nov
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Posted on 12-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 12-11-2009

Veneza: Praça de São Marcos inundada
SãoMarcus<
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Deu no jornal El Mundo (Espanha)

Veneza perde os venezianos. Seus habitantes se converteram em uma espécie em perigo de extinção devido às duras condições de vida entre os canais e em razão disso crescem as iniciativas para sensibilizar sobre o despovoamento da cidade.

Os dados demográficos confirmam o rápido e paulatino crescimento do êxodo de seus residentes, que eram 120.000 há 40 anos e são hoje menos de 60.000. Alguns cidadãos reunidos no movimento Venessia.com organizam para este sábado, 14, o Funeral de Veneza, uma iniciativa para chamar a atenção sobre este problema.

“Há dois anos instalamos um painel no qual se mostrava a redução dos residentes e decidimos que, quando baixasse dos 60 mil organizariamos o funeral da cidade. Agora Veneza já não é uma cidade, é um pequeno povoado”, explica Matteo Secchi, um dos promotores da iniciativa.

Estudos genéticos

Os autênticos habitantes da cidade são tão poucos que, aproveitando a organização desse “funeral”, um grupo de estudiosos do Instituto Worcester Polytechnic de Massachusetts (EUA) recolherá amostras de DNA de venezianos de pelo menos três gerações para estudar e preservar seu código genático.

No ato deste sábado um cortejo fúnebre de lanchas seguirá um ataúde vermelho, que simbolizará a morte da cidade. Com esta provocação, os cidadãos de Veneza querem sensibilizar a opinião pública sobre as dificuldades enfrentadas cada dia pelos venezianos ante a falta de apoio das instituições políticas.

Os residente lutam a cada dia com mil desconfortos: Os pombos (na Praça de São Marcos), os preços exorbitantes, o lixo e a invasão dos turistas. Muitas casas sofrem verdadeiras invasões de ratos que, com a subida da maré, se introduzem nos canais e alcançam as residências pelos canos dos banheiros e sanitários, e quando os canais secam emanam um fedor insuportável.

Secchi explica que os preços das casas se desvalorizam porque os jovens precisam partir para cidades próximas, como Mestre. Além disso, vender a casa resulta rentável , razão pela qual os residentes oferecem suas casas para que se construam hoteis.

Com o Funeral, o movimento cívico espera também que se produza a “resurreição” e que a gente do lugar volte a viver na cidade antes que ela se converta apenas em uma meta turística, em uma espécie de parque temático da arte e da cultura. Afinal de contas, diz Secchi, “Veneza é a cidade do futuro. Não tem automóveis, é tudo área para andar a pé e se respira paz e tranquilidade”.

( Texto traduzido do jornal El Mundo por Vitor Hugo Soares )

nov
12
Posted on 12-11-2009
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Paulo Lacerda: “ação legal na Abin”
Abin
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O Ministério Público Federal, após analisar manifestação formulada pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Ali Mazloum, decidiu que não houve crime na participação de funcionários da Agência Brasileira de Informação (Abin), durante a operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. O parecer foi do subprocurador-geral da república Wagner Gonçalves, coordenador da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. A participação dos agentes foi o motivo alegado pelo presidente Lula para ordenar a exoneração, em dezembro do ano passado, do então diretor-geral do órgão, Paulo Lacerda.

O procurador afirmou que a operação foi legal. “Todas as medidas cautelares, busca e apreensão, interceptações telefônicas, entre outras, deferidas judicialmente, não foram solicitadas pela Abin, mas pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público”. Para ele, “os agentes da Abin entraram como meros coadjuvantes, em questões pontuais”. O juis Mazloum também sofreu outra derrota. Ele havia solicitado a abertura de inquérito para apurar suposta “influência empresarial”, na Operação Satiagraha, (comandada pelo delegado Protógenes Queiroz), do empresário Luís Demarco Almeida, ex-funcionário de Dantas e, outra vez, as condutas de Lacerda e Queiroz. No último dia 10, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu que Masloum não poderia ter determinado o envio do inquérito para a própria vara – como o juiz procedeu – e ordenou a livre distribuição. A Procuradoria já solicitou o arquivamento do inquérito.

