ADEUS ANO VELHO – FELIZ ANO NOVO!

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DEU NA COLUNA
Em seu último artigo de 2009 em sua coluna diária na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho aproveita para refletir sobre uma questão crucial na vida dos brasileiros: a falta de sinceridade e o desamor pela verdade dos nosso políticos e governantes. A sociedade merece a verdade ou, se ainda não merece, pelo menos tem direito a ela para desacostumar-se da propaganda enganosa, diz Ivan em seu texto de hoje, que Bahia em Pauta reproduz. E aplaude, ao tempo em que deseja um 2010 para o País e toda realização e felicidade do mundo para seus leitores, amigos e críticos.
(Vitor Hugo Soares, editor)
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OPINIÃO POLÍTICA
PROPAGANDA ENGANOSA
Ivan de carvalho
O governador José Serra, aspirante tucano à presidência da República, atribuiu aos investimentos de sua administração a criação de 800 mil empregos diretos e indiretos em São Paulo, em 2009. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, responsabilizou a “aflição” de Serra, ante as eleições que ocorrerão daqui a pouco mais de nove meses, pela declaração do governador.
Segundo Berzoini, a declaração de Serra “é uma tentativa desesperada de ficar sócio do sucesso do PT. A geração de emprego vem da política de estímulo à economia”, afirmou o presidente do PT, explicando didaticamente: a tentativa de Serra, disse, “não resiste à menor análise do que é decisivo. Certamente a ação do governo federal é a parte mais forte da geração de emprego em todo o Brasil”.
Ora, seria bem melhor se os políticos, sejam tucanos ou petistas, governistas ou oposicionistas, fossem sinceros e verdadeiros ao se dirigirem à sociedade para fazerem avaliações de seus próprios governos e dos governos alheios.
A sociedade merece a verdade ou, se ainda não merece, pelo menos tem direito a ela para desacostumar-se da propaganda enganosa, o que acontecerá quando gradualmente aprender – se algum dia aprender, porque já é longa a história humana e até hoje tal aprendizado está apenas engatinhando – a escolher seus líderes políticos. Eventualmente, acertos nessas escolhas têm ocorrido, mas são raros, no Brasil e no mundo.
Serra não tem razão quanto aos 800 mil empregos criados graças, segundo ele, aos investimentos do seu governo. Quem cria os empregos é a economia, não o governo e, para acabar de estraçalhar a gabolice do governador, vale registrar que é a sociedade que paga os tributos que sustentam o Estado e até lhe permitem fazer os investimentos alegados. Estes são mera devolução do que o governo tomou à sociedade, são retirados da própria economia.
Berzoini também não tem razão. O governo federal não é – como ele tolamente supõe, ou quer que todos nós suponhamos, tranformando-nos em bobos alegres, gratos e tietes do presidente Lula e seus auxiliares (inclusive, talvez, também aos “aloprados” e os do Mensalão) “a parte mais forte da geração de emprego em todo o Brasil”.
Na verdade, talvez não existam mais postos de trabalho, muito mais, e melhor remunerados, porque o governo toma da sociedade e da economia quase 40 por cento do PIB com tributos, que, aliás, aplica muito mal – fazendo justiça, fenômeno não exclusivo do governo Lula, mas comum e inerente a quase toda (ou toda?) a história da República. Quanto a Lula, de que se jacta Berzoini, quantos empregos criou, além dos pendurados nos muitos cabides estatais de uma administração severamente inchada pelo acréscimo de pessoal em seu período? Fez, na crise, algumas renúncias fiscais pontuais para facilitar o consumo de algumas linhas de produtos, estimulando o consumo e, assim, ajudando produtores e comerciantes, o que cria vagas. Ora, se pôde operar essas renúncias fiscais é que estava ganhando (e gastando, geralmente mal) prá lá da conta, graças à sufocação da sociedade com a pesada carga tributária.
Lula: chapa esquentou

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Cresce em Brasília e em algumas áreas bem informadas na Bahia, o burburinho de que o adiamento da viagem do presidente Lula para a Salvador, tem muito a ver com os conflitos internos de hoje no Palácio do Planalto, onde o dia foi dos mais tensos. O presidente iniciaria na praia de Inema, área da Base Naval de Aratu nesta quarta-feira, 30, sua temporada anual de repouso, segundo programado a avisado ao governador Jaques Wagner e redações em geral.
