Tom Tavares, músico dos melhores e professor da Escola de Música da UFBA, inimigo de todos os reis, gente finissima, edita um dos blogs mais interessantes e inteligentes da praça. Lá o Bahia em Pauta foi buscar este vídeo sensacional que diverte enquanto apresenta música e instrumentistas da melhor qualidade. Palmas também para o trator. Confira. ( Postado por Vitor Hugo Soares, com agradecimentos a Tom Tavares)
Jorge Hage: jogo aberto na CGU
Deu na Folha de S. Paulo
Em artigo publicado na edição desta segunda-feira no jornal Folha de S. Paulo, o ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, enfrenta críticas aos órgão de controle de gastos públicos e joga aberto em suas respostas, principalmente em relação às queixas feitas dentro do governo, “a partir de justas reclamações do presidente da República quanto a paralisação e ao atraso de obras no país”. Para Hage, há inegáveis entraves que devem ser removidos. “Mas muitas das queixas contra órgãos de controle não tem nenhum fundamento”, rebate o ministro-chefe da CGU no artigo publicado na Folha, que Bahia em Pauta reproduz a seguir.
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OPINIÃO/ PRETEXTOS
Um debate equivocado
JORGE HAGE
A PARTIR das justas reclamações do presidente da República quanto à paralisação e ao atraso de obras de que o país tanto precisa, deflagrou-se um debate público que, na forma em que está posto, não levará a nada de útil. Serve só para acirrar ânimos e, pior, como pretexto para justificar conhecidas espertezas e mascarar incompetências.
Se há inegáveis entraves que devem ser removidos, não é menos verdade que muitas das queixas veiculadas contra os órgãos de controle e apresentadas ao presidente por certos gestores quando cobrados por atrasos não têm nenhum fundamento.
Um exemplo: uma autoridade estadual alegou ao presidente que certa obra atrasara porque a CGU considerara exorbitante o preço de alguns disjuntores, um valor insignificante diante do custo da obra: R$ 10 ou R$ 15, em uma obra de R$ 50 ou R$ 60 milhões.
Verifiquei e nada encontrei sequer parecido com isso: nem fora a CGU que fizera a tal glosa nem o montante era de R$ 15. Alcançava vários milhões de reais. Como esse, há inúmeros exemplos. Importa é colocar o debate em termos mais objetivos. A tensão entre gestores e órgãos de controle sempre existirá. E se resolve aplicando o princípio da razoabilidade.
Ninguém há de discordar da necessidade de aprimoramento dos procedimentos de controle. É indiscutível também que a paralisação de uma obra ou de um programa social é ruim para o país e só deve ocorrer como último recurso. Do mesmo modo que se responsabilizarão os culpados pelas fraudes, há que fazê-lo também quanto às paralisações descabidas.
Mas a discussão, que já vinha malposta, distorceu-se ainda mais com a divulgação de um estudo de juristas de fora do governo, encomendado (há dois anos) pelo Ministério do Planejamento com vistas a um futuro projeto de lei orgânica da administração.
Não se trata, ainda, de um projeto do Executivo, pois sua discussão mal começou. A CGU, por exemplo, discorda de grande parte do que ali se propõe para a área do controle, pois há inúmeros equívocos, inclusive conceituais, além da ausência da visão concreta que só a vivência da prática oferece.
O controle só de resultados é um ideal que pressupõe aprimoramento ainda não alcançado por nossa administração. Não podemos negligenciar o controle da legalidade e de procedimentos porque não temos, ainda, uma burocracia profissionalizada na maioria dos órgãos.
No atual governo é que se começou a restaurar a burocracia estável, que em grande parte fora substituída por terceirizações (de todos os tipos) nas últimas décadas. Isso na esfera federal. Pior ainda nas demais.
Por isso mesmo, as licitações nem sempre são baseadas em bons projetos, pois não havia capacidade nos órgãos para elaborá-los. Os editais eram (ainda são, às vezes) influenciados pelas próprias empresas licitantes. Não temos bons referenciais de preços nem de especificações. E por aí vai.
Assim, não dá para “facilitar” no controle da conformidade. O que se há de fazer, e estamos fazendo, é racionalizar ao máximo esse controle e combiná-lo com o de resultados. Procurando orientar o gestor antes que os problemas se tornem irreversíveis (controle preventivo).
Várias obras deixaram de ser paralisadas porque recebemos, na CGU, gestores federais, governadores e prefeitos para discutir os apontamentos de auditoria e encontrar soluções, levando em conta a lei e os resultados.
Além disso, fazemos uso do que há de mais moderno na tecnologia da informação para prevenir situações de risco que se revelem frequentes, mapeando tipologias de fraudes (nosso Observatório da Despesa Pública já identificou mais de duas dezenas delas só na área de licitações).
Ademais, ampliamos a transparência dos gastos, para que os cidadãos participem, cada vez mais, da fiscalização, o que tem dado excelentes resultados (o Portal da Transparência, hoje referência global, vai agora abrir páginas sobre a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016, divulgando desde os projetos até a execução). É por aí que deve evoluir o controle.
Não se trata de reduzi-lo nem de aumentá-lo, mas de racionalizá-lo, de forma a contribuir para a boa gestão, e não criar obstáculos a ela. Os obstáculos devem ser reservados para os que pretendam fraudar licitações, superfaturar obras, escamotear lucros no BDI. E, infelizmente, ainda encontramos muito disso em nosso dia a dia.
No Brasil, como no mundo, nessa área não há anjos. A corrupção, aliás, é hoje tópico de destaque da agenda mundial. Não dá para baixar a guarda.
JORGE HAGE, 71, mestre em direito público pela UnB (Universidade de Brasília) e em administração pública pela Universidade da Califórnia (EUA), é ministro-chefe da Controladoria Geral da União.
Deu na Laser
A bem informada e antenada coluna Raio Laser, da Tribuna da Bahia, traz em sua edição desta segunda-feira, 30, as seguintes notas sobre os estragos políticos da passagem do “Expresso da Propina”, cuja viagem de seus passageiros foi interrompida por operação da Polícia Civil do Estado. Leia a íntegra da coluna na edição impressa da TB. (VHS)
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Operação…
Para governistas, a bem montada operação “desmonte” de Geddel Vieira Lima, deflagrada com a prisão de aliado do ministro na Agerba sob a acusação de corrupção, pode estar muito longe de acabar. Há quem avalie que dificilmente o inquérito na polícia baiana seja encerrado logo.
… Anti-Expresso
Para quem pensa assim, as investigações podem durar até o ano que vem, com vazamentos episódicos, de forma a sangrar o ministro e seu grupo como maneira de efetivamente eliminá-lo do processo sucessório, o que manteria a polarização entre Jaques Wagner e o democrata Paulo Souto.
