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Umar Farouk:furou todos os bloqueios/NYT
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ROSANE SANTANA

BOSTON (EUA) – A repercussão do atentado frustrado contra um avião da Noryhwest Airlines, vindo de Amsterdã, enquano sobrevoava Detroit, no Dia de Natal , obrigou o presidente Barack Obama a uma pausa em suas férias, no Hawai, segunda-feira, 28, para acalmar os ânimos dos americanos, amedrontados com a possibilidade de um novo ataque terrorista. O presidente determinou uma completa revisão nas normas de segurança dos EUA, mais uma vez postas em xeque.

“O povo americano deve ter certeza de que estamos a fazer tudo em nosso poder para manter você e sua família segura e protegida durante os feriados”, disse Barack Obama, segundo noticiou a edição online do jornal The New York Times na noite de segunda-feira, 28. Os aeroportos registraram filas enormes e os passageiros foram submetidos a mais medidas restritivas.

Muita gente se pergunta, como o autor do atentato, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, que figurava na lista de suspeitos de terrorismo do FBI, conseguiu embarcar na aeronave, a serviço da Al Qaeda, que reivindicou a autoria do crime.

A sociedade americana tem levado ao extremo a filosofia do politicamente correto, sobretudo em relação aos negros, a tal ponto que a cor da pele virou espécie de salvo-conduto e ninguém, absolutamente ninguém, nas relações sociais, ousa contrariar ou até mesmo contestar um cidadão, cujo fenótipo cor da pele demonstre ascendência africana, mesmo se este é flagrado em situação de afronta à cidadania. Principalmente, se do lado oposto está um branco de olhos azuis. Com a eleição de Barack Obama, um afro-americano, para a presidência da República, a situação se agravou.

Há um acordo tácito nesse sentido, sempre confessado à boca pequena, quando alguém se vê no centro de um embróglio envolvendo negros, temendo ser acusado de discriminação racial, numa sociedade onde os Direitos Civis são levados a sério, a Justiça é rigorosa e célere, e os africanos e seus descendentes são sempre vitimizados.

Esse comportamento, em minha opinião, pode explicar como o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23, passou fácil pela segurança e quase explodiu uma aeronave da Northwest Airlines, trazendo pânico à sociedade americana e a passageiros de todo o mundo, além de colocar em xeque a segurança da maior potência militar do Planeta.

Rosane Santana, jornalista baiana, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na Universidade de Harvard)

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Posted on 28-12-2009
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 28-12-2009

Sãofrancisco
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CRÕNICA/ MISSÃO

Os “franciscanos” Lucas e Tobias

Aparecida Torneros

Cruzei com eles em Búzios. Um andava descalço, me disse que sua vida anterior fora em Belo Horizonte, antes de abraçar a missão de se dedicar aos pobres. Adotou o nome de Tobias, usa o corte de cabelo igual aos primeiros seguidores de Chico de Assis, o santo católico italiano que desafiou os poderosos, ao defender pessoas abandonadas e animais, há séculos atrás.

O outro, que me perguntou se podia brincar, fazendo uma careta alegre na foto que tiramos, chama-se Lucas, veio das bandas de São Paulo. Contaram-me que vivem na cidade praiana fluminense, numa casa de acolhida a gente que é recolhida nas ruas de cidades como o Rio de Janeiro, entre outras.

Quando perguntei como são essas criaturas que eles cuidam, sua expressão era de compaixão e amizade. Tobias definiu: “nossos irmãozinhos que vem das ruas, em sua maioria, sofreram muito e alguns precisam lutar contra o vício do álcool. Na casa, temos recebido homens entre 40 e 70 anos e vivemos somente de doações. Aceitamos roupas e alimentos, além de medicamentos, concluiu”.

Conversamos sobre outras coisas mundanas, como por exemplo o hábito de andar descalço nas ruas, ou a fuga das suas vidas anteriores, ou ainda sobre o resgate da causa dos degredados, dos excluídos, dos chamados “zeros” à esquerda. Os dois jovens sorriam mansamente enquanto me respondiam. Olhares plácidos, simpáticos, atenciosos, me pediram que indicasse nomes para que incluissem nas suas orações.

Agradeci. Dei alguns nomes. Senti-me pequenina diante da grandeza do seu gesto de enfrentar as agruras do seculo XXI como instrumentos da paz cristã. Seguem à risca a oração famosa do Mestre, consolam onde há desespero e onde há ódio, levam amor aos corações. Imagino que todos os dias devem reforçar suas crenças nos exemplos de Franciso, Antônio e Clara, entre tantos, que fundaram alicerces de dedicação ao próximo na era moderna.