Em tempo, para quem está ligado no caso: Tem mais novidades a caminho na edição da revista Carta Capital desta semana. A conferir.

nov
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Targino Gondim: novo baiano
gondim

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Especial mesmo tanto em seu significado como tributo, quanto em relação à figura homenageada. Assim foi a sessão realizadada nesta quinta-feira, 12, na Assembléia legislativa, para entrega do título de cidadão baiano concedido com justiça ao compositor e músico Targino Gondim, nascido na cidade de Salgueiro (PE), radicado em Juazeiro da Bahia desde 1974. O projeto de concessão do título é de autoria do deputado Roberto Carlos.

Targino aprendeu a tocar sanfona aos 12 anos, com seu pai. De 1993 a 1995 ele trabalou como arte-finalista no antigo Jornal de Juazeiro, atual Diário da Região, mas felizmente para a música nordestina e nacional os apelos dos teclados de sua sanfona fortam mais poderoso, e foram eles que o levaram merecidamente ao sucesso e ao reconhecimento nacional, com um empurrãozinho da sorte e talento de sobra, evidentemente.

A sorte veio com o filme “Eu, Tu, Eles”, filmado na região de Juazeiro, no Vale do São Francisco, com elenco de primeira encabecado pela atriz Regina Casé. A canção mais conhecida de Targino Gondim, “Esperando na Janela” , é a música-tema do filme. Na voz de Gilbeto Gil explodiu como um dos maiores sucessos da música brasileira dos últimos 10 anos, e ganhou o mundo.Gondim cresceu junto.

Bravo, grande sanfoneiro baiano, como pode ser chamado agora com todos os méritos . Tributo mais justo, impossível.

(Vitor Hugo Soares, com informações de Carlos Lima Cavalcante Neto, direto da Assembléia Legislativa da Bahia).

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12
Posted on 12-11-2009
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Moura contra o “decoreba”
Moura
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Deu no Estadão

Começou a ser veiculada ontem, 11, uma campanha de propaganda do Ministério da Educação (MEC), para tentar reabilitar a imagem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), abalada após denúncia de fraude e necessidade de adiamento. São três filmes para TV, campanha de rádio e internet estrelados pelo ator Wagner Moura, que ficam no ar até a realização da prova, nos dias 5 e 6 de dezembro. As propagandas custaram R$ 300 mil.

O primeiro filme, rodado Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde Moura estudou, tenta recuperar a imagem do exame. O ator diz que o Enem é o “resgate da qualidade da prova”, “o fim da decoreba no vestibular” e representa a democratização do acesso ao ensino superior. O filme lembra que o Enem tem nova data e que as inscrições continuam valendo.

:: O MEC costuma fazer campanhas no período próximo às provas para lembrar datas, locais, prazos e documentos necessários. Neste ano, a avaliação foi de que era preciso destacar os benefícios depois da fraude que abalou o exame. Em 1º de outubro, o jornal Estado de S. Paulo revelou que dois homens tentaram vender uma cópia da prova, o que levou o MEC a cancelar a primeira versão, refazer o material e marcar novas datas. As informações são Estadão.

nov
12
Posted on 12-11-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 12-11-2009


No rastro marcante da crônica de Gilson Nogueira, a música para começar o dia no Bahia em Pauta é “A Preta do Acarajé”, aqui apresentada em histórica gravação do autor em dupla com Carmen Miranda.

Esta é, também, uma escolha garimpada no You Tube e indicada por um dos mais queridos colaboradores deste site-blog: o jornalista Gilson Nogueira, em retorno triunfante se sua recente passagem pelo Rio de Janeiro, onde reviu a netinha sempre querida e recarrecou batérias, como o leitor pode conferir no artigo de Gilson sobre o acarajé do aeroporto, publicado no BP. Palmas, que ele merece.

(Vitor Hugo Soares)

nov
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Magno Bursos: sétimo dia
Magno

Pai, Avô, Irmão, Tio, Amigo, Ex-Militante e Ex-Preso Político. São muitos os adjetivos que podem qualificar essa figura substantiva que foi muito importante para nós. Nesta mesma oportunidade em que agradecem as palavras de apoio e as diversas homenagens feitas a esta figura repleta de luz, fossem nos blogs, nas rádios, nos jornais de nosso estado, e por aqueles presentes ao funeral, a família de Magno Burgos, através de seus filhos Daniel, Leonardo e Cristiano Burgos convida parentes e amigos para a celebração da missa de 7° dia em sua homenagem que será realizada hoje, dia 12 de novembro, no Santuário Nossa Senhora Educadora, no Instituto Social da Bahia (ISBA), na Rua Macapá, 128, Ondina, 19h30min.

