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Posted on 13-11-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 13-11-2009

Adoniran…
adonirran
…Zé Alencar e…
zealencar
…Buñuel: luzes na escuridão
lbunuel
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ARTIGO DA SEMANA

ADONIRAN, ZÉ ALENCAR, BUÑUEL E O APAGÃO

Vitor Hugo Soares

Petardos passam zunindo sobre cabeças no meio do azucrinante tiroteio marcado pela hipocrisia política típica dos comícios pré-eleitorais. É o que se vê por todo lado desde o apagão que deixou no escuro 18 estados do País. Governantes, políticos, gente de jornal, notórios cientistas, mas, principalmente candidatos, falam, se contradizem e se desentendem como no tempo de babel. No bafafá de Itaipu, todos, ou quase, falam de torres e usinas com olhos e idéias fixas não no desastre elétrico, mas na eleição que vem aí em 2010.

O blecaute do começo da semana deflagrou este clima meio surreal, na política e na administração publica. Verdadeira guerra de torcidas onde se diz e se inventa qualquer coisa e ninguém se entende, nem se importa com fatos ou cobra verdade científica e histórica das coisas e das pessoas, nem mesmo dos técnicos e especialistas no assunto. Verdadeiro Fla x Flu ou Ba x Vi dos bons tempos do futebol do Rio de Janeiro e da Bahia, transformados em vale-tudo político-eleitoral.

Em Salvador não faltou luz desta vez. Graças à velha e boa usina da CHESF, em Paulo Afonso, construída no governo de Getúlio Vargas e que vi ser inaugurada pelo presidente Café Filho em dia inesquecível da vida de um garoto nascido na beira do Rio São Francisco. Parece lugar seguro para não perder lances eletrizantes (sem trocadilho) deste tumulto nacional.

Ainda assim, sinto-me, outra vez, como aquele personagem no bar do bairro paulistano do Bixiga, no samba de Adoniran Barbosa. Protegido debaixo de uma mesa, ele observa o malandro Nicola fazer misérias no meio da pancadaria generalizada em que voavam pizzas e bracholas para todo lado. Terminada a briga, no fim de “Um samba no Bixiga”, gente ferida para todo lado e o breque genial de Rubinato: “A situação está cínica. Os mais pió vai pras Crínicas”.

Grande Adoniran! Que bom poderia ser para o país, se políticos, governantes, ministros, gerentes, cientistas e jornalistas parassem um pouco com esta zoada para escutar a letra e a melodia do samba da briga na cantina do Bixiga.

Não sendo possível, que ao menos escutem com a atenção devida os conselhos oferecidos ontem por um sábio mineiro da atualidade, cada dia mais profético e essencial: o vice-presidente da República José Alencar. Enfim, alguém que olha em perspectiva, e vê muito além do próprio umbigo ou da eleição presidencial do próximo ano.

Para Alencar, o apagão pode ter sido uma “topada que ajuda a caminhar”. Bom mineiro que não nega a origem, bem sucedido empresário e político clarividente, ele sabe como poucos que o Brasil está amarrado e sujeito aos muitos riscos de seu tradicional modelo dependente da energia hidrelétrica de usinas monumentais como Itaipu e Paulo Afonso. Precisa diversificar sua matriz energética e investir em fontes alternativas – nuclear, térmica, eólica e a gás. “Há topadas que ajudam a caminhar. Então esperamos que essa nos ajude a ter uma energia com segurança absoluta para que isso não se repita”, ensinou o vice-presidente durante inauguração de um centro de inclusão social do Senai, no Rio de Janeiro.

Alencar considera fundamental descobrir o que provocou o apagão e, se tiver havido falha, que ela seja corrigida e os responsáveis punidos exemplarmente. Mas o principal, segundo ele, é que o episódio sirva para ser repensada a matriz energética. “O Brasil tem todas as condições de fazer o enriquecimento de urânio com fins pacíficos, mas não pode porque assinou o tratado de não-proliferação de armas. É preciso ver se isso está funcionando com outros signatários. A verdade é que não é bem assim”, afirmou, com a coragem dos que pregam idéias, princípios sem se importar se isso pode render ou tirar votos nas próximas eleições. Grande Zé Alencar!