Os filhos de S.Francisco seguiriam a pé. Podiam pegar um ônibus em direção à casa onde vivem e trabalham, mas não levam dinheiro e se precisam de algo, pedem, são pedintes da caridade alheia.

Quando ofereci o dinheiro para que pegassem um transporte, só aceitaram a quantia exata correspondente ao valor das passagens. Mas, como eu não dispunha de dinheiro trocado, e teriam que ficar com o troco, foi mesmo muito difícil convencê-los que eu não queria a sobra. Podiam levar, eu argumentei.

Entretanto, os meigos rapazes foram comigo ao jornaleiro e a um bar na tentativa de trocar a nota de 10 reais. Alegavam que só precisavam tres reais e 60 centavos e que não era certo ficarem com o resto.

Em dado momento, tive a luz. E o pão? Não tinham que comprar pão para os habitantes da casa? Pois que passassem numa padaria e gastassem o restante da quantia em pães para os irmãos. Que retornassem à casa levando aproximadamente seis reais de pão. Era uma doação que eu estaria fazendo, falei.

Lucas e Tobias me beijaram as mãos e o rosto. Foram-se com seu passo lento. Agradeceram. Legaram-me uma profunda lição. Deixaram-me a lembrança da foto do nosso encontro. Muito mais, me exemplificaram sobre a renúncia ao mundo consumista.

Despedimo-nos e segui para encontrar minhas amigas que me esperavam no restaurante. Ao entrar e sentar para almoçar, agradeci o prato de comida, repensei sobre o dinheiro, revi conceitos sobre o amor e a missão que damos às nossas vidas. Alimentei o corpo, embora a alma já tivesse se alimentado de sabedoria e desprendimento.

( Aparecida Torneros, jornalista, escritora, mora no Rio de janeiro, onde edita ol Blog da Mulher Nercessária.).

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Posted on 28-12-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 28-12-2009

Geddel:  “métodos carlistas na comunicação”
GEDD
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DEU NO JORNAL FOLHA DE S. PAULO

MATHEUS MAGENTA

DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

Principal candidato a herdeiro político do carlismo na Bahia, o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) intensifica as viagens pelo Estado, a distribuição de recursos a aliados e as aparições públicas para tentar ocupar o vácuo eleitoral deixado pelo senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007.

Pré-candidato ao governo baiano, Geddel segue estratégia parecida à de ACM durante a hegemonia do carlismo no Estado, com distribuição de recursos a aliados e influência em meios de comunicação.
Das verbas do Ministério da Integração Nacional destinadas à Bahia, 68% do total foi repassado por convênios a prefeituras do PMDB. De acordo com Geddel, que comanda o ministério desde março de 2007, os critérios são técnicos.

Sem dispor de um império midiático como ACM (com canais de TV, rádio e jornal impresso), Geddel criou um jornal partidário, virou comentarista semanal na rádio Metrópole -do ex-prefeito carlista Mário Kertész- e exerce forte influência sobre blogs importantes no interior baiano.

Para fortalecer a candidatura, Geddel intensificou a agenda de inaugurações de obras no interior do Estado. Em média, são visitados quatro municípios por final de semana.
Apesar de todo esforço, Geddel ficou em terceiro lugar na primeira pesquisa Datafolha após o racha, em agosto deste ano, entre PT e PMDB no Estado. Na pesquisa feita em dezembro, Geddel aparece com 11%, atrás do governador petista Jaques Wagner (39%) e do ex-governador carlista Paulo Souto (DEM), com 24%.

Poder político

Nas eleições municipais do ano passado, o PMDB baiano conquistou 115 das 417 prefeituras, um crescimento de quase cinco vezes em relação a 2004, quando o partido havia vencido em 20 municípios.
O partido cresceu principalmente com a adesão de políticos ligados ao carlismo.

Por outro lado, entre 2004 e 2008, o número de prefeitos do DEM, que era o partido de ACM, caiu de 153 para 43.
Cotado como vice na chapa de Wagner, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), minimizou a força eleitoral do ministro e disse que os prefeitos do PMDB não irão transferir votos para Geddel porque eles apoiam a reeleição de Wagner.

“Dos 115 prefeitos do PMDB, 78 já declararam apoio a Wagner para 2010. O voto histórico do carlismo sempre esteve ligado ao governador. As prefeituras não são de Geddel, mas da base do governo”, disse Nilo.
Após a saída do governo, o PMDB só conseguiu atrair os nanicos PTB, PRTB e PSC, entre os quais apenas o último elegeu deputados estaduais.