Incomum
Amigos de Jaques Wagner viram na sua declaração de que é “judeu”, por isso não perseguiria ninguém, como resposta àqueles que o acusam de estar por trás da “Operação Expresso” um recurso típico de marketing que, entretanto, lhes chamou a atenção: é que o governador faz normalmente pouca referência ao fato.
Vitória de Mujica, festa no Uruguai

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O centro histórico de Montevidéu transformou-se no grande palco de comemoração de milhares de uruguaios que sairam às ruas na noite de domingo e lá permaneceram durante toda madrugada comemorando a vitória da Frente Ampla, logo depois de encerrada a votação no segundo e decisivo turno das leições presidenciais. A coligação de partidos de esquerda que chegou ao poder em 2005, com Tabaré Vasquez, ganha agora um novo mandato de cinco anos na presidência do país com José Mujica, ou Pepe, como os eleitores o chamam.
Ex-guerrilheiro tupamaro, Mujica passou 14 anos na cadeia como preso político durante a ditadura uruguaia, que durou de 1973 a 1985. Agora, aos 74 anos, vitorioso, tem um discurso de conciliação e promete “governar para todo o país e não para grupos ou partidos”.
O vice é Danilo Astori, um economista que perdeu a convenção partidária de dezembro para o próprio Mujica, mas que aceitou compor a chapa. Ambos prometem dar continuidade ao governo de Tabaré, visto pela maioria como o presidente que ampliou o sistema de saúde, reduziu drasticamente o desemprego e aumentou a confiança internacional na economia do país – o que fez crescer os investimentos externos e também os salários, em média 25 por cento maiores do que há cinco anos.
Às 23h de ontem, horário de Brasília, com 70% das urnas apuradas, José Mujica tinha 52% dos votos. Seu adversário, Luis Alberto Lacalle, presidente de 1990 a 1995, tinha menos de 42% e já aceitava publicamente a derrota, pedindo aos uruguaios que se unissem e apoiassem o novo governante.
Pepe Mujica e Danilo Astori tomam posse no início de março.
Mais uma vez vem do Uruguai um grande exemplo de verdadeira convivência democrática na América Latina.
Postado por Vitor Hugo Soares)
O tricolor Chico Buarque

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Ainda em extase pelo banho de beleza do espetáculo da torcida do Fluminense nas arquibancadas do Maracanã na tarde de domingo, e apesar do fiasco do time baiano do Vitória em campo, a música para começar o dia nesta segunda-feira, 30, no Bahia em Pauta, é “Bom Tempo”, de Chico Buarque de Holanda, na voz do autor, tricolor roxo.
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Fluminense e Vitória ou Vitória e Fluminense como prefiram , as duas grandes paixões no futebol do editor deste site-blog desde que começou, ao lado do velho e saudoso pai, a frequentar a galera do Leão na Fonte Nova da saudade. Ou ao lado de amigos, no Rio, vendo o Flu brilhar e dar show como o da tarde de ontem. Coração dividido que se alegra e se entristece ao mesmo tempo.
Mas agora é hora de festejar!´Que desçam Nelson Rodrigues e Seu Alaôr para escutar também esta canção de Chico.
(Vitor Hugo Soares )
Fred: um dos herois da goleada

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Se o tricolor Fluminense escapar de fato do rebaixamento para a segunda divisão do futebol brasileiro este ano, deve seguramente um agradecimento especial ao rubronegro baiano Vitoria (que não corre mais nenhum perigo de cair) por ter facilado o máximo possível as coisas para o time carioca, na tarde deste domingo, 29, no Maracanã.
Até uma topada, providencial para o Flu, o grande goleiro do Vitória, o colombiano Viáfara, tomou bobamente em casa em Salvador, na véspera do embarque para o Rio, ficando fora do jogo. A porta ficou quase escancarada para a goleada de 4 a 0.
O atacante e goleador Roger, que prometia vingança contra seu ex-clube, tambem nem saiu da Bahia depois do cartão que tomou bobamente contra o Barueri no Barradão. Leandrão, o substituto, andou proximo do tipo quer o baiano chama de “atoleimado”.
Para completar o técnico Mancini, na despedida medíocre de sua segunda passagem pelo clube baiano, não poderia ter feito pior.Tirou do jogo o atacante Neto Berola, o único com algum lampejo de vontade, talento e criatividade no time do Vitória esta tarde no Maracanã.
O editor deste Bahia Bahia em Pauta, torcedor doente do tricolor das laranjeiras desde menino, não torcia pela queda do FLU, pelo contrário! Mas o Vitória, seu time do coração na Bahia, não precisava facilitar tanto.
Dá até para desconfiar!
(Vitror Hugo Soares, Fluminense e Leão roxo)
Em Brasilia o governador José Roberto Arruda aparece recebendo maços e maços de dinheiro vivo, de procedência mais que duvidosa. A gravação de tudo foi feita pelo secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa Rodrigues, em seu gabinete, no dia 15 de outubro.
Arruda aparenta algum desconforto e vacila em receber os recursos em mãos , mas logo acha um saída: o dinheiro acaba colocado em um envelope e levado pelo motorista até o carro do governador. Na mesma conversa, Arruda também pede emprego para um filho e ajuda para contratação de empresas de amigos. Que tempos! Que costumes!
E os diálogos?
- Deixa eu pegar um negócio aqui antes que eu me esqueça – diz Durval, que se levanta do sofá e logo retorna com o dinheiro, que entrega ao governador. – Você lembra disso aqui?
- Ah! Ótimo. Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui – responde Arruda. Durval se levanta e vai a té sua mesa enquanto o governador prossegue: – Eu tô achando que você podia passar lá em casa porque descer com isso aqui é ruim.
Bem, o resto é o que se sabe e circula em vídeos postados em sites, blogs e portais país e mundo afora. E as desculpas e justificativas desavergonhadas de praxe…
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Na Bahia é o “Expresso da Propina”, interrompido em plena viagem, conduzindo seus passageiros de conversas e acordos suspeitos , lesivos e desonrosos, cheios de códigos e estranhas paradas e encontros marcados na Assembéia Legislativa da Bahia e no refinado restaurante Barbacoa.
Nenhuma letra consegue retratar tão bem este desolador estado de coisa nas relações atuais de políticos, empresários e administradores públicos, quanto “Cambalache”, o tango argentino de Discépulo, interpretado pelo baiano Caetano Veloso, que Bahia em Pauta escolheu como música para terminar este domingo. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
Protogenes na campanha de Moralez

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Delegado Protógenes Queiroz, o baiano condutor da emblemática Operação Satiagraha, suspendeu no fim de semana a sua intensa agenda de palestras e compromissos em São Paulo e outras unidades da federação, para realizar um esforço de solidariedade internacional bem ao estilo de militante do PC do B, partido pelo qual optou recentemente como ponto de partida para disputar um mandato de deputado federal em 2010 por São Paulo.
