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Posted on 05-12-2009
Filed Under (Artigos, Janio) by vitor on 05-12-2009

Maracanã: domingo de emoções
marac

CRÔNICA/ FUTEBOL E POLÍTICA

SÃO MUITAS EMOÇÕES

Janio Ferreira Soares

Apesar de tecnicamente nivelado por baixo, não me lembro de um Campeonato Brasileiro tão vibrante como o que se encerra neste Domingo(6). Logicamente não se compara com o de 1988, quando o Bahia foi campeão. Que o diga os moradores de Glória, no sertão baiano, que até hoje recordam os fatos que aconteceram naquela tarde de Fevereiro, cujas comemorações só não entraram pelo dia seguinte porque um torcedor mais empolgado invadiu a igreja de Santo Antônio e tentou vestir uma camisa tricolor no padre que celebrava a missa, o que quase provoca aquela que poderia ser conhecida na literatura de cordel como “A peleja entre tricolores embriagados e beatas enfurecidas nas terras do escritor Raimundo Reis”.

Mas voltando ao campeonato atual, o que mais empolga nesta rodada final não é só a disputa pelo título. Lá na cauda da tabela existe uma outra competição tão ou mais emocionante, que vai indicar os times que irão disputar com o Bahia a Segunda Divisão de 2010. E o mais impressionante é que esses jogos estão acontecendo com os estádios lotados, o que prova que os torcedores também vibram com a mediocridade. Mas, enquanto isso, em Brasília, 19 horas.

Se a coisa anda pegando fogo pelos estádios, no Planalto finalmente materializou-se aquele famoso artefato masculino que até há pouco só servia para guardar certos tipos de documentos e que, de uns tempos pra cá, ganhou a atividade de cofre. Trata-se da cueca com bolso, traje que eu só ouvira falar quando meu tio Lindemar foi a Salvador nos anos 60 comprar o terno da sua posse como prefeito de Glória e, com medo de assaltos, mandou costurar duas enormes algibeiras na sua samba-canção, o que provocou um grande alvoroço na Adamastor na hora em que ele enfiou a mão por dentro da calça para pagar a conta. É que o pessoal da loja pensou tratar-se de uma arma e foi um deus nos acuda.

Mas agora é relaxar e aproveitar a última rodada do Brasileiro. Afinal, como dirá Roberto Carlos aos seus fãs neste Sábado, em Pituaçu, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Essa frase também cai como uma luva para a torcida de muitos times. E para Arruda e sua turma.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco.

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Posted on 05-12-2009
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Russia: fogo e desespero/El Mundo
Russia
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Um porta-voz do Comité de Investigação da Procuradoria-Geral da Rússia anunciou neste sábado,5, a detenção da diretora e de um dos donos do restaurante da cidade de Perm, na sequência da morte de mais de 100 pessoas num incêndio provocado por fogo de artifício.

Já sobe para 113 o número de mortos da tragédias. Segundo Vladimir Markin as autoridades continuam à procura de mais quatro suspeitos. A agencia de notícias Lusa, de Portugal, informa que o incêndio no restaurante “Cavalo Manco” provocou a morte de pelo menos 113 pessoas e 130 feridos.

As autoridades russas dizem que número de mortos poderá vir a aumentar porque 79 pessoas estão internadas em “estado grave”, tendo algumas sido transferidas já para hospitais de Moscou

Segundo Markin, as autoridades suspeitam que a tragédia se dever à “violação das normas de segurança, que provocou a morte de pessoas por negligência”.

Os especialistas do Serviço Federal de Segurança da Rússia já fizeram saber que, após investigações no local, não encontraram “indícios de atentado terrorista”. Cerca de 230 convivas, entre os quais numerosos funcionários do estabelecimento e seus familiares, festejavam o oitavo aniversário do restaurante, que faz também serviço de clube noturno ao fim-de-semana, quando o drama aconteceu, pouco antes de meia-noite de ontem, explicou a polícia local.

Os “fogos de artifício foram disparados e um deles tocou num teto de plástico, provocando o incêndio. As pessoas entraram em pânico e morreram queimadas, esmagadas ou intoxicadas”, declarou o ministro local das Situações de Emergência, Igor Orlov, citado pela Itar-Tass.

