nov
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Posted on 17-11-2009
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Emily Chang, da CNN…
reporter
…E as camisetas de Obamao
t-shirts
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Uma repórter da rede smericana de televisão CNN foi interpelada em Xangai por ter mostrado diante da câmara uma camiseta que representa o presidente Barack Obama vestido como o antigo presidente chinês Mao Tse-tung) (Oba-Mao), segundo revelou nesta terça-feira a cadeia de televisão dos Estados Unidos.

Emily Chang, correspondente da CNN em Pequim, contou depois do incidente em seu blog, que começou a procurar pelas t-shirts após saber que estas haviam sido proibidas com receio de «indisporem o presidente norte-americano», que faz a sua primeira visita ao país.

Na camiseta retirada das prateleiras das lojas chinesas antes do desembarque do presidente, Obama aparece num uniforme do Exército Popular de Libertação e numa pose que foi tornada célebre pelo ex-líder chinês, lendo-se na parte da frente da blusa “Servir o povo” em caracteres chineses e, nas costas, a palavra “Oba-Mao”, no alfabeto latino.

Segundo a jornalista, ao exibir a t-shirt perante a câmara num mercado de Xangai, dois guardas lançaram-se sobre a equipa de filmagem e tentaram tirar-lhe a peça de vestuário das mãos.

«Ficámos detidos durante cerca de duas horas», declarou Emily Chang, contando que os agentes queriam «as carteiras profissionais da equipe, os passaportes mas, sobretudo, a t-shirt», tendo acabado por deixar partir os profissionais de comunicação, “que conservaram as imagens do incidente”, segundo a jornalista da CNN.

nov
17
Posted on 17-11-2009
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Emanoel Araujo: abatido pela burocracia
Earaujo
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Deu em Terra Magazine

A revista digital Terra Magazine acaba de postar nesta terça-feira, 17, entrevista com Emanoel Araujo, 69, na qual o consagrado artista plástico baiano confirma que a sua exposição “Autobiobragia do gesto” esbarrou no muro da burocracia dominante da Secretaria de Cultura do Estado, e sucumbiu a golpes de “deselegância” e “amadorismo” da turma comandada por Marcio Meireles. Prevista para ocorrer a partir de novembro, a mostra não será mais realizada, revela o artista.

O périplo de Emanoel Araujo pelos corredores estatais não se encerrou no momento em que se ofereceu o dinheiro a prazo para a efetivação da mostra de um dos mais conhecidos e respeitados artistas baianos. Na semana passada – revela Terra Magazine – para o desespero final de Emanoel Araújo, exigiram-lhe “diploma de artista”. Sob o risco de provar quem era e o que fizera nos últimos 45 anos, o idealizador do Museu Afro Brasil abandonou o projeto. Irritou-se com o “amadorismo” da Secretaria da Cultura da Bahia.

Nascido em Santo Amaro da Purificação, com a mesma garra e vocação polêmica de outros conterrâneos famosos, como Caetano Veloso ou a matriarca Dona Canô, Araujo não deixa barato as ofensas que afirma ter sofrido ao longo de largos meses de contato com os encarregados da cultura local atualmente. Abre o jogo e conta tudo, tintin por tintin, na conversa com o reporter Claudio Leal, publicada na TM ( terramagazine.terra.com.br ). Marcio Meireles rebate e a polêmica está criada. Bahia em Pauta reproduz a seguir.

Vale a pena conferir

(Vitor Hugo Soares)

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Marcio Meireles: papelada legal
Meireles
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CLAUDIO LEAL

Prevista para ocorrer a partir de novembro, a exposição “Autobiografia do gesto”, do artista plástico Emanoel Araújo, 69 anos, empacou em burocracias do governo da Bahia e não será mais realizada. Isso é o rótulo do desentendimento. Na relação com a Secretaria de Cultura, ele provou “deselegância” e “amadorismo”, como define a natureza dos impasses.

Em 27 de outubro, o Palacete das Artes Rodin Bahia, em Salvador, abriu a exposição “Auguste Rodin, homem e gênio”, com 62 esculturas em gesso do artista francês, cedidas em comodato. Emanoel Araújo recebeu o convite para expor, paralelamente, a retrospectiva dos seus 45 anos de carreira. “Honroso e bem-vindo o reconhecimento de minha importância para o museu”, conta o artista.

