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Posted on 03-11-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 03-11-2009

Testemunhas de um dia para não esquecer
testemunhas
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O governo de Angela Merkel publicou anúncio nos jornais para encontrar alemães que testemunharam a derrubada do Muro de Berlim e queiram acompanhar a chanceler no dia 9 de Novembro, na cerimõnia que marcará os 20 anos daquele dia histórico não só para a Alemanha e Europa, mas simbólica e crucial também para a humanidade.

Merkel procura conterrâneos que atravessaram o muro de Berlim na noite da sua queda, a 9 de Novembro de 1989, para fazerem o mesmo trajeto com a chanceler no dia do 20.º aniversário deste acontecimento, cujas celebrações já começaram desde sábado passado.

Um porta-voz do governo informou a AFP que as pessoas procuradas são alemães que vivessem na ex-RDA e que, naquela noite, tenham atravessado o muro para a RFA, através do posto fronteiriço de Bornholmer Strasse, que foi o primeiro a abrir.

“As testemunhas são convidadas, a 9 de Novembro de 2009, a fazer novamente este caminho na companhia da chanceler, do presidente da câmara de Berlim e de outros convidados. Os seus familiares poderão acompanhá-los”, diz o anúncio que ontem foi colocado em vários jornais alemães.

Na travessia do antigo posto fronteiriço deverão participar personalidades como o antigo dirigente soviético Mikhaïl Gorbachev e o antigo líder anticomunista polaco Lech Walesa. Os interessados devem manifestar-se junto dos serviços de imprensa do Governo, pelo telefone.

O Executivo de Merkel, saído de uma coligação de centro-direita, está ulttimsndo os preparativos para as comemorações do 20.º aniversário da queda do muro, batizadas de Festa da Liberdade.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da AFP e DN)

nov
03
Posted on 03-11-2009
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Levi-Straus: glória do século XX
Levi-Straus
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O filósofo e antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que influenciou gerações de investigadores e estabeleceu as bases da antropologia moderna, faleceu aos 100 anos, segundo informou nesta terça-feira sua editora. Lévi-Strauss, que viveu no Brasil, onde realizou alguns de seus estudos mais importantes, morreu na madrugada de sábado para domingo aos 100 anos, anunciou hoje a Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, de Paris.

Lévi-Strauss, considerado um dos intelectuais mais relevantes do século XX, destacado antropólogo e “pai” da corrente estruturalista das ciências sociais, influenciou de forma decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.

Lévi-Strauss foi um dos maiores intelectuais franceses do século XX e lançou as bases da Antropologia moderna. Foi o primeiro membro centenário da Academia Francesa, para onde entrou em 1973. E foi também um crítico do etnocentrismo e de algum modo um precursor intelectual do movimento ecológico.

Filho de judeus franceses, nasceu na Bélgica, em 1908, mas mudou-se para França ainda em idade de estudar no liceu. Depois, na Sorbonne, em Paris, estudou Direito e Filosofia, tendo sido professor desta última disciplina no ensino secundário.

Em 1935 mudou=sei para o Brasil. Aceitou um lugar como professor de Sociologia na Universidade de São Paulo, onde começou a sua carreira de etnólogo. Naquela época, havia milhares de índios nos subúrbios da cidade, o que lhe permitiu dedicar os fins-de-semana à sua nova disciplina.

Partiu mais tarde para o Mato Grosso e a Amazónia, onde contactou muitas tribos. Depois também estudaria índios norte-americanos.

Em “As Estruturas Elementares do Parentesco”, sua primeira obra de grande projeção, publicada em 1949, forneceu um novo método de análise que se tornou comum a muitos antropólogos. A tese do livro é que o “parentesco” está no centro da Antropologia que estuda o homem na sua dimensão social. E aqui o parentesco é entendido como as regras de aliança, de filiação, de residência ou de perpetuação das populações.

A sua obra mais marcante, “Tristes Trópicos”, chegou em 1950. Trata-se de uma autobiografia intelectual que recebeu o Prémio Goncourt e teve êxito também junto de um público muito para além da comunidade científica. E, em 1958, Antropologia Estrutural abre o caminho ao estruturalismo, a nova corrente do pensamento de que foi o principal teorizador, aplicando ao conjunto dos factos humanos de natureza simbólica um método que procura as formas invariáveis existentes em conteúdos diferentes. No ano seguinte era titular da Antropologia Social no Collège de France, de onde se reformou em 1982.

Lévi-Strauss criticou também o aparecimento de uma corrente de pensamento humanista que secundarizou a natureza, tornando-se assim num precursor do movimento ecologista.

Numa entrevista em 2005, Lévi-Strauss disse: “Dirigimo-nos para uma espécie de civilização à escala mundial (…) Estamos num mundo ao que já não pertenço. Aquele que conheci, aquele de que gostei, tinha 1 bilhão e 500 milhões de habitantes. O mundo atual tem seis bilhões de humanos. Já não é o meu.”

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de agencias de notícias européias, portal TSE, jornal Público e Diário de Notícias, de Portugal)

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O ex- Procurador-geral da República de Portugal, Cunha Rodrigues refutou nesta terça-feira em Lisboa os que no continente europeu apontam o seu país como dos mais corruptos da Europa. Diante da forte polêmica levantada sobre o tema nas últimas semanas, Rodrigues classificou o fenómeno da corrupção como uma crise das sociedades desenvolvidas e frisou que “não se pode dizer que Portugal seja um dos piores casos”.