A convite do líder de Estado da Bolívia, o delegado esteve, sexta-feira no Departamento Amazônico de Pando, no encerramento da campanha à reeleiçâo do presidente Evo Morales. O pleito acontece no próximo domingo. Na Bolivia Protógenes afinou as linhas mestras de seu discurso no Brasil: reafirmou os ideais defendidos, segundo ele, “pelos grandes lideres populares em suas lutas e sonhos na construçâo da unidade latino-america e seus compromissos em defesa da liberdade, da dignidade e o combate à corrupçâo onde ela se apresente”.
(Postado por Vitor Hugo Soares)
Ellin e Tiger Woods:briga de casal

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Espanto e incredulidade no mundo das grandes celebridades mundiais:O site TMZ, especializado em notícias sobre gente famosa nos Estados Unidos, revela neste domingo, 29, que foi a mulher de Tiger Woods ( o golfista número um do planeta), Elin, a autora dos ferimentos no rosto do campeão, após saber do ‘affair’ do marido com uma bailarina de um clube noturno. Até ontem os ferimentos de Woods eram atribuidos pela imprensa americana a um misterioso acidente de automóvel sofrido pelo golfista nas proximidades de sua casa, na Flórida.
O jornal europeu, Diário de Notícia, de Portugal, que também publica a ínformação, adianta que em face (sem trocadilhos) das contradições do caso, a polícia investiga e ouve os dois.
Tiger Woods está bem, tirando as escoriações na cara, mas a polícia desconfia do acidente, que o levou ao hospital na sexta-feira, e quer ouvir o que ele a mulher, Elin, têm a dizer. Ontem, a imprensa americana avançou que teria sido a modelo sueca a provocar os ferimentos, mas as autoridades da Florida continuam a dizer que se trata de “um acidente de trânsito”. No entanto há duas perguntas que ainda estão sem resposta: Onde ia às 02.25 da manhã? E porque a família Woods só informou o acontecimento á polícia 13 horas depois?
O inspector da Polícia da Florida tentou falar com o melhor golfista do mundo, depois de ele ter alta do hospital, mas a mulher explicou que Tiger estava dormindo e pediu para voltarem sábado [ontem].
Segundo a versão inicial, Woods teria perdido o controle do Cadillac 2009, quando saiu da sua mansão, e bateu em um hidrante de combate a incêndios e numa árvore da propriedade do vizinho. Foi encontrado no chão, com a mulher ao lado dele “desesperada”, disse um dos elementos da segurança que patrulhava o local.
VERSÃO DA MULHER
A versão que Elin Nordegren deu às autoridades é que estava dentro de casa quando ouviu o barulho do acidente, saiu e viu que era o marido. Depois pegou num taco de golfe e partiu o vidro de trás do carro e puxou o Tiger para fora. Mas o site de notícias de celebridades, o TMZ.com, publicou outra versão: de que teria sido a mulher e modelo sueca quem feriu o marido..
O casal atravessava um mau momento depois de o Enquirer ter publicado que o golfista andava saindo com uma bailarina de um clube noturno de Nova Iorque e que até tinham estado juntos em Melbourne, onde Woods participou e ganhou o Master da Austrália. E apesar de a dançarina já ter negado o affair com Woods, confirmou que esteve em Melbourne, na semana passada.
O fato de o Cadillac circular a 53 KM/hora, quando bateu no hidrante e teria se desgovernado, e de não haver vestígio de álcool no sangue de Tiger Woods fez a polícia desconfiar. Ainda hoje poderá haver conclusões.
Que barraco!
(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do jornal DN (de Portugal) e site TMZ, de Los Angeles).
Urânio em Caitité: água contaminada

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Nesta segunda-feira (30), uma equipe da Defesa Civil do Estado, vligada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, visita região do municipio de Caitite, atingida em algumas áreas por derramamento de resíduos de urânio que alcançaram alguns mananciais. Segundo informações do INGA, o objetivo principal é verificar o número de famílias que necessitam de fornecimento alternativo de água – o que deverá ser providenciado pelas três Prefeituras Municipais notificadas pelo INGÁ e pela Sesab.
O Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ) e a Secretaria de Saúde (Sesab) notificaram as Prefeituras Municipais de Caetité, Lagoa Real e Livramento de Nossa Senhora, na região Sudoeste do Estado, a suspenderem, preventivamente, o consumo de água de seis poços e mananciais superficiais que são utilizados por parte da população da zona rural destes municípios. Em especial, familias moradoras no entorno da unidade de extração e beneficiamento de urânio da empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB), onde teria acontecido o derramento de urânio que atingiu os mananciais.
Os resultados da última campanha de coleta de amostra de água na região, realizado no final de setembro pelo INGÁ, comprovam a presença de radioatividade alfa e beta acima do permitido pela portaria 518/04 de potabilidade de água do Ministério da Saúde.
Segundo informações da assessoria de imprensa do INGA, os seis pontos são: Torneira do Chafariz público do povoado de Maniaçu (Caetité); Caixa d’água da fazenda Paio (Livramento de Nossa Senhora); Caixa d’água da fazenda Goiabeira (Lagoa Real); margem da Lagoa Grande (Lagoa Real); cacimba em frente ao colégio Dom Eliseu, do povoado de Lagoa Grande, no município de Lagoa Real; e Açude Cachoeirinha “Tanque do Governo” (Caetité).
Neste mês de novembro novas análises detalhadas foram realizadas pelo INGÁ nos mesmos locais para investigar qual o elemento que está provocando a radiação na água. A investigação vai apontar de onde vem o elemento emissor de radioatividade dos poços artesianos e lagoas da região, além da indicação do melhor tratamento para se retirar o elemento radioativo da água. A previsão de divulgação destes resultados é de 20 dias.
Bahia em Pauta vai acompanhar com toda a atenção e responsabilidade que o assunto merece.
(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do INGA, Correio da Bahia, entidades de defesa ambiental e moradores de Caitité)
Pepe Mujica: preferido no Uruguai

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Com quase 10 pontos percentuais na frente do adversário conservador do Partido Nacionalista tudo indica que o candidato José “Pepe” Mujica, ex-Tupamaro apoiado pelo popular presidente Tabaré Vasquez, vençera as eleições deste domingo, 29, para a presidência do Uruguai.
As últimas pesquisas , segundo a Agência Brasil de Comunicação (ABC) apontam uma diferença de 9 pontos percentuais entre Mujica e o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, de 68 anos, dos Blancos(PN). No primeiro turno, em outubro, Mujica obteve 49% dos votos válidos, o que provocou a convocação do segundo turno contra Lacalle. Neste domingo (29), 2,6 milhões de uruguaios vão às urnas no segundo turno.
