Lula e Mujica: troca de afetos
Lulamujica
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Nesta terça-feira, 8, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu um espaço especial em sua agenda de encontros na Cúpula do Mercosul, em Montevideu, para se reunir hoje com o vencedor das eleições uruguaias e sucessor de Tabaré Vázquez, José Mujica.

Pepe Mujica, como é chamado o senador da Frente Ampla, foi convidado depois de anunciada a sua vitória a participar da 38ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, durante a qual aconteceu o encontro de hoje, marcado pela espontaneidade, segundo os observadores dos dois lados.

A amizade e ligação política vem de longe e foi fartamente utilizada por Mujica em sua campanha. Esta não foi a primeira vez que os dois se encontraram. Em agosto, quando Mujica ainda era candidato à presidente pela coalizão governista Frente Ampla, o uruguaio viajou ao Brasil ao lado de seu companheiro de chapa, Danilo Astori.

Além de Lula, o futuro presidente uruguaio irá se encontrar com outros chefes de Estado que estão na reunião do Mercosul, como o venezuelano Hugo Chávez e a argentina Cristina Fernández de Kirchner.

Segundo a Embaixada venezuelana no Uruguai, estava previsto uma visita de Mujica visitar, ao lado de Chávez, a fábrica En Vidrio, que foi recuperada com fundos da Venezuela. Cerca de três mil pessoas eram esperadas no local para ouvir o discurso dos dois.

Em seguida, o presidente eleito, que assumirá o Executivo do Uruguai em 1 de março, teve o encontro com Lula, a quem definiu como “modelo” durante as campanhas eleitorais.

Esta noite ainda , Mujica deve jantar com Hugo Chávez e Cristina Kirchner, que receberá hoje do Uruguai a presidência temporária do bloco sul-americano.

A mandatária conversou com Mujica ontem por cerca de 20 minutos, de maneira informal, logo após aterrissar em Montevidéu. De acordo com o ministro argentino das Relações Exteriores, Jorge Taiana, entre os assuntos que devem ser abordados no jantar está o conflito diplomático entre Argentina e Uruguai.

A causa da tensão é a instalação de uma fábrica de pasta de celulose no Uruguai ( a Papelera), na região fronteiriça com a Argentina, assunto que até já foi levado à Corte Internacional de Justiça, em Haia.

Também ontem, antes de encontrar Cristina, Mujica teve uma reunião com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. O objetivo do futuro presidente é entrar em contato com todos os chefes de Estado do Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O bloco também tem como associados Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru.

O ingresso da Venezuela como membro pleno do Mercosul ainda não foi ratificado pelos Congressos brasileiro e paraguaio. Hoje, em Montevideu, Lula comunicou a Chavez que o senado brasileiro deve aprovar nesta quarta-feira, 9, a entrada da Venezuela no Mercosul.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informções da Ansa e Radio Band News)

“Quem sou eu, poeta?”
Tom
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CRÕNICA/SAUDADES

Quem sou eu, poeta?

Gilson Nogueira

Quem sou eu para falar de você, poeta? Eu não sou Deus. Só Ele pode falar de você. Mais ninguém. O máximo que posso fazer é escutá-lo, assim, com os ouvidos do coração. E tocá-lo, na sua falta, com o tato da alma. E caminhar em sonhos ao princípio de tudo, imaginando ver você se transformando em gente depois de ser aquela estrela que iluminou o nada. O nada que virou o mundo. O mundo que admirou e virou você.

Quem sou eu, poeta, para dizer o todo e de tudo que você é! Não, poeta, não, não quero escrever o que você foi, o que você fez pela música brasileira e o que você representou e representa para a Bossa Nova. Definitivamente, não, poeta! O mistério, acho, não se define.

Pretendo, apenas, continuar, em silêncio, como estou agora, reverenciando sua permanência enquanto “ Deus”, enquanto santo no meu altar das maiores saudades, fazendo o sinal da cruz, como faço, ao sair de casa, e sempre, nos flagrantes de fé , ao ouví-lo tocar piano – e cantar suas canções eternas.

Não vou, jamais, chorar você, poeta, que não foi feito para ir embora, para a despedida, para a tristeza, na certeza que você ficou, que você está vivo, como luz que não se apaga, como chama infinita, a clarear a vida, a iluminar instantes de eternidade, com sua música.

