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Postado em 14-12-2009
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 14-12-2009 23:15

Bella Center: o planeta se encontra aqui
Bcenter
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ARTIGO/COPENHAGUE

COP-15:UM ENCONTRO SINGULAR

Jorge Haroldo Marque

Copenhague (Dinamarca)- Desde a última segunda, dia 07, até o próximo dia 18, o mundo está voltado para a discussão sobre os efeitos nefastos das mudanças climáticas e, de igual modo, buscar soluções para frear o aquecimento global – que se apresenta a passos galopantes. É um evento na esteira daquele ocorrido em 1997, no Japão, que culminou com a confecção do famigerado Protocolo de Kyoto.

Trata-se da Conferência das Partes do Clima do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da Organização das Nações Unidas (ONU), mas em Copenhague, na Dinamarca, com a mobilização de todos os setores da sociedade, inclusive o privado. Estão presentes delegações oficiais dos 193 países participantes, com mais de 100 líderes, dentre os quais os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, além de governantes da França, Alemanha, Itália, Índia, China e da União Européia.

A impressão que se tem, para quem dele participa, é singular. As reuniões acontecem no no Bella Center e contam com pessoas de todas as raças, vinda de todos os lugares do planeta. São jovens (muitos), índios, monges, negros e brancos irmanados com um único propósito: salvar o planeta da loucura perpetrada por um punhado de humanos abastados, que querem perpetuar-se assim.

A segurança é um capítulo a parte, mas não chega a ser desagradável, pois o maior dos sacrifícios é ser revistado e apalpado por uma bela policial dinamarquesa.

O resultado prático de um evento dessa natureza, bem como as atividades que ocorrem em paralelo ao núcleo das discussões, pode ser visto no seguinte texto,a seguir, editado por Lucas Alves para Agência Indusnet Fiesp:

“Após o término da Conferência do Clima, o Brasil passará a adotar o modelo contábil do International Financial Reporting Standards (IFRS), que determina que os ativos biológicos, mudanças climáticas e seus impactos sobre o valor dos bens sejam ajustados no balanço pelo valor de mercado”.

Eduardo Athayde, diretor do Wordwatch Institute (WWI), no Brasil, afirma que “O Brasil, com o peso expressivo dos ativos biológicos, será um case especial para o International Accounting Standards Board (IASB), mentor das regras contábeis internacionais”.

Explica, ainda, que as novas regras influenciam diretamente no indicador usado para medir a musculatura e a capacidade de geração de caixa das empresas (o Ebitda, passa a ser Ebictda – Earnings Before Interests, Taxes, Carbon regulation, Depreciation and Amortization), e precisam ser entendidas pela administração. “Afinal, além dos balanços, a reputação e a imagem das empresas também serão afetadas”, opina Athayde.

O diretor do WWI acredita que a contribuição do Brasil para a valoração dos seus ativos ambientais, matriz energética limpa e adoção de inteligência nova nas instituições, credenciam o País a pleitear o recebimento de eco-royalties em fóruns competentes das Nações Unidas, como a COP15.

Jorge Haroldo Marques, geólogo e ambientalista, participa da COP-15, em Copenhagen, Dinamarca, de onde mandou o texto especial para Bahia em Pauta

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Comentários

Tess on 20 Março, 2013 at 16:36 #

Preciso entrar em contato com Jorge haroldo marques. Sou de Vitória da Conquista. Há algum e-mail dele?


jorge haroldo on 21 Março, 2013 at 19:13 #

O email de Jorge Haroldo é jh@ageambiental.com


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