanto legalmente) criminosos os envolvidos. Querer “amenizar” o apoio a esse crime.
Depois de dois dias de repouso absoluto em seu apartamento na cidade de São Bernardo, região do ABC paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no Instituto do Coração (InCor) em São Paulo, onde passa por uma bateria de exames médicos para avaliar a sua saúde. Segundo a Agência Brasil, a previsão é que ele faça exames de sangue e urina, ecocardiograma, tomografia das artérias cardíacas, ultrassonografia do abdômen e teste de função pulmonar.
…
Os batimentos da pressão arterial do presidente Lula, que quando ele passou mal em Recife esta semana alcançaram as marcas preocupantes de 18 x 12, voltaram ao normal, segundo a AB. O presidente volta inda hoje para Brasília depois de check-up no Incor, segundo os auxiliares
Lula chegou ao InCor às 8h05 e deve deixar o instituto por volta do meio dia. De helicóptero, ele seguirá para o Aeroporto de Congonhas, onde embarca para Brasília ao meio-dia. A chegada está prevista para as 13h30. Ele passa o sábado e o domingo descansando, sem compromissos oficiais.
O presidente está em repouso desde a madrugada da última quinta-feira (28), quando teve uma crise de pressão alta, após uma série de compromissos em Recife.Cancelou, inclusive, a visita programada para Salvador, onde participaria do Forum Social Internacional da Bahia, que se realiza sem a presença da maior atração anunciada por seus organizadores.
Na segunda-feira (1/02), segundo a Agência brasil, o presidente retoma a agenda. Após despachos internos, ele participa, às 9h, de solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF) que marca a abertura do ano judiciário.
(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da Agência Brasil)
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“A Banca do Distinto”, da dupla de mestres da MPB, Ary Barroso e Billy Blaco, é a música para começar o sábado no Bahia em Pauta.Samba de primeira linha, a voz e interpretação sempre única da saudosa de Ellis Regina, bom humor e uma letra para dar o que pensar no fim de semana nesses dias agitados do poder, da política e da vida de todos nós. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
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A Banca do Distinto
Billy Blanco
Composição: Billy Blanco
Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal
Lula: apesar da fadiga visível…

ARTIGO DA SEMANA
… Presidente brinca com saúde em Paulista
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A FADIGA DO “HOMEM DO ANO”
Vitor Hugo Soares
Em Recife, poucas horas antes de passar mal na noite de quarta-feira e ser levado para o setor de urgências médicas do Hospital Português de Beneficência da capital pernambucana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou uma situação emblemática destes dias e noites do poder, do governo e da política no País. Isso quando já apertava o cinto para decolar rumo ao título de “Homem do Ano” em Davos, na Suíça.
Devidamente filmada, som bem audível, a cena transcorre em um dos vídeos mais acessados do You Tube nos últimos dias no Nordeste, entre a Bahia e Ceará, mas que está bombando principalmente em Pernambuco pós-susto do presidente Lula na Veneza brasileira. O fato ainda mexe – e muito – com o País. Dá calafrios principalmente na espinha governista, petistas à frente, embora alguns tentem disfarçar.
O vídeo, um sucesso completo nos sites e blogs nordestinos em que tem sido publicado, a começar pelo do polêmico jornalista pernambucano Jamildo Melo, um dos primeiros a informar sobre a fadiga do presidente. A cena acontece durante o discurso de Lula na inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paulista, localidade na Região Metropolitana do Recife.