As lágrimas de sua ausência, 15 anos após sua partida, para ficar ao lado de Deus, são diferentes das lágrimas comuns. Elas colorem o ar, como pétalas de orvalho balançando na roseira que você plantou. E sua foto na moldura, poeta, na parede da minha saleta do computador, parece respirar. Você não se apaga, poeta. A fumaça que escapa do charuto que você sustenta lendo uma partitura desenha no espaço um adeus ao contrário. É um anúncio de chegada! Chegue mais, poeta, chegue mais, você é vida. A vida não morre.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador de primeira hora do Bahia em Pauta, programador sempre presente da Radio BP.

dez
08
Posted on 08-12-2009
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A década mais quente
clima
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A década de 2000-2009 «vai ser muito provavelmente a mais quente de todos os tempos», afirmou o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial. Michel Jarraud.Segundo o especialista, que participa da Cúpula das mudanças climáticas em Copenhague, 2009 deverá ser o quinto ano mais quente de sempre.

Segundo o portal TSE Radio Notícias, a Organização Meteorológica Mundial considerou que a actual década (2000-2009) «vai ser muito provavelmente a mais quente de sempre» desde 1850, período em que se começou a catalogar este tipo de dados.

À margem da Conferência de Copenhague, o secretário-geral da OMM adiantou ainda que os dados provisórios indicam que 2009 deverá ficar no quinto lugar na lista de anos mais quentes em termos de temperaturas médias à superfície da Terra.

Perguntado sobre a sua previsão para o ano de 2010, Michel Jarraud adiantou que «não pode fazer uma antecipação» se bem que tenha admitido que sem dúvida se o planeta está «numa tendência de aquecimento».

dez
08
Posted on 08-12-2009
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DEU NA COLUNA
Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho escreve reflexivamente na edição deste feriado da Conceição da Praia, sobre o impressionante crescimento da aprovação popular de um governo que está completando sete anos. Mais impressionante ainda, segundo Ivan, é o crescimento da popularidade do próprio presidente Lula e a avaliação cada vez mais positiva de seu desempenho. Isso pode ser bom para ego do presidente, mas tem riscos, como revela o jornalista no texto que Bahia em Pauta reproduz a seguir. (VHS)

Lulapop
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OPINIÃO POLÍTICA

POPULARIDADE E RISCOS

Ivan de Carvalho

A pesquisa CNI/Ibope relata que de setembro a novembro a avaliação positiva do governo Lula subiu três pontos – passou de 69 para 72 por cento. Para completar, a desaprovação acompanhou, diminuindo três pontos, de 17 para 14 por cento.

Isso é impressionante para um governo que está completando sete anos. Mais impressionante é a aprovação ao desempenho, não do governo, mas do presidente. Em setembro, o Ibope já lhe havia atribuído 81 por cento e em novembro mediu um novo recorde, 83 por cento. A desaprovação caiu de 17 para 14.

Muitas razões conspiraram e conspiram para que o presidente Lula desfrute dessa situação extraordinária. Entre elas há de ser lembrada a de haver encontrado uma economia saneada pelo Plano Real, apesar do erro imenso que o Banco Central, sob Gustavo Franco, cometeu, com a teimosia de manter a qualquer custo o real sobrevalorizado perante o dólar. Outras estão bem à vista também. Bolsa Família, a promessa do programa Minha Casa, um enorme carisma e uma capacidade de comunicação impressionante com a população pobre – a imensa maioria –, os braços sociais representados por setor sindical e uma parafernália de ONGs chapa branca.

O governo FHC teve de enfrentar também várias crises financeiras de origem externa. Mesmo assim, a partir da nomeação de Armínio Fraga para a presidência do BC, o governo FHC conseguiu arrumar efetivamente a casa, mesmo à custa da impopularidade do então presidente da República, que, em relação ao atual, sofria a grande desvantagem de não saber explorar o populismo, coisa que Lula faz com absoluta perícia. Casa arrumada, sistema bancário consolidado com reformas que incluíram o Proer, o país está passando bem pela crise financeira e econômica recente. E ainda “aparece” o pré-sal.