Em 2002, ele idealizou o projeto com o diretor do Museu Rodin de Paris, Jaques Vilain, que estava em visita à Bahia.

– Me convidaram para a exposição e eu tratei de fazer os orçamentos. Chegamos a um valor, depois de muita batalha, de R$ 200 mil. Muitas idas e vindas de documentos, e eles não puderam passar para mim os recursos de 200 mil reais. Queriam que eu arranjasse uma produtora. Arranjei a produtora. Só que, para a produtora, eles deram uma notícia que achei um pouco estranha: dar 30% agora, 30% na abertura da exposição e 40% no final.

Araújo relata que isso inviabilizaria os gastos com transporte, seguro, passagens, catálogo, convite e folder – dependentes de pagamentos à vista. Cerca de 35 esculturas seriam transportadas. “Muito barato”, diz o artista, que conseguiu obter preço de custo com algumas empresas de São Paulo. A proposta de três parcelas o assustou.

– Pagar desse jeito, pra um Estado que todo mundo reclama porque não recebe, fica muito desconfortável pra mim. Uma produtora não pode pagar do bolso dela – critica, em conversa com Terra Magazine.

O diretor teatral e secretário da Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, argumenta que as exigências nascem dos marcos legais. A papelada seria indispensável para a liberação de recursos e “o pagamento só poderia ser feito parceladamente, o que ocorre mesmo no carnaval”. Diz Meirelles:

– O Estado, como Estado, tem regras e marcos legais, porque senão a gente viveria em um Estado de barbárie. Não funciona assim e não deve funcionar. Uma pessoa com a excelência dele, com concepção de mundo e batalhas vencidas, não tem paciência pra lidar com essas coisas. Gostaria que fosse diferente – lamenta.

Baiano de Santo Amaro (BA), Emanoel Araújo é formado pela Escola de Belas Artes da Bahia. Curador-chefe do Museu Afro Brasil, em São Paulo, organizou, recentemente, a exposição “A minha casa baiana”, com o acervo do jornalista, poeta e colecionador Odorico Tavares, pernambucano radicado em Salvador.

DIPLOMA NO GUICHÊ

O périplo pelos corredores estatais não se encerrou no momento em que se ofereceu o dinheiro a prazo. Na semana passada, para o desespero final de Emanoel Araújo, exigiram-lhe “diploma de artista”. Sob o risco de provar quem era e o que fizera nos últimos 45 anos, o idealizador do Museu Afro Brasil abandonou o projeto. Irritou-se com o “amadorismo” da Secretaria da Cultura da Bahia.

– Uma coisa amadora, muito sem nexo. Porque se você convida um artista, é preciso que tenha estabelecido as coisas desde o princípio. Tinham pedido minha empresa, minha documentação, certidões negativas, e até que eu fosse ao ISS me inscrever. Até isso eu fiz (risos). Não consegui fazer tudo porque eles queriam, num guichê, que eu levasse o diploma de artista. E eu disse que artista não tem diploma! – protesta.

O secretário Márcio Meirelles afirma que não sabe “exatamente quais foram as exigências de papéis” ou “se o diploma de artista é uma metáfora dele para dizer que foi exigido uma documentação que comprove a notoriedade”, mas alega se tratar de uma exigência jurídica, para fundamentar a ausência de licitação.

– Deve ter sido feito isso, mas qualquer artista contratado pelo Estado tem que ter a comprovação. A gente tem que comprovar a notoriedade dele para contratar sem processo licitatório. Então, quem contatou a produtora dele, certamente nossa Diretoria de Museus, deve ter pedido alguns documentos. Mas nada foi feito pra ofendê-lo, apenas dentro dos procedimentos normais, legais, que a gente tem que seguir mesmo sem concordar.

Meirelles relata um encontro com Emanoel Araújo logo no primeiro conflito com os nós burocráticos. “Nós estamos aqui pra buscar uma solução. Não existe um problema. Você é uma solução”, teria dito ao artista.

Num diálogo recente, segundo Emanoel, Meirelles lhe pediu para conversar com o diretor de museus, Daniel Rangel. “Aí eu falei pra ele: ‘Você que tem que ligar. Ele não é meu subordinado’. Ficou calado”, conta.