E o espanhol Luis Buñuel, onde entra nessa história toda? Bem, leio na “Ilustrada” do jornal Folha de S. Paulo, que “Meu Último Suspiro”, seu mágico livro de memórias, acaba de ganhar reedição. Isto é pura luz no meio do breu. Na matéria assinada por Marcos Strecker e na entrevista de Jean-Claude Carrière, na Folha, recebo preciosas informações que desconhecia sobre a fundamental participação do cineasta francês na concepção e execução desta obra indispensável, a não ser pelas breves palavras de Buñuel na introdução do exemplar que tenho. Mas deixo ao leitor a tarefa de descobri-las também.

O que quero agora é recolher duas referências de “Meu Último Suspiro”, que considero perfeitas para este momento surreal do debate sobre o apagão brasileiro. A primeira é sobre a memória – a sua perda principalmente – um dos capítulos mais marcantes da obra: “Indispensável e toda poderosa, a memória é também frágil e ameaçada. Ela não é apenas ameaçada pelo esquecimento, seu velho inimigo, mas também pelas lembranças enganosas que dia após dia nos invade”, diz Buñuel.

A segunda é sobre proliferação da informação, no capítulo em que o cineasta enumera as coisas de que ele mais gostava e as que mais detestava; “A informação-espetáculo é uma vergonha. Os títulos enormes – no México atingem recordes – e as manchetes sensacionalistas me provocam náuseas. Todas essas exclamações sobre a miséria, para vender um pouco mais de papel! Para quê? Além disso, uma notícia destrói a outra.”

Grande Buñuel!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

nov
13
Posted on 13-11-2009
Filed Under (Artigos, Regina) by vitor on 13-11-2009

Malik: que é esse homem?
malihasan
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ARTIGO/ RETRATO

TERRORISTA OU ATERRORIZADO?

Regina Soares

O médico psiquiatra Maj. Nidal Malik Hasan, 39, acusado de disparar contra seus colegas em Fort Hood, Texas, foi oficialmente acusado no sistema legal militar dos Estados Unidos da América como responsável por 13 mortes premeditadas. Outras acusações podem ser acrescentadas, inclusive a 14ª vítima, o feto no ventre de uma oficial grávida.

Hasan é acusado de abrir fogo contra um grande grupo de soldados que estavam sendo avaliados fisicamente, sendo vacinados e processando documentações que os habilitavam a uma próxima partida para serviço militar nas guerras e bases militares fora do território americano. O acontecimento é considerado um dos piores e mais extraordinários assaltos a mão armada em uma base militar americana, principalmente se levarmos em consideração o local e os personagens da tragédia.

Consta dos seus registros que Hasan se mostrava agressivo, defensivo e argumentativo nas suas discussões sobre sua fé muçulmana e do fato de ser obrigado, por força das suas responsabilidades, como oficial da US ARMY, de ir servir na linha de combate no Afganistão, para onde deveria partir ainda nesse mês contra “seus irmãos”. Descendente de palestinos e devoto muçulmano, Hasan, repetidamente se referia à sua forte crença nas discussões com seus companheiros. Chegou a dizer que se considerava “Muslim first, than American”.

O serviço militar americano, embora voluntário, torna aqueles que se dispõem a servir seu país obrigados a cumprir certos compromissos, como é de se esperar. Em troca dos seus serviços, um dos benefícios recebidos é ter sua educação militar e profissional financiadas pelo governo. De acordo com registros oficiais, Hasan tinha quase 20 anos de serviço militar, inclusive 8 como soldado e concluiu rigorosos cursos de medicina. Apesar de seu conflito de consciência contra participar em combates onde poderia confrontar outros muçulmanos, era praticalmente impossível que fosse liberado de suas obrigações.

A familia informouáque ele desejava se afastar do Servico Militar e chegou a procurar advogado que o representasse na busca de uma maneira legal para evitar seu envio para o Afganistão.

A investigação será longa e profunda. O FBI já se manifestou dizendo que os contatos mantidos entre Hasan e o considerado radical clérigo muçulmano, Anwar al-Awlaki, que tem encorajado mulçumanos a matar soldados americanos no Iraque, não foram reportados aos seus superiores por não ter sido considerados de caráter terroristas.

Depois do falecimento dos seus pais, antes de concluir seus estudos de medicina, o solitário e gentil médico psiquiatra, atormentado entre Patria e Religião, chegou a um beco sem saida. Ou, pelo menos, ele não conseguia ver uma…

Regina Soares, advogada, mora em Belmont, na área da Baia de San Francisco, Califórnia (USA)

nov
13
Posted on 13-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 13-11-2009

Dinho Ouro Preto: preocupação
Dinho
A colunista Joyce Pascowith postou nesta sezta-feira, 13, em Glamurama, seu espaço na Web, a seguinte nota:
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CORRENTE – Glamurama acaba de ficar sabendo que após duas semanas de internação no Hospital Sírio-Libanês, Dinho Ouro Preto voltou nesta sexta-feira para a UTI. A família, claro, está bem apreensiva com o estado de saúde do cantor.

