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Postado em 13-12-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 13-12-2009 13:34

Bachelet depois de votar:aposta no segundo turno
MBachelet
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A população do Chile em condições legais de votar acorre em massa às urnas neste domingo do primeiro turno eleitoral para a escolha do sucessor de Michelle Bachelet na presidência da República.

As sondagens dão vantagem ao candidato de direita, Sebastián Piñera, que tem como principal adversário o ex-Presidente Eduardo Frei, da frente governista de centro-esquerda.

Apesar da vantagem atribuidas pelas pesquisas ao candidato da oposição, a presidente Michelle Bachelet aparentava tranquilidade neste domingo. Segundo ela, a eleição que determinará quem a substituirá no cargo será decidida apenas no segundo turno.

“Todos sabemos que haverá segundo turno e que vai funcionar como sempre e de forma adequada”, disse a presidente, após votar no Colégio Verbo Divino, por volta das 10h50 (em Brasília). No mesmo local votou a mãe de Bachelet, Angela Jeria, segundo o site do diário chileno “La Tercera”.

O jornal Publico, de Portugal, assinala em sua edição online, que se as previsões se confirmarem, será a primeira vez que a direita chilena chegará ao poder após o fim da ditadura de Pinochet, há 20 anos. Mas ressalva que as sondagens não dão maioria absoluta a nenhum candidato, e o mais provável é que o próximo Presidente só seja escolhido na segunda volta, a 17 de Janeiro.

Se a actual Presidente Michelle Bachelet pudesse recandidatar-se, é quase certo que se manteria à frente dos destinos do Chile. A sua popularidade ultrapassa os 75 por cento, mas a Constituição impede-a de disputar um segundo mandato. Por isso, a coligação de centro-esquerda Concertação Democrática, que governa o Chile desde o fim da ditadura, apresentou como candidato Eduardo Frei, o segundo Presidente pós-ditadura, entre 1994 e 2000.

A popularidade de Bachelet tem sido um motor da campanha de Frei, que promete continuar com as políticas sociais da actual Presidente. Mas o que as sondagens dizem é que o Chile tem vontade de mudar. O milionário de direita Sebastián Piñera foi derrotado por Bachelet nas eleições de 2005, mas agora deverá ser ele a derrotar Frei.

FREI DERRAPA

Uma sondagem divulgada no final da campanha pelo Centro de Estudos da Realidade Contemporânea (CERC) dá a Piñera, apoiado pela União Democrata Independente e pela Renovação Nacional, 44,1 por cento dos votos, contra 31 por cento para Eduardo Frei, da Concertação, que agrega quatro formações: Partido Democrata Cristão, Partido pela Democracia, Partido Radical Social Democrata e Partido Socialista.

Na noite de sexta-feira, Piñera foi o candidato que reuniu mais adeptos no comício de encerramento de campanha. Frente a uma multidão de 20 mil pessoas, vaticinou o fim do ciclo de governo de quase 20 anos e de quatro governos da Concertação Democrática. “Francamente, penso que não merecem uma quinta oportunidade”, disse.

A disputar estas eleições, em que cerca de 8 milhões de chilenos irão escolher também um novo Congresso, estão ainda o candidato independente de esquerda Marco Enríquez-Ominami, de 36 anos, a quem a sondagem dá 17 por cento dos votos, e o comunista Jorge Arrate, que alcançará 7,2 por cento. Poderá estar neles a chave desta eleição se houver segunda volta.

Arrate já manifestou a intenção de apoiar Frei nessa altura, e este acolheu essa ideia no comício de quinta-feira à noite em Concepción, no Sul do país: “A partir de 13 de Dezembro à noite será o momento para a unidade.”

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de Público e Fo

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