Saudades!

(Maria Olívia, jornalista )

nov
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Posted on 12-11-2009
Filed Under (Artigos, Gilson) by vitor on 12-11-2009

Cuidado com o bolinho
BOLINHO
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CRÔNICA/ COMIDA TÍPICA

BOLINHO FAJUTO

Gilson Nogueira

Bolinhos boiam em uma pequena bacia de alumínio sobre o balcão de madeira de um quiosque de concreto e tijolos aparentes, quase em frente ao local de saída dos passageiros que desembarcam dos aviões que chegam ao Aeroporto Internacional Deputado Luis Eduardo Magalhães. Por Aeroporto Dois de Julho e Aeroporto de Ipitanga este equipamento da capital dos absurdos também é conhecido. Alô, alô Dois de Julho, quero seu nome de volta, no espaço que é seu, urgente!!!

O cheiro do azeite de dendê do bolinho que acaba de ser fritado impregna o ar de Bahia. Narinas abertas, porta de entrada do olfato, o cheiro viaja nas vias do cérebro e estimula-me o desejo de comer um deles. Com camarão e pimenta, que é como baiano que é baiano gosta, sem negócio de vatapá, salada e outros complementos que fazem do bolinho sanduíche de feijão. Modas do tipo, muitos filhos da Terra da Felicidade abominam. Aliás, baianos da gema de araque preocupam-se mais com a quantidade dos complementos do que com o bolinho como um todo saboroso.

A “baiana” gentilmente atende meu pedido. A ânsia de devorar o quitute faz-me pedir desculpas ao motorista que havia ido apanhar-me no Dois de Julho, ou melhor, no Luis Eduardo, ou…Ofereço-lhe um. O motorista não quer. Pago quatro reais, pelo bolinho, à “baiana”, e entro no carro. Sapeco a primeira mordida, na iguaria, e sinto que sua aparência me engana.

Por conta do camarão aferventado que o acompanha, o bolinho não me inspira confiança. A fome e a saudade de minha terra se misturam e fazem-me embarcar na hipótese de uma possível infecção intestinal, por engolir aquele camarão escuro, com pinta de terrorista.

Vou em frente. Nhac. nhac, nhac, nhac. Não sinto o gosto característico do bolinho. Tem mais, ele parece ter sido feito no óleo de soja, suponho. Alguma coisa impede sua massa de apresentar o gostinho característico. Pesada, bruta, sem gosto de feijão fradinho, é a massa. Como gosto não se discute, desisto de comê-lo e o guardo para atirá-lo na cesta de lixo. A Avenida Paralela não merecia aquele bolinho, apesar da merda que ela está, com seu engarrafamento que parece conduzir ao inferno.

O bolinho que conheço desde criança, quando os saboreava, ao pé do tabuleiro de Maria, no Relógio de São Pedro, após as aulas no Ginásio de São Bento, é outro. Ah, o nome dele é acarajé. Isso, a-ca-ra-jé! Ou acará! Ele é a marca da afroreligiosidadeculturalgatsronômicabaiana, ícone do povo que é de santo e de Bahia sem dendê no sangue, apenas, na frigideira. Dendês no sangue, alcunha nascida da verve do jornalista Tasso Franco, para esses enganadores da baianidade.

O bolinho que boiava na bacia deveria estar sendo vendido por uma baiana do acarajé autêntica, em seu traje de soberana no reino das delícias da comida de origem africana, em tabuleiro de madeira, ou de ouro, se possível, simbolizando, na principal porta de entrada da cidade, a magia desta terra que encanta os que a conhecem e a admiram por sua riqueza cultural, por sua alegria sincera, por seu povo festeiro, por sua forte participação na Independência do Brasil, por ter sido ela sua primeira capital.A Bahia com H, como canta João Gilberto.

