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“EU NÃO PEÇO DESCULPAS”-Caetano e Mautner

Dona Lindu: mãe de Lula
Dlindu

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CRÕNICA/ MÃES

De dona Lindu para dona Canô

Janio Ferreira Soares

Minha cara Canô, daqui de onde estou andei acompanhando essa confusão toda que começou quando seu filho disse que o meu Luiz era analfabeto, e confesso que até agora não entendi o porquê de tamanha agitação. Afinal, o Brasil é ou não é uma democracia? E numa democracia, pelo que eu aprendi no curso que o mestre Paulo Freire mantém por aqui – e nas conversas com várias pessoas que ficaram minhas amigas quando souberam quem eu era -, todo mundo pode falar o que quiser. Bem diferente daquele tempo em que ninguém podia sequer pensar em falar mal de um presidente que era preso, torturado e até morto. Ou então se exilava em Londres, não é mesmo?

Mas o motivo principal dessa missiva (eu adorava quando o locutor da Rádio Clube de Pernambuco falava assim quando alguém mandava uma cartinha,) era para lhe pedir que parasse com a idéia de se desculpar pelo que o seu menino disse do meu. É que eu notei que ele não estava gostando muito dessa sua intenção, do mesmo modo que o meu também ficaria danado se na época da ditadura eu ligasse para o Golbery ou para um diretor da Ford pedindo desculpas pelas greves que ele comandava no ABC.

Mas agora Inês é morta (a propósito, nunca a encontrei por aqui), pois Wally Salomão acabou de me contar que o meu Luiz ligou lá de Roma para você depois que soube da sua vontade de lhe pedir essa espécie de mea-culpa materna. Aliás, nós demos boas risadas imaginando a cara de Caetano diante disso tudo e Wally ainda saiu cantando Eu Não Peço Desculpas, que ele gravou com Jorge Mautner.

Bem, agora eu tenho que me despedir, porque muita gente quer saber a minha opinião sobre o filme que diz que o meu Luiz agora também é filho do Brasil. Ainda não vi a cópia pirata que Glauber me emprestou, mas parece que andaram colocando algumas frases na minha boca, dessas que uma mulher sertaneja com um monte de filhos pra criar não tem tempo nem de pensar. Ah, adorei o seu livro de receitas, O Sal é um Dom. Se eu encontrar maturi por aqui vou fazer uma moqueca pra Jorge Amado e Gilberto Freire. Beijos em Mabel. Com respeito, Lindu.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo da cidade baiana de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco.

nov
26
Posted on 26-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-11-2009

Hage: hoje em Salvador
Jhage
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O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, que participou na manhã de hoje da reunião do grupo de infraestrutura do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, afirmou na oportunidade que é inaceitável a demonização dos órgãos de controle, doa gastos públicos, que estão sendo postos por alguns como “vilões da história”.

Hage estará nesta sexta-feira, 27, em Salvador, para proferir a palestra de encerramento do II Congresso Brasileiro de Controle Público e vai falar, também, deste assunto, que está no bojo do Projeto de Lei Orgânica para a Administração Pública. O tema da palestra do ministro-chefe da CGU, será “Modificações na Legislação necessárias ao aperfeiçoamento do Controle Interno” . O assunto, dos mais polêmicos, é um dos mais discutidos no memento, tanto no âmbito da administração pública como no setro privado.

Segundo o ministro, muitas queixas que chegam ao Presidente da República não têm correspondência com a realidade e, não raro, servem para justificar atrasos decorrentes da própria incompetência dos gestores.

Nesta quinta-feira, em brasilia, Hage citou como exemplo o caso de uma autoridade estadual que reclamou ao Presidente de uma suposta glosa feita pela CGU por conta do preço de um disjuntor de eletricidade: R$ 12,00 numa obra de R$ 60 milhões. Comprovou-se depois, informou o ministro, que o prejuízo apontado não era de R$ 12,00, mas sim de vários milhões, e que o apontamento sequer fora da CGU, mas do próprio ministério repassador dos recursos.