Para enfrentar o ex-aliado em 2010, o governador adotou a estratégia de ignorar o ministro como terceira força política no Estado e afirma que considera apenas Paulo Souto como adversário a ser batido.
No comando do Estado por 16 anos consecutivos, até a vitória petista em 2006, o DEM baiano tenta lucrar com a briga entre PT e PMDB, tida como irreversível por ambos.
Interessado na polarização com Jaques Wagner, Paulo Souto tenta atrair Geddel para uma aliança eleitoral num possível segundo turno.

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Salvador, a cidade fundada às margens da fantástica Baía de Todos os Santos para ser “a pérola da América do Sul” não poderia receber notícia pior neste final de 2009. O seu prefeito, João Henrique de Barradas Carneiro (PMDB) foi escolhido o pior entre os administradores das 9 principais capitais brasileiras, segundo os dados da mais recente pesquisa Datafolha.

E não é a primeira, mas a terceira vez que esta desonra acontece.

De tanto favorecer “tantos negócios e tantos negociantes”, principalmente os da especulação imobiliaria descontrolada , o prefeito ficou até sem seu gabinete para tocar a administração desastrada, prorrogada por mais quatro anos. As chuvas inundaram o local de despachos de João, e as obras de recuperação se prolongam sem fim, como no resto da abandonada cidade da Bahia.

Do jeito que João gosta, pois assim ele pode zanzar de gabinete em gabinete improvisados, jogando conversas políticas fora com os que o comandam, ou em acordos geralmente fechados nas agências de propaganda que controlam as contas de seu governo, ao mesmo tempo em que “fazem a cabeça do prefeito”.

Além de má notícia, uma lástima para Salvador

(Vitor Hugo Soares)

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João: no lixo dos prefeitos das capitais
joao
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Deu no jornal A TARDE

Thais Rocha

O prefeito de Salvador, João Henrique de Barradas Carneiro (PMDB), ficou em último lugar no ranking de avaliação de prefeitos realizado pelo Instituto Datafolha e publicado neste domingo, 27, no jornal Folha de S.Paulo. O ranking leva em consideração, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos administradores, em uma escala que vai de zero a dez.

No caso de Salvador, o prefeito ficou com 4,9. Como critério de desempate, o Datafolha utiliza os índices de aprovação e rejeição dos prefeitos. No caso de Salvador, o percentual de reprovação foi de 35%, enquanto o de pessoas que consideram a administração boa ou ótima é de 25%.

A popularidade da administração soteropolitana é vista como um termômetro das eleições para 2010. Apesar de não ser candidato, João Henrique é o principal cabo eleitoral da candidatura do PMDB ao governo do Estado. Dessa maneira, sua administração refletiria como seria um governo peemedebista no Estado.

Mas, apesar disso, ela se mantém na última colocação entre as nove capitais pesquisadas. O prefeito amarga com esta posição nos últimos três anos da pesquisa, quando sua popularidade oscilou entre 24% e 28% e o percentual de reprovação variou entre 35% e 43%, este último número em 2007, antes da reeleição.

O ministro Geddel Vieira Lima, pré-candidato do partido para o governo do Estado, lembrou a baixa popularidade do prefeito de Salvador antes das eleições de 2008, quando foi reeleito para o governo da capital baiana. “Este resultado é reflexo da exposição na mídia. Enquanto o governo do Estado faz uma campanha massiva, a prefeitura economiza em verbas de publicidade”, disse.

O assessor de comunicação da prefeitura, André Curvello, informou que não conseguiu entrar em contato com o prefeito, mas lembrou que historicamente esta pesquisa aponta baixos índices de popularidade a João Henrique. “Não levamos este índice em consideração, já que, no ano passado, o resultado foi semelhante e nós vencemos a eleição”, disse.

Recorrente – O ranking de prefeitos do Datafolha aponta a baixa popularidade de João Henrique desde 2007. Mesmo logo após a posse para o segundo mandato, em março de 2009, ele permanecia em 9º lugar entre as nove capitais pesquisadas.

A vereadora da bancada de oposição na Câmara Municipal, Vânia Galvão (PT), comentou que o resultado da pesquisa reflete a política adotada na administração de Salvador. “Não há planejamento, as ações são realizadas no susto e coleciona críticas em todas as áreas”, avaliou.

Para o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), aliado do prefeito, a baixa popularidade é reflexo da dificuldade financeira pela qual a prefeitura passa. “As medidas adotadas para amenizar este problema só surtirão os primeiros efeitos em 2010”, disse. Ainda assim, ele diz que a pesquisa chama a atenção para algumas áreas que considera prioritárias e que merecem maior atenção. “Posso citar a segurança e a saúde, onde, apesar dos esforços, os resultados são muito limitados”, declarou Neto.

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