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Postado em 24-11-2009
Arquivado em (Artigos, Rosane) por vitor em 24-11-2009 00:17

Obama: mudança do tempo
Baobama

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ROSANE SANTANA

BOSTON (EUA)- O RealClear Politics, um dos mais respeitados sites sobre política dos Estados Unidos, disse que Barack Obama não pode mais reivindicar o apoio da maioria no Congresso americano, ao analisar o resultado da última pesquisa Gallup, em que o presidente aparece com menos de 50% de popularidade. Obama, segundo o RCP, perdeu posição muito rapidamente, principalmente entre os chamados independentes (não democratas ou republicanos), registrando a maior queda entre os presidentes americanos eleitos no pós-guerra.

Os analistas acreditam que será difícil a recuperação de Barack Obama e que sua queda nas pesquisas terá um impacto imediato no debate sobre o sistema de saúde. “ Para alguns presidentes a queda abaixo de 50 marca o início de um declínio inexorável”, avaliam. Mais difícil ainda – ressaltam – é a Casa Branca manter a pressão sobre os democratas moderados. Outras pesquisas, segundo o Real Clear Politcs também apontam queda da popularidade de Obama em função das falhas na legislação sobre saúde, além do problema do desemprego, na casa dos dois dígitos, e a decisão de transferir para tribunais civis o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, considerado o mentor intelectual do ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center.

“Os democratas não precisam entrar em pânico. A maioria dos modernos presidentes reeleitos cairam abaixo de 50 em algum momento de seu primeiro mandato. Mas a sua popularidade cedo (cerca de 70%) significa que poucos, tão rapidamente, caíram tanto quanto Obama”.

Comentário: Acrescentaria à análise, a questão das guerras no Oriente Médio. O povo americano, em geral, está interessado na solução de seus problemas internos e exausto com a manutenção das guerras anti-terror, que Obama prometeu acabar e não dá sinais de poder faze-lo. Entre os independentes, por exemplo, a maior parte é de ativistas contrarios à invasão do Iraque e Afeganistão como resposta ao terrorismo. Esse movimento tem, inclusive, ligações cibernéticas com a Europa.Nessa conjuntura, questões como a reforma imigratória, salvo engano, vão continuar sendo adiadas. É esperar.

Rosane Santana, jornalista, mestre em História pela UFBA, estuda em Harvard

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