Então, temos um presidente com aprovação de 83 por cento conforme o Ibope e de 80 por cento segundo o Instituto Sensus. E outra coisa importante é que, mesmo com o espaço de zero a 100 por cento já quase todo conquistado, o presidente faz o mais difícil: a cada pesquisa avança mais um, dois, três pontos no pequeno espaço ainda hostil. Vale dizer: nenhuma tendência de queda e até uma pouco compreensível tendência de ultrapassar limites. Vai ver, ele regula sua popularidade com base na matemática do transfinito. O finito, no caso, está limitado a 100 por cento, mas, quem sabe, ele acaba ultrapassando esse percentual…

É perigoso? É. Já surgiu a tentação do terceiro mandato consecutivo, à moda Chávez, mas não deu. E se Dilma Rousseff der chabu? A tentação voltará sob pressão, como “único caminho”? Um presidente muito popular pode dar-se ao luxo de fazer bobagens e coisas perigosas. Recebeu o presidente mentiroso Ahmadinejad, do Irã, que quer fazer a Bomba e acabara de, mais uma vez, negar o Holocausto. Faz campanha eleitoral para Dilma e diz que é atividade de governo. Mais virá? Sim, mais virá.

dez
08
Posted on 08-12-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 08-12-2009

Um símbolo baiano
Elacerda

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA
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Noemi Flores

Um dos mais importantes cartões-postais de Salvador completa, hoje, 136 anos auxiliando baianos e turistas no transporte entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa: o Elevador Lacerda, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 7 de dezembro de 2006. A imponência, a localização e a beleza do monumento fazem com que sua imagem seja selecionada para fotos, filmes, documentários e novelas, com enfoque no fundo a vista maravilhosa da Baia de Todos os Santos.

Não é a toa que a data de aniversário do Elevador Lacerda coincide com a festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a padroeira da Bahia, porque esta data foi escolhida para a inauguração após a finalização das obras do monumento, em 1873.

Quem construiu o elevador mais famoso do Brasil foi o engenheiro baiano Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos. Lacerda deu início à construção em outubro de 1896, com material trazido da Inglaterra, sendo concluída em 1873. Nesta época existiam duas linhas de ônibus Calçada/Praça Cayru e Graça/Praça Municipal e o objetivo era que o elevador interligasse estas linhas.

Atualmente este transporte continua tendo a mesma utilidade, só que interligando as linhas de ônibus existentes nas duas partes da cidade, a alta e a baixa. Por exemplo, uma pessoa que trabalha no Centro Histórico e mora em bairros da Península de Itapagipe, o mais viável é ir pelo Elevador e pegar o transporte em frente, ou vice-versa, como é o caso da garçonete Iara Pereira, 26 anos, que fala “se não fosse o Elevador eu teria que descer a Ladeira da Praça, que à noite é perigosa e ir para a Barroquinha, para pegar Ribeira. Acho legal demais ter esta opção”.

Mas aliado à utilidade há também o envolvimento turístico do monumento, são incontáveis os números de flashs, câmeras filmadoras que já registraram sua beleza e imponência. É visto desta forma pela turista gaúcha Guilhermina Santini Carvalho “eu não me canso de admirá-lo e sempre dar um jeito de passear nele. Já tirei fotos de todos os tipos. É uma relíquia, os baianos devem ser orgulhosos de possuir um dos monumentos mais lindos do mundo”, comentou.

História -Durante anos e anos de serviço ininterruptos, em julho de 1906, o elevador precisou parar para ser submetido às obras de eletrificação. E muita mudança ocorreu após sua construção, em 1930: as duas cabines originais que transportavam até 23 passageiros, foram substituídas por outras quatro novas com capacidade para 27 pessoas cada uma delas. Ainda nessa época, o Elevador Lacerda ganhou o seu atual estilo “art decó”.

dez
08
Posted on 08-12-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-12-2009

Boa notícia no feriado baiano da Conceição da Praia:A Receita Federal libera nesta terça-feira, 8. a consulta ao sétimo e último lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2009 (ano-base 2008). Com um total de R$ 2,4 bilhões, este é o maior lote da história. A restituição estará na conta do contribuinte, segundo a Receita, no dia 15, com correção de 6,05%.