O fogo alastrou-se rapidamente devido ao fato do teto e paredes estarem forradas de materiais altamente inflamáveis. Segundo a agência Ria-Novosti, a festa era animada por um grupo musical espanhol, mas todos eles saíram ilesos do restaurante em chamas.

dez
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Posted on 05-12-2009
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Deu na coluna

Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho avança em novas análises sobre assunto cada vez mais recorrente na política e nos governos em suas várias instãncias:a corrupção Por estes dias nada consegue superar ainda – nem aqui nem em lugar nenhum – o impacto das imagens da Operação Caixa de Pandora, envolvendo o governador do Distrito federal, José Roberto Arruda-, deputados da Câmara Legislativa Distrital. O escândalo traz à tona outro tema recorrente, que ressurge a cada nova safadeza nacional:a reforma política.

Agora, talvez os políticos desconfiem que os eleitores não querem, como contribuintes, pagar a campanha deles e ainda dar-lhes o voto, considera Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz da TB.

(VHS)

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Arruda: corrupção e reforma
Robarruda

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OPINIÃO POLÍTICA

MAIS UMA VEZ

Ivan de Carvalho

A Operação Caixa de Pandora – envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, deputados da Câmara Legislativa e até desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal destaca mais uma vez na mídia o interminável debate da reforma política.

Devido às características do caso, quando se invoca a reforma política como um caminho para evitar a repetição de episódios semelhantes e que vão se acumulando na história recente do país, o que se está visando é o financiamento público de campanha.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, ex-presidente do PT, disse que casos de corrupção como os que agora são revelados no Distrito Federal vão se repetir enquanto o país não fizer uma reforma política e, naturalmente, mais uma vez defendeu a instituição do financiamento público das campanhas eleitorais para, segundo ele, inibir a troca de favores.

Ele diz que o financiamento público das campanhas inibiria as relações entre políticos e empresas que fazem doações ilegais em troca de favorecimentos em contratos públicos. Para o ministro da Justiça, o aumento do controle por meio dessa modalidade de financiamento minimizaria a troca de favores entre o político e quem banca as campanhas. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, também sustentou a necessidade de “refletir sobre uma reforma política” e o ponto específico em que tocou foi exatamente o financiamento público de campanha.

Há muita gente – até diria que a grande maioria – entre os políticos que é favorável ao financiamento público de campanha. Nem sei bem a razão de até agora não o haverem criado. Talvez os políticos desconfiem que os eleitores não querem, como contribuintes, pagar a campanha deles e ainda dar-lhes o voto. Seria, talvez, exigir demais – pagar para ser convencido a votar em alguém e ainda dar o voto de troco, quando o troco é de lá que deveria vir.

O financiamento público de campanha não é um instrumento resultante da imaginação política criadora brasileira. Nós (eles) ainda estão em outro nível, o dos dólares na cueca, agora desvalorizada pelos reais nela. E até na meia, que imaginação pobre, coisa mais sem graça! Do Mensalão em que brilhou o irmão de Genoíno e sua cueca à Operação Caixa de Pandora, ela, a cueca, sofreu uma degradação imperdoável. A peça mais central e nobre do vestuário masculino decaiu do dólar para o real e ainda sofre a concorrência, tipo Rua 25 de Março, de periféricas meias.

Bem, o financiamento público de campanha, ia dizendo, existe por exemplo nos Estados Unidos. Mas não é para todo mundo não. Mesmo os candidatos a presidente precisam obter um certo percentual de intenções de voto, sem o que não botam a mão em um centavo sequer. Mas esse dinheiro não é suficiente, apenas ajuda o candidato a não “sumir”. O sistema de financiamento para valer mesmo é privado e os candidatos passam pelo menos metade da campanha “colhendo fundos”. Inclusive das indústrias de cigarros, farmacêuticas, petrolíferas, que nunca pedem nada em troca…

dez
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A rápida e estranha compra das “Casas Bahia” pelo grupo Pão de Açucar, do empresário Abílio Dinir, atualiza a emblemática canção do paraibano de Catolé do Rocha, Chico Cesar, que Bahia em Pauta escolhe como música para começar o dia neste sábado, 5 de novembro. O vídeo inteiro merece ser visto e ouvido com mais atenção ainda. Confira!
(Vitor Hugo Soares)

dez
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Posted on 05-12-2009
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Abilio Diniz: rápido no anzol
Abilio