O ponto de estremecimento foi a inesperada (para o presidente da República)reação contrária do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes militares, que pressionaram Lula e o fizeram recuar na criação da Comissão da Verdade, dentro do Plano Nacional de Direitos Humanos, que deve investigar a tortura e os arquivos do período da ditadura militar (1964-1985).
A chapa esquentou do centro do poder.
O pior lugar que o presidente poderia escolher para esfriar a cabeça -comenta-se- seria uma base militar.Mesmo sendo a de Aratu na Bahia, que tem como parte de seu território a paradisíaca e pacífica praia de Inema, da areia mais alva que já se viu, que encanta Lula e dona Marisa,
Dai…
Bem, isso é o que se comenta!
(Vitor Hugo Soares)
Jobim: na raiz do problema
Deu no JB Online
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BRASÍLIA – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, criticou duramente as pressões do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e de comandantes militares contra a criação da Comissão da Verdade, dentro do Plano Nacional de Direitos Humanos, que deve investigar a tortura e os arquivos do período da ditadura militar (1964-1985).
- Um país que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério: o direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado – afirmou Britto, em resposta às pressões dos chefes militares contra investigações de torturas e desaparecimentos no período da ditadura.
- O Brasil que está no Haiti defendendo a democracia naquela país não pode ser o país que aqui se acovarda – sustentou o presidente nacional da OAB, entidade que defende no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal Militar (STM) ações reivindicando a abertura dos arquivos da ditadura e a punição aos torturadores.
- O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade; anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos: o povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes – acrescentou Britto.
Para Cezar Britto, “negar simplesmente a história, ou tentar escondê-la a todo custo, é querer contá-la de novo, especialmente nas suas páginas mais obscuras, excludentes e nefastas”. Ele lembrou, nesse sentido, episódios recentes vividos pelos estudantes que protestaram em Brasília contra escândalos de corrupção denunciados, envolvendo os poderes públicos locais. – A violência policial cometida contra os estudantes de Brasília em data recente não foi diferente durante a ditadura militar. É preciso revogar o medo, fazendo escrever nas páginas da história do Brasil que este é um país livre, democrático e protegido por uma Constituição que Ulysses Guimarães batizou de coragem – concluiu.
Da pernambucana Glauvânia Jansen, que mora em Salvador há décadas e comanda a Caminhada da Lua todo mês na bela Itapuã, bem pertinho de sua casa, o editor do Bahia em Pauta recebeu a notícia sobre a reinauguração em Recife – paixão comum – do tradicional Cinema São Luiz. Realização com forte investimento cultural do governo de Pernambuco, que tem como secretário de Cultura ninguém menos que o grande Ariano Suassuna.
Maravilha!
A querida Glau, amiga e incentivadora do BP, diz no e-mail:”Estou feliz com a inauguração do CINEMA S. LUIZ. Agora é só fazer uma boa programação, acho que deve oferecer
três títulos de longa por dia, durante uma semana.
Precisa de um excelente programador.
Taí a sugestão de Glauvânia. Cumpra-se.
(Vitor Hugo Soares)
===================================================== São Luiz: encanto de volta

Priscilla Buhr (Imprensa Fundarpe)
Impossível conter a curiosidade de quem passava pela Rua da Aurora na noite de segunda-feira (28), na área central do Recife. O letreiro dourado iluminado na fachada do Edifício Duarte Coelho chamava atenção e já anunciava um dos mais esperados eventos culturais do ano: a reabertura do Cinema São Luiz. Já na fila de entrada, era possível ver políticos, poetas, cineastas, artistas plásticos, músicos. Todos para assistir de novo, na telona, o Baile Perfumado, longa-metragem de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, que alavancou a produção audiovisual pernambucana na década passada e que estreou no São Luiz em 1997.
Os cicerones da festa – o governador de Pernambuco, Eduardo Campos; o secretário de Cultura do Estado, Ariano Suassuna; e a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo – fizeram questão de receber os convidados na porta do cinema. Lá dentro, o público se acomodava nas novas poltronas que ao todo somam 992 lugares.
Logo no hall de entrada, quem chegava era recepcionado por garçons que estavam vestidos de baleiros e que distribuíram caramelos, doces e chocolates. A tradicional carrocinha de pipoca também fez recordar os tempos áureos do São Luiz.