Eliminadas essas distorções do debate, Hage considera que as discussões com os representantes da sociedade são produtivas e devem continuar, desde que postas de forma correta e conseqüente.

O ministro-chefe da CGU fez também severas críticas ao capítulo sobre controle contido no Anteprojeto de Lei Orgânica da Administração Pública elaborado por uma comissão de juristas. Para ele, a parte relativa ao controle precisa ser completamente alterada, principalmente quando propõe praticamente a eliminação do controle preventivo, que ele considera a forma mais importante de controle.

( Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do site da CGU)

nov
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Esta sugestão de música do dia para a Radio BP mandada por Gilson Nogueira, chegou acompanhada da seguinte mensagem: “Caro Vitor: se segure que lá vai a zorra”. A melodia é muito boa, mas a letra neste caso merece atenção especial. Confira.(VHS)

nov
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Posted on 26-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-11-2009

Minas de urânio em Caitité
uranio
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O Instituto de Gestâo de Águas da Bahia (INGA) confirmou, ontem,25, que a última análise de amostras de água coletadas no entorno da mineraçâo de urânio, em Caetité (BA), encontrou radioatividade acima do normal, “em alguns” dos 15 pontos examinados. A informaçâo foi dada por dirigentes do INGA em reuniâo da Procuradoria Geral do Estado que tratou do cumprimento da liminar concedida em janeiro deste ano, pelo Juiz de Direito de Caetité, à Açâo Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual contra o Estado da Bahia, prefeituras de Caetité e Lagoa Real e Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

O INGA, no entanto, nâo divulgou o resultado desse monitoramento, como era esperado pela população de Caitite e grupos de proteção ambiental, mas principamente quem vive do entorno da unidade de extraçâo e beneficiamento de urânio, operada pela INB no distrito de Maniaçu, onde. Em luga de um informe dos operadores, há mais de 15 dias o que circula é a notícia de contaminaçâo em sete pontos analisados, gerando insegurança e medo entre os potencialmente atingidos pela situaçâo.

Na reuniâo com representantes das Secretarias de Sáude, Meio Ambiente e Agricultura, convocada pela Procuradoria Geral do Estado, a dra. Fabiana Araújo chamou a atençâo para a necessidade de se cumprir as determinaçôes da Justiça. Segundo ela, a multa diária arbitrada pelo Dr. Eduardo Brito, é pesada (R$5.000,00), e enquanto nâo for resolvida a questâo da competência da Justiça Estadual arrolar o Estado da Bahia, como réu na açâo, a liminar deve ser cumprida para evitar o pagamento da multa, mas também para o Estado ir respondendo às demandas da comunidade naquilo que é da sua responsabilidade.

As populaçôes da regiâo cobram o cumprimento das determinaçôes da Justiça, desde julho passado. Aguardam agora, após esta açâo da Procuradoria Geral, que o Estado defina uma estratégia que garanta o cumprimento de fato da liminar e o atendimento das reivindicaçôes apresentadas na reuniâo por representantes da sociedade civil, em carta aberta ao Governo do Estado e Prefeituras de Caetité e Lagoa Real.

nov
26
Posted on 26-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-11-2009

Milhem Cortaz: Seu Aristides no cinema
filmelula

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Deu na coluna do jornalista político Ancelmo Gois, do jornal O Globo, edição de 22/11:

Lula, o filho de Aristides

Quem já viu “Lula, o filho do Brasil” saiu impressionado com a forma que o filme retrata o pai do presidente. Seu Aristides da Silva, que morreu em 1978 como indigente, é um homem mau no longa. Impacta a cena da chegada de surpresa de Lula com a mãe a São Paulo. O pai, irado, antes mesmo de perguntar da viagem, cobra por que a mulher tinha deixado em Pernambuco o cachorro Lobo.

