Paulo Souto em Juazeiro/ Foto Enfoque
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GRAZZI BRITO

JUAZEIRO (BA)- O ex-governador Paulo Souto também veio marcar terreno no Vale do São Francisco. Ele esteve em Juazeiro, no último fim de semana e não economizou críticas ao governo Wagner, o democrata disse ver decepção e desencanto nas pessoas, e a causa disso está “nesse governo que está prestes a terminar. Isso que está aí não dura para sempre”, prestes a terminar pode estar ou não, já que pode ser reeleito no próximo pleito.

“É um governo que só pensa em política, nos interesses do partido, no emprego dos companheiros. Política é importante, o partido é importante, mas esse governo só faz alguma coisa pensando nas eleições de 2010; coopta deputados, prefeitos, distribui empregos. Só não realiza obras e nem consegue pensar nos interesses da população”, atacou.

Talvez a confiança e o otimismo de Souto tenham sido reforçados pela notícia de que uma enquête realizada em uma rádio da cidade, de bastante audiência, apontou seu nome como favorito para ser o próximo governador da Bahia, embora gato escaldado tenha medo de água fria, lembrando a campanha e as pesquisas de 2006.

ATÉ O HOSPITAL

A gestão do tão bem falado Hospital Regional de Juazeiro, que brilha nas propagandas do Governo Estadual também foi criticada por Paulo Souto. “A única obra desse governo, com três anos de atraso, entregue a um instituto que não deu certo em Petrolina e ouço cada vez mais reclamações que não estão sendo oferecidos os serviços prometidos”, e nessa ele não está sozinho durante essa semana alguns vereadores usaram a tribuna da câmara municipal para fazer queixas do atendimento nesse hospital.

“Graças a Deus as pessoas não perderam a esperança. Tenho falado sempre às pessoas que me procuram que entendo esse sentimento de desesperança, de frustração, algumas vezes chega até a um sentimento de revolta, mas o que eu sempre peço é não percam a esperança. Sempre há forma de trilhar um caminho novo, de mudar o que está acontecendo com a Bahia”, disse em tom de motivação.

Amanhã (05) é a vez do governador Jaques Wagner visitar a cidade, para compromissos oficiais. Esse é o ritmo da campanha política 2010, embora nenhum deles assuma que essas visitas têm esse propósito, pelo menos, por enquanto!

(Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, região do Vale do São Francisco )

Fotos e com informações: Enfoque comunicação

nov
04
Posted on 04-11-2009
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Sede da Petrobras: corrida das agências
petrobras 
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A Petrobras lançou nesta sexta-feira (30/10) o edital de concorrência para contratação de três agências que irão prestar serviços de Publicidade. A Companhia vai destinar o valor de R$ 250 milhões no primeiro ano, que será dividido entre as três agências vencedoras. O contrato terá duração de dois anos e poderá ser renovado por igual período.

A modalidade desta concorrência será a de melhor técnica, onde se considera também o preço apresentado. A comissão será formada exclusivamente por profissionais da Petrobras. A análise técnica para a seleção das propostas será realizada sem que a comissão conheça os proponentes. Para que isso aconteça, ao adquirir o edital, os proponentes receberão os envelopes onde deverão colocar suas propostas e documentação, separadamente.

A entrega destas propostas será realizada no dia 30 de novembro, às 10 horas, no 12º andar do edifício sede da Petrobras (Av. Chile, 65, Centro, Rio de Janeiro). O anúncio das agências vencedoras será feito até o dia 30 de janeiro de 2010, quando terminam os contratos em vigência.

Poderá participar da concorrência qualquer agência de publicidade que apresente a documentação legal e que cumpra os requisitos do edital, que foi publicado hoje no Diário Oficial da União e no site da Petrobras (na área Centro de Negócios).

