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Postado em 14-12-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 14-12-2009 10:37

Similar da estatueta do Duomo…
Estatueta
…usada na agressão a Berlusconi
AGGRESSIONE SILVIO BERLUSCONI
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Depois da agressão sofrida domingo em Milão, o primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, passou a noite no hospital milanês de San Raffaelle, a recuperar de uma agressão – ontem, após um comício – em que um homem o atingiu na cara com uma estatueta do Duomo, a famosa catedral italiana e o deixou com o nariz partido, o lábio rachado e menos dois dentes.Ao acordar nesta segunda-feira , segundo seus medicos que o atendem, o primeiro pedido de Berlusconi foram os principais jornais italianos para ler as notícias sobre a agressão.

O agressor do primeiro-ministro foi identificado como Massimo Tartaglia, de 42 anos, que tem um historial clínico de doenças mentais de acordo com a agência noticiosa italiana Ansa. Foi detido e formalmente acusado de agressões corporais agravadas. Tartaglia aproximou-se de Berlusconi quando o chefe de Governo dava autógrafoss e agrediu-o na cara com uma pequena réplica metálica da catedral de Milão, daquelas que se compram em qualquer quiosque da cidade.

Segundo o jornal Publico, de Portugal, Berlusconi, de 73 anos, pediu para ler os jornais diários assim que acordou. É aguardado um relatório clínico sobre o seu estado de saúde hoje pelo meio-dia, a ser emitido pelos médicos que o assistem em San Raffaelle.

O médico pessoal de Berlusconi, Alberto Zangrillo, adiantou que serão necessárias “algumas semanas” até que o primeiro-ministro recupere da agressão, mas, segundo ele, “Il Cavalieri” não precisou ser submetido a qualquer cirurgia até agora. “Ele sofreu um trauma profundo na cara, dois ferimentos evidentes no lábio superior, um interno e outro externo, que tiveram de ser suturados”, adiantou, avançando ainda que o primeiro-ministro não deu ainda conta exatamente do que lhe aconteceu.

Imagens captadas durante a agressão mostram Berlusconi de cara ensanguentada e confuso com o que se passava à sua volta. Foi prontamente ajudado pelos guarda-costas e levado para um carro que o conduziu então ao hospital – não sem antes ter ainda tentado sair do automóvel para mostrar que se encontrava bem.

O ataque foi já veementemente condenado pelo Presidente italiano, Giorgio Napolitano, ao mesmo tempo que um dos grandes aliados conservadores de Berlusconi, Gianfranco Fini, descreveu o incidente como “muito mau para a Itália”: “É dever de todas as forças políticas garantir que não voltamos aos anos da violência”, exortou. O líder da Liga do Norte (extrema direita) foi ainda mais longe, avaliando que o ataque ao primeiro-ministro constituiu um “ato de terrorismo”.

Ao fim de meses de repetidos e crescentes escândalos minando a sua imagem pública – desde suspeitas de envolvimento com a máfia, a uma série de casos de alegada corrupção e envolvimento com prostitutas – o chefe de Governo é cada vez mais uma figura profundamente polarizada na sociedade italiana, gerando amores e ódios. Há apenas uma semana, milhares de pessoas saíram às ruas de Roma para um protesto que chamaram Dia do Não a Berlusconi.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de Público, de Portugal, e Corriere de la Sera, Italia)

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