“MONTAGEM AMADORA E DOMÉSTICA”

Ex-diretor do Museu de Arte da Bahia e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Emanoel Araújo não camufla a indignação com o que chama de “deselegância”: “É a primeira vez que isso acontece na minha vida. E já sou um senhor” Garante que “não há mais clima” para retomar as negociações com o comissariado baiano.

– Uma coisa desrespeitosa, não pedi a eles para expor. É lamentável, tanto quanto essa exposição que está aí no Museu Rodin. Uma montagem amadora, doméstica… Está longe de ter um caráter internacional. É uma pena – alveja.

O secretário da Cultura discorda dos adjetivos usados para julgar a exposição “Auguste Rodin, homem e gênio” e defende o projeto da montagem no Palacete das Artes (a consultora científica do projeto na Bahia é a professora Heloísa Helena Costa).

– Evidentemente, se fosse feita por ele (Emanoel) ou a equipe dele teria outra orientação estética e conceitual. Mas foi feita por profissionais locais, o que acho importante também, porque é um processo de qualificação, de reconhecimento da existência de profissionais locais que podem dialogar com essa obra. O pessoal da comissão francesa e do próprio Museu Rodin aprovou o projeto museográfico. Não acredito que o Museu Rodin de Paris aprovasse um projeto que não dialogasse com o acervo.

Criticado também por artistas de teatro, música e literatura, além de produtores, pela condução da secretaria na Bahia, Meirelles detalha as dificuldades para trazer as esculturas ao palacete:

– Toda essa demora levou praticamente três anos e meio. Estive lá na França, estive com a embaixada aqui, demonstrei interesse em continuar com o projeto. Estive lá pessoalmente e conversei com o museu. Um processo muito longo, burocrático, com a França, com o governo francês. E eu acho que Emanoel também não suportaria… – mordisca o secretário.

Meirelles não considera justo que Emanoel se queixe de maltratos. “Não entendo ele dizer que foi maltratado. Eu era o representante do governo. Não o trataria mal de maneira nenhuma”, sustenta, para voltar a seduzir: “É um guerreiro. A minha admiração por ele é incondicional e indestrutível.”

Na quinta-feira, 19 de novembro, Emanoel Araújo vai discursar na inauguração do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, onde organiza a exposição “Benin está vivo e ainda lá – ancestralidade e contemporaneidade”. Há a expectativa de que solte as suas refinadas chispas contra a política cultural baiana.

nov
17
Posted on 17-11-2009
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Falecido domingo (15/11) , aos 94 anos, e supultado ontem, 16, no cemitério Jardin da Saudade, o médico obstetra pioneiro e defensor permanente do parto natural sem dor na Bahia, Gerson Mascarenhas, recebe homenagens e reconhecimento em sua terra. Em destaque não só o seu destacado desempenho profissional e científico, mas também o pensamento e a ação política do socialista e espírita que o Dr. Mascarenhas conseguiu conciliar em uma única pessoa.

Um dos tributos mais expressivo parte do PPS baiano, que fala na vida e na obra de gerson mascarenhas. Ex-presidente da Associação Bahiana de Medicina, ele pertenceu aos quadros do Partido Comunista Brasileiro. “Sempre trilhou o caminho da defesa da democracia, dos direitos do cidadão e encampou movimentos pacifistas. A luta pelo ideal de paz no mundo custou-lhe cinco meses de prisão, durante a Ditadura Militar implantada no país em 1964”, destaca o comunicado do PPS.

Aposentado da Faculdade de Medicina da UFBA, ganhou biografia editada em livro pela filha, Consuelo Mascarenhas, agora em 2009, lançado com muitas homenagens. Atuou na Maternidade Climério de Oliveira, Hospital das Clínicas e alguns hospitais privados da capital baiana.Na década de 50, desenvolveu, com outros colegas, o Serviço de Partos em Domicílio, na Maternidade Pró-Matre.

Gerson Mascarenhas iniciou sua carreira no interior, onde atuou por muitos anos. “Foi um caminho mais árduo, porém de maior aprendizado. E me dei por muito feliz, porque quando o médico fica num grande centro urbano, se apega de logo à tecnologia, à uma determinada especialidade e deixa, muitas vezes, de ter uma visão global da medicina, da vida e do paciente”, acreditava Mascarenhas.