Já na sala de exibição, tudo como novo. “A impressão é de estar voltando no tempo”, disse a aposentada Albertina Xavier do Monte, 83 anos, assídua freqüentadora do local. Ao todo, o Governo de Pernambuco investiu R$ 1,2 milhão para trazer o São Luiz de volta, com todas as suas características originais tais quais na sua inauguração em 1952. “Todos os serviços de restauração foram acompanhados por técnicos da Diretoria de Preservação da Fundarpe fiscalizaram as obras, a fim de que fossem respeitadas as características do imóvel tombado”, afirmou a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo.
O mestre de cerimônias do evento foi o ator Aramis Trindade, que interpreta o tenente Lindalvo Rosas no Baile, e que passou a palavra ao secretário Ariano Suassuna. “Eu me orgulho de participar de um governo que coloca a cultura brasileira no rol de prioridades”, afirmou o autor d’O Auto da Compadecida. Em seguida, Eduardo Campos falou sobre o bom momento por que passa o audiovisual em Pernambuco, sobretudo, devido a investimentos maciços na área de formação, difusão e circulação da produção local. E finalizou agradecendo a Ariano e Luciana, que estão à frente da cultura no Estado.
“Eles resistiram e resistem a tantas ondas que nos são impostas. Eles acreditam na essência das nossas manifestações e na riqueza do nosso povo”, afirmou.
Adeptos do regime tomam ruas no Irã/Reuters

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Deu no jornal PÚBLICO (Portugal)
Centenas de milhares de iranianos participaram hoje em várias manifestações organizadas pelas autoridades para apoiar o regime e pedir a condenação dos líderes reformistas, mais pressionados do que nunca a desistirem dos protestos nas ruas.
Em Teerã, mas também em dezenas de outros protestos na província, multidões vestidas de negro gritaram “Morte aos hipócritas”, “Morte a [Mir-Hossei] Moussavi”, o antigo primeiro-ministro e ex-candidato presidencial. Foram também queimadas bandeiras dos EUA e Reino Unido, países acusados de instigarem os protestos.
As manifestações (só na capital realizaram-se vários cortejos) foram organizadas em resposta aos protestos da oposição, que domingo aproveitou o feriado do Ashura, a mais importante das festividades xiitas, para os maiores (e mais violentos) protestos dos últimos meses.
Para mostrar a força da República Islâmica, serviços e empresas públicas, escolas religiosas e forças de segurança instruíram os seus empregados a participarem nos desfiles. E em Teerão foram organizados serviços de ônibus especiais para levar os participantes até ao local das concentrações, transmitidas ao vivo pela televisão estatal.
“As pessoas querem que os líderes da revolta sejam punidos. Não vamos ficar calados enquanto insultam a religião”, disse um dos manifestantes ouvido pelos repórteres locais. Palavras que ecoaram o aviso deixado pelo mullah Ahmad Alamolhoda, membro da influente Assembleia dos Peritos, aos dirigentes reformistas: “Deveis arrepender-vos. Caso contrário sereis considerados mohareb”, os inimigos de Deus para quem a lei islâmica prevê a pena de morte.
Esta manhã, o procurador-geral iraniano, Mohseni Ejeie, revelou num encontro com deputados conservadores que foram iniciadas “acusações” contra Mousavi e Mehdi Karroubi (o outro candidato da oposição), mas o chefe adjunto da polícia iraniana garantiu que a sua prisão “não está na ordem do dia”. “Não lhe queremos dar importância prendendo-os”, disse Reza Radan, confirmando o receio de que este passo possa conduzir a nova radicalização dos opositores.
Certo é que depois dos protestos de domingo, o cerco se apertou em torno dos dois líderes. Ouvido pela BBC, o cineasta Mohsen Makhmalbaf, adepto de Mousavi, contou que o ex-primeiro-ministro “está a ser vigiado a todo o momento” e depois de vários dos seus colaboradores terem sido detidos “já não pode sequer falar ao telefone”. Hoje, o seu sobrinho, Seyed Ali Mousavi, morto domingo por desconhecidos, foi a enterrar no principal cemitério de Teerão, mas só depois de a família se ter comprometido a realizar um funeral longe dos olhares públicos
Ivete: antes do tumulto

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A presemça da cantora Ivete Sangalo em uma loja do Shopping Iguatemi de Salvador na tarde desta quarta-feira (30), causou tumulto, mas a confusão dentro da Loja Riachuelo por mais de 300 fãs da cantora, segundo a segurança do maior shopping baiano, foi controlados sem maiores consequências além de algumas prateteiras de roupas no chão e o susto de algus clientes do shopping com a confusão.