No livro “Lula, o filho do Brasil”, de Denise Paraná, que inspirou o filme, o retrato do pai é também, no mínimo, de um truculento. Em seu depoimento, Jaime Inácio da Silva, irmão de Lula, conta que convidou o pai para seu casamento, e ele respondeu: “Para você, eu tenho um tiro na cara.”

Lula não chega a ser tão radical. Embora considere o velho Aristides um tirano que cuidava mais dos cachorros do que dos filhos, reconhece no pai um trabalhador que sempre procurou “garantir o feijão e o arroz para a família”. Aliás, numa entrevista à revista “Época”, em 2002, Lula disse que perdoava o pai: “Valeu o espermatozóide que me gerou.”

Em tempo: com a partida de dona Lindu e dos filhos, o cachorro Lobo, que tinha ficado com um tio de Lula, em Pernambuco, não parou de chorar, deixou de comer e morreu dias depois. Mas aí é outra história.

nov
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Wagner e Geddel: imagens do passado
Waggeddel
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Deu no Laser

Mais apimentada que nunca a sempre antenada coluna política Raio Laser, da Tribuna da Bahia em sua edição desta quinta-feira, 26.Bahia em Pauta selecionou sete notas sobre a “Operação Expresso”, da Polícia Civil da Bahia, também chamada de “Expresso da Propina”, que prendeu o ex-diretor da Agerba, Lomanto Netto e mais sete, e desencadeou uma guerra entre PT e PMDB ( Jaques Wagner x Geddel Vieira Lima ) difícil de prever onde irá parar.Confira e leia íntegra do Laser na TB.
(Vitor Hugo Soares )

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RAIO LASER (26-11-2009)

Reação
O PMDB encaminhou nota pública afirmando com todas as letras ter havido perseguição política, no que diz respeito à ação denominada “Operação Expresso”, promovida pela Polícia Civil. Operação esta, segundo os peemedebistas, “sob a orientação do Governador Jaques Wagner e do secretário de segurança pública Cesar Nunes, que teve intuito meramente político e tentou atingir o PMDB. Tentou, mas não conseguiu. Não vai conseguir, nem tampouco vai intimidar um partido que norteia as suas ações pautado na ética e na coragem”.

Ponderação
Já os governistas juram de pé juntos que não houve qualquer tentativa de retaliação política na realização da Operação Expresso que resultou na prisão de dirigentes da Agerba ligados ao PMDB e empresários de transporte intermunicipal.

Fonte Nova
Há quem veja co-relação entre a deflagração da Operação Expresso e declarações recentes do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) atribuindo a culpa pelo acidente da Fonte Nova ao governador Jaques Wagner. O assunto foi abordado pelo ministro em programa de rádio.

Guerra I
A “Operação Expresso”, que prendeu na terça-feira o ex-diretor da Agerba, Lomanto Netto, indicado pelo PMDB, abriu uma guerra feroz entre o partido e o governador Jaques Wagner (PT) cujos resultados são imprevisíveis, avaliou ontem um parlamentar peemedebista para a Raio Laser.

Guerra II
Segundo a mesma fonte, depois do episódio envolvendo Lomanto Netto, dificilmente o PMDB vai querer recompor-se com o governador, o que significa que peemedebistas e petistas vão travar uma luta de morte pelo comando do governo baiano nas eleições do próximo ano.

Preferência
A Operação Expresso foi usada ontem por deputados oposicionistas na Assembleia Legislativa para fazer coro ao ditado recente segundo o qual o governador Jaques Wagner, na hipótese de uma derrota, prefere passar o comando do Estado para o democrata Paulo Souto a entregá-lo a Geddel Vieira Lima.

Inimizade

Na avaliação dos intérpretes do mesmo ditado, o clima entre o governador Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que há muito tempo anda péssimo, chegou às raias da inimizade pessoal, depois da Operação Expresso

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