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Dor de uma criança torturada/Correio da Bahia
menino
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Deu no Correio da Bahia

O menino de dois anos que teve várias agulhas enfiadas no corpo pelo ex-padrasto, segue no aguardo de uma nova cirurgia, inicialmente marcada para esta quarta-feira (22). Os médicos devem retirar duas das três agulhas que estão no abdômen. Nesta terça-feira (21) o pai biológico do garoto era aguardado no hospital em Salvador para uma visita.

Enquanto isso, Roberto Carlos Magalhães, ex-padrasto do menino, segue preso numa cidade do oeste da Bahia. Outras duas mulheres também acusados do crime, estão na Delegacia de Ibotirama. Ontem a Justiça confirmou a prorrogação da prisão temporária dos três, a pedido do delegado que cuida do caso.

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22


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Deu no jornal PÚBLICO

O lado mais polémico da vida de Michael Jackson está  acessível a partir. O FBI divulgou 300 páginas de inquéritos que envolvem o cantor, onde se detalha as acusações de agressões sexual a menores das quais Jackson foi acusado mais do que uma vez, bem como uma ameaça de extorsão de que foi vítima em 1992. De fora ficam mais informações sobre as causas da sua morte, a 25 de Junho deste ano.

Em sua edição Online o jornal português Público assinala que a divulgação destes documentos, onde Michael Jackson é descrito como “uma estrela pop”, resulta da pressão exercida por muitos órgãos de informação americanos.

Sobre as suspeitas de abusos sexuais, é relatada a investigação feita pelo FBI entre 1993 e 2004. Já sobre a ameaça de extorsão, o relatório diz queue foi feita por um vagabundo que se fazia passar pelo filho do padrinho da mafia nova-iorquina John Gotti e que ameaçou matar Michael Jackson.

dez
22

Daniel Dantas: presente de Natal
Ddantas
Deu no Terra Magazine

Walter Maierovich

O Superior Tribunal de Justiça, –por decisão cautelar do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Câmara, (1) suspendeu as apurações policiais relativas à Operação Satiagraha, (2) afastou o juiz Fausto de Sanctis e (3) paralisou todos os atos investigatórios e processuais em curso.

No jargão popular, “colocou-se tudo no congelador”. Tudo paralisado, no interesse do potente banqueiro Daniel Dantas, já condenado à pena de 10 anos de reclusão e mais R$12 milhões de multa patrimonial por consumada corrupção.

Por coincidência, a decisão judicial faz recordar uma certa interceptação telefônica referente à “quadrilha” do banqueiro Dantas, que, num restaurante da capital de São Paulo e com tudo filmado e gravado, quis corromper a polícia federal.

Da referida interceptação constou que Daniel Dantas apenas temia os juízes de primeiro grau, instância inicial. Nos tribunais superiores, acertava tudo.

O ministro Arnaldo Esteves Lima errou e minou, com a sua decisão, a segurança social, pública. Suspender toda a atividade policial diante de um oceano de indicativos de crimes graves, representa, no mínimo, um ato temerário, data vênia. Uma inversão tumultuária, contra o prevalente interesse público e à luz de veementes indícios de gravíssimos crimes.

Em outras palavras, com habeas corpus canhestro conferido a Daniel Dantas pelo ministro Gilmar Mendes, e confirmado por voto do relator Eros Grau, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), só faltava parar com a investigação e o processo. E Daniel Dantas, com a liminar do ministro Arnanldo Esteves Lima, conquistou, embora provisoriamente, um “bill” (declaração) de indenidade.

Afastar um juiz cautelarmente por suspeição, tudo bem. Mas, não colocar outro no lugar, em substituição e para tocar atos urgentes, só favorece o infrator, ou melhor, a criminalidade operada pelos potentes.

Mais uma vez, Daniel Dantas obtém sucesso na Justiça.

