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Postado em 04-11-2009
Arquivado em (Artigos, Olivia) por vitor em 04-11-2009 11:36

Marighella, um combatente
Cmarighella

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CARLOS

Maria Olívia

Hoje, 4 de novembro, completam-se 40 anos do assassinato de Carlos Marighella. Aguerrido militante político, deputado federal e um dos principais combatentes contra a ditadura militar no país, Marighella permaneceu por mais de 20 anos na clandestinidade, até sua morte, em São Paulo no ano de 1969.

Defensor das reformas de base – educação, agrária e manutenção das riquezas naturais, ele sabia da importância dessas premissas para nossa soberania e para o crescimento do Brasil. Se estivesse ainda entre nós, veria que sua luta não poderia ser mais atual, nos três pontos nada, ou quase nada, mudou.

Carlos, como era tratado carinhosamente pelos mais próximos, lutou em todas as frentes por um Nação livre e independente e para que nossas riquezas retornassem em benefícios para o povo brasileiro e não o contrário. Mais atual, impossível. Só a título de refrescar a memória: até nosso subsolo está comprometido e em mãos de pessoas sem nenhum compromisso pátrio, sem falar do cantado em prosas e versos Pré-Sal.

Estudante brilhante na Bahia, orador de primeira, Mariguella era de uma coragem admirável. Desde jovem defendeu com muita valentia seus princípios, foi uma referência para seus camaradas. Junto com Fernando Santana, Giocondo Dias, Luís Contreiras, Milton Cayres de Brito (foi meu professor na Faculdade de Comunicação da UFBA), entre tantos outros, escreveu com letra maiúscula a história do Partido Comunista Brasileiro.

-Não tive tempo de ter medo, esta frase está gravada na lápide de mármore desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer no seu túmulo no Cemitério Quinta dos Lázaros, resume de forma definitiva a vida deste bravo cidadão baiano e do mundo Carlos Marighella. Em São Paulo, na Bahia, no Rio de Janeiro e em cada canto deste planeta onde haja sentimento de amor, solidariedade e justiça homenagens serão prestadas a este líder brasileiro nesta quarta-feira, data da sua morte.

As solenidades começam cedo, em São Paulo, com a inauguração de uma placa na Alameda Casa Branca, local em que Mariguella foi assassinado, numa operação comandada pelo nefasto delegado do Dops Sérgio Paranhos Fleury, e a concessão de título de Cidadão Paulistano/Medalha Anchieta. Em Salvador, acontece um ato político na Biblioteca dos Barris, às 18 horas. O ato vai contar com a participação do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi e do governador Jaques Wagner. O deputado Emiliano José – autor da biografia de Carlos Marighella- representará sua família no evento.

Maria Olívia é jornalista, colaboradora do Bahia em Pauta

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Comentários

MARCIO on 4 novembro, 2009 at 12:07 #

Flores, muitas flores para o combatente Carlos Marighella. Viva!


Luciano on 5 novembro, 2009 at 17:10 #

Só agora estou conhecendo a história deste bravíssimo brasileiro. Ainda bem que estamos em uma democracia e podemos externar nossa opinião.


Graça on 5 novembro, 2009 at 23:17 #

Viver para contar a história de quem se foi, sacrificando-se para que, um dia, pudessemos contá-la, nos obriga a fazê-lo! Isso se chama Justiça!


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