(Laura Tonhá, publicitária)

nov
04
Posted on 04-11-2009
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Bahia em Pauta reproduz a seguir, neste 4 de novembro de homenagens em Salvador e em várias partes do País, pela passagem dos 40 anos da morte de Carlos Marighella, o texto produzido pela repórter Patrícia França, publicado no jornal A TARDE, edição do último domingo. Passado, presente e futuro neste relato sobre a vida, lutas e legados (intelectual inclusive) de um revolucionário baiano do tamanho do Brasil.Colaborou Maria Olívia. Confira.

Túmulo de Marighella em Salvador
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MEMÓRIA

“Não tive tempo para ter medo”. A frase gravada na lápide de mármore desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e que está exposta no túmulo de Carlos Marighella, no Cemitério Quinta dos Lázaros, resume a trajetória de luta e ideal libertário do líder comunista baiano assassinado no dia 4 de novembro de 1969, em São Paulo, numa emboscada das forças repressoras do regime militar. A figura humana em posição de luta e cinco projéteis de escopeta cravados na altura do peito – formando a constelação Cruzeiro do Sul, que também consta no centro da bandeira brasileira – completam a criação que denuncia a perseguição aos que lutaram contra a ditadura militar em defesa da democracia.

O tombamento como patrimônio da municipalidade do túmulo concebido por Niemeyer é um dos muitos atos que estão sendo programados em Salvador, São Paulo e no Rio de Janeiro para relembrar a passagem dos 40 anos de morte de Carlos Marighella. As atividades serão abertas nesta quarta-feira, data em que o ex-deputado comunista tombou assassinado no centro de São Paulo, com a inauguração de uma placa na Alameda Casa Branca.

Foi neste local que Marighella foi surpreendido por uma operação comandada pelo então delegado do Dops (Departamento de Ordem e Política Social) Sérgio Paranhos Fleury – conhecido pela crueldade com que perseguia opositores do regime militar. Manifesto As pichações que hoje desfiguram a obra do arquiteto Oscar Niemeyer, comunista e igualmente perseguido pelos militares, reforçam a importância das homenagens que instituições como Tortura Nunca Mais, Memorial da Resistência, governos da Bahia, de São Paulo e Rio de janeiro e Secretaria Nacional de Direitos Humanos, além de camaradas de luta, como Luís Contreiras e Fernando Santana, prepararam para homenagear Marighella.

Um documento intitulado Manifesto em Memória de Carlos Marighella está circulando na internet e tem a adesão de nomes como Fábio Konder Comparato, jurista e professora da USP; o escritor Fernando Morais; Frei Betto e Leonardo Boff; cineasta Sílvio Tendler, Wagner Tiso e o crítico Antônio Cândido. As homenagens ao herói da resistência se estenderão até o dia 10 de dezembro.

O advogado e ex-deputado estadual Carlos Marighella Filho, que só aos 8 anos de idade conheceu o pai, forçado que foi a viver na clandestinidade, o define como uma pessoa “desassombrada” e de “ação”, características que o próprio Marighella revelou ao dizer, numa entrevista concedida em 1968, que não teve tempo para ter medo. Comunista como o pai e também vítima da repressão – foi torturado pelo coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra e condenado com 14 comunistas baianos pela Lei de Segurança Nacional –, Marighella Filho revisita a memória e fala do pai, que se tornou militante do PC aos 18 anos e fez da poesia a arma de luta pela liberdade.
A primeira prisão de Marighella foi consequência de um poema tecendo críticas ao interventor da Bahia, general Juracy Magalhães, em 1932. Obrigado a interromper os estudos por conta da militância, vai para o Rio de Janeiro. Em 1936, é preso novamente, depois passa seis anos no presídio de Fernado de Noronha. Marighella Filho lembra que um jornal da época, estampando a foto do pai com um outro comunista, ambos com hematomas no rosto, trazia a seguinte manchete: “Em nome da boa profilaxia social, a polícia do Rio de Janeiro acaba de prender dois homens afetados de comunismo”. “Toda aquela violência contra um poeta era justificada, como se fosse uma doença contagiosa” , lamenta o filho sobre o pai.