Pioneiro baiano na defesa do parto natural sem dor, ministrou cursos, gratuitamente, para adolescentes grávidas, em grandes maternidades da capital. Ele contava em suas palestras e em entrevistas à imprensa ter nascido de parto natural, numa antiga casa no bairro do Garcia. Ao longo da sua vida, dedicou-se aos estudos da ginecologia e obstetrícia.

Gerson mascarenhas atendia numa pequena clínica, no bairro do Garcia, realizava estudo sobre o parto natural sem dor, que já vinha sendo desenvolvido na Inglaterra, desde a década de 50. Defendeu tese de mestrado, feita através do acompanhamento de 100 parturientes, na qual comprovou que é possível, através de exercícios respiratórios, de relaxamento e do abandono de reflexos condicionados negativos, “levar as gestantes a suprimir o medo das contrações e focar as atenções na magia do momento de dar vida a outro ser” – 85% das 100 grávidas acompanhadas conseguiram ter parto normal e indolor.

Uma perda sem tamanho para a Bahia e sua medicina, mas um exemplo que seguramente permanecerá.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da jornalista Angélica Menezes)

nov
17
Posted on 17-11-2009
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Obama na Cidade Proibida
Cidproibida
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Entre suas conversas com autoridades chinesas em Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encontrou tempo em sua agenda para dar um passeio por um dos pontos mais atraentes e visitados na terra de Confúcio e Mao Tsé-tung: a Cidade Proibida, a residência das antigas dinastias imperiais da China.

Seguindo registra o portal Terra, Obama, em sua reunião com o presidente da China, Hu Jintao, pela manhã, tinha usado um tradicional terno escuro e gravata. Para o passeio trocou de roupa e vestia uma grossa jaqueta com forro de pele.

Com as mãos nos bolsos para protegê-las do intenso frio chinês -embora o gelo de Washington nesta fase do ano também não seja de brincadeira – , com temperaturas em torno dos dez graus abaixo de zero, o presidente americano percorreu os diferentes pátios do imenso complexo, enquanto o diretor do monumento, Zheng Xinmiao, dava explicações históricas na passagem por cada pavilhão.

Acompanhavam o líder americano altos funcionários como seu principal assessor político, David Axelrod, e seu porta-voz, Robert Gibbs.

No passeio, segundo a agencia Reuters e o portal terra, Obama pode admirar o Jardim Imperial, a Porta da Pureza Celestial ou a Sala da União e a Paz, até chegar ao Pátio da Obediência Leal e a Porta da Contínua Harmonia, onde assinou no livro de visitantes distintos.

O presidente americanos se declarou admirado pela “magnificência” do lugar e expressou seu desejo de retornar com suas filhas, Malia, de onze anos, e Sasha, de oito, a uma residência imperial que descreveu como “espetacular”.

Sede do poder na China de 1416 a 1911, quando abdicou Pu Yi – o último imperador – e lar de 24 imperadores, a Cidade Proibida, que abriga 800 edificações, é o maior complexo palaciano do mundo e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

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17
Posted on 17-11-2009
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A canção para atravessar a madrugada e começar o dia nesta terça-feira, 17 de novembro, é “Laura”. Música tema do clássico filme do cinema americano com o mesmo título, na interpretação única e personalissima de Johnny Mathis. O vídeo lembra o filme e Gene Tierney, a lindissima e inesquecível atriz protagonista dessa joia ciematográfica que a canção ajudou muito a imortalizar.

Hoje a música vai especialmente para Laura Tonhá, também linda. Capaz de atrair olhares até em plena 5ª Avenida , Nova York, onde quase ninguém vira a cabeça para olhar ninguém. Ou em Londres mais recentemente, andando por Nothing Hill, Candem Town ou Oxford Street, com passos firmes e elegantes. Mas Laura Dourado Cardoso Tonhá é, acima de tudo, uma doçura de pessoa e talentosa publicitária baiana, cosmopolita dona de um dos textos mais modernos, sensíveis e inteligentes deste site-blog.

Laurita é a aniversariante desta data. Bahia em Pauta festeja uma de suas integrantes mais fundamentais desde a origem, diretora executiva e responsável pelo marketing do BP, além de figura mais que querida e admirada por todos os que pensam e fazem o Bahia em Pauta, a começar pelo editor que assina estas linhas em nome dos demais. Beijos, sucesso e toda felicidade que Laura merece.

(Vitor Hugo Soares, pela equipe do BP)

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