dez
09

ComidaCop
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Deu no site Planeta Sustentável – Direto de Copenhague

Há três hipóteses que podem explicar porque os eventos realizados para o Brasil (na Conferência Mundial do Meio Ambiente) estão sempre lotados:

– os assuntos são altamente relevantes e atraem o interesse de brasileiros e estrangeiros;
– a delegação brasileira, composta por quase 800 pessoas, contribui para isso ou
– é o único lugar onde se come bem na COP.

Evento do BNDES, sobre Fundo Amazônia, ainda não acabou, mas, do lado de fora, vinho, sucos, sanduíches, canapés e vinhos aguardam a plateia.

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Gil ou João?

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Gil em Copenhague

O cantor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, passeia pelos corredores do Bella Center. Ele diz que veio “ver, ouvir, conversar, perceber, observar, desconfiar, confiar”.

Há rumores de que Gil esteja articulando a vinda da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que deve chegar no próximo sábado.

Enquanto isso, um cineasta aproveita para fazer imagens do cantor para um filme biográfico que deve ser lançado em junho do ano que vem, em um festival de arte alemão.

Veja a declaração de Gil sobre o que espera da COP15, que chamou de “um grande circo”, “um cassino” e “um grande parque de dinossauros e de novos bichinhos”.

Pelo visto, há mais gente perdida nas discussões do que podíamos imaginar.
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Bahia em Pauta comenta: Até a repórter parece meio perdida também em Copenhague. Veja que no começo da entrevista ela chama Gilberto Gil de João Gilberto! perdidona! (VHS)

dez
09

Da agência de notícias EFE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou hoje um ato por ocasião do Dia Internacional contra a Corrupção, durante o qual reclamou da falta de punição para os banqueiros e os paraísos fiscais que “provocaram” a crise financeira internacional.

“Vejamos a crise econômica para ver o aconteceu, o que o sistema financeiro internacional fez com a humanidade e quantos milhões de dólares tiveram que ser gastos para salvar os bancos que caíram na especulação”, disse Lula a membros de seu Governo e dos poderes Legislativo e Judiciário.

O presidente afirmou ainda que “os milhões de dólares que os países pobres não têm apareceram para salvar os banqueiros” que especularam e se valeram dos chamados “paraísos fiscais”.

Em seguida, disse que vai insistir no Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e as principais nações emergentes) para que os responsáveis pelas irregularidades sejam punidos, e para que a fiscalização sobre o sistema financeiro internacional e os paraísos fiscais seja reforçada.

“Se o castigo para esta gente não aumentar, continuaremos enchendo as prisões de gente pobre”, declarou Lula, segundo quem “hoje vai preso quem rouba um pão e fica livre o que rouba um milhão”.

No início do ato, Lula assinou em um projeto de lei que será enviado ao Congresso e endurece a punição para envolvidos em atos de corrupção ativa e passiva.

“Pode ser que (a lei) não resolva as coisas, mas começa a dar à sociedade a sensação de que não existe impunidade”, mal que favorece a corrupção, porque “fomenta a ideia de que quem rouba não vai preso”, acrescentou.

Lula evitou alusões diretas ao recente escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), filmado recebendo propina.

Mas admitiu que, apesar dos esforços do Governo, “o mundo ainda vai ouvir falar muito da corrupção no Brasil”, e que “é melhor” que estes casos saiam na imprensa, “para depois poderem ser investigados”.

O ato, realizado em um centro de convenções de Brasília, coincidiu com uma manifestação de sindicatos, partidos políticos e servidores públicos, que percorreram algumas avenidas da capital para exigir a renúncia de Arruda.

dez
09
Posted on 09-12-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 09-12-2009

Palin x Obama: “Mais pressão”
SPalin
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A republicana Sarah Palin, ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos desafiou o presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, a boicotar a conferência de Copenhaga sobre clima. O dasafio foi feito num texto publicado nesta quarta-feira, 9, no Washington Post, um dos mais influentes jornais americanos.

“O que Obama espera verdadeiramente trazer de Copenhague é mais pressão para fazer votar a proposta de lei dos democratas sobre a regulamentação dos gases com efeito estufa. É uma estratégia política”, escreve Palin.

“O Presidente devia boicotar Copenhague”, defendeu a republicana.

A Câmara dos Representantes adoptou em Junho um projecto de lei democrata que prevê a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) nos Estados Unidos em 17 por cento até 2020, tendo por base a situação de 2005. Um texto semelhante foi apresentado no Senado, prevendo uma descida de 20 por cento, mas não deverá ser adoptado antes de 2010.

“A última coisa que a América precisa é de uma legislação malevolente que aumente as taxas e faça mal ao emprego”, referiu Sarah Palin.

“As políticas (…) que estão em análise em Copenhague não vão mudar o tempo que faz mas vão mudar a nossa economia e para pior”, acrescentou.

Barack Obama anunciou que vai estar na conferência de Copenhague em 18 de Dezembro, último dia dos trabalhos, para participar nas negociações finais com outros dirigentes mundiais.

Reportagem de hoje no Diário de Notícias, de Portugal, revela que delegações de 192 países estão reunidas até 18 de Dezembro em Copenhague naquele que é já considerado o maior e mais importante encontro de sempre sobre o clima.

O objetivo é chegar a um consenso em relação a um texto para um acordo legalmente vinculante, que concretize os objetivos necessários para assegurar que o aquecimento global não será superior a dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.

Chefes de Estado

Está confirmada a presença de mais de cem chefes de Estado e de Governo na conferência na capital da Dinamarca, convocada pela ONU, a que também assistirão cerca de 15 mil delegados e o próprio secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O primeiro-ministro português, José Sócrates, participará na cúpula do meio ambiente.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações do DN, de Lisboa, e Washinhton Post, EUA.