Pano Rápido: Um pequeno aviso. Não estamos mais no tempo do obscurantismo. Portanto, decisão judicial pode ser comentada e criticada. Num Estado democrático, a decisão judicial tem de ser cumprida, mas não está imune à crítica.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

http://maierovitch.blog.terra.com.br/

dez
22
Posted on 22-12-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 22-12-2009


Deixa nevar no Hemisfério Norte e fazer calor no Hemisfério Sul

dez
22

Ato político…
enterro
…no enterro do Aiatolá Montazeri
Aiatolá
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Deu no jornal PÚBLICO (Portugal)

O funeral do grande ayatollah Ali Montazeri juntou seguidores do líder religioso e aliados dos candidatos derrotados nas eleições presidenciais, numa manifestação que deu novo fôlego à oposição, ainda que o seu desaparecimento deixe um vazio difícil de preencher nas fileiras reformistas.

Durante as cerimônias foram registados alguns incidentes – na maioria escaramuças entre ativistas da oposição e seguidores do Supremo Líder, o ayatollah Ali Khamenei -, mas as forças de segurança mantiveram-se à margem, mesmo quando a oposição gritou palavras de ordem contra o Presidente, Mahmoud Ahmadinejad, de quem Montazeri foi crítico acérrimo.

“O Governo sabe que um funeral é uma manifestação que não pode proibir”, sublinhou John Leyne, correspondente da BBC.

Os jornalistas estrangeiros foram proibidos de viajar até Qom e a imprensa oficial limitou-se a noticiar que Montazeri foi enterrrado “na presença dos seus seguidores”, alguns dos quais “procuraram criar tensão gritando slogans extremistas”.

Mas imagens obtidas pelas agências confirmam o relatos das testemunhas e dos sites reformistas, mostrando o caixão sendo transportado no meio de uma multidão. Nas mãos dos enlutados, surgiram fotografias de Montazeri, mas também fitas e faixas verdes, a cor da campanha presidencial de Mir-Hossein Mousavi, que esteve em Qom ao lado de Mehdi Karroubi, o outro candidato da oposição.

ESCARAMUÇAS

A morte do antigo delfim do ayatollah Khomeini “foi um momento galvanizador”, disse ao “LA Times” o reformista Mohammad Aghazadeh, destacando o fato de o funeral ter juntado “pessoas da classe média que não são religiosas, jovens” e discípulos de Montazeri. “O movimento verde se alastra por por todos os setores da sociedade”, garantiu.

“Não foi Montazeri que morreu, é o Governo que está morto”, gritaram alguns manifestantes, enquanto outros prometiam: “Seguiremos o teu exemplo, mesmo que o ditador faça chover balas sobre as nossas cabeças.” Quando o cortejo se aproximou do mausoléu de Hazrat Masoumeh, onde o ayatollah foi sepultado, milicianos bassijis, usaram altofalantes para tentar abafar os protestos – “Hipócritas, deixem Qom”, exigiram -, mas as vozes da oposição soaram mais alto, contaram várias testemunhas.

A multidão dispersou-se após o funeral, o que não impediu alguns confrontos junto à residência da família. “Eles começaram a atirar pedras e arrancaram uma faixa negra em homenagem ao meu pai”, contou Saeed Montazeri, um dos filhos do ayatollah, ao “Washington Post”. Os opositores responderam também com pedras, levando à intervenção da polícia antimotim. Mais tarde, outro site anunciou que o carro de Mousavi terá sido atacado no regresso a Teerão.

Depois do funeral, a oposição espera aproveitar as cerimónias de homenagem a Montazeri para contornar a proibição de manifestações.

O sétimo dia da sua morte, no próximo domingo, coincidirá com o Ashura, quando os xiitas recordam o martírio do imã Hussein, neto de Maomé, morto na batalha. Apesar de religioso, o feriado tem fortes conotações políticas, já que Hussein é visto como um símbolo da luta contra a opressão.

