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BOA NOITE1

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Posted on 29-12-2009
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Lyndon B. Jonhson no traço genial de Levine

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Deu no jornal Público (Portugal)

Morreu David Levine, o pintor e ilustrador cujas caricaturas de intelectuais, políticos e atletas, com grandes cabeças e pose implacável, em sombreado feito com finos traços a preto e branco, eram a imagem de marca da “New York Review of Books”, publicação referencial para os intelectuais norte-americanos

Com 83 anos, Levine vivia no bairro do Brooklyn. Morreu devido a um câncer de da próstata e outras complicações da doença, segundo noticiou o “New York Times”.

Não era o macabro, ou a crítica social, nem mesmo o humor absurdo da vida quotiniana ou o que há de neurótico em cada personagem que distinguiam o seu trabalho, sublinha o jornal nova-iorquino. Mas o seu trabalho era profundo e artístico de uma forma literária, “o que leva muitos a sugerir que era herdeiro dos mestres da ilustração do século XIX Honoré Daumier e Thomas Nast”.

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E aí, governador?

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Ao participar da aula inicial do curso de Formação de Soldado, ao lado do comandante da PM, no Hotel Pestana, o governador Jaques Wagner fez o dicurso ideológico do combate à violência, bem ao gosto petista:
Disse Wagner:

“Segurança começa com inclusão social, no desenvolvimento dos valores da família, na cultura, na educação, na água, no saneamento. E isso nós já estamos fazendo. Na medida em que incluímos socialmente, geramos mais empregos, nós diminuímos a tensão na ponta, que é onde há o enfrentamento do crime organizado e da marginalidade”, discursou.

Tudo bem governador, palavras justas e bonitas. Mas no meio disso tudo há uma situação que fica cada vez mais feia, dos roubos que se multiplicam e da violência cega que segue ceifando vidas na capital e no interior.

A pergunta que não quer calar:

Enquanto a demorada inclusão social não se completa, como fica a segurança do cidadão que paga impostos e vive acuado, governador Wagner?

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Posted on 29-12-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 29-12-2009

Iranianas protestam: sinais da mudança

Deu na coluna

Como na cançao de Chico Buarque de Holanda do tempo da ditadura brasileira, o jornalista político Ivan de Carvalho olha para Irã deste final de 2009 e identifica animadores sinais de mudança na terra dos Ayatolás. O véu vai gradualmente descobrindo faces, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada.Para Ivan, no texto de sua coluna desta terça-feira, 29, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz, há sinais animadores de que um novo tempo de liberdades públicas e respeito aos direitos humanos, em especial os das mulheres, já se anuncia em Teerã.

(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA/ VÉUS

VAI PASSAR

Ivan de Carvalho

O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã confirmou ontem que pelo menos oito pessoas morreram no domingo, nos confrontos entre manifestantes oposicionistas e a forças de segurança (ou insegurança) do governo. Vale notar que são números oficiais e não conferidos por fontes independentes. Aliás, a esse respeito, o governo iraniano proibiu a presença da imprensa internacional nas áreas em que ocorram manifestações. Entre os mortos está um sobrinho do líder da oposição, Mousavi, que disputou a eleição presidencial com Ahmadinejad. Isto preparou o cenário para mais protestos de rua.

É o segundo episódio mais grave desde a suposta reeleição do presidente Ahmadinejad, aquele que tem a sem-vergonhice (vamos usar a expressão certa para a coisa errada) de reiteradamente negar o Holocausto, a matança de seis milhões de judeus pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O mesmo Ahmadinejad recentemente recebido no Brasil com rapapés e salamaleques do presidente Lula e do Itamaraty. Nos protestos anteriores, contra a fraude, morreram 70 pessoas, centenas foram presas e alguns manifestantes condenados à morte.

Há mais de uma semana os manifestantes ocupam as ruas das principais cidades do país, entre elas a capital, Teerã e a “cidade santa” de Qom, onde se concentram os religiosos da alta hierarquia muçulmana xiita que manda no país – desde a “revolução islâmica” liderada pelo ayatollah Ruhollah Komeini em 1979 –, diretamente em muitas coisas e em outras por intermédio do presidente (?) Ahmadinejad, desde sua reeleição chamado de ditador pela oposição, que considera a reeleição resultado de uma imensa fraude eleitoral. A nova crise começou com as grandes manifestações de adeus ao grão ayatollah Montazeri, considerado liberal e de tendência simpática à oposição e seu líder Mousavi. Montazeri morreu em idade avançada. Ontem, a Guarda Revolucionária, elite das forças armadas iranianas, e a “milícia islâmica” anunciaram (ameaçaram) que estão “totalmente prontas” para intervir contra os manifestantes.

Mas o que está realmente acontecendo no Irã? Difícil analisar ou especular no espaço restrito que me é reservado neste jornal. Mas está evidente que a “revolução islâmica”, com sua ditadura teocrática em nome de Allah (que certamente abomina essas coisas), cansou grande parte da população. Até as mulheres, sujeitas a normas extremamente rígidas, reagem. A barra dos vestidos sobe disfarçadamente, centímetro a centímetro. O véu vai gradualmente descobrindo o rosto, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada e tudo volta ao que era, à espera do momento de nova tentativa.