Segundo a edição online do Correio da Bahia , Ivete foi o local para conferir as roupas de lançamento da coleção que leva o seu nome – e aproveitou para distribuir algumas peças para os fãs.Aí sw watabeleceu a confusão.
A gerência do estabelecimento estima que mais de 300 pessoas entraram na loja para ver Ivete. Na confusão, muita roupa foi parar no chão e até uma prateleira caiu, mas a situação não saiu do controle, de acordo com a loja.
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Em fuga do trânsito caótico da Cidade da Bahia má sinalizada, violenta, desprotegida e praticamente jogada às traças administrativamente pelo pior prefeito das nove maiores capitais do País, corto caminho para escapar do engarrafamento monstro na área da estação do ferry-boat , em São Joaquim. Para chegar a Itaigara, opto pelo Largo do Tanque, Liberdade e Estrada da Rainha…
Quase na hora do presidente Lula desembarcar nesta Salvador de tumultos e desgovernos agravados no fim de ano (para repousar na tranquila e segura praia do Inema) estou diante do histórico Largo da Lapinha, em frente à sua Igreja , atraente e famosa bem antes do Padre Pinto. Olho para o alto e lá está quase que pairando no ar a igreja de Santo Antõnio Além do Carmo. Pura poesia e paz no meio do tumulto soteropolitano.
Penso em milagre de São Baden Powell, só pode ser, pois tudo vem junto com a vontade imensa de ouvir “Lapinha”, a música do dia no Bahia em Pauta.
Tudo a ver. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
Deu na coluna
Em seu artigo diário na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho segue nesta quarta-feira, às vésperas da chegada do novo ano, com olhos e atenção fixos nos tumultos em Teerã e adjacências.Os turbantes dos ayatollahs iranianos estão arrepiados. Os protestos e manifestações recrudesceram, registra Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)
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Chamas em Teerã

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OPINIÃO POLÍTICA
TURBANTES ARREPIADOS
Ivan de Carvalho
Os turbantes dos ayatollahs iranianos estão arrepiados. Os protestos e manifestações recrudesceram. Eles haviam chegado a um clímax na sequência da reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, representante no governo da hierarquia muçulmana xiita mais radical do Irã. Morreram então nos protestos de rua 70 pessoas, segundo admitido pelo governo, além da ocorrência de centenas de prisões e cinco condenações à morte.
As manifestações diminuíram significativamente durante um pouco de tempo, mas a oposição continuou questionando as eleições e chama Ahmadinejad de ditador, acusando de não haver sido reeleito pelos votos, e sim pela fraude, graças à qual não teria vencido o oposicionista Mir Hossein Mousavi.
Mas a morte e o adeus popular ao grão ayatollah Montazeri, um influente moderado simpatizante da oposição, desatou uma nova série de grandes manifestações de rua. Logo em seguida veio um agitado fim de semana, com manifestações violentas desencadeadas pela comemoração do luto da Ashura, a cerimônia religiosa mais importante para os xiitas.
Ontem, neste espaço, indaguei para onde vai o Irã. E não tinha uma resposta, salvo a constatação de que há um crescente cansaço com a ordem imperante e a inevitável conclusão de que a ditadura teocrática lá instalada, como tudo mais neste mundo, “vai passar”. Continuo hoje neste ponto – com essas constatações e sem a resposta.
Mas os ayatollahs e o governo sentem o perigo. Ontem, o ayatollah Abas Vaez Tabasi, um dos representantes regionais do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo, sucessor de Komeini, disse à TV estatal que “os líderes da oposição são uns mohareb (inimigos de Deus)”, acrescentando que devem ser tratados como prevê a sharia – a lei para os xiitas. A sharia fixa a pena de morte para os mohareb. Trata-se de uma ameaça, a mais grave feita até agora por um regime em crise e talvez desespero e não há garantia de que não levem a ameaça à prática. Dezenas de milhares de seguidores do governo fazem agora manifestações, pedindo punições aos “responsáveis” pelo protesto, ao tempo em que, contraditoriamente, acusam Israel e os Estados Unidos pelos protestos. Vão aplicar a sharia a esses dois países? Gostariam, mas…
No jogo sinistro das intimidações, o governo de Ahmadinejad, “presidente” que foi tão bem recebido pelo governo Lula recentemente, incluiu entre os presos três integrantes da oposição próximos a Mousavi e uma irmã da ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz. “Minha irmã é dentista, não está de forma alguma ativa nos direitos humanos ou na política e ela não participou de nenhum protesto”, disse Ebadi, acrescentando que a prisão é uma tentativa de silenciá-la. Ontem, Ahmadinejad falou pela primeira vez sobre os protestos, qualificando as grandes manifestações de domingo como “um roteiro escrito por sionistas e americanos”. Disse também que “é um espetáculo que dá ânsia de vômitos”.