Lula e Hage: penas mais duras contra corruptos /Terra
lulaget
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Nesta quarta-feira, 9 de dezembro, em que se comemora o Dia Internacional Contra a Corrupção, o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviará ainda hoje ao Congresso um projeto de lei que torna hediondo os crimes de corrupção e endurece as penas contra os que os cometem.

No caso de altas autoridades com poder decisório e ocupantes de cargos elegíveis, o projeto eleva a pena mínima para oito anos, o crime se torna hediondo, portanto inafiançável, e abre possibilidade para prisão temporária de até 60 dias. Se encaixam nesses casos governadores, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, presidentes e diretores de estatais, entre outros cargos de comando.

Hage, qua na manhã de hoje participou de ato em Brasilia para assinalar a data mundial contra a corrupção, adiantou que a proposta endurece as penas para crimes correlatos como peculato, corrupção ativa e passiba.

“O presidente envia hoje [quarta-feira] um projeto ao Congresso que torna hediondo os crimes de corrupção. Em alguns casos as penas chegam a dobrar”, revelou Hage.

Segundo Hage, a celebração do Dia Internacional Contra a Corrupção tem um significado especial no Brasil, porque “durante anos a corrupção foi vista como mal inevitável e invencível”, frisou o ministro.

A CGU também ampliou as possibilidades de consulta dos recursos públicos no Portal da Transparência ( www.portaldatransparencia.gov.br ). Agora, também poderão ser monitoradas as receitas do governo federal, o andamentos dos repasses da União para estados e municípios e ficarão disponíveis as informações pessoais dos servidores ativos do Poder Executivo federal.

PENA AUMENTADA

O projeto que o presidente da república manda hoje ao Copngresso, prevê o aumento da pena mínima para casos de corrupção ativa e passiva, peculato e concussão (quando o corrupto pede vantagens para cumprir sua função) de dois para quatro anos para todos os servidores públicos de todas as esferas de poder, federais, estaduais e municipais.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da CGU e portal G1)

dez
09
Posted on 09-12-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 09-12-2009

Mesa japonesa: mais que comida
alimente
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Deu na coluna

Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho faz um de seus exercícios prediletos. Mergulha mais uma vez, nas profundezas misteriosas das fronteiras entre a Fé e da Ciênciaa . A partir do programa sobre alimentação japonesa apresentado no Globo Repórter da semana passada, o jornalista opina sobre como um decreto imperial pode mudar a vida e o destino de um povo.
Vale a pena a leitura completa do texto reproduzido no Bahia em Pauta. (VHS)
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CRÔNICA / COMER E VIVER

O DECRETO DO IM PERADOR

Ivan de Carvalho

Soube pela televisão, no fim de semana, em um programa que foi dedicado à alimentação no Japão, o Globo Repórter. Um imperador japonês, considerando que as terras agricultáveis do país são muito restritas e que a pecuária exige grande quantidade de terras para produzir vegetais destinados à alimentação de animais para o abate, editou um decreto proibindo a pecuária no seu país.

O decreto vigorou durante 1.200 anos. Isso levou os japoneses, que moram em ilhas, a se dedicarem a duas soluções: a pesca, para substituir a pecuária proibida e a preparação de alimentos extremamente variados e sofisticados a partir de vegetais.

Com a comida saudável, pobre em gorduras saturadas, que resultou do decreto daquele antigo imperador e mais alguns hábitos e truques do estilo de vida oriental, a população japonesa é a que tem hoje a maior expectativa de vida em todo o planeta. E o menor índice de obesidade, desde que não se inclua no cotejo as populações de certos países, principalmente da África subsaariana, nos quais as pessoas não têm para comer nem carnes, nem vegetais, nem nada.

Poderiam alimentar-se de luz, se ensinassem, mas como “a ciência” torce o nariz bufando preconceitos ao invés de investigar cientificamente os fatos que se apresentam, essas populações ficam sem esta fonte de calorias e matéria prima para nutrientes.

Uma freira, Teresa Newman, passou anos e anos levando uma vida normal em um convento, na Europa. Não comia nada, só respirava. Tudo muito bem documentado. Milagre, diz a Igreja Católica, que já a beatificou. Que nada!…, diz a Ciência. Ou melhor, não diz nada e não disse nada enquanto a freira estava viva e saudável. Esse é um daqueles fatos que para a Ciência, a academia, não existem e pronto. Eles são “não fatos”, à maneira das “não pessoas” do romance 1984, de George Orwell.

Não existem porque não se encaixam nos paradigmas estabelecidos. E mudar paradigmas é desarrumar tudo, é revolução. Neste caso, não imagino outra mais profunda – comida de graça. No entanto, há alguns casos famosos e a estimativa de que mais de cinco mil pessoas se alimentam apenas de luz, hoje, no mundo.

Mas, voltando aos japoneses, além das poucas terras agricultáveis e do decreto do imperador lhes haver dado vida saudável e longevidade, a alimentação japonesa contribui para não acelerar o efeito estufa, ao contrário do que acontece, por exemplo, no Brasil e tantos outros países. É que os seres do reino animal têm o hábito de produzir e expelir gases intestinais e isto significa liberar metano na atmosfera. Uma determinada quantidade de metano é 20 a 30 vezes mais eficaz na produção do efeito estufa do que a mesma quantidade de CO2. E a pecuária é estruturada nos ruminantes, criados intensivamente e que, devido às suas peculiaridades digestivas, produzem e expelem uma quantidade muito maior de metano do que os outros animais, a exemplo do homem. Além disso, cada animal de abate retira de cinco a sete kcal de sua alimentação vegetal para oferecer a seu comensal humano um kcal. Imenso desperdício.

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