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Postado em 13-11-2009
Arquivado em (Artigos, Rosane) por vitor em 13-11-2009 13:19

OPINIÃO/ POLÍTICA

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Rosane Santana

É preocupante a desenvoltura com que se movimentam na política baiana, dois personagens da história recente deste País, de passado nada lisonjeiro. Impossível não lembrar da repetina epidemia de cegueira, a que alude o escritor português José Saramago, em um dos seus romances – no qual fala da mixórdia e desapreço aos valores mais básicos do ser humano-, que atinge, em nome da sobrevivência, o Brasil de hoje, especialmente, a classe dirigente, de onde deveriam partir os exemplos.

Os dois são personagens da histórica CPI dos Anões, de 1992, primeiro dos escândalos que marcam a crise do estilo toma-lá-da-cá na política brasileira, de raiz oitocentista. Ambos, com ligações pessoais e familiares com a antiga Arena, o partido da ditadura. Um deles, punido com a pena de banimento do cenário politico, por longo tempo, até ressurgir das sombas do esquecimento pela ignorância e pela cegueira. Outro, descendente de uma oligarquia, ganhou salvo conduto no episódio, com apoio de poderoso clã baiano.

É fato, que ninguém pode levar a sério essas personagens, velhas raposas de bastidores, principalmente quando se fala em mudança. Mas, nunca é demais abrir o olho, antes que seja tarde.

Rosaner Santana, jornalista, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na universidade de Harvard.

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Comentários

Chico Bruno on 14 novembro, 2009 at 14:56 #

Nome aos bois.


Carlos Volney on 14 novembro, 2009 at 16:37 #

Concordo totalmente com Chico Bruno, a quem não tenho o prazer de conhecer. Quem acompanha os meandros da poítica brasileira desde então sabe que se trata de Genebaldo Corrêa e Geddel Vieira Lima – toda a imprensa da época divulgou à larga. Mas a prezada jornalista deveria tê-los citado, na minha opinião.


rosane santana on 14 novembro, 2009 at 18:23 #

Caros, tenho em artigos anteriores dado nome as figuras. Mudei a tática. Achei que, caracterizando-os, sem dar nome, obrigaria os leitores a refrescarem a memória, obtendo, assim, o efeito desejado no artigo, que é alertar sobre a epidemia de cegueira.


Carlos Volney on 15 novembro, 2009 at 13:12 #

De minha parte, explicação bem aceita porque inteligente e pertinente. De qualquer sorte, o objetivo foi alcançado. Valeu, parabéns.


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