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Deu no Blog de Chico Bruno

Concentração

Pão de Açúcar fisga mais um

Sem desembolsar um único centavo de seu capital, o grupo Pão de Açúcar fechou ontem uma operação que lhe dará o controle das Casas Bahia, reforçando sua posição na liderança do varejo nacional. Pelo acordo, as lojas das Casas Bahia serão incorporadas pela Globex (holding que controla o Ponto Frio, comprada pelo Pão de Açúcar em junho), juntamente com as lojas Extra Eletro. Dessa união, surgirá uma nova companhia, especializada em eletrodomésticos (eletrônicos, linha branca e móveis), com mais de mil pontos de vendas distribuídos por 18 estados, e vendas anuais de R$18 bilhões no setor. O novo arranjo societário dará ao empresário Abílio Diniz o controle da companhia – 51%. À família de Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, caberão 49%.
A transação será submetida à aprovação do Conselho de Administração do Pão de Açúcar em 11 de janeiro, e sua aprovação transformará o grupo – com os setores de alimentos e eletrodomésticos – num gigante varejista, com faturamento anual de R$40 bilhões, 1.582 lojas, e 130 mil empregados.
– Esse é um negócio de ganha, ganha e ganha. As sinergias são claras e a estimativa de ganhos que estamos divulgado, de R$2 bilhões, é baixa. Há grande oportunidades de ganhos de eficiência que devem ajudar a baixar nossos preços ao consumidor final – disse Diniz, ao anunciar a operação, tendo a seu lado Michael Klein, diretor-executivo das Casas Bahia. – Nossa intenção é ocupar não só todos os estados, mas também todos os municípios do país.

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Leia cobertura factual completa e análises essenciais para entender este tão veloz quanto estranho negócio que abala o mercado de varejo do País, no site de Chico Bruno: ( http://www.chicobruno.com.br )
Um a zero em quase todo mundo da terrinha, Bahia em Pauta incluído.
Dá-lhe Chico!”

(Vitor Hugo Soares )

dez
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Posted on 05-12-2009
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cupula
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O presidente norte-americano Barack Obama adiou a viagem para participa da Cúpula do tempo em Copenhaga. Segundo comunicado da Casa Branca ele não viajará mais no dia 9, para participar do início do importante encontro na próxima semana. Ele transferiu a viagem para chegar na Dinamarca nos últimos dias da cúpula do clima.

Segundo noticia o portal europeu TSE Rádio Notícias, Washington explica que há sinais encorajadores de progresso nos contatos e que a presença de Barack Obama “será mais produtiva a partir de 18 de Dezembro”.

A Casa Branca já havia anunciado, com grande repercussão internacional, a viagem de Obama para a próxima quarta-feira, dia 9, no começo da reunião. Em comunicado, Washington explica a alteração dizendo que há sinais encorajadores de progresso nos contatos que levaram o presidente Obama a reconsiderar a data de sua chegada a Copenhague.

(Postada por Vitor Hugo Soares)

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Posted on 05-12-2009
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Jose Mujica: Uruguai em mãos maduras
jmujica

Lucia Topolansky: senadora e primeira dama
Luruguai

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ARTIGO DA SEMANA

BRISA NO CORAÇÃO

Vitor Hugo Soares

Mesmo com todo barulho dos escândalos, que cada vez mais rolam por aí – do “Expresso da Propina”, na Bahia, ao “Mensalão do DEM” de imagens e diálogos deslavados do governador José Roberto Arruda (DEM) e seus cúmplices no governo do Distrito Federal – assumo como propósito da semana a leitura de “Histórias de Canções”, de Wagner Homem, relatos sobre as origens das composições de Chico Buarque de Holanda.

O autor reproduz as letras e relata suas origens desde “Tem mais Samba” (1964) e “Pedro Pedreiro” (1965) (as primeiras criações), até as mais recentes “Sempre”, composta para o filme “O maior Amor do mundo”, de Cacá Diegues, e “Subúrbio”, ambas de 2006. O livro é precioso presente antecipado de Natal. Curto agora suas páginas como um daqueles usurários ingleses dos contos natalinos de Charles Dickens. Gente que guardava fortunas em baús e porões e tiravam o sono de muita criança e adolescente no passado, mas que diante dos tipos que se vêem nesses dias tenebrosos – na política, nos negócios e nos governos – não assustam mais ninguém.

