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Posted on 19-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 19-11-2009

Tarso Genro: “decisão solitária”

TGenro

Deu no portal IG

Na entrevista coletiva que concedeu na tarde desta quinta-feira, 19, em Brasília, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que não há prazo para o presidente Lula decidir pela extradição de Battisti.

Segundo o ministro, “a decisão é um ato solitário do presidente, que deve levar  vários aspectos em consideração”. Para Tarso Genro, independentemente da decisão, Lula não estará desautorizando ninguém.

Genro concedeu a Battisti o status de refugiado político. Já o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, é favorável à extradição do ex-ativista. Segundo notícia postada no portal IG ( www.ig.com.br ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só vai decidir se o italiano Cesare Battisti será ou não extraditado para a Itália no ano que vem.

Auxiliares e integrantes da Casa Civil recomendaram ao presidente aguardar a publicação do acórdão pelo Supremo Tribunal Federal, que decidiu ontem pela extradição de Battisti, mas deu a Lula a palavra final sobre o caso.

O portal da web assinala:O acórdão, documento onde a decisão final do Supremo é expressa após a revisão de todos os ministros do tribunal, leva em média três meses para ficar pronto. Em julgamentos complexos, como foi o do italiano, o prazo pode ser ainda maior. O STF decidiu pela demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR) em março deste ano, mas o acórdão só foi publicado em 25 de setembro, quase seis meses depois. No caso do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, julgado em junho, o acórdão só foi divulgado na última sexta-feira, dia 13.

Contados cinco dias a partir de sua publicação, tanto os governos italiano e brasileiro, como a defesa de Cesare Battisti, podem fazer embargos de declaração, ou seja, provocar a Corte a se manifestar sobre um ou outro ponto. A decisão já expressa pelo STF, contudo, não é mais revertida.

Além do tempo da publicação do acórdão, outro fator que deve adiar ainda mais a decisão do presidente é o recesso dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que começa a partir do dia 19 de dezembro. Em janeiro, voltam a trabalhar, em regime de plantão, somente o presidente e o vice-presidente do tribunal. Há ainda o prazo máximo de 20 dias dado a cada ministro para que ele revise seu voto – levando-se em conta que nove deles votaram no caso Battisti (Celso de Mello e José Antonio Dias Toffoli se declararam impedidos), seriam 180 dias para todos eles.

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Othon Bastos em “Cascalho”:tribuno no Fesnatal

Obastos

Deu no Blog de André Setaro

Toca o telefone. Ainda estou dormindo, mas me levanto para atendê-lo. Alô! E, do outro lado da linha: “Velho, pela informação que tenho Cascalho foi convidado para abrir o FESNATAL, quando o ator Othon Bastos será condignamente homenageado.

Achei ótimo, um verdadeiro alumbramento, a lembrança deste filme de barbas brancas, dividindo o palco com este ator que já deixou sua marca do zorro na dramaturgia nacional. O habitat de um filme é a luminosidade da tela grande, no sacrossanto escurinho do cinema. É um bom momento para esta fita que padece com a crueldade da distribuição do cinema de baixo orçamento, pero sim perder la ternura jamas, assim como sem perder o humor…

Que os Anjos digam Amém!!!!” Como se pode perceber era o Tunático,(Tuna Espinheira) realizador baiano autor de Cascalho, que abre hoje, dia 19 de novembro, o FESTNATAL (festival de cinema de Natal, Rio Grande do Norte). O velho Tuna já dever estar por lá para prestigiar, com a sua presença, seu primeiro rebento no longametragismo.

Baseado no romance homônimo de Herberto Salles, Cascalho gira em torno de coronéis, garimpeiros e civis comuns, todos motivados pela ambição, que vão para Chapada Diamantina na busca desenfreada para enriquecerem com os minérios do local, na década de 30.

André Setaro é professor da Escola de Comunicação da UFBA, crítico de cinema, colunista de Terra  Magazine,  e bolgueiro baiano.

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Posted on 19-11-2009
Filed Under (Artigos, Gilson, Multimídia) by vitor on 19-11-2009

Oceania: bar e templo

Oceania

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CRÔNICA/ UM LUGAR

BEIJO NO CHÃO

Gilson Nogueira

O tampo de madeira escura da mesa vazia à minha frente nivelava-se com o alto da balaustrada e com a linha do horizonte feito de azul de céu e mar. Era um sábado de chuvisco e sol. E de uma lágrima invisível a escorrer sobre a mesa para cair no chão. Não havia notado a coincidência das linhas da mesa, da balaustrada e do horizonte, enquanto atirava-me nas ondas das lembranças da juventude, na perspectiva de sair dali depressa para não ter que ficar abraçando quem não via.