Nesta terça também serão liberados dados residuais do IR 2008 (ano-base 2007). De acordo com a Receita, do lote do IR 2009, fazem parte 1.935.308 contribuintes. Desse total, 33.439 pessoas são idosos com mais de 60 anos, que terão restituídos R$ 74,811 milhões.

Segundo o portal UOL, no caso do lote residual de 2008, as restituições totalizaram R$ 92,25 milhões, para 67.709 contribuintes, com correção de 18,12%, referente à variação da taxa Selic de maio de 2008 a dezembro deste ano

Para saber se tem direito à restituição, assim que a consulta for aberta, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o 146, bastando informar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física).Caso o valor não seja creditado na data prevista, o contribuinte deverá se dirigir a uma das agências do Banco do Brasil, ligar para qualquer agência do banco ou para o “BB responde” – 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) -, sendo que a ligação é gratuita.

O dinheiro ficará disponível no banco por um ano. Se o contribuinte não resgatá-lo nesse prazo, deverá requerê-lo mediante o Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível na internet.


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Deu no JC Online

Nesta terça-feira (8), completam 15 anos da morte de Antônio Carlos Jobim. Autor de clássicos como “Águas de Março”, e “Wave” e conhecido como o “maestro soberano”, Jobim morreu em 1994, após a retirada de um tumor na bexiga, num hospital em Nova Iorque, onde morava. Conhecer sua produção musical, bem como sua intimidade, significa entender a música popular brasileira e como ela ficou conhecida no mundo todo.

Numa recente votação da revista Rolling Stone Brasil, Jobim foi eleito o artista brasileiro mais importante de todos os tempos. A eleição levou em conta a opinião de críticos, jornalistas especializados e artistas. Pudera. Pianista, compositor e maestro, Jobim deu “cara e voz” à música brasileira, criando uma referência, inventando um jeito de tocar original. Foi dele que partiu a Bossa Nova, até hoje a experiência mais exitosa entre os ritmos brasileiros no exterior.

Desde sua aparição na noite carioca, no início dos anos 1950, chamava atenção pelo estilo improvisador dos seus sambas, além da qualidade das letras. Ligado à boêmia do Rio de Janeiro, acabou exportando mais tarde um estilo de vida brasileiro que chegou a se tornar clichê: sedutor, diletante, apaixonado. Nos EUA, chegou a fazer duetos com Frank Sinatra, além de ter shows lotados nas principais casas de Nova Iorque.

Por ele, a escritora Rachel de Queiroz, se derramou em elogios. Sobre a letra de “Águas de Março”, imortalizado na parceria de Tom com Elis Regina, ela escreveu no jornal Última Hora, em 1973: “coisa bela e estranha, dura; fere o coração com um toque de pedra e depois o afoga na cheia das águas. Promete e recorda, memória de infância e angústias da força do homem. E até num velho pode suscitar nostalgias antigas”. O impacto que suas letras sobre amor, natureza e Rio causaram à época repercute ainda hoje. Sua aparição injetou ânimo na MPB com inovações na melodia, no modo de tocar e de compor.

TRAJETÓRIA – Nascido em 1949, Tom Jobim chegou a cursar Arquitetura, mas logo abandonou e foi estudar piano. Tocava em bares de Copacabana em 1950 quando foi contratado em 1952 pela gravadora Continental. Em 1956, ficou conhecido pela ópera “Orfeu do Carnaval”, feita em parceria com Vinícius de Moraes. Foi um dos idealizadores da Bossa Nova, inaugurada em 1959, no disco “Chega de Saudade”, de João Gilberto. Até então desconhecido, Gilberto seria um dos principais intérpretes de Jobim e o responsável por tornar conhecidas muitas de suas músicas.

Após “Chega de Saudade”, com direção musical e arranjos de Tom Jobim, a Bossa Nova explodiu no mundo inteiro, chegando a ganhar um festival em Nova Iorque, em 1962. Seu namoro com os EUA durou várias décadas, mas o ápice foi o disco gravado ao lado de Frank Sinatra, em 1967. Criticado por se tornar “americanizado”, tornou célebre a frase: “Morar em Nova York é bom, mas é uma merda. Morar no Brasil é uma merda, mas é bom”.

O último disco de Jobim, “Antonio Brasileiro” foi lançado em 1994, meses antes de sua morte, por complicações de um câncer nos rins.

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