A situação atual lembra o governo Costa e Silva, no Brasil. Uma atenuação do autoritarismo, manifestações, um estudante morto no Calabouço, no Rio de Janeiro, a passeata dos cem mil, um discurso mal pensado, e, então, de volta a repressão, os mais pesados anos de chumbo, do AI-5 até o fim do governo Médici. Mas isto passou. Um dia passará também no Irã.

DN: um jornal com história

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Uma das fontes informativas européias mais confiáveis e referênciais, ao lado de PÚBLICO, para o site blog Bahia em Pauta em seu noticiário gerral desde o início, o jornal lisboeta Diário de Notícias completa 145 anos de existência, nesta terça-feira, 29.Isso o torna um dos jornais mais antigos de Portugal.

Fundado no dia 29 de Dezembro de 1864 por Eduardo Coelho e Tomás Quintino Antunes, o Diário de Notícias nasceu na Rua dos Calafates (que hoje se chama Rua do Diário de Notícias), no Bairro Alto, e já teve ao longo da sua história vários colaboradores que marcaram diferença na escrita, entre os quais Eça de Queirós e José Saramago. Este último foi diretor-adjunto do jornal em 1975.

Quando começou a circula e DN custava dez réis (um preço baixo para a época, em que os jornais custavam 30/60 réis), e propunha-se publicar notícias diárias, de todos os países e de todas as especialidades.

Foi o primeiro jornal de venda ambulante nas ruas e ao fim de seis meses de publicação tinha um volume de receitas em publicidade considerável, já que oferecia espaço para os anunciantes a um valor muito abaixo da média cobrada pelas publicações da época.

Situado no n.º 266 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, o edifício do Diário de Notícias, projectado por Pardal Monteiro e com a colaboração famosa de Almada Negreiros, autor dos afrescos do espaço que hoje abriga a galeria do Diário de Notícias, foi considerado “imóvel de interesse público” e distinguido com o prémio Valmor em 1940.

Na primeira página do DN do dia da inauguração do edifício, 25 de Abril de 1940, diz-se que este foi “um acontecimento marcante na vida nacional”, onde estiveram presentes o Chefe de Estado, General Óscar Carmona, “cinco membros do Governo” e “muitas das individualidades mais representativas do nosso meio”. Até Amália Rodrigues cantou na galeria do Diário de Notícias.

A sede histórica do Diário de Notícias (na foto, actual) foi o primeiro edifício construído em Portugal de propósito para albergar um jornal, com espaços pensados para a redacção e para o sistema de impressão do jornal. Duas rotativas, uma Hoe & Cabtree (1940-1981) e uma Koenig (1957-1990) imprimiram o Diário de Notícias até a tecnologia ditar novos rumos.

No dia do seu 131.º aniversário, em 1995, e sob alçada de Mário Bettencourt Resendes, antigo director do jornal e atual provedor dos leitores, o DN lançou a sua primeira página na Internet, que funcionava na morada http://www.dn.pt:8080.

Com uma tiragem média de mais de 43 mil exemplares, números referentes a Novembro, o Diário de Notícias teve também vários proprietários. Atualmente pertence à Global Notícias,

Parabens DN e muitos anos mais de vida e de notícias!

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do DN)

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Posted on 29-12-2009
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E enquanto nos preparamos para escutar amanhã, 30, a palávra sábia da ialorixá Stela de Oxossi, que tal ouvir hoje,29, como música para começar o dia Oração a Mão Menininha, do mago eterno da canção baiana, Dorival Caiymi? Melhor ainda neste vídeo do You Tube selecionado por Bahia em Pauta na intrerpretação em feitio de oração de cair o queixo, a cargo de um trio notáverl de santamarenses: Caetano Veeloso, Maria Bethãnia e Dona Canô. Simplesmente fantástico. Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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Mãe Stella: atenção que ela vai falar

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Mãe Stella vai reunir a imprensa nesta quarta-feira, 30, para falar sobre o caso do garoto do oeste da Bahia que teve várias agulhas colocadas no corpo pelo padrasto, ato de perversidade que ainda choca o país e o mundo onde o acompanhamento do caso tem merecido grandes espaços.

A referencial ialorixá filha de Oxóssi, 84 anos, vai falar sobre os rumores de que o caso do garoto que baiano estaria ligado a rituais praticados por religiões de matriz africana. Mãe Stella, uma das mais respeitadas autoridades religiosas do candomblé brasileiro, conversa com a imprensa às 9h, na Casa de Xangô, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que fica no bairro do São Gonçalo do Retiro.

O presidente do Conselho Civil da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, Ribamar Daniel, informou que o objetivo da coletiva é “desmistificar” essas aproximações entre o ritual violento e as religiões de matriz africana, além de deixar claro que as atrocidades praticadas pelo padrasto do garoto não têm nenhuma relação com as práticas do candomblé.

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