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Capa da revista no tempo da covardia
Vemarighella
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MEMÓRIA

POETA DESDE O GINÁSIO DA BAHIA

No Ginásio da Bahia ficaria notória a prova de Física que o estudante Carlos Marighella respondeu em 40 versos, cujo tema era “Catóptrica, leis de reflexão e sua demonstração, espelhos, construções de imagens e equações catóptricas”. Cursava, então, o 5º ano do Ginásio da Bahia, em 23 de agosto de 1929, aos dezoito anos. O tema da prova fora sorteado na sala de aula, antes do exame, um detalhe pouco conhecido. Marighella assim respondeu:


Doutor, a sério falo, me permita,
Em versos rabiscar a prova escrita.

Espelho é a superfície que produz, Quando polida, a reflexão da luz.
Há nos espelhos a considerar
Dois casos, quando a imagem se formar.

Caso primeiro: um ponto é que se tem;
Ao segundo um objeto é que convém.

Seja a figura abaixo que se vê,
o espelho seja a linha betacê.

O ponto P um ponto dado seja,
Como raio incidente R se veja.

O raio refletido vem depois
E o raio luminoso ao ponto 2.
Foi traçada em seguida uma normal
o ângulo I de incidência a R igual

Olhando em direção de R segundo,
A imagem vê-se nítida no fundo,
No prolongado, luminoso raio,
Que o refletido encontra de soslaio.

Dois triângulos então o espelho faz,
Retângulos os dois, ambos iguais.

Iguais porque um cateto têm comum,
Dois ângulos iguais formando um.

Iguais também, porque seus complementos
Iguais serão, conforme uns argumentos.

Quanto a graus, A+I possui noventa,
B+J outros tantos apresenta.

Por vértice opostos R e J
São iguas assim como R e I.

Mostrado e demonstrado o que é mister,
I é igual a J como se quer.
Os triângulos iguais viram-se acima,
L2, P2, iguais, isto se exprima.

IMAGEM DE UM PONTO

Atrás do espelho plano então se forma
A imagem, que é simétrica por norma.

IMAGEM DE UM OBJETO

Simétrica, direita e virtual,
E da mesma grandeza por final.

Melhor explicação ou mais segura
Encontra-se debaixo na figura.

A prova em versos rendeu a Marighella nota dez e ficou exposta no corredor do colégio até 1965, protegida por uma moldura envidraçada, como exemplo para os demais estudantes. O Ginásio da Bahia ficava no Bairro de Nazaré, hoje Colégio Central.

(Maria Olivia, jornalista)

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nov
04
Posted on 04-11-2009
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A Receita Federal abrirá na próxima segunda-feira (9) consulta ao sexto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2009. Também será liberado mais um lote da malha fina de 2008. A informação é do portal UOL, assinada pela repórter Lorenna Rodrigues, da Folha Online em Brasília.

Segundo a UOL, as restituições para os dois exercícios serão creditadas no dia 16 de novembro. Para 2009, será depositado R$ 1,96 bilhão para 2,138 millhões de contribuintes. O valor corresponde às restituições corrigidas pela Selic de maio a novembro (5,39%).

O total restituído neste mês ficou bem acima do pago no mês passado, que totalizou R$ 1,15 bilhão. Na época, o ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu que o governo estava “segurando” as restituições do contribuinte por conta da queda de arrecadação ocasionada pela crise econômica. Mantega recuou e prometeu restituir todos os contribuintes que não caírem na malha fina até o fim do ano.

nov
04

Alencar: confiante na cura
Jalencar
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Noticia da Agência Brasil, publicada no portal Web R7 , da Rede Record, revela que o vice-presidente da República, José Alencar, afirmou ontem (3), que os exames de saúde que fez no último dia 22 mostraram uma redução significativa no tamanho dos tumores em seu abdômen. Alencar voltou a falar de cura para a doença que enfrenta há 12 anos e disse que os médicos estão “exultantes” com os resultados do tratamento.