Ou dá arrepios?
Pergunta que não quer calar, feita pelo “casseta” Beto Silva, em seu Twitter:
“Ué, vão cobrar ingresso no filme “Lula, o filho do Brasil”? O horário eleitoral não é gratuito?
O jornalista e colaborador especial deste site-blog baiano. Patrick Brock, manda de Nova Iorque um conto de sua autoria publicado no extinto Caderno Dez!, do Jornal A Tarde, em meados de 2005. Fala de seu avô, que faleceu no último Natal aos 94 anos, após oito deles sem sair da cama.
Durão, sertanejo, sergipano de Lagarto, ultra-religioso e conservador, sêu Hélio veio da barriga da miséria nordestina e gostava de ler nas madrugadas. “Um dia achei “Céu e Inferno” de Aldous Huxley em sua biblioteca”, revela Patrick na mensagem mandada para o editor (e amigo admirador) junto com seu bem escrito e comovente conto de fim de ano, que Bahia em Pauta orgulhosamente compartilha com seus leitores.
BP agradece, Patrick!
(Vitor Hugo Soares, editor)
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CONTO DE FIM DE ANO
AERO WILLYS
Patrick Brock
Hélio Barbosa nasceu numa noite dolorida, pelas mãos de uma parteira caolha, no 12 de dezembro de 1916, na terra seca de Lagarto, onde os habitantes famintos acostumaram-se a caçar os répteis remanescentes. Cresceu forte e sadio, mas perdeu os pais para a tísica aos 18 anos. Ensaiava carreira militar; chegou a cabo e era organizado e prestativo. Mas o irmão mais velho, um padre de certa influência que deveria sustentar o peso da família pela tradição daquelas terras do Sergipe, negou a herança onerosa e influenciou a reprovação do irmão nos exames que o tornariam oficial. Resignado, Hélio cuidou da família. Fez bicos.
A próxima oportunidade foi no Banco do Brasil. Virou inspetor, famoso pela argúcia e exatidão. Corrigiu muitas agências bancárias de cidades esquecidas, como Adustina. Próspero, conheceu a filha de um fazendeiro decadente de cana de açúcar. Formaram numerosa família, instalaram-se na Rua Maruim, ao lado da catedral e da prefeitura. Ele obteve uma posição estável e um Aero-Willys verde. Decidiu estudar na Bahia, formou-se em direito já um senhor distinto e dedicou-se à parapsicologia. Pelo menos uma vez, conseguiu deixar o seu corpo físico, feito interrompido apenas pelo rodar alvoroçado de um ônibus na sua rua, que se tornara central à medida que a cidade crescera nos últimos vinte anos. Reza a lenda
que declarou ao americano que queria casar com sua filha, a segunda mais velha e também a única a realmente peitar sua disciplina ditatorial. “Quer mesmo casar com ela? Você sabe como ela é teimosa?” Anos depois, a própria filha ultrajada repetiu o desafio para noiva de seu filho, como a história que repete os próprios erros. Aposentado no início dos anos 1979, Hélio viajou de navio à Terra Santa e o Vaticano, chegou até a comprar uma pistola Bereta .25, e até, às vezes, a empunhava para mirar o muro. Aos 70, Num prenúncio de decadência mental, separou-se da consorte com quem viveu mais de 60 anos, acusando-a de uma improvável traição. Só, diluiu a saúde em quedas estúpicas e névoa mental crescente. Aos 80 anos, ao menos 40 deles sob uma dieta metódica, calórica, tornou-se totalmente senil e praticamente imóvel. Dormia a maior parte do tempo. Fui visitá-lo.
