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Postado em 22-12-2009
Arquivado em (Artigos, Eventuais, Newsletter) por vitor em 22-12-2009 19:57

Daniel Dantas: presente de Natal
Ddantas
Deu no Terra Magazine

Walter Maierovich

O Superior Tribunal de Justiça, –por decisão cautelar do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Câmara, (1) suspendeu as apurações policiais relativas à Operação Satiagraha, (2) afastou o juiz Fausto de Sanctis e (3) paralisou todos os atos investigatórios e processuais em curso.

No jargão popular, “colocou-se tudo no congelador”. Tudo paralisado, no interesse do potente banqueiro Daniel Dantas, já condenado à pena de 10 anos de reclusão e mais R$12 milhões de multa patrimonial por consumada corrupção.

Por coincidência, a decisão judicial faz recordar uma certa interceptação telefônica referente à “quadrilha” do banqueiro Dantas, que, num restaurante da capital de São Paulo e com tudo filmado e gravado, quis corromper a polícia federal.

Da referida interceptação constou que Daniel Dantas apenas temia os juízes de primeiro grau, instância inicial. Nos tribunais superiores, acertava tudo.

O ministro Arnaldo Esteves Lima errou e minou, com a sua decisão, a segurança social, pública. Suspender toda a atividade policial diante de um oceano de indicativos de crimes graves, representa, no mínimo, um ato temerário, data vênia. Uma inversão tumultuária, contra o prevalente interesse público e à luz de veementes indícios de gravíssimos crimes.

Em outras palavras, com habeas corpus canhestro conferido a Daniel Dantas pelo ministro Gilmar Mendes, e confirmado por voto do relator Eros Grau, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), só faltava parar com a investigação e o processo. E Daniel Dantas, com a liminar do ministro Arnanldo Esteves Lima, conquistou, embora provisoriamente, um “bill” (declaração) de indenidade.

Afastar um juiz cautelarmente por suspeição, tudo bem. Mas, não colocar outro no lugar, em substituição e para tocar atos urgentes, só favorece o infrator, ou melhor, a criminalidade operada pelos potentes.

Mais uma vez, Daniel Dantas obtém sucesso na Justiça.

Pano Rápido: Um pequeno aviso. Não estamos mais no tempo do obscurantismo. Portanto, decisão judicial pode ser comentada e criticada. Num Estado democrático, a decisão judicial tem de ser cumprida, mas não está imune à crítica.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

http://maierovitch.blog.terra.com.br/

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Comentários

Olivia on 23 dezembro, 2009 at 10:52 #

Quem foi que disse que Papai Noel não existe ? DD ganhou seu presente antes do dia de Natal, o “home” tem muito prestígio. Pano rapidíssimo. Eu não acredito mais em nossas instituições. Pode anotar caro internauta: A onda agora é destruir o Digníssimo Juís Fausto de Sanctis. Todos devem lembrar do que disse o banqueiro quando da sua prisão – “O problema está na Primeira Instância, lá em cima, cuido eu…” Que Deus proteja este grande Magistrado, com M maiúsculo. Se for possível, um Feliz Natal a todos.


J.C.CAMARGO on 23 dezembro, 2009 at 13:25 #

Walter: o mais “interessante” foi o /
momento da liminar, ou seja, ao apa-
gar das luzes do ano jurídico, pois a-
gra sòmente em Fevereiro/2010 os /
serviços jurídicos serão retomados! A
propósito, leia materia sôbre o assun
to no blog do LNassif. Foi proposital?!


Arthos on 29 dezembro, 2009 at 11:02 #

Dois juízes nominais valendo-se de artifícios “legais” detonam colega da mais alta largueza de íntegridade, amante da pátria e justo no exercício de sua função – o digníssimo juiz De Sanctis.
Os nomes de seus algozes: 1. Cecília Mello, juíza que expulsou DeSanctis do julgamento Berezovski – o mafioso russo que comprou o Corinthians; 2. Arnaldo Esteves Lima, juiz que suspendeu as apurações contra o Opportunnity do bandidão-mór Daniel Dantas, o brilhante, segundo o FHC.


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