Mesmo visivelmente estafado pela agenda massacrante e em ritmo de campanha a que se impôs nos últimos dias, o presidente não perde a oportunidade de brincar com seus conterrâneos. Faz troças bem ao estilo da terra e leva o público ao delírio, enquanto tenta marcar mais um gol de palanque no centro de saúde repleto de eleitores, dirigentes da política local e na presença atenta da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, preferida do orador à sua sucessão
“Eu quero ser o primeiro paciente desta UPA aqui”, diz o presidente da República ao iniciar os elogios rasgados à obra do governo federal em associação com o governo de pernambucano. O público ri e aplaude, os políticos se deliciam e trocam segredos entre si. E Lula vai em frente: “Eu visitei a UPA quando cheguei. Ela está tão organizada, tão estruturada, que dá vontade da gente ficar doente para ser atendido aqui”, segue o presidente em seu discurso.
O vídeo mostra, em seguida, a troca de olhares cúmplices e sorrisos de satisfação entre o governador Eduardo Campos (PSB) e a petista Dilma Rousseff, sentados lado a lado na cerimônia no salão da UPA, na periferia da capital pernambucana.
Mas, como se sabe, palavras e promessas de discursos políticos voam como plumas com os que as pronunciam, em busca do próximo palanque. Ainda mais em períodos pré-eleitorais como este que começou no País antes do tempo legal e que ninguém segura mais. Nem a lei. É assim há muito tempo e só muda quem faz o comício, ou quem chora por causa dele.
Basta lembrar o tempo do famoso caderno do presidente Juscelino, citado no livro “O Dia em que Getúlio matou Allende”, do jornalista Flávio Tavares. Nas viagens de JK, um assessor anotava os pedido de eleitores e promessas do presidente. Quando o caderno estava cheio até a última página, o auxiliar perguntava: “O que faço agora, presidente?”. E Juscelino respondia, segundo Tavares em seu livro: “Rasga, joga fora e começa outro caderno”.
Ao que se sabe até aqui, o presidente Lula não costuma fazer o mesmo. Mas na quarta-feira em Paulista, agiu como administradores públicos, políticos e candidatos fazem em geral por aqui depois de cada palanque e de cada comício. Acabado o discurso cheio de imagens e troças bem ao agrado do eleitor presente, o presidente “rasgou o caderno” e seguiu em frente.
Lula deixou o centro de atendimento médico que acabara de inaugurar sem ao menos pedir a um médico, enfermeira ou atendente de tantos que estavam por lá, para lhe medir a tensão. Isso seria talvez o suficiente não só para o presidente cumprir a promessa do discurso que acabara de pronunciar, mas provavelmente teria sido providência simples e eficiente para identificar sinais concretos da subida violenta da pressão e da fadiga já visível no rosto cansado de Lula.
A hipertensão levaria poucas horas mais tarde ao maior susto de saúde que ele já passou em seus quase oito anos de governo e discursos como o do centro médico de Paulista na quarta-feira.
UPA!, troçam os pernambucanos depois do susto, enquanto se divertem com o vídeo da inauguração do posto médico no subúrbio de Recife. No Hospital Português, em Pernambuco, Lula não só verificou a perigosa pressão de 18 x 12, como foi obrigado a obedecer à recomendação expressa de cancelar a agenda que previa a viagem a Davos e a volta “por cima do rastro”, como dizem os nordestinos, para participar de novo comício, neste sábado, 30. Desta vez em Salvador, na abertura do Fórum Social Internacional da Bahia.
O PT baiano anda inconsolável com a ausência da estrela de maior atração do evento. Fica o buraco político, que caberá ao governador Jaques Wagner e seus aliados preencherem, enquanto o presidente repousa ao lado da primeira dama Marisa Letícia e filhos, que seguramente agradecem. A ministra e “afilhada” Dilma Rousseff também.
UPA!
Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor-soares1@terra.com.br
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Na noite enluarada da cidade de todos os sonhos, possíveis e impossíveis, uma canção de relaxar da Rádio BP para você. Bom final de semana!