Depois de cair de uma altura de mais de três metros, durante o show que fazia, em Patos de Minas, Minas Gerais, ele sofreu traumatismo craniano. Apesar de estar na UTI, Dinho está consciente. Glamurama deseja breves melhoras a ele e força à família.
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Bahia em Pauta comenta: Força para o querido vocalista de Capital Inicial. Vamos todos torcer para que tudo não passe de mais um grande susto e Dinho Ouro Preto volte em breve aos palcos, pois ele faz muita falta.

nov
13
Posted on 13-11-2009
Filed Under (Artigos, Rosane) by vitor on 13-11-2009

OPINIÃO/ POLÍTICA

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Rosane Santana

É preocupante a desenvoltura com que se movimentam na política baiana, dois personagens da história recente deste País, de passado nada lisonjeiro. Impossível não lembrar da repetina epidemia de cegueira, a que alude o escritor português José Saramago, em um dos seus romances – no qual fala da mixórdia e desapreço aos valores mais básicos do ser humano-, que atinge, em nome da sobrevivência, o Brasil de hoje, especialmente, a classe dirigente, de onde deveriam partir os exemplos.

Os dois são personagens da histórica CPI dos Anões, de 1992, primeiro dos escândalos que marcam a crise do estilo toma-lá-da-cá na política brasileira, de raiz oitocentista. Ambos, com ligações pessoais e familiares com a antiga Arena, o partido da ditadura. Um deles, punido com a pena de banimento do cenário politico, por longo tempo, até ressurgir das sombas do esquecimento pela ignorância e pela cegueira. Outro, descendente de uma oligarquia, ganhou salvo conduto no episódio, com apoio de poderoso clã baiano.

É fato, que ninguém pode levar a sério essas personagens, velhas raposas de bastidores, principalmente quando se fala em mudança. Mas, nunca é demais abrir o olho, antes que seja tarde.

Rosaner Santana, jornalista, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na universidade de Harvard.

nov
13


“Qui c`est triste Venise”, na interpretação sem igual de Charles Aznavour, é a música para começar o dia e rolar pela noite e madrugada no Bahia em Pauta. Sem mais explicações, além da letra da canção, das imagens do clip do You Tube e o texto de El Mundo, postado neste site-blog. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

nov
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Posted on 13-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 13-11-2009

Paulo Henrique volta à Salvador
Phenrique
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Maria Olívia

Uma palestra do jornalista Paulo Henrique Amorim abrirá, neste sábado (14), às 11h30, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), no Centro Administrativo, a etapa baiana da Primeira Conferência Nacional de Comunicação. Os trabalhos serão iniciados às 8h30min, com o credenciamento, cerca de 400 participantes são esperados, segundo os organizadores do evento, seguido da plenária de votação do regimento, às 11h, com a presença do governador Jaques Wagner.

A partir das 14h30min, acontecem os painéis Produção de Conteúdo, Meios de Distribuição e Cidadania, Direitos e Deveres, com a participação do jornalista Altamiro Borges (Portal Vermelho), do promotor Almiro Sena (Ministério Público Estadual), do publicitário Nelson Cadena e do secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

O encerramento será no domingo (15), a partir das 8h30min, com a plenária final e eleição dos delegados à conferência nacional (40% da sociedade civil, 40% dos empresários de comunicação e 20% do poder público). A Conferência Nacional de Comunicação, que tem como tema Comunicação: Meios para Construção de Direitos e de Cidadania na Era Digital, será em Brasília, no mês de dezembro. Pioneiro no país, o governo baiano, junto com a sociedade civil, promoveu a Primeira Conferência de Comunicação Social da Bahia, em agosto de 2008.

Paulo Henrique Amorim trabalhou na Manchete, Abril, Jornal do Brasil, Globo, Bandeirantes, Cultura, e hoje está na Rede Record (Domingo Espetacular). Também trabalhou nos portais do Zaz, Terra, UOL, iG e é responsável pelo portal independente Conversa Afiada. E escreveu o livro Plim-Plim – A Peleja de Brizola Contra a Fraude Eleitoral.

Maria Olívia é jornalista

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