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Postado em 09-12-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 09-12-2009 16:48

Da agência de notícias EFE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou hoje um ato por ocasião do Dia Internacional contra a Corrupção, durante o qual reclamou da falta de punição para os banqueiros e os paraísos fiscais que “provocaram” a crise financeira internacional.

“Vejamos a crise econômica para ver o aconteceu, o que o sistema financeiro internacional fez com a humanidade e quantos milhões de dólares tiveram que ser gastos para salvar os bancos que caíram na especulação”, disse Lula a membros de seu Governo e dos poderes Legislativo e Judiciário.

O presidente afirmou ainda que “os milhões de dólares que os países pobres não têm apareceram para salvar os banqueiros” que especularam e se valeram dos chamados “paraísos fiscais”.

Em seguida, disse que vai insistir no Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e as principais nações emergentes) para que os responsáveis pelas irregularidades sejam punidos, e para que a fiscalização sobre o sistema financeiro internacional e os paraísos fiscais seja reforçada.

“Se o castigo para esta gente não aumentar, continuaremos enchendo as prisões de gente pobre”, declarou Lula, segundo quem “hoje vai preso quem rouba um pão e fica livre o que rouba um milhão”.

No início do ato, Lula assinou em um projeto de lei que será enviado ao Congresso e endurece a punição para envolvidos em atos de corrupção ativa e passiva.

“Pode ser que (a lei) não resolva as coisas, mas começa a dar à sociedade a sensação de que não existe impunidade”, mal que favorece a corrupção, porque “fomenta a ideia de que quem rouba não vai preso”, acrescentou.

Lula evitou alusões diretas ao recente escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), filmado recebendo propina.

Mas admitiu que, apesar dos esforços do Governo, “o mundo ainda vai ouvir falar muito da corrupção no Brasil”, e que “é melhor” que estes casos saiam na imprensa, “para depois poderem ser investigados”.

O ato, realizado em um centro de convenções de Brasília, coincidiu com uma manifestação de sindicatos, partidos políticos e servidores públicos, que percorreram algumas avenidas da capital para exigir a renúncia de Arruda.

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