(Gilson Nogueira)
Covas no palanque: um craque

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CRÔNICA / DIFERENÇAS
O AVATAR DE DILMA E SERRA
Janio Ferreira Soares
Meu último artigo sobre a foto de Lula carregando um isopor na cabeça teve uma repercussão acima da média. Muitos entenderam que eu estava puxando o seu saco, outros acharam que não sou digno de uma só palavra ao seu respeito, enquanto alguns entraram na onda e simplesmente curtiram, assim como eu fiz quando vi aquela genial imagem estampada nos jornais. Afinal, não todo é dia que a gente dá de cara com um presidente andando de modo tão distraído.
É claro que ele é um ser humano normal – como, aliás, comentou um raivoso leitor -, passível de hipertensão, suores e ressacas. Mas eu não consigo imaginar, por exemplo, FHC, nos tempos em que ele também passava férias na praia de Inema, com qualquer outra coisa na cabeça que não o seu vistoso topete, ou, no máximo, um livro de Jean Paul Sartre aparando o Sol, com dona Ruth ao lado também lendo o seu, tal uma Simone de Beauvoir dos trópicos. (A propósito, uma cena normalíssima, pois os dois sempre tiveram o saudável hábito da leitura).
E “vive la différance”, como costuma dizer um amigo itapagipano de alma francesa, pois é exatamente ela que acirra esses debates e nos dá a munição diária para preencher espaços vazios, principalmente nesse período em que a tensão pré-eleitoral está começando a pegar fogo.
E por falar em campanha, se os marqueteiros oficiais não abrirem os seus estoques de surpresas, como aquela em que Lula surgiu de terno Armani quando todos o esperavam com a velha camiseta de sempre, essa eleição presidencial poderá ser uma das mais chatas da história. É que tanto Serra quanto Dilma passam longe da escola de políticos como Brizola, Mário Covas ou o próprio Lula, craques em animar debates.
Mas esses magos da mídia são capazes de criar uma espécie de Avatar dos candidatos, onde de repente eles poderiam assumir formas mais humanas, sei lá, com Serra incorporando um mano da periferia paulistana, enquanto Dilma surgiria como defensora da Amazônia, num misto de Marina Silva com a heroína Neytiri.
O problema é convencer o eleitor da veracidade dessas performances, pois elas podem parecer tão verdadeiras quanto Xuxa citando João Ubaldo ou Baudelaire numa manhã de um sábado qualquer.
( Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco )
Margareth e Robson juntos

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O artista plástico Robson Costa, marido da cantora Margareth Menezes, foi preso por policiais militares na noite de quinta-feira, sob a acusação de desacato à autoridade, quando saía do Cais Dourado, na Cidade Baixa, onde Margareth ensaiava como seu bloco Afro Pop.
A produção de um programa da TV Aratu entrevistou Robson, que já havia sido liberado. Durante toda a manhã o mesmo programa tentou obter uma informação da Polícia Militar, mas a Assessoria de Comunicação Social da PM informou que não havia ninguém em condições de fornecê-la.
No entanto, uma informação originada na polícia deu conta de que o artista plástico teria se negado a parar em uma blitz em frente ao Cais Dourado, tentou fugir ao bloqueio e não quis apresentar seus documentos, sendo então encaminhado à delegacia da 3ª Circunscrição Policial, sob acusação de desacato à autoridade, e liberado aproximadamente às 23h30. Deverá se apresentar à mesma delegacia no dia 1º, às 10h, para prestar depoimento.
Na entrevista à TV Aratu, Robson Costa contou uma história bem diferente. Disse que saía do Cais Dourado para pegar seu carro e logo foi abordado por policiais militares que estavam nas proximidades, quando um dos policiais o ameaçou, mandando que saísse dali “senão essa porra pode disparar”.
O marido de Margareth Menezes replicou: “Porra? Isso é uma arma. Você está dizendo que a arma pode disparar…”, contou ele na entrevista filmada. Foi então que lhe disseram que é igual a qualquer um, o algemaram (uma ação que, segundo sua versão, estaria em desacordo com decisão do Supremo Tribunal Federal, pois não teriam se apresentado os requisitos justificadores da imposição de algemas) e “me jogaram, jogaram mesmo, estou todo dolorido” dentro da viatura. Esta, segundo Robson, foi posta a fazer curvas violentas e “jogada numa buraqueira” com a intenção evidente de machucá-lo. E ele ouviu “muito bem” a frase: “A gente devia era lhe deixar na BR…”.