Ao chegar na garagem de casa, o motorista, enquanto entregava-me as malas,educadamente, pergunta ! E aí, doutor, não gostou do acarajé?”

Não.

“ Pois é, os turistas, que não conhecem acarajé, acham uma delícia!”

Tudo bem, meu caro. Eles, os gringos – e não gringos – e os responsáveis pela gestão do turismo no Estado. Esses, por estar o acarajé sendo apresentado dessa forma, aos que chegam à Bahia , não estão nem aí, nem vão chegando, para absurdos como o do acarajé sendo vendido como se fosse um bolinho qualquer.

“ Boa noite”

Boa. Cuidado com o camarão !

Gilson Nogueira é jornalista

nov
12
Posted on 12-11-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 12-11-2009

Deu na Tribuna da Bahia
Em seu artigo diário na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho fala nesta quinta-feira, 12, sobre erro de linguagem e apagão. Demonstra, ao mesmo tempo, como coisas aparentemente tão distantes podem estar tão próximas. Confira no Bahia em Pauta.

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São Pauio na hora do blecaute
Apagsp
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OPINIÃO

TODO MUNDO ERRA

Ivan de Carvalho

Todo mundo comete erros. Só retiro dessa constatação Jesus Cristo. Além do Pai, de quem Ele disse que é maior do que Ele (não é maior o Enviado do que Aquele que o enviou) e do Espírito Santo, ente para mim absolutamente misterioso da Santíssima Trindade, segundo a teologia católica gerado desde sempre pelo amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai.

Dizem que só adquire uma noção (não se trata de compreensão, mas apenas de uma noção) do Espírito Santo, O Consolador, aquele ser humano que por ele é tocado no coração. Desconfio que, infelizmente, ainda não chegou a minha vez e o que posso fazer é consolar-me com a confiança em que ela em algum momento chegará.

Mas, porque estou eu falando de erros e afirmando que deles ninguém escapa? Bem, ontem, nas minhas funções de jornalista, deparei-me com uma reportagem que atraiu meus olhos a uma frase que continha a expressão “diante mão”.

Nas humildes linhas que escrevo, já cometi milhares de erros de linguagem na minha já longa atividade de jornalista. E já vi também muitos erros cometidos por colegas. A uns e outros considero normais, ante a imensa ignorância humana. Até o sábio,dizem, é aquele que sabe que não sabe. Tenho mesmo uma leve suspeita de que esta seria talvez a principal ou única razão que levava o grande Sócrates a não dar respostas, mas somente a fazer perguntas.

Isso seria bem cômodo: não respondendo, ele punha-se praticamente a salvo de erros, enquanto os deixava para serem cometidos por seus discípulos, forçados a responder. Até Platão deve ter passado por essa desagradável experiência, o que não o impediu de constituir a luminosa mente que o servia e tanto serviu depois à humanidade. E ainda serve aos que dele têm o prazer ou a esperteza de servir-se.

Mas a troca da expressão “de antemão” por “diante mão”, confesso que me deixou um tanto atônito, a ponto de só numa segunda ou terceira leitura da frase perceber que ela começava pela palavra “agente”. Mas não se tratava de algum agente da CIA, ou de agente fiscal, enfim, de qualquer agente. Pretendia dizer “a gente”. Mas como poderia eu perceber isso de antemão se estava siderado por “diante mão”?

Talvez continue o leitor, depois de ler o que já leu deste artigo, no escuro. Mas isso parecerá normal, se considerado que na noite e madrugada de terça-feira grande parte do país também ficou no escuro, sabe Deus a razão e tenta o ministro Lobão nos convencer de que foi por causa dos raios que o partam, sempre os raios. De nada valeram, nessa questão, os quase sete anos de governo Lula para tornar o sistema elétrico seguro. Se Lobão pretende explicar tudo com os raios, o presidente Lula, chamado de analfabeto “sem intenção ofensiva” por Caetano Veloso, resolveu ser cauteloso e veraz. Disse que duas coisas sabia: não houve interrupção de geração de energia em Itaipu nem problemas de interligação do sistema. No mais, “não vou chutar, porque eu não chuto nesse assunto”.

Só nos outros, parece. Está vendo? Todo mundo erra

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