– Os médicos não esperavam por isso [a redução do tamanho dos tumores]. É prova de que o coquetel, com uma série de medicamentos intravenosos e orais, está trabalhando e sendo eficaz no combate. E, mais do que isso, Deus está nos guiando, nos levando à uma expectativa de cura”.

Segundo a notícia do R7, Alencar insistiu que não sente “medo” ao falar de câncer e que é preciso induzir a sociedade brasileira a discutir a doença “sem receio da palavra” e “sem preconceito”, para que se possa salvar vidas.

– O que precisamos é dar condições a todos os brasileiros para que obtenham o chamado diagnóstico precoce – afirmou, ao defender a realização de exames periódicos.

– A minha expectativa é de que possamos vencer o câncer. Não é fácil porque o câncer é uma ameaça para o mundo inteiro, mas estamos indo bem. Deus está me ajudando. Há uma corrente que se formou no Brasil inteiro. Tenho recebido manifestações por meio de orações de pessoas dos estados mais distantes, que eu nem conheço. Deus está ouvindo. Estou animado.

O vice-presidente luta contra o câncer desde 1997. Ao todo, ele já passou por 15 operações, nove delas contra o câncer.

nov
04
Posted on 04-11-2009
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Parada Gay no Rio /img.DN
Riogay

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Deu na mídia mundial

O Rio de Janeiro é mesmo uma cidade cada vez mais multifacetada. Ontem , a Cidade Maravilhosa ultrapassou Barcelona, Londres, Buenos Aires, Montreal e Sydney , ao ser escolhida como o melhor Destino Gay do Mundo. O resultado da eleição foi anunciado em Boston, EUA, durante a 10.ª Conferência Internacional de Turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros).

O jornal Diário de Notícias, de Portugal, que dá a notícia em uma de suas manchetes na edição desta quarta-feira, 4, assinala que a sondagem foi realizada durante dois meses pelo site TripOutTravel e pelo canal americano Logo,da MTV, com os votos de mais de cem mil pessoas. O Rio, “que luta para fazer jus a este título”, segundo um dos jornais mais lidos de Portugal, venceu fortissimas concorrentes em vários contionentrs as concorrentes.

Segundo o DN, o secretário especial de Turismo do Rio, Antonio Pedro Figueira de Mello, não podia estar mais satisfeito. “Esta é mais uma vitória que vem reforçar a vocação do Rio de Janeiro em receber bem os turistas. O Rio recebe todos de braços abertos. Demos total apoio à campanha de escolha do Rio como melhor destino gay do mundo e queremos, cada vez mais, atender bem e melhor a qualidade do serviço prestado a este segmento da sociedade”, declarou.

DN assinala ainda , que a empresa oficial de turismo, Riotur, vem investindo no atendimento ao público LGBT desde o início do ano. No site da empesa há uma secção especial destinada a este segmento, com dicas de bares, restaurantes, hotéis e todos os locais considerados gay friendly da cidade. No domingo, a parada gay reuniu um milhão de pessoas em Copacabana, apesar das fortes chuvas que cairam na Cidade Maravilhosa na hora do desfile.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações do DN e agencias americanas e européias de notícias)

nov
04
Posted on 04-11-2009
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Marighella, um combatente
Cmarighella

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CARLOS

Maria Olívia

Hoje, 4 de novembro, completam-se 40 anos do assassinato de Carlos Marighella. Aguerrido militante político, deputado federal e um dos principais combatentes contra a ditadura militar no país, Marighella permaneceu por mais de 20 anos na clandestinidade, até sua morte, em São Paulo no ano de 1969.

Defensor das reformas de base – educação, agrária e manutenção das riquezas naturais, ele sabia da importância dessas premissas para nossa soberania e para o crescimento do Brasil. Se estivesse ainda entre nós, veria que sua luta não poderia ser mais atual, nos três pontos nada, ou quase nada, mudou.