- Lembra quando fomos passear no Aero Willis e o carro parou em frente ao Parque Cementeira? Você esperou a chuva passar e depois trocou o fusível. Buzinava duas vezes antes passar nas esquinas – falei, brincando, quando sentei ao seu lado para vê-lo almoçar. Seus olhos lacrimejavam de catarata. Toquei sua mão. Percebi que tentava me reconhecer. No quarto, ao redor, a audiência íntima respirava em calma expectativa na atmosfera de odor higiênico e pacífico de um lugar escudado, seu destino final. O frigobar persistente lembrava-o de tempos antigos, sem eletrodomésticos. Só um homem que veio da pobreza extrema, como ele, poderia considerar um luxo ter um frigobar no quarto.
- Eu gosto de ler, vô, disse, finalmente. Só aí é que ele assentiu, com um leve movimento da cabeça grisalha e esfiapada pelos últimos tufos de cabelos.
- E está fazendo muito certo.
Depois, voltou-se para o zumbido do televisor. Dormiu.
Patrick Brock, jornalista baiano e tradutor, mora em Nova Iorque
BOA NOITE1
Lyndon B. Jonhson no traço genial de Levine

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Deu no jornal Público (Portugal)
Morreu David Levine, o pintor e ilustrador cujas caricaturas de intelectuais, políticos e atletas, com grandes cabeças e pose implacável, em sombreado feito com finos traços a preto e branco, eram a imagem de marca da “New York Review of Books”, publicação referencial para os intelectuais norte-americanos
Com 83 anos, Levine vivia no bairro do Brooklyn. Morreu devido a um câncer de da próstata e outras complicações da doença, segundo noticiou o “New York Times”.
Não era o macabro, ou a crítica social, nem mesmo o humor absurdo da vida quotiniana ou o que há de neurótico em cada personagem que distinguiam o seu trabalho, sublinha o jornal nova-iorquino. Mas o seu trabalho era profundo e artístico de uma forma literária, “o que leva muitos a sugerir que era herdeiro dos mestres da ilustração do século XIX Honoré Daumier e Thomas Nast”.
E aí, governador?

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Ao participar da aula inicial do curso de Formação de Soldado, ao lado do comandante da PM, no Hotel Pestana, o governador Jaques Wagner fez o dicurso ideológico do combate à violência, bem ao gosto petista:
Disse Wagner:
“Segurança começa com inclusão social, no desenvolvimento dos valores da família, na cultura, na educação, na água, no saneamento. E isso nós já estamos fazendo. Na medida em que incluímos socialmente, geramos mais empregos, nós diminuímos a tensão na ponta, que é onde há o enfrentamento do crime organizado e da marginalidade”, discursou.
Tudo bem governador, palavras justas e bonitas. Mas no meio disso tudo há uma situação que fica cada vez mais feia, dos roubos que se multiplicam e da violência cega que segue ceifando vidas na capital e no interior.
A pergunta que não quer calar:
Enquanto a demorada inclusão social não se completa, como fica a segurança do cidadão que paga impostos e vive acuado, governador Wagner?
Iranianas protestam: sinais da mudança

Deu na coluna
Como na cançao de Chico Buarque de Holanda do tempo da ditadura brasileira, o jornalista político Ivan de Carvalho olha para Irã deste final de 2009 e identifica animadores sinais de mudança na terra dos Ayatolás. O véu vai gradualmente descobrindo faces, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada.Para Ivan, no texto de sua coluna desta terça-feira, 29, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz, há sinais animadores de que um novo tempo de liberdades públicas e respeito aos direitos humanos, em especial os das mulheres, já se anuncia em Teerã.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA/ VÉUS
VAI PASSAR
Ivan de Carvalho
O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã confirmou ontem que pelo menos oito pessoas morreram no domingo, nos confrontos entre manifestantes oposicionistas e a forças de segurança (ou insegurança) do governo. Vale notar que são números oficiais e não conferidos por fontes independentes. Aliás, a esse respeito, o governo iraniano proibiu a presença da imprensa internacional nas áreas em que ocorram manifestações. Entre os mortos está um sobrinho do líder da oposição, Mousavi, que disputou a eleição presidencial com Ahmadinejad. Isto preparou o cenário para mais protestos de rua.
É o segundo episódio mais grave desde a suposta reeleição do presidente Ahmadinejad, aquele que tem a sem-vergonhice (vamos usar a expressão certa para a coisa errada) de reiteradamente negar o Holocausto, a matança de seis milhões de judeus pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O mesmo Ahmadinejad recentemente recebido no Brasil com rapapés e salamaleques do presidente Lula e do Itamaraty. Nos protestos anteriores, contra a fraude, morreram 70 pessoas, centenas foram presas e alguns manifestantes condenados à morte.