José Mujica, de 74 anos, é produtor rural. Ex-guerrilheiro Tupamaro, grupo armado que enfrentou a ditadura no Uruguai entre 1973 e 85, passou 14 anos detido como preso político. Já foi deputado, ministro de Estado e atualmente é senador pela Frente Ampla. Em dezembro passado, na convenção partidária, venceu Danilo Astori, economista e também senador, que se tornou candidato a vice-presidente em sua chapa.
A campanha eleitoral terminou na sexta-feira, mas por toda parte se vê bandeiras e cartazes de ambos os candidatos. O país, com cerca de 3 milhões e 400 mil habitantes, vive momentos de estabilidade política e econômica há duas décadas, e passou com relativa tranquilidade pela última crise mundial, mantendo índices de desemprego abaixo dos 7%. Parte da população credita esse bom comportamento da economia uruguaia à gestão do presidente Tabaré Vasquez, primeiro líder de esquerda a chegar ao cargo, em 2005.
Politizados, os uruguaios esperam com empolgação a hora de votar. As cédulas, com as fotos e os nomes dos candidatos, são distribuídas antecipadamente; no dia de votar, basta que o eleitor leve a de sua escolha e deposite na urna. Jorge Lascaux, motorista de táxi, vota na oposição. Ele diz saber que seu candidato vai perder as eleições, mas comemora assim mesmo: “o direito de votar nos custou muito. Por isso, comemoramos quando ganhamos e também quando perdemos”.
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CRÕNICA/VOZES E LUGARES
As vozes portuguesas e a minha lágrima na manhã de novembro….
Aparecida Torneros
Busco Camané e Marisa no Google. Ontem, na madrugada, eu a vi cantar no programa do Jô e lembrei da emoção que foi tê-la ouvido muitas vezes, durante minha viagem recente a Portugal, pois a guia do grupo, nas estradas daquele país lindo, punha sempre seu cd player para nos embalar diante da paisagem do seu lugar. A doçura entremeada de nostalgia, a força da paixão a mim legada por sua interpretação que sai da alma e vem direto ao meu coração…
Assim, depois de ter dormido embalada por ela, busquei-a na manhã de novembro, e tentei encontrar também o delicioso cantar do Camané, que me foi apresentado por um amigo portuense, no que este me fez um tremendo bem. Camané é tudo de bom na canção portuguesa moderna. Traz em si um sentimento do mundo que nos encoraja a viver amores e perdões. Assim, encontrei um vídeo fascinante, de quebra, estão ainda, juntos, Carlos do Carmo e Rui Veloso.
Então, minha lágrima correu e me dei conta da emoção que as vozes de Portugal me fazem brotar com sua necessidade de expressar o amor mais profundo, aquele dos amantes eternos, que sabem o quanto é possível doer um grande amor, e que, apesar das dores, não se pode fugir dele, nem se deve, pois o amor é mesmo um prêmio e os premiados com ele, vencem distâncias, vencem o tempo, vencem as dores…
Minha manhã de novembro, com um sol lá fora daqueles convidativos a me embrenhar nos mares de um Rio de Janeiro iluminado, eu aqui, trazendo para dentro de mim, as imagens de Lisboa, do Tejo, do Porto, dos muitos rios de Portugal, das suas lindas cidades, estradas, lugares, pessoas, dos amigos que tenho por lá, dos sentidos que lá me esperam para reviver momentos de fado, de canções, de vozes incrivelmente penetrantes do meu espírito voador.
Agradeço. Sou privilegiada. Sei o quanto as vozes de Portugal me embalam em sangue e sentimento. Vou até elas como um pássaro, e beijo suas nuances, sorvo do seu mel, deixo-me envolver por seus cantares, não me importo de chorar assim, como uma manteiga derretida. Sinto que a paixão em mim é um sobressalto diante da vida de um beija-flor, e sigo, sigo porque é preciso navegar e voar.
É hora de ir mais atrás e buscar também Amalia. Amalia da minha infância, da minha mocidade, das minhas primeiras incursões pelo amor que machuca e redime.
Ouço então “Com que voz”, belíssima e profunda mensagem. Nada como embalar a dor com a docilidade de um triste fado, ou de viver a volta de alguma alegria com a sapiência de um canto que inunda a alma da gente com o conforto do lamento, mas sem perder a esperança de recomeçar, de um ponto qualquer, um porto onde algum “barco negro” nos espere, para embarcarmos em direção à felicidade eterna.
E volto a sorrir, pois ao escutar Barco Negro , na manhã de novembro, vejo-me bonita de novo, através da inesquecível Amalia e da visceral voz de Marisa, singrando nas luzes das ondas de um mar revolto, entusiasmado, dançante, aventureiro, amante das terras desconhecidas, e descubro que o amor “está sempre comigo”, nem chegou a partir… por mais que isso possa parecer inacreditável… é a magia do fado, com certeza…
Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com).
Deu no jornal
Em sua coluna política na Tribuna da Bahia o jornalista Ivan de Carvalho escreve nesta sábado, 28, sobre o tempo e faz previsões sobra a cada dia mais complicada política baiana.
A nuvem inicialmente branca e que vinha sendo gradualmente carregada transformou-se em cumulus nimbus, assinala Ivan no texto de experiente e quase profético especialista em mudanças meteorológicas na política local, de confrontos entre PMDB x PT acirrados nos últimos dias pela “Operação Expresso” da Polícia Civil do Estado da Bahia. Bahia em Pauta reproduz . Confira.
(VHS)
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Geddel a Wsgner: “pepino deixa comigo”
OPINIÃO POLÍTICA/EXPRESSO
OBSERVADORES DE NUVENS
Ivan de Carvalho
Quem estiver, neste momento, interessado em meteorologia deve ir buscar em outras fontes, não neste artigo. O título é uma referência aos políticos mineiros. Ponho políticos assim, no plural, pois a história já foi tantas vezes repetida que poucos sabem ainda se a observação se deve a Benedito Valadares, Gustavo Capanema, Magalhães Pinto ou até mesmo Tancredo Neves. Quem cita atribui a quem quer e ninguém contesta, donde dá para imaginar que seja uma construção de várias línguas, que não se confundiram como em Babel.
“Política é como nuvem. Você olha, ela tem uma forma. Você olha outra vez, a forma é outra”. Esta máxima dos observadores de nuvens de Minas Gerais, exportada para todo o país, adapta-se como uma luva à fase recente e à fase atual da política baiana. Não passou ainda muito tempo em que só havia amor entre o governador Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima. O primeiro recebeu o valioso apoio do segundo (junto com o PMDB, vital para a vitória) para sua eleição ao governo da Bahia e apoiou junto ao amigo Lula a indicação de Geddel, feita pelo “PMDB da Câmara”, para ministro da Integração Nacional.