Carlos, como era tratado carinhosamente pelos mais próximos, lutou em todas as frentes por um Nação livre e independente e para que nossas riquezas retornassem em benefícios para o povo brasileiro e não o contrário. Mais atual, impossível. Só a título de refrescar a memória: até nosso subsolo está comprometido e em mãos de pessoas sem nenhum compromisso pátrio, sem falar do cantado em prosas e versos Pré-Sal.

Estudante brilhante na Bahia, orador de primeira, Mariguella era de uma coragem admirável. Desde jovem defendeu com muita valentia seus princípios, foi uma referência para seus camaradas. Junto com Fernando Santana, Giocondo Dias, Luís Contreiras, Milton Cayres de Brito (foi meu professor na Faculdade de Comunicação da UFBA), entre tantos outros, escreveu com letra maiúscula a história do Partido Comunista Brasileiro.

-Não tive tempo de ter medo, esta frase está gravada na lápide de mármore desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer no seu túmulo no Cemitério Quinta dos Lázaros, resume de forma definitiva a vida deste bravo cidadão baiano e do mundo Carlos Marighella. Em São Paulo, na Bahia, no Rio de Janeiro e em cada canto deste planeta onde haja sentimento de amor, solidariedade e justiça homenagens serão prestadas a este líder brasileiro nesta quarta-feira, data da sua morte.

As solenidades começam cedo, em São Paulo, com a inauguração de uma placa na Alameda Casa Branca, local em que Mariguella foi assassinado, numa operação comandada pelo nefasto delegado do Dops Sérgio Paranhos Fleury, e a concessão de título de Cidadão Paulistano/Medalha Anchieta. Em Salvador, acontece um ato político na Biblioteca dos Barris, às 18 horas. O ato vai contar com a participação do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi e do governador Jaques Wagner. O deputado Emiliano José – autor da biografia de Carlos Marighella- representará sua família no evento.

Maria Olívia é jornalista, colaboradora do Bahia em Pauta

nov
04
Posted on 04-11-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 04-11-2009

Toffoli: festa de arromba
mintoffoli
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PALAVRA DO LEITOR:

BRUMADO ( BA) – A informação de que a Caixa Econômica Federal entrou com R$ 40 mil para pagar a festa realizada em homenagem à posse do ministro José Antônio Toffoli no Supremo Tribunal Federal é reveladora dos maus costumes que pautam as relações nos órgãos públicos. Não é razoável que um banco público patrocine convescote para 1,5 mil pessoas a pretexto de comemorar a posse de um ministro da Suprema Corte.

Toffoli diz que não organizou o jantar e não pediu ajuda. Achava que a festa estava sendo bancada pela Associação dos Juízes federais, com a contribuição dos seus associados. Não estava. A Ajufe pediu R$ 50 mil à Caixa. levou R$ 40 mil. O valor é insignificante, mas, assim como o pufe da governadora Yeda Crusius, torna-se símbolo de uma forma de ver a coisa pública.

O caso se torna ainda mais emblemático por se tratar de um pedido de patrocínio feito por juízes federais para saudar a chegada de um novo ministro ao STF. A justificativa da Caixa para o patrocínio é um primor: o dinheiro foi dado visando retorno mercadológico. Traduzindo, seria uma oportunidade de divulgar produtos e serviços em uma festa para “público de relacionamento institucional” do banco.

A doação da Caixa abre caminho para um bom debate sobre patrocínios de estatais e de empresas privadas a eventos organizados por magistrados. Como em algum momento os tribunais podem ser chamados a julgar causas que envolvem esses patrocinadores, sempre ficará a dúvida sobre a intenção de quem banca um congresso, uma viagem ou um jantar de confraternização.

A discussão sobre os limites do aceitável por juízes é antiga. Em 2005, por exemplo, virou polêmica nacional a viagem ao Chile de 12 ministros do STJ, acompanhados das mulheres, com despesas pagas pela Amil, um dos maiores planos de saúde do país.