«O fenómeno da corrupção está a afetar muito Espanha», mas «há outros países, por exemplo, do Leste onde o fenómeno tem raízes muito antigas, o que provoca problemas», afirmou ex-Procurador-geral da República, quando questionado sobre os casos de corrupção em Portugal e a atuação da Justiça, que tem sido muito questionada ultimamente.

Neste sentido, continuou, assinala Rodrigues, não seria realista dizer que Portugal está entre os piores no que se refere à corrupção, porque esse é um problema das «sociedades desenvolvidas», que necessita de uma resposta.

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Cochannel

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CRÔNICA / CINEMA E COMPORTAMENTO

COCO CHANEL:GARRA DE VIVER E VENCER

Aparecida Torneros

Ela nasceu no final do século XIX.
Atravessou o século |XX, com galhardia.
Foi pioneira, da vida, em seu estilo próprio, e da moda, com sua arrojada disposição de inovar. Ficou famosa, faleceu em 1971, mas seu trabalho permanece, sua lendária griffe se perpetua, e seus conceitos de liberdade de vestir para as mulheres, vieram para reinar. No filme, “Coco antes de Chanel”, o que vi, pareceu-me ainda muito pouco, em face da sua longa e produtiva vida. Entretanto, o que se vê relatado é o eixo básico que formatou sua garra para viver e vencer, num mundo competitivo e masculino, que ela tão bem enfrentou para ousar ser quem foi e continua sendo, como personagem ímpar da história feminina dos últimos tempos.

Coco Chanel, a Gabrielle aguerrida, afoita, talentosa e perspicaz, tão bem interpretada por Audrey Tautou, nos é trazida com a performance das criaturas que não se acomodam e que se entregam aos desafios do cotidiano, inclusive do amor, com sua paixão ou seu final trágico.

As imagens mostram a vida bucólica de uma França emergente para a indústria, os primeiros automóveis, a sociedade que se diverte em torno dos cavalos, o teatro com suas mulheres enchapeladas, os costumes dos espartilhos, dos excessos de flores, jóias, coisas que Chanel soube neutralizar e impor com seu estilo mais sóbrio, elegante, devastadoramente capaz de despertar a curiosidade masculina.

Através de roupas pudicas, fechadas, ela provou, muitas vezes, que o desejo se esconde onde se escondem as curvas, e também soube revelar as facetas da sensualidade feminina no jogo de luz e sombra, no pretinho básico, nas pérolas misteriosas, nos complementos charmosos, em bolsas, sapatos, chapéus e até perfumes.

O filme deixa no ar o longo tempo da sua caminhada enquanto estilista que se tornou referência mundial. O maior enfoque dessa obra da telinha, se dá à sua descoberta como pessoa, mulher, profissional e sua sede de vencer em Paris.
Há uma aura de paixão pelo desconhecido e pelo sucesso, coisas que Chanel não só perseguiu, como se apropriou com apetite voraz, sem voltar atrás, seguindo um caminho de trabalho, dedicação, sensibilidade e senso de oportunidade.
Uma mulher à frente do seu tempo, não resta dúvida, Coco Chanel, ainda pode ser contada, de mil maneiras e em todas, será sempre uma figura lendária, nos suscitando admiração e respeito. Senão, vejamos.

Chanel, quem não sonhou com ela, nos últimos 80 anos, em sã consciência, sendo mulher e habitando o Ocidente? Devo ter sido uma menina suburbana que a teve como referência distante e inatingível, enquanto a admirei de longe, acompanhei sua moda pelas revistas, notícias, ufanei com seus delirantes desfilhes e só fui usar uma gota de Chanel número 5, lá pelos meus 30 anos, quando ousei comprá-lo e submeter-me ao seu teor mágico.

Chanel, a lenda da moda, a dama do tailler, dos colares, dos sapatos semi abertos e bicolores, aquela das bolsas de matelassê, com alças em correntes, a mesma da feitiçaria francesa de mulheres magras, leves e deslizantes, ditando normas para atrizes, rainhas, primeiras damas, famosas que tinham acesso livre ao seu criativo dom de encantar.

Chanel, a menina pobre que se tornou estilista famosa. A doce mulher de negócios, uma experta cidadã antenada com a indústria da beleza e a sede capitalista do consumo de sonhos, ela mesma aparece agora em cinema, em mais de uma produção, assim como já apareceu em teatro, livros, seriados e ainda vai se superar em novas histórias que dela não cansarão nunca de falar.

Chanel, a mulher que revolucionou a mulher no século XX, trazendo-a para um lugar onde sua feminilidade flui diante de olhos amantes de pérolas, de paixões baseadas em imagens românticas e clássicas, apesar dos tempos modernos, um adocicado século antigo permanece no semblante de uma mulher que eterniza o amor em seu coração sedento de verdadeira paixão. Aí, nesse lugarzinho especial, se instala o estilo Chanel, entre um suspiro de prazer e um profundo respirar capaz de renovar a auto-estima feminina ou sua esperança diante da vida.

Cida Torneros, escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

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