Robson Costa disse, na entrevista, que já está tudo bem com ele, que já havia falado com algumas pessoas responsáveis (não as identificou), mas acrescentou, indignado, que tem “vergonha de ser baiano” e tem “medo de ser abordado pela polícia”, pedindo providências, não por mim, mas por todas as pessoas com as quais algo semelhante pode acontecer.
Emannoel Araujo: tombamento

DEU EM TERRA MAGAZINE:
CLAUDiO LEAL
Nas anotações de “turista aprendiz”, a bordo do navio Manaus, o escritor Mario de Andrade descreveu perplexidades ao avistar a encosta de Salvador, em dezembro de 1928: “Da vista de S. Salvador que a gente enxerga de bordo tem um pedaço bem no centro em que as casas se amontoam num estardalhaço de janelas, andares, telhados, parece mentira… não é mentira não, é estardalhaço”.
Se um viajante refizesse a trajetória do polígrafo Mario de Andrade, e na Baía de Todos-os-Santos existisse uma hipotética ponte de 13 km, entre a primeira capital do Brasil e a Ilha de Itaparica, o “estardalhaço” do casario certamente seria substituído pela visão de uma serpente de concreto.
Para preservar o conjunto dessa joia ambiental, o artista plástico Emanoel Araújo, fundador do Museu Afro-Brasil e ex-diretor da Pinacoteca de São Paulo, propõe a salvaguarda da Baía de Todos-os-Santos, que corre o risco de ganhar uma ponte bilionária anunciada pelo governador baiano Jaques Wagner (PT). Emanoel se associou ao escritor João Ubaldo Ribeiro na defesa da Ilha de Itaparica e do mar da Bahia.
- A Baía de Todos-os-Santos tem que ser tombada. Porque sempre foi motivo de relatos históricos de viajantes, como o de Maria Graham (escritora britânica, 1785-1842) e Maximiliano da Áustria, que descreve o esplendor. Não se pode simplesmente criar uma ponte cortando essa baía, porque ela tem uma inteireza, vai pelo Recôncavo e forma essa magnitude. Tem que ser respeitada essa geografia. Se quiser fazer um caminho rápido, que se faça por Feira de Santana. Esse anúncio da ponte é tão extraordinário que termina ficando somente no anúncio – ironiza o artista.
Emanoel Araújo teve um enfrentamento recente com o governo do Estado (clique aqui). Convidado a expor no Museu Rodin Bahia, do qual foi idealizador, ele enfrentou um oceano de burocracias e desistiu da travessia em corredores estatais depois que pediram seu currículo. Em tom de conselho, Emanoel diz a Ubaldo:
- O governador (Jaques Wagner) não tem credibilidade nenhuma. Isso é um anúncio de campanha eleitoral. Ubaldo, não se despeça de Itaparica, a ponte não vai sair! Mas a degradação da Ilha vai continuar por conta de todos os farofeiros. Não acredito que vão fazer essa ponte. E, além do mais, pra quê? Não tem sentido nenhum.
Para o ex-diretor do Museu de Arte da Bahia, o governo baiano “não tem a menor capacidade para tocar nenhum projeto com essa magnitude.”
- Tive a experiência do Museu Rodin. Eles tiveram sete anos pra organizar e o que fizeram lá é uma lástima.
