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Postado em 28-12-2009
Arquivado em (Artigos, Rosane) por vitor em 28-12-2009 22:41

Umar Farouk:furou todos os bloqueios/NYT
Farouk
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ROSANE SANTANA

BOSTON (EUA) – A repercussão do atentado frustrado contra um avião da Noryhwest Airlines, vindo de Amsterdã, enquano sobrevoava Detroit, no Dia de Natal , obrigou o presidente Barack Obama a uma pausa em suas férias, no Hawai, segunda-feira, 28, para acalmar os ânimos dos americanos, amedrontados com a possibilidade de um novo ataque terrorista. O presidente determinou uma completa revisão nas normas de segurança dos EUA, mais uma vez postas em xeque.

“O povo americano deve ter certeza de que estamos a fazer tudo em nosso poder para manter você e sua família segura e protegida durante os feriados”, disse Barack Obama, segundo noticiou a edição online do jornal The New York Times na noite de segunda-feira, 28. Os aeroportos registraram filas enormes e os passageiros foram submetidos a mais medidas restritivas.

Muita gente se pergunta, como o autor do atentato, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, que figurava na lista de suspeitos de terrorismo do FBI, conseguiu embarcar na aeronave, a serviço da Al Qaeda, que reivindicou a autoria do crime.

A sociedade americana tem levado ao extremo a filosofia do politicamente correto, sobretudo em relação aos negros, a tal ponto que a cor da pele virou espécie de salvo-conduto e ninguém, absolutamente ninguém, nas relações sociais, ousa contrariar ou até mesmo contestar um cidadão, cujo fenótipo cor da pele demonstre ascendência africana, mesmo se este é flagrado em situação de afronta à cidadania. Principalmente, se do lado oposto está um branco de olhos azuis. Com a eleição de Barack Obama, um afro-americano, para a presidência da República, a situação se agravou.

Há um acordo tácito nesse sentido, sempre confessado à boca pequena, quando alguém se vê no centro de um embróglio envolvendo negros, temendo ser acusado de discriminação racial, numa sociedade onde os Direitos Civis são levados a sério, a Justiça é rigorosa e célere, e os africanos e seus descendentes são sempre vitimizados.

Esse comportamento, em minha opinião, pode explicar como o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23, passou fácil pela segurança e quase explodiu uma aeronave da Northwest Airlines, trazendo pânico à sociedade americana e a passageiros de todo o mundo, além de colocar em xeque a segurança da maior potência militar do Planeta.

Rosane Santana, jornalista baiana, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na Universidade de Harvard)

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