( Geraldo Guedes, leitor do Bahia em Pauta, mora em Brumado, região da Chapada Diamantina)

nov
04
Posted on 04-11-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 04-11-2009

Juliana Paes, a Maya da novela: “ilusão”
juliana

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Deu no jornal

No artigo que assina nesta quarta-feira, 4, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho fala da recente novela das oito da TV Globo, Caminho das Índias, “bonitinha mas ordinária”, mas que ainda assim deixa lições. Por exemplo: “Maya, a ilusão, que pode ser linda como a atriz Juliana Paes, ou asquerosa como o engano, a mentira, o disfarce, o encobrimento”. Confira a seguir no Bahia em Pauta a reprodução do texto de Ivan.
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OPINIÃO

Maya, bombas, holocausto e mensalão

Ivan de Carvalho

O bramanismo, assim como a Teosofia, nos falam de algo muito importante, Mahamaya, que significa A Grande Ilusão.

Mahamaya, a Grande Ilusão, seria nada mais, nada menos do que o Universo. Para nós, real, pois individualmente somos parte dessa ilusão e não conseguimos perceber o que há por trás da máscara da formidável realidade. O Universo, portanto, é real para si mesmo, mas em verdade é uma ilusão quando confrontado com a verdadeira realidade – Brahman, com o seu pensamento, que o bramanismo denomina Parabrahman, e a matéria perene, incrivelmente sutil e indiferenciada (o caos aparente) destinada a tornar-se provisoriamente o Universo em um número interminável, infinito de ciclos, numa evolução sem fim.

Mas este é um espaço preferencialmente dedicado à política. E embora tentado a prosseguir no grande tema abordado até aqui – o que talvez fizesse se hoje fosse sábado – obrigo-me a conduzir este artigo para o rumo apontado pela finalidade do espaço em que é publicado. Não será possível, assim, prosseguir tratando de Mahamaya, a Grande Ilusão, mas creio que possa, até porque na política isto cada vez mais parece natural e adequado, falar de maya, não aquela representada pela bela Juliana Paes na bonitinha, mas ordinária novela Caminho das Índias, e sim de maya, a ilusão. Maya, a ilusão sem maha (grande), que pode ser linda como a atriz, ou asquerosa como o engano, a mentira, o disfarce, o encobrimento.

Recentemente, tratei aqui, e não apenas uma só vez, do tresloucado presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tentando impor ao mundo duas ilusões desse último tipo.

Uma, ao buscar encobrir, com uma peneira que não tapa o sol, mas com o inacreditável apoio da diplomacia e do governo brasileiro, o caráter bélico do programa nuclear iraniano, apoio dado imediatamente após descobrir-se ou revelar-se que – além das suas instalações nucleares conhecidas, cuja fiscalização pela Agência Internacional de Energia Atômica o Irã tem inviabilizado sistematicamente – o governo iraniano construiu uma planta nuclear subterrânea e secreta demasiado pequena para produção de energia elétrica, mas suficiente para produzir armas nucleares.

A outra ilusão que já pela segunda vez o reeleito presidente Ahmadinejad (a primeira vez foi às vésperas da reeleição) tenta impingir é a ilusão de que o Holocausto (a matança de seis milhões de judeus pelo nazismo) foi apenas “propaganda para justificar a criação do Estado de Israel”, nas palavras de Ahmadinejad, disposto a “varrer Israel do mapa”. O mesmo Ahmadinejad que o governo brasileiro vai receber no dia 23 com festa e os tradicionais rapapés do Itamaraty.

Mas nem só de Ahmadinejad vive maya. Também de mensalão. Como o citado presidente nega o Holocausto, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque, do PSB, como testemunha de defesa do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, afirmou ontem na 12ª Vara Federal do Distrito Federal, que o chamado esquema do mensalão nunca existiu.

Lula dizia que não sabia do mensalão. Agora, dizem que nem existiu. Foi maya

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