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Posted on 18-12-2009
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DEU NO COMUNIQUE-SE

O empresário Fernando Sarney anunciou nesta sexta-feira (18/12) sua desistência da ação que movia contra o jornal O Estado de S.Paulo, por acreditar que sua decisão foi mal interpretada. Segundo ele, o propósito não era o de restringir a liberdade de expressão. Fernando encaminhou a desistência à Justiça de Brasília, informa o portal Comunique-se, especializado em notícias de bastidores da imprensa.

“Infelizmente este meu gesto individual de cidadão teve, independente de minha vontade, interpretação equívoca de restringir a liberdade de imprensa, o que jamais poderia ser meu objetivo”, escreveu em carta encaminhada à Associação Nacional dos Jornais (ANJ).

Comunique-se assinala que a ação impediu por 140 dias que o jornal publicasse informações sobre a Operação Faktor, conhecida por Boi Barrica, que investiga Fernando, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro, remessa ilegal de divisas no exterior e tráfico de influência.

O Estadão classificou o impedimento como censura e apresentou cinco recursos contra a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que em julho impôs a restrição ao veículo.

Na última semana, um pedido de liminar do Estadão contra a decisão do desembargador foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal se baseou no fim da lei de imprensa, que não permite censura prévia. O STF não acatou o pedido e não julgou o mérito da questão. A decisão foi altamente criticada por várias entidades da imprensa e até mesmo por juristas.

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Deu no blog Planeta Sustentável (Direto de Copenhague)

Hoje (18), o Bella Center está lotado de jornalistas e representantes de governos e o clima de tensão aumenta à medida que a hora avança. Algumas fofocas, nem sempre verdadeiras, vagam pelos corredores; grupinhos com o crachá de party (partes, ou países) falam nos cantos e a maioria não quer ser filmada dando qualquer declaração que seja – nem mesmo o que eles fazem em sua vida diária para salvar o clima – especialmente as mulheres.

Ao que tudo indica, de Copenhague sairá apenas uma declaração política, resta saber os detalhes de seu conteúdo.

De acordo com alguns jornalistas, Lula teria conversado com Obama hoje à tarde e já estaria de volta ao Bella Center.

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Lula: desilusão em Copenhague/imgMSN
lulacop
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Nesta sexta-feira de até aqui melacólica despedida da cúpula do meio ambiente em Copenhaga, o presidente brasileiro, Lula Inácio Lula da Silva, defendeu que «para existir um mau acordo, mais vale não haver acordo». Consciente das dificuldades em ultrapassar o impasse na capital dinamarquesa, Lula pede um «milagre», informa o portal português TSE.

O jornalista José Milheiro,enviado especial de TSE Radio Notícias à confer~encia do clima resume as idéias básicas de Lula, que diz estar desiludido com a COP-15 e acrescenta que não é com meias palavras que se resolvem os problemas levantados pelo aquecimento global.

«Adoraria sair daqui com o documento mais perfeito do mundo assinado, mas se até agora não conseguimos fazer esse acordo não sei se algum anjo ou algum sábio descerá a este plenário para colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora», afirmou.

Lula da Silva adiantou, por outro lado, que o Brasil, considerado um país em desenvolvimento, está disposto a contribuir para o envelope de ajudas financeiras aos países mais pobres.

«Se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a colocar dinheiro para ajudar os outros países», revelou o presidente brasileiro.

CHINA E ESTADOS UNIDOS

A China, bastante visada pelos outro paises, por não deixar que as metas de redução de gases de efeito de estufa sejam controladas por organismos internacionais, disse pela voz do primeiro ministro que Pequim vai cumprir e até superar aquilo que levou a Copenhague..

Já Barack Obama sublinhou apenas que não se pode adiar mais uma negociação e apresentou aquilo que todos já conheciam, uma ajuda internacional, quanto baste e com condições, e reduções internas muito limitadas a um tecto de quatro por centro em relação aos valores de 1990.

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CRÕNICA / SENTIMENTOS                       

 

                           CUANDO ME ENAMORO

                          Aparecida Torneros*

 

 

Dezembro chegou ao meio e um estado indiferente, morno, pleno de pasmaceira, havia me tomado de assalto, por duas semanas. O esforço repetido de me fazer compreender num mundo tão incompreensível. Kopenhagem fracassada, o clima indo pra cucuia, o mundo em clima de “salve-se quem puder”, meu umbigo pedindo isolamento, o computador desligado, a ausência de inspiração para escrever, a solidão disfarçada pelas aulas de francês, um desgosto estranho que tem sabor de “esse filme eu já vi e morro no final, tô fora”, a saudade da infância, a saudade de risadas ecoando na memória dos dias em que eu nem imaginava que a vida podia ser finita, e também nem questionava a pequenez da sombria face dos egoístas ou dos que desrespeitam seres e natureza, sentimentos e confianças, achei que ia percorrer este dezembro, fugindo de mim mesma, como na música do Roberto, a 200 km por hora.