“Isto é algo que preocupa o regime”, disse ao “Guardian” o analista iraniano Hossein Bastani, sublinhando que em 2009 “muitos iranianos consideram a República Islâmica o pior inimigo do islão e do povo” – uma acusação proferida pelo próprio Montazeri, quando, no auge da repressão pós-eleitoral, acusou o regime de criar uma ditadura em nome da religião.

dez
22
Posted on 22-12-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 22-12-2009

Corrupção: ponto fraco
Corrup

Deu na coluna
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Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalhoi comenta nesta terça-feira, 22, sobre aqueles que são identifcados como os pontos mais fracos do desempenho do governo Lula -saúde, corrupção e violência – na recente pesquisa da Data Folha na qual os pontos favoráveis predominam. Apesar da enormidade desses dois problemas – a violência e a corrupção – o ponto mais grave é a saúde, segundo a pesquisa. assinala Ivan em seu texto na TB, que Bahia em Pauta reproduz.(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

TRÊS PONTOS FRACOS

Ivan de Carvalho

Dados da pesquisa Datafolha que não constaram da divulgação feita no domingo vieram a público, ontem, por intermédio do jornalista Gilberto Dimenstein, da Folha online. Ele destaca a avaliação ruim, dada pelos entrevistados, ao setor de saúde. Para 24 por cento deles, é a saúde “a área mais vulnerável da gestão Lula”, seguida pela violência, setor em que o desempenho do governo foi condenado por 15 por cento dos entrevistados e, em terceiro lugar, nesta lista negra, está o combate à corrupção.

Este último ponto mostra que os eleitores e a sociedade não se deixaram sensibilizar muito por operações pirotécnicas da Polícia Federal. Talvez hajam até percebido o triste fim dado na
PF ao delegado Protógenes Queiroz, afastado da presidência do inquérito que envolveu o banqueiro Daniel Dantas, o mega-investidor Naji Nahas e o ex-prefeito paulista Celso Pita, morto há poucos dias.

Protógenes atualmente está em outra, em busca de um mandato no Congresso pelo PC do B, um partido aliado do governo que o pôs para escanteio. E diz que poderia aceitar ser secretário de Esportes deste mesmo governo. Durma o entrevistado na pesquisa com um barulho destes. E durma também ao som da charanga do PT, sob a maestra Dilma Rousseff, executando o convite para reabilitar plenamente (praticamente reabilitados eles já estão) os petistas do Mensalão.

Mas isto é “apenas” o terceiro item da lista negra. O segundo é a questão da violência e da criminalidade que a gera. O governo Lula criou o Pronasci, mas o Pronasci não criou até agora quase nada, ressalvada a propaganda em torno do próprio programa, uma maneira de parecer que está cumprindo sua obrigação, sem cumprir. A criminalidade cresce rapidamente no país.

Apesar da enormidade desses dois problemas – a violência e a corrupção – o ponto mais grave é a saúde, segundo a pesquisa. Em outras palavras, o SUS. Não é de admirar. Há dinheiro para quase tudo (para um reajuste digno nas aposentadorias, não há, nem para corrigir a tabela do Imposto de Renda) ou pelo menos parece, ante certos gastos escandalosos e políticas estranhas e custosas, mas para a saúde só é possível aumentar o desembolso do Tesouro se for criado um novo imposto para substituir a provisória e extinta CPMF. Chantagem.

No domingo, num desses programas populares de televisão, vi uma mulher chorando. Problemas nos olhos, com descolamento de retina em ambos, risco iminente de cegueira total, precisando operá-los a laser imediatamente. Pedia ajuda. Precisava de R$ 10 mil para a cirurgia, “porque o SUS não paga essa operação”. Ah, o SUS também não paga o stent com rapamicina, droga que reduz fortemente o risco de reentupimento (os médicos dizem reestenose) nas artérias do coração em que a prótese é feita. Paga somente o stent “convencional”, que custa cerca de um terço do preço e aumenta (aí não sei quantas vezes) o risco de reestenose e, eventualmente, morte da pessoa. Em síntese: o SUS, “um sistema de saúde quase perfeito”, segundo o presidente Lula, mata por dinheiro.

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