Há mais de uma semana os manifestantes ocupam as ruas das principais cidades do país, entre elas a capital, Teerã e a “cidade santa” de Qom, onde se concentram os religiosos da alta hierarquia muçulmana xiita que manda no país – desde a “revolução islâmica” liderada pelo ayatollah Ruhollah Komeini em 1979 –, diretamente em muitas coisas e em outras por intermédio do presidente (?) Ahmadinejad, desde sua reeleição chamado de ditador pela oposição, que considera a reeleição resultado de uma imensa fraude eleitoral. A nova crise começou com as grandes manifestações de adeus ao grão ayatollah Montazeri, considerado liberal e de tendência simpática à oposição e seu líder Mousavi. Montazeri morreu em idade avançada. Ontem, a Guarda Revolucionária, elite das forças armadas iranianas, e a “milícia islâmica” anunciaram (ameaçaram) que estão “totalmente prontas” para intervir contra os manifestantes.
Mas o que está realmente acontecendo no Irã? Difícil analisar ou especular no espaço restrito que me é reservado neste jornal. Mas está evidente que a “revolução islâmica”, com sua ditadura teocrática em nome de Allah (que certamente abomina essas coisas), cansou grande parte da população. Até as mulheres, sujeitas a normas extremamente rígidas, reagem. A barra dos vestidos sobe disfarçadamente, centímetro a centímetro. O véu vai gradualmente descobrindo o rosto, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada e tudo volta ao que era, à espera do momento de nova tentativa.
A situação atual lembra o governo Costa e Silva, no Brasil. Uma atenuação do autoritarismo, manifestações, um estudante morto no Calabouço, no Rio de Janeiro, a passeata dos cem mil, um discurso mal pensado, e, então, de volta a repressão, os mais pesados anos de chumbo, do AI-5 até o fim do governo Médici. Mas isto passou. Um dia passará também no Irã.
DN: um jornal com história

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Uma das fontes informativas européias mais confiáveis e referênciais, ao lado de PÚBLICO, para o site blog Bahia em Pauta em seu noticiário gerral desde o início, o jornal lisboeta Diário de Notícias completa 145 anos de existência, nesta terça-feira, 29.Isso o torna um dos jornais mais antigos de Portugal.
Fundado no dia 29 de Dezembro de 1864 por Eduardo Coelho e Tomás Quintino Antunes, o Diário de Notícias nasceu na Rua dos Calafates (que hoje se chama Rua do Diário de Notícias), no Bairro Alto, e já teve ao longo da sua história vários colaboradores que marcaram diferença na escrita, entre os quais Eça de Queirós e José Saramago. Este último foi diretor-adjunto do jornal em 1975.
Quando começou a circula e DN custava dez réis (um preço baixo para a época, em que os jornais custavam 30/60 réis), e propunha-se publicar notícias diárias, de todos os países e de todas as especialidades.
Foi o primeiro jornal de venda ambulante nas ruas e ao fim de seis meses de publicação tinha um volume de receitas em publicidade considerável, já que oferecia espaço para os anunciantes a um valor muito abaixo da média cobrada pelas publicações da época.
Situado no n.º 266 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, o edifício do Diário de Notícias, projectado por Pardal Monteiro e com a colaboração famosa de Almada Negreiros, autor dos afrescos do espaço que hoje abriga a galeria do Diário de Notícias, foi considerado “imóvel de interesse público” e distinguido com o prémio Valmor em 1940.
Na primeira página do DN do dia da inauguração do edifício, 25 de Abril de 1940, diz-se que este foi “um acontecimento marcante na vida nacional”, onde estiveram presentes o Chefe de Estado, General Óscar Carmona, “cinco membros do Governo” e “muitas das individualidades mais representativas do nosso meio”. Até Amália Rodrigues cantou na galeria do Diário de Notícias.
A sede histórica do Diário de Notícias (na foto, actual) foi o primeiro edifício construído em Portugal de propósito para albergar um jornal, com espaços pensados para a redacção e para o sistema de impressão do jornal. Duas rotativas, uma Hoe & Cabtree (1940-1981) e uma Koenig (1957-1990) imprimiram o Diário de Notícias até a tecnologia ditar novos rumos.