Na última vez que estive naquele bar, o mais bem localizado do Farol da Barra, deixei um abraço de despedida preso ao guardanapo como parte da gorjeta. A felicidade continua lá, ainda que solitária, nas vozes da última farra que ficou no ar.

Por aquelas bandas balneárias do Farol, o Privé, que não existe mais ( foi lá que tomei meu último uísque de solteiro e que surgiu-me a idéia de fundar o Vat 69, o primeiro bloco de carnaval a deitar, em plena folia, na Avenida Sete de Setembro), era o mais forte concorrente do Bar Oceania.

Ah, o Privé, pedaço de Búzios, em Salvador, lugar tão gostoso de beber o pôr-do-sol, devidamente acompanhado, com gelo no copo, quanto seu filé au poivre, superado, mais tarde, pelo do Berro D`Água! Ah, o Berro, outro ponto maravilhoso da boemia soteropolitana, de vida mundana na totalidade dos seus prazeres!

A vida era o suspense da tanga, o debruçar-se no balcão até a última gota de poesia, a certeza do não morrer tão fácil. Na escuridão, havia estrelas, ainda, a nos fazer caminhar sem medo. O Clube Cabana da Barra, que conserva sua classe, desde que foi construído pela Marinha do Brasil, fica no meio do caminho do ontem Privé e do hoje Boteco do Farol, que, especula-se, deverá voltar a ser chamado pelo antigo nome, Bar Oceania, localizado embaixo do edifício que leva o batismo continental e que funciona, na minha imaginação, ali, como sentinela monolítico em defesa dos encantos da Cidade de Salvador da Bahia.

Metrópole que, infelizmente, tornou-se, por inércia dos seus governantes, vítima da brutal transformação de hábitos e costumes imposta pela violência urbana. Salvador que vê seus espaços de amizade, de confraternização, de festa sem patrocínios, de aconchego, levado na base dos dengos todos que emanam do coração da sua gente, do melhor samba de roda do mundo, serem fechados por falta de público, de pessoas que gostariam de cantar até o sol raiar , mas que são obrigadas a ficar trancafiadas, em casa, com medo de morrer na rua.

É grande a vontade de cantar, de novo, aquela música deixada no Oceania.

Gilson Nogueira é jornalista

nov
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Posted on 19-11-2009
Filed Under (Artigos, Olivia) by vitor on 19-11-2009

Fernando Moraes e delegado..

foto fernando moraes

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…Protógenes:encontro em SP

protogenes

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Maria Olívia

Na próxima segunda-feira,  23, o dramaturgo e novelista Lauro Cesar Muniz pilota encontro entre o Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz e artistas brasileiros. O evento será no Teatro Parlapatões, espaço que se firmou na vida noturna de São Paulo, na Praça Roosevelt, às 20h30min.

Na pauta da noite, Teatro e poder é o tema da palestra de Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, que levou para a cadeia, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, e uma sessão de autógrafos do escritor e jornalista Fernando Moraes, autor de Olga, Chatô, o Rei do Brasil, Corações Sujos, Na Toca dos Leões, O Mago, entre outras biografias e reportagens que venderam mais de dois milhões de exemplares no país.

Aos 61 anos, Fernando Moraes tem consolidada sua carreira de jornalista e escritor. Trabalhou em grandes jornais e revistas, recebeu três vezes o Prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Abril. Na política, foi deputado estadual em São Paulo por dois mandatos, além de Secretário Estadual de Cultura (1988-1991) e de Educação (1991-1993).

Aproveito o espaço para informar (e solicitar a adesão) aos blogueiros do Bahia em Pauta que está rolando um abaixo-assinado na rede – www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5223 – subscrito por entidades de classe, personalidades e cidadãos brasileiros, endereçado ao Senhor Ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitando adoção de providências legais e legítimas para por fim a perseguição implacável ao servidor público Protógenes Queiroz, que, desde abril de 2008 até hoje, vem sendo punido e constrangido publicamente, teve seu salário reduzido e é vitima de uma perseguição política sem precedentes na história recente deste país, que vem acarretando graves consequências à saúde de seus filhos e no seu círculo familiar.

Nos últimos 18 meses, o delegado já recebeu mais de 10 intimações – nunca na privacidade de seu domicílio e sempre em público, ação destinada a criar-lhe constrangimento moral, que afronta o Estado Democrático de Direito, enxovalha a imagem da Polícia Federal – que, até pouco tempo, desfrutava de excelente conceito junto à sociedade, e consterna a opinião pública.

Maria Olivia é jornalista

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