Nenhuma chance de ir ao shopping e fazer compras natalinas, o desânimo de enfeitar a casa para as festas, uma única vontade, fechar-me em copas, enclausurada no ninho da própria solidão de um final de 2009, pensativo e desconfortante, após perder tios idosos, cansar-me de tantas esperas, decepcionar-me com os conceitos de amor e amizade.

  A gota dágua, um telefonema, de longe, na quase madrugada de uma manhã enevoada. A voz disse “buon jour”, mas o tom era de discórdia, talvez a disputa mais infantil de um triângulo amoroso tão extemporâneo quanto a mediocridade que permeia a história de amores mal resolvidos. O silêncio me invadiu, internamente. Pra que responder, se qualquer palavrinha em nada ia modificar o acontecido?

  Melhor me “desenamorar”, não da vida, pois desta e por esta, estou em constante enamoramento, aliás crescente, no dia após dia… Refiro-me ao desencantamento por criaturas humanas e falhas, como eu, pessoas que são previsíveis e desconcertantes, que fazem parte de um inúmero e retumbante eco dos sonhos não vividos, dos tempos que nem chegam a chegar afinal.

  Mas, o destino prega peças, tripudia previsões, oferece saídas, janelas, abre portas, ilumina caminhos, põe na casa ao lado um olhar de carinho, o de alguém que me fez recomeçar o dezembro, bem no meio, acelerando um repentino estágio de “quero tudo” para a segunda quinzena. Peguei-me sorrindo, internamente, redescobri a canção que fala de se enamorar e dar a alguém o melhor que se tem para dar, sonhos e olhares brilhantes. Como um renascimento pré-vivencial, reconheço a alegria que volta ao meu coração, não posso desperdiçar o resto do ano, com lamúrias e tristezas. Estou pronta para refazer projetos, vejo que o tempo me dá um sobressalto, vou correr atrás do prejuízo, vou enfeitar minha vida, com detalhes de luz e cores.

  Então, eis que o mundo se colore de novo, vou a alguma festa com urgência, compro logo uma bolsa cor de cenoura, não posso fazer por menos, sou personagem do sonho de quem me confessa que me acha “charmosa”, acho que um vulcão me sacode em tempo de corre-corre, imagino-me recuperando o fôlego, acendendo as luzes da casa inteira, o sol renova minha sede de viver, o que terá sido pior do que ter perdido 15 dias sem perpectivas de festejar dezembro?

  Foram dias para refletir sobre escolhas infundadas, momentos que ficaram para trás, e daqui pra frente, lá vem o Roberto de novo, “tudo vai ser diferente”, preciso recomeçar o mês, tenho dias para preencher com música, festa, carinho, amizade, bem naquele tradicional “clima” de um dezembro freneticamente solucionado em termos de esperanças renovadas.

  Lá vou eu, Papai Noel, me aguarde que baixo na sua chaminé e lhe dou de presente um sorriso tao grande que serei capaz de incendiar o futuro de um 2010 bem mais feliz ainda. Boas Festas, feliz resto de dezembro, e obrigada por ter a chance de recomeçar a ser feliz.

  Cida Torneros, jornalista, escritora e cronista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária.

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Posted on 18-12-2009
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Saldanha: homenagem no Maraca

Saldanha

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Três toques:

 Maria Olívia

1)    A turma do samba carioca, a exemplo de Alcione, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Monarco, Arlindo Cruz, entre tantos outros bambas, fará show em prol do grande compositor Walter Alfaiate, na próxima segunda, dia 21, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O sambista, que aos 79 anos ainda precisa cantar e fazer ternos para viver, está internado num hospital público da Cidade Maravilhosa. Ainda dá tempo de participar desta bela homenagem e ajudar este patrimônio da música popular brasileira. Triste país em que seus artistas precisam recorrer a este expediente para sobreviverem.

 

2-  Fechem as cortinas, rápido. No mesmo dia, o presidente Lula vai participar, ao lado do governador Sergio Cabral, da inauguração da estátua do saudoso João Saldanha no Estádio do Maracanã.

3- Exposição em memória do combativo Carlos Marighella está em cartaz no TCA A mostra, traça perfil e a trajetória de vida do líder comunista e ícone da luta contra a ditadura militar Carlos Marighella – morto,  assassinado, é bom não esquecer, há 40 anos -, através de cartas, livros, imagens de arquivo, depoimentos e textos escritos por ele. A exposição está no Foyer do Teatro Castro Alves, Praça Dois de Julho, Campo Grande, de terça a domingo, das 13 às 18 horas, entrada franca até 24 de janeiro de 2010. Simplesmente imperdível.
“Vida que segue”, diria Saldanha
 Maria Olivia, jornalista, é colaboradora do Bahia em Pauta 

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