De repente interrompo também a leitura que me cativa, ao ver de relance duas imagens na página aberta do jornal à minha frente. São, respectivamente, do presidente recém eleito pela Frente Ampla do Uruguai, Jose “Pepe” Mujica , e de sua mulher, Lucia Topolansky, a senadora mais votada no pleito da semana passada, que irá dividir sua combativa atuação de militante política e parlamentar com as tarefas protocolares de primeira dama, a partir da posse do marido , ano que vem.

As fotografias estão nas paginas da Folha de S. Paulo. Ilustram matérias da correta, atraente e completa cobertura das eleições na pequena e fascinante República Oriental da América do Sul – como os uruguaios gostam de chamar seu país. Textos assinados pela enviada especial do jornal paulista a Montevidéu, Silvana Arantes, cuja leitura dá enorme prazer pessoal e profissional. Uma brisa no coração do jornalista.

Nas imagens Pepe Mujica e Lúcia aparecem cada um de seu jeito próprio. Ambos, porém, se assemelham muito com um daqueles simpáticos, interessantes e sempre participantes idosos que o visitante habitual de Montevidéu – como este que vos escreve -, encontra nas ruas, esquinas, restaurantes, cafés, teatros, cinemas ou no “footing” nas ramblas de Pocitos ou lojas da capital uruguaia.

Na foto da Folha, Mojica, 75, está cercado de fotógrafos, repórteres e eleitores. Veste um surrado e antigo casaco de “cashemere” com cara da “Magdalena”, a antiga e famosa fábrica de agasalhos uruguaia. Parece um daqueles “tios do peito”, que quase todo mundo tem. A senadora Lucia, 65, cabelos encanecidos, riso franco, palavras firmes de quem pensa e sabe das coisas da vida e do governo em um país com um dos mais elevados níveis educacionais do continente e uma das mais baixas taxas de corrupção de seus políticos e dirigentes.

Sim, a futura primeira dama do Uruguai fala: “Sou uma militante política e tenho compromisso com meu eleitorado, mas não tenho problemas com a questão protocolar. É uma desgraça que se tem que cumprir. Não há nenhum problema nisso, me tomará o tempo necessário, mas minha principal tarefa estará no Senado”, adianta Lucia. E que perfeita simbiose dos dois com o país cujo comando eles acabam de conquistar!

Sinto-me preso, sem poder trocar uma leitura pela outra, e resolvo seguir dividindo a atenção entre o livro e o jornal.

Estou na página 66 do livro de Wagner Homem. O autor conta a história de “Bom Tempo”, a cantiga maravilhosa daquele torcedor do Fluminense: “Satisfeito, a alegria batendo no peito/ O radinho tocando direito/ A vitória do meu tricolor”. Vibro intensamente como se fosse o próprio personagem da fantástica canção.

Mas, diante das fotos de Pepe Mujica e Lucia, troco de emoções. Estou convencido de já ter encontrado estes dois em minhas muitas andanças por Montevidéu dos anos 70/80, ou mais recentemente. Talvez na frente daquele quiosque ao lado do Balfer Hotel, na movimentada esquina da Calle Cuaréim com a Avenida 18 de Julio, onde comprava com Margarida os jornais do dia, e o jornalista Paulo Valente, ou o coronel Dagoberto Rodrigues (ambos no exílio) aproveitavam para pedir ao “garoto Tupamaro” que nos atendia, “notícias do movimento que os diário não davam mais”, temerosos da repressão e horrores da “Operação Condor”, que então corria solta por toda América do Sul.

Sopro e brisa no coração. “Meus olhos molhados. Insanos dezembros / mas quando me lembro são anos dourados”. Pulei para a página 242 de “Histórias de Canções. Wagner Homem conta uma história de 1986, quando nasceu a arrebatadora música encomendada pela Globo a Tom e Chico Buarque para uma das mais inesquecíveis séries de televisão já produzidas no Brasil.

Dou mais uma olhada nas imagens do Uruguai estampadas na Folha. Intimamente desejo sorte e sucesso a Mujica e Lucia. E fecho o livro e o jornal para poupar o agitado coração.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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