Cravo Albim:”impostura”

Cravo Albin denuncia “impostura e vilania”
Assim como Emanoel Araújo, o musicólogo Ricardo Cravo Albin, fundador do Museu da Imagem e do Som, assinou o manifesto “Itaparica: ainda não é adeus”, em apoio à campanha de João Ubaldo Ribeiro. E vincula a cobiça de empreiteiras e imobiliárias sobre o paraíso ecológico baiano com o que ocorre em outras cidades brasileiras, a exemplo de Penedo, em Alagoas. Cravo Albin, um dos maiores conhecedores da história da Música Popular Brasileira, deixou uma mensagem no momento em que apoiou o romancista:
- A indignação de Ubaldo não é só legítima e necessária. Vai além, muito além. É um grito – talvez uma prece até canônica – contra o farisaísmo dessa canalha que usurpa todo um País em nome – meu Deus! – do progresso. Eu nunca me acostumei a aceitar tamanha impostura e vilania. Empreendi, recordo agora, uma campanha para salvar a cidade colonial de Penedo, terra de minha mãe, de uma ponte medonha que ligaria Alagoas a Sergipe. E tive que lutar inclusive contra meus parentes.
DEU NO COMUNIQUE-SE
(Portal web sobre bastidores da imprensa)
Jornalistas acreditam que blogs podem pautar a imprensa
Izabela Vasconcelos, de São Paulo
Notícias exclusivas e assuntos diferenciados postados em blogs podem pautar a grande imprensa. É o que os jornalistas reunidos no painel “Jornalismo na rede”, na Campus Party, acreditam. Um exemplo é o PEbodycount, blog sobre segurança público, mantido pelo jornalista Eduardo Machado e sua equipe, que retrata os índices de violência em Pernambuco. A página já chegou a pautar veículos e programas como Le Monde, Los Angeles Times, Profissão Repórter e Fantástico.
O blog apresenta números de homicídios e detalhes dos crimes que são atualizados diariamente. “A força disso é que quando o governo dizia que tinha tido um dia tranquilo, ou que a violência estava diminuindo, nós tínhamos esses dados para confrontar”, explica Machado.
O jornalista, que também é repórter do Jornal do Commercio de Pernambuco, conta que já rebateu uma informação oficial, de que uma das mortes registradas no estado teria sido causada por um atropelamento, saindo assim dos índices de criminalidade. Na realidade, os dados do blog, obtidos por fontes confiáveis, afirmavam que a pessoa havia sido morta a tiros. Para confrontar a informação oficial, os blogueiros postaram o texto “Atropelado por três tiros”, que gerou grande repercussão.
Para manter o blog, Machado conta com mais três profissionais na equipe e apoio da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPE), que oferece R$ 1,5 mil de orçamento mensal para a manutenção da página.
Caminhos alternativos
Sem encontrar espaço nos grandes veículos ou patrocínio, muitos jornalistas optam por criar páginas independentes, como é o caso de Paulo Fehlauer, do blog garapa.org, coletivo multimídia, e André Deak, que mantém, ao lado de outros profissionais, o Haiti.org.br. No caso do portal sobre o Haiti, que é atualizado com informações gerais sobre o país, os jornalistas pretendem levantar uma verba para viajarem até o Haiti para cobrir o país de perto. Outra ideia é uma exposição com o trabalho dos principais fotógrafos que atuaram no Haiti.
Em todas essas investidas, os jornalistas não sabiam se teriam algum retorno ou não. “Nós sempre fizemos as coisas sem saber qual seria o retorno financeiro disso”, diz Fehlauer.
Nos blogs e sites alternativos, os profissionais acreditam que conseguem fazer o tipo de jornalismo que pretendem e investir nas reportagens multimídias, um grande diferencial. Deak só não entende porque os veículos brasileiros se afastam desse tipo de trabalho. “Os jornais do Brasil não valorizam a reportagem multimídia. É uma cegueira dos chefes de redação”.
Apesar de concordarem que o bom jornalismo custa caro, os profissionais criticam a cobrança de conteúdo na web. “Cobrar pelo conteúdo na internet é a vanguarda do atraso”, contesta Deak