No dia do seu 131.º aniversário, em 1995, e sob alçada de Mário Bettencourt Resendes, antigo director do jornal e atual provedor dos leitores, o DN lançou a sua primeira página na Internet, que funcionava na morada http://www.dn.pt:8080.
Com uma tiragem média de mais de 43 mil exemplares, números referentes a Novembro, o Diário de Notícias teve também vários proprietários. Atualmente pertence à Global Notícias,
Parabens DN e muitos anos mais de vida e de notícias!
(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do DN)
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E enquanto nos preparamos para escutar amanhã, 30, a palávra sábia da ialorixá Stela de Oxossi, que tal ouvir hoje,29, como música para começar o dia Oração a Mão Menininha, do mago eterno da canção baiana, Dorival Caiymi? Melhor ainda neste vídeo do You Tube selecionado por Bahia em Pauta na intrerpretação em feitio de oração de cair o queixo, a cargo de um trio notáverl de santamarenses: Caetano Veeloso, Maria Bethãnia e Dona Canô. Simplesmente fantástico. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
Mãe Stella: atenção que ela vai falar

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Mãe Stella vai reunir a imprensa nesta quarta-feira, 30, para falar sobre o caso do garoto do oeste da Bahia que teve várias agulhas colocadas no corpo pelo padrasto, ato de perversidade que ainda choca o país e o mundo onde o acompanhamento do caso tem merecido grandes espaços.
A referencial ialorixá filha de Oxóssi, 84 anos, vai falar sobre os rumores de que o caso do garoto que baiano estaria ligado a rituais praticados por religiões de matriz africana. Mãe Stella, uma das mais respeitadas autoridades religiosas do candomblé brasileiro, conversa com a imprensa às 9h, na Casa de Xangô, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que fica no bairro do São Gonçalo do Retiro.
O presidente do Conselho Civil da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, Ribamar Daniel, informou que o objetivo da coletiva é “desmistificar” essas aproximações entre o ritual violento e as religiões de matriz africana, além de deixar claro que as atrocidades praticadas pelo padrasto do garoto não têm nenhuma relação com as práticas do candomblé.
Umar Farouk:furou todos os bloqueios/NYT

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ROSANE SANTANA
BOSTON (EUA) – A repercussão do atentado frustrado contra um avião da Noryhwest Airlines, vindo de Amsterdã, enquano sobrevoava Detroit, no Dia de Natal , obrigou o presidente Barack Obama a uma pausa em suas férias, no Hawai, segunda-feira, 28, para acalmar os ânimos dos americanos, amedrontados com a possibilidade de um novo ataque terrorista. O presidente determinou uma completa revisão nas normas de segurança dos EUA, mais uma vez postas em xeque.
“O povo americano deve ter certeza de que estamos a fazer tudo em nosso poder para manter você e sua família segura e protegida durante os feriados”, disse Barack Obama, segundo noticiou a edição online do jornal The New York Times na noite de segunda-feira, 28. Os aeroportos registraram filas enormes e os passageiros foram submetidos a mais medidas restritivas.
Muita gente se pergunta, como o autor do atentato, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, que figurava na lista de suspeitos de terrorismo do FBI, conseguiu embarcar na aeronave, a serviço da Al Qaeda, que reivindicou a autoria do crime.
A sociedade americana tem levado ao extremo a filosofia do politicamente correto, sobretudo em relação aos negros, a tal ponto que a cor da pele virou espécie de salvo-conduto e ninguém, absolutamente ninguém, nas relações sociais, ousa contrariar ou até mesmo contestar um cidadão, cujo fenótipo cor da pele demonstre ascendência africana, mesmo se este é flagrado em situação de afronta à cidadania. Principalmente, se do lado oposto está um branco de olhos azuis. Com a eleição de Barack Obama, um afro-americano, para a presidência da República, a situação se agravou.
Há um acordo tácito nesse sentido, sempre confessado à boca pequena, quando alguém se vê no centro de um embróglio envolvendo negros, temendo ser acusado de discriminação racial, numa sociedade onde os Direitos Civis são levados a sério, a Justiça é rigorosa e célere, e os africanos e seus descendentes são sempre vitimizados.
Esse comportamento, em minha opinião, pode explicar como o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23, passou fácil pela segurança e quase explodiu uma aeronave da Northwest Airlines, trazendo pânico à sociedade americana e a passageiros de todo o mundo, além de colocar em xeque a segurança da maior potência militar do Planeta.
Rosane Santana, jornalista baiana, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na Universidade de Harvard)