Era só amor. Geddel chegou a dizer a Wagner, numa sugestão que se tornou pública: “Quando tiver pepino, deixa comigo”, sugestão que equivalia a aconselhar o governador a navegar apenas em águas tranqüilas, onde não houvesse marolas, deixando ao ministro as brigas e a resolução das dificuldades.
Mas Geddel e seu PMDB cresceram rapidamente no cenário político e logo o ministro passou a ser visto pelo PT e mesmo pelo governador como o próprio pepino a ser descascado. O problema era e é que a casca é grossa. Essa constatação e as preocupações, talvez excessivas, talvez exclusivistas, do partido do governador acabaram impedindo o deputado João Henrique de disputar a prefeitura de Salvador pelo PT e o colocaram no PMDB. A inconformidade do PT com mais esta expansão do PMDB e de Geddel levou os petistas a partirem, com prazo vencido, para a candidatura de Walter Pinheiro, com consequências desastrosas para o relacionamento PT-PMDB. “Traíra”, gritou o PMDB e lá em cima a nuvem passou por uma completa mutação.
Planos e ventos mudaram e um redemoinho permanente se instalou. Ainda havia chance de restaurar a formatação, mas dependia de uma conversa profunda que gerasse compromissos, até insinuada pelo PMDB, mas não promovida (por falta de interesse ou de percepção de sinais) pelo governador. E então a nuvem inicialmente branca e que vinha sendo gradualmente carregada transformou-se em cumulus nimbus. A Operação Expresso desencadeou a tormenta tropical. Sujeita a evoluir, a seu tempo, para tornado, ciclone, furacão.
O presidente do PT, Jonas Paulo, afirmou há algum tempo que o PMDB poderia voltar à base do governo, mas só se pedir “desculpas públicas”. Esta semana, não sei se ironicamente ou para valer, o governador atenuou: o PMDB saiu porque quis, se quiser voltar precisa pedir, tomar a iniciativa.
Consultem os observadores de nuvens. Eles olharão para cima e dirão: “Que nuvens? Só vemos a tempestade”.
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A música para começar o dia neste sábado ainda agitado pela recente passagem do “Expresso da Propina” por Salvador e Itabuna, é “O Rei do Gatilho”. A “malandragem” ingênua e bem humorada de Moreira da Silva, o Kid Moringueira, em contraste com a audácia e desavergonhada desfaçatez dos “novos malandros” da Bahia e do País em disputa encarniçada de botins públicos e privados. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
Deu na Tribuna
Cidade
Em sua edição deste sábado, 28, o jorna Tribuna da Bahia traz novas, exclusivas e intrigantes revelações decorrentes da “Operação Expresso”, da Polícia Civil do Estado da Bahia, que esta semana prendeu ex-dirigentes da Agerba -entre eles o ex-diretor geral do órgão público estadual, Lomanto Netto – acusados de formação de uma rede ilegal acusada de tentativas de suborno contra empresários do setor de transportes intermunicipais.
A TB divulga hoje em sua edição impressa, dados de uma extensa gravação feita pela Polícia com autorizaçao com autorização judicial. A gravação oferece boas pistas sobre a suposta tentativa de suborno a empresários no caso tambem chamado na mídia e nos bastidores policiais, políticos e governamentais, de “Expresso da Propina”.
O material conseguido via grampos telefônicos se reverte, segundo a TB, “num emaranhado de códigos interpretados pela cúpula da Secretaria de Segurança Pública como sendo conversas entre ex-dirigentes da Agerba, empresários e políticos ligados ao PMDB.
“Num primeiro momento, ainda no início deste mês, é interceptada, através de escuta, o diálogo travado entre Ana e Anita – uma delas reconhecida como empresária do ramo de transporte intermunicipal- e que diria respeito ao pagamento de propina acertada (a data não é revelada) para a exploração de linhas sem licitação pública. Os grampos são mantidos oficialmente até o dia 17 de novembro”, revela a Tribuna na matéria que Bahia em Pauta reeproduz a seguir.
(Postado por Vitor Hugo Soares)
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Expresso da Propina: paradas no Barbacoa
TRIBUNA DA BAHIA (28/11/2009)
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Código domina gravação da Agerba
Um extenso diálogo gravado pela Polícia com autorização judicial, dá pistas sobre a suposta tentativa de suborno a empresários de ônibus intermunicipais por parte de ex-dirigentes da Agerba tendo à frente Antonio Lomanto Neto. O material, colhido com exclusividade pela Tribuna da Bahia, se reverte num emaranhado de códigos interpretados pela cúpula da Secretaria de Segurança Pública como sendo conversas entre ex-dirigentes da Agerba, empresários e políticos ligados ao PMDB. Num primeiro momento, ainda no início deste mês, é interceptada, através de escuta, o diálogo travado entre Ana e Anita – uma delas reconhecida como empresária do ramo de transporte intermunicipal- e que diria respeito ao pagamento de propina acertada (a data não é revelada) para a exploração de linhas sem licitação pública. Os grampos são mantidos oficialmente até o dia 17 de novembro.
‘CHEFE DA IRMANA’
Nele, Anita diz que o “Chefe da Irmana” outro dia veio buscar R$ 400.000,00. Margo (quem seria?) pergunta se é o chefe dela? Anita diz que é “Da Irmana”, que não se deve falar mais nada, mas não é para ela não, é para o partido e para a Familharada, mas quem veio não foi ele! Anita diz que isso não foi nada do que foi prometido, pois tardou muito e findou em despesas, que Anita não contava. Anita diz que argumentaram que tiveram umas coisas… Anita diz que perguntou que coisas? Anita diz a Margo que são todos “um bando de salafrários!” Anita diz que quem comprou como é rico, e Anita saiu do processo, teve que acertar devido ao Processo trabalhista todo, para não ficar com problemas”. As suposições policiais recaem, além de Lomanto Neto, ao deputado Ronaldo Carletto (PP), dono da empresa Rota, de Itabuna e cujo irmão Paulo acabou sendo preso e solto no mesmo dia como os demais envolvidos no caso, o presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima e/ou o secretário municipal Almir Melo, identificados como “gordos, gordinhos”. O TMC intercepta através do qual Anita travou os diálogos acima foi cancelado pela própria, que passou a utilizar o TMC de nº (71) 8798-3811, cadastro em nome de Maurício Penas Reis, CPF 938.620.085-68, com endereço cadastrado na Operadora de telefonia móvel como sendo na rua Lafayete Coutinho, n° 3 – Comércio, Salvador – BA, CEP 40.015-160, no qual se interceptou a continuação da cobrança de Anita, conforme diálogos abaixo transcritos:
Ana e Anita dialogam dia 4/11
“Ana pergunta se Anita pode ir para Assembleia para encontrá-la. Anita diz que hoje não pode, não tem como. Ana fala que tinha um compromisso com Anita que vencia ontem. Anita fala que sobre este compromisso o que acertou com Paulo foi outra coisa, e ficou estabelecido entre ela (Anita), Paulo e Zé Cerqueira que todo dia primeiro ele (Paulo) mandaria na casa dela (Anita), acertou que a pessoa que ele (Paulo) mandaria e ainda perguntou se teria problema e Paulo disse que para ele que não. Anita fala que na Assembleia fica complicado. Ana pergunta como Anita gostaria de fazer. Anita diz que agora não ta vendo nem como fazer. Ana pede para ela ir no Barbacoa agora meio dia. Anita fala que não pode e tem consulta para Betinho hoje logo depois do almoço e depois tem um problema na Coelba que só ela pode acertar.
Ana pergunta se Anita gostaria de ir em Itabuna. Anita diz que não e diz que não ta vendo o que Ana tem que conversar e diz que agora já não tá entendendo nada e diz que inclusive Zé Cerqueira já ligou para ela porque desde ontem Pena está ligando cobrando a ele (Zé Cerqueira) e todo mês ta passando um, três dias, quase uma semana e isto vem ocorrendo desde começo e isto fica ruim para ela (Anita) porque eles (Pena, Zé Cerqueira e Etc.) ficam pensando que ela (Anita) é quem tá dificultando e não ta dificultando nada. Ana diz que é porque eles (Ana, Paulo e Ronaldo Carletto) precisam muito conversar com Anita, e se soubesse não teria vindo hoje deixaria para amanhã ou outro dia. Anita diz que sim, que sabe que querem conversar, mas não sabia que para conversarem tinha que ir na Assembleia. Ana diz que não precisa ser na Assembleia, pode ser em qualquer lugar e fala que está na Agerba e por isto pensou na Assembleia que era mais fácil. Anita pergunta se Ana não vem para a cidade. Ana diz que tem um almoço com Décio uma hora no Barbacoa e se Anita quisesse marcar lá meio dia. Anita diz que para ela agora ta complicado porque já são onze e vinte e ainda ta na Graça e de qualquer forma Ana já tem um almoço com Décio e não tratar de um assunto com outro. Ana diz que seria rápido e Décio só vai chegar uma hora.
Anita pergunta depois qual é a agenda de Ana para vê se melhora para ela. Ana diz que pode se encontrar no Barbacoa mesmo duas e meia e depois vai para o aeroporto que o avião é quatro horas. Anita pergunta se Ana viaja hoje mesmo. Ana diz que é e só veio conversar com Anita e diz que podem se encontrar no Aeroporto. Anita já indignada diz Aeroporto, ô Ana pelo amor de Deus, eu não vou para a Assembleia, quanto mais Aeroporto. Ana pergunta novamente se Anita quer ir no Barbacoa Duas e meia. Anita consulta Betinho e volta a perguntar a Ana se ela não vem na cidade mesmo. Ana diz para Anita dizer onde quer marcar que se organiza. Anita diz que poderia fazer isso em sua casa e pergunta se teria problema para Ana. Ana diz que nenhum. Anita diz então pronto. Ana diz que vai organizar e liga para dizer o horário. Anita diz que Ana também vai almoçar. Ana diz que vai desmarcar o almoço, porque a conversa com Anita é mais importante. Anita diz então pronto é só Ana dizer a hora em que prefere e dizer a Anita”.
Novos e reveladores comentários
“Ana fala que estão com dificuldade de ir até a Graça por causa do horário do voo e ficam com medo de não conseguir chegar a tempo e pergunta se Anita não pode ir até um lugar mais próximo não tem como ir até a casa dela e pede para marcar um lugar mais próximo, como o Shopping Salvador. Anita fala que já ta começando a se contrariar, ter que conversar na rua assuntos que são do seu interesse ou sempre em um lugar determinado por eles e não é obrigada a ir até a Assembleia, se despencar para a Assembleia e não ta nem entendendo o que é que hoje tem que conversar, não ta entendendo, mas em fim, só que vê o que vão lhe dizer, porque ela é quem ta aguardando uma posição, e não sabe o que vão lhe dizer, não sabe e este interesse todo de que ela vá para lá e já ta esperando até uma bomba, porque hoje era dia de pagamento e não foi feito. Ana diz que não é isto não D. Anita, e a senhora pode escolher qualquer lugar mais próximo do Aeroporto, é um pedido que estão lhe fazendo se Anita puder ajudar. Anita diz que hoje foi um dia que programou para resolver um monte de assunto que estão pendentes. Ana diz que ontem ligou para Anita diz que jura por Deus que não achou que tinham que se encontrar para resolver um assunto que já ta resolvido, que todo mês é o que acertou com Paulo.
Ana diz que o problema é que não ta resolvido ainda. Anita diz que para ela ta, para ela ta resolvido e só precisa ser cumprido e para ela é líquido e certo. Ana diz que é isto que precisa esclarecer. Anita diz que para ela já ta esclarecido, que vai ouvir, mas não tem esclarecimento nenhum para fazer e que acha então se for para conversar vai dar um pulo na garagem deles, e pergunta se é melhor para eles. Ana diz que pode ser. Anita diz que já que eles não querem ir a até sua casa, ou não podem. Ana diz que não é questão disto não de querer e pergunta que hora Anita quer. Anita diz que neste caso para ela quanto mais cedo melhor.
Ana diz que se Anita quiser agora eles saem da Agerba e vão agora para a garagem, se não quiser podem marcar duas horas ou duas e meia. Anita pede para Ana esperar que vai conversar com Betinho e diz que Betinho ta achando agora complicado, mas acha que agora é daqui a meia ou uma hora. Ana diz que então é melhor marcar duas horas ou duas e meia, porque ai todo mundo almoça e depois se encontram. Anita diz que prefere duas horas porque ai lhe libera. Ana concorda e diz que ta marcado, duas horas na garagem”.
Conversa entre Anita versus filha
“Anita diz que o negócio dela, a mulher do Padre, nada né… foi para outra. Alexandra diz que sim. Anita pergunta a Alexandra se foi bom ou ruim? Alexandra diz que não é bom não. Anita repete: “não foi bom!!! Alexandra diz que não. Alexandra pergunta a Anita se acabou a reunião dela, e se foi tudo bem? Anita diz que tudo bem!!! e continua: “e querem o total!!! Alexandra diz que “isso é o que ele diz!” Anita diz que é o que ele diz e… “Que não pode ablar agora” (Espanhol). Alexandra (muda de assunto) e diz que vai pegar Gabi na escola e depois passa lá. Anita diz que é para Alexandra passar, para perguntá-la como é que fica melhor! Anita diz a Alexandra… “tem coisas que a gente tem que se beliscar para ver se está sonhando ou se está vivendo”! Anita diz que “aquilo ali foi dito, com medo de deixar rabo, mas que foram atrás do outro!” (Deputado Ronaldo Carletto). Anita diz que o “sobrinho de tio Patinhas, o sobrinho… “Alexandra muda de assunto e diz que passa lá, que passa lá. Anita diz que está bem e desligam”.
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provavelmente o sobrinho de tio Patinhas, seja Leur Lomanto Júnior.
“Zé Cerqueira” entra em cena
“Anita pergunta a Zé se ele já chegou? Zé diz que sim. Anita diz que querem o total! Zé pergunta: “E aí?” Anita diz que vai ter que dar! Anita diz que não pode falar pelo telefone não! Anita diz que deu “Majoritário”! Zé pergunta se é 3 ou 4? Anita diz que é 4… Zé diz “porra”… Anita diz que só com calma para falar!! Anita diz que o meio é político mesmo!! E que a pressão é enorme!!! Que está uma coisa… que não tem!! Anita diz que pediu “encarecidamente”! Anita diz que inclusive, deixou à vontade e disse “que Anita pode ir lá, para coisas… mas eles estão em cima o tempo todo” (Anita provavelmente reproduz a fala de Ronaldo Carletto). Anita diz que a conversa dele, foi com medo de ter alguém registrando e por isso fez aquilo!! “Mas que não, que não, que não!!!” Anita diz que ficou… Anita diz que queriam 6.
Anita diz que “reivindicou, falou e que disse que eles tiveram prejuízo, tanto ela como nós também!” (Anita mais uma vez reproduz a fala de Ronaldo Carletto) Anita diz e Zé sabe o que eles disseram? “É por que… fulano já estava com tudo arrematado para o outro já!!! “para ser sócio!” “aí não gostava da senhora…” Anita diz que não, que nunca fez nada para que HNI gostasse ou não gostasse dela, mas o HNI não gostou, foi porque Anita não deixou ele fazer o que queria fazer!!! Zé diz que sabia disso! Zé pergunta se foi L? (Lomanto Netto) Anita diz que sim e continua: “Anita diz que Bigode e a moça, foram os principais!” Anita diz que ainda não foi para casa não, que saiu de lá sem arte!!! Anita diz que está revoltada!!! Anita diz que falou com eles, que eles não tinham nada que dar!!! Anita diz que nesse momento eles supriram-na de elogios, dizendo que eles sempre tiveram uma coisa boa… pepepe… pápápá… Zé diz que sabe como é!!! Anita diz que inclusive falou de 15 vezes!!!
Anita diz que ele disse que se Anita não tiver (o dinheiro), eles (Ronaldo e Paulo Carletto) adiantam e depois agente parcela, se Anita estiver despreparada… porque não aguenta mais essa pressão!!!” (Anita reproduz a fala de Ronaldo Carletto). Anita diz que disseram para ver se na próxima semana, resolvem logo isso! Zé diz que eles também não pagaram, né? (Ronaldo e Paulo Carletto) Anita diz que falaram para Anita mandar para onde ela quer depositar, que eles fazem!!! Anita diz que hoje à noite vai passar um e-mail!!! Anita interrompe a fala com Zé e pergunta a Betinho, se a mala azul e as três sandálias não estão prontas?! Anita diz a Zé que estava na Afonso Celso onde mandou consertar a mala dela e três sandálias, no sapateiro e não está pronto!! Anita diz que eles colocaram de todas as maneiras! “E continua… que se Anita não dispuser (de dinheiro), eles adiantam um pedaço (Paulo e Ronaldo Carletto da Rota). Anita diz a Zé que ele sabe, que eles só tem três, né? Zé diz que sim, e que vai ter que inverter, deixar três para o de cá e o quatro… Zé continua… “que prejuízo retado!” Anita diz a Zé que eles vão ver como fazer isso!
Zé diz que amanhã pela manhã vai com Rejane para resolver aquele negócio e pede a Anita para qualquer coisa ela telefonar. Anita diz que se deixa um “caixa coisa, não dá para nada!” Zé diz que não vai dar, apesar de dar problema, eles têm como descontar, na? Anita diz que isso não pode, porque o amigo não vai querer isso! Zé diz que acredita que não vai chegar a isso aí, né??? Anita diz que Zé acredita, mas que ela nem acreditava que iria acontecer isso que está acontecendo agora!!! Anita diz que não tem jeito!!! “Que estão ávidos, e o pior é o sobrinho do tio Patinhas!!!” Zé diz que sabe!!! Anita diz que isso é todo dia!! Anita (reproduz a fala de Ronaldo Carletto) “e diz que se encontram no mesmo Colégio (Assembleia Legislativa), porque trabalham no mesmo colégio e aí se encontram na escola todos os dias! Anita diz que ele (Ronaldo Carletto), disse que “estava difícil para ele, que estava difícil!!! Zé diz que “é isso mesmo!!!” Anita diz: “mas tudo bem!!” e se despede de Zé.”
Conversa entre Paulo X Ana Luzia
Paulo diz que Ronaldo telefonou agora, para que eles marquem um almoço com a velha, a Anita. Paulo diz que só que a velha, quando ele marcou na Anita disse por que é que eles não telefonam para ela? Paulo diz que Ronaldo se preocupa que acabe sobrando para eles. Paulo diz que Ronaldo teve a ideia que ele (Paulo) e ela (Anita Luzia), marcassem um almoço com Anita, lá no Mistura Fina, para que Ronaldo levasse o pessoal para se encontrarem. Paulo pede a Ana Luzia para que ela telefone para Anita agora. Ana Luzia diz que não vai telefonar agora devido ao horário impróprio.
Dona Lindu e Seu Aristides: vida real

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Cartaz do Filme: vilão não aparece

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ARTIGO DA SEMANA
SEU ARISTIDES, O VILÃO DO FILME
Vtor Hugo Soares
De Salvador acompanho o bafafá político e cinematográfico em Brasília em torno do filme “Lula, o filho do Brasil” e logo estou de novo voando nas asas da memória para Paulo Afonso, na beira do São Francisco, o rio da minha aldeia. Estertores dramáticos do governo de Getúlio Vargas, tempo da construção da primeira grande hidrelétrica da CHESF no Nordeste, que o presidente Café Filho inaugurou no começo dos anos 50, em dia para nunca esquecer.
Então, o gaúcho Vargas já havia disparado o tiro no peito no Palácio do Catete, mas, mesmo sepultado, seguia sendo “o cara” (na época se chamava “o maioral”) de um Brasil comovido e indignado. Paulo Afonso era ainda distrito de Glória, cidade onde eu morava. Ali estava um dos maiores formigueiros de operários e engenheiros do País, vindos de todas as partes – até da Rússia – para trabalhar na mega-construção, “orgulho do operariado e da engenharia do Brasil”, como proclamava a propaganda oficial.
Na Paulo Afonso daquele período dois belos e modernos cinemas (com cinemascope e tudo) – o Cine Poty, da vila dos operários, e o CPA, sala frequentada pelos engenheiros e gente grande do lugar, do outro lado do arame que na época dividia a cidade. Eram meus locais preferidos. Dois fantásticos laboratórios de sonhos e de observações de reações humanas, políticas e sociais.
Cabeça virada para a esquerda, graças à congênita tendência familiar, e a ajuda das doutrinações de Luiz Gonzaga. Não o notável sanfoneiro pernambucano de Exu, que também passava muito por lá e virara uma espécie de semideus depois de gravar a antológica música sobre o lugar: “Olhando prá Paulo Afonso, eu louvo nosso engenheiro/ louvo nosso “cassaco”, caboclo bom brasileiro/ Eu vejo o Nordeste erguendo a bandeira/ tem ordem e prograssso a nação brasileira/E esta usina feliz mensageira/ vivendo da força da cachoeira”. No final, o refrão ufanista empolgava: “Meu Brasil vai, Meu Brasil vai!”
Lembro aqui de Luiz Gonzaga Ferreira, de quem era fã e seguidor mirim nas lutas sociais e políticas de então. Gonzaga, combativo e perseguido dirigente sindical dos bancários dos anos 60 na Bahia, hoje mais reconhecido – segundo o conterrâneo Edgar Campos, no Senadinho baiano no Shopping Barra, em Salvador – como tio de uma celebridade da atualidade: o ator Wagner Moura, que deu os primeiros passos na vida e na arte nas calçadas de Rodelas, outra cidade perto de Paulo Afonso, também engolida, como Glória, pelas águas que movem uma de suas usinas.
Apesar das lições de Luis sobre o “imprevisível comportamento das massas”, uma das coisas que mais me intrigavam na Paulo Afonso daquele tempo , eram as estranhas e inesperadas reações do público na platéia lotada do Cine Poty quando passava filme de caubói. A torcida passional, barulhenta e irrefreável a favor do vilão, mesmo que o mocinho na tela fosse o simpático e imbatível ator James Stuart.
E voltamos a Brasília do filme “Lula, o filho do Brasil”. Leio que na abertura do 42º Festival de Cinema de Brasília, ao rebater com bom humor as críticas feitas pela oposição de que o filme é uma forma de manipulação política, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo recomendou a oposição a procurar, entre seus maiorais, alguém que também pudesse ter a vida retratada nas telas. Bernardo não sugeriu nomes, mas assinalou: “Se procurarem bem, eles acham”.
Críticos, palpiteiros e políticos “do lado contra”, como se dizia em Paulo Afonso, acham que nem será preciso tanta procura, esforço e investimento. No próprio filme que exalta Lula e sua mãe, Dona Lindu, vivida por Glória Pires, há um personagem que parece feito de encomenda para a oposição torcer: Seu Aristides, pai de Lula o homem mau da história.
Até mesmo dentro do governo há quem diga que o diretor Fábio Barreto carregou demais nas tintas de tons cinzentos e negativos em relação ao perfil de Seu Aristides. A começar pela cena em que Lula enfrenta o pai no meio da rua, quando este tenta bater em Dona Lindu. Barretão não dá refresco ao personagem interpretado por Milhem Cortaz, mostrado o tempo todo como arrogante, beberrão, truculento e malvado. Homem incapaz de um gesto de afeto, a não ser em relação ao seu cachorro Lobo, deixado no Nordeste pela mulher no êxodo da família de pau de arara para o Sudeste.
Na chegada de surpresa de Lula com Dona Lindu em São Paulo, Seu Aristides nem quer saber da viagem e da família. Vai logo interpelando a mulher por ter deixado Lobo em Pernambuco. Na Paulo Afonso do tempo de Getulio, um personagem assim tinha tudo para cair nas graças da massa na platéia do popular Cine Poty.
Na Brasília de Lula tem muita gente da oposição apostando que não será diferente agora, quando Seu Aristides, o vilão de “Lula, o filho do Brasil” pintar – e bordar – nas telas nacionais. A conferir
Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail:: vitor_soares1@terra.com.br
Tiger Woods: grande susto

O campeão mundial de golfe, Tiger Woods, ferido nesta sexta-feira, 27, em acidente de automóvel na Flórida (EUA) , já teve alta hospitalar. A informação, procedente de agencias de notícias norte americanas, foi divulgada há pouco no portal TSF Rádio Notícias, de Portugal.
O número um mundial do golfe, recém-vencedor do Masters da Austrália, recebeu atendimento médico para alguns cortes faciais e posteriormente recebeu autorização para deixar o hospital no hospital da Flórida onde foi atendido.
De acordo com vários órgãos de comunicação norte-americanos, o automóvel de Woods se desgovernou bateu em um hidrante e posteriormente numa árvore.
Segundo a Polícia da Flórida o acidente ocorreu perto da casa do golfista Tiger Woods, de 33 anos.Alguns meios de comunicação locais revelaram que os “air-bags” do SUV Cadillac de Woods não funcionaram, o que pode revelar uma velocidade inferior a 56 quilómetros por hora.
Deu na coluna
Em sua coluna política publicada na edição desta sexta-feira, 27, da Tribuna da Bahia o jornalista Ivan de Carvalho responde a mensagem de um leitor e fala de política nacional . Analisa como podem ser equivocados os comportamentos e avaliações massificadas ao longo da história.Bahia em Pauta reproduz. Confira.
(VHS)
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Lula:ponto de vista

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OPINIÃO POLÍTICA
Sobre críticas de um leitor
Ivan de Carvalho
Recebi de um leitor da Tribuna da Bahia, cujo nome preservo, um e-mail datado do dia 23 em que, depois de elogio imerecido a esta coluna, observou que insisto “em só apenas criticar qualquer coisa que venha do governo Lula”, não lembrando-se ele de alguma coisa elogiosa a esse governo publicada neste espaço (em verdade, procurando bem, acabaria achando; já elogiei, por exemplo, o Bolsa Família, como uma medida emergencial e provisória, portanto desde que tenha o sentido do peixe que se dá enquanto se ensina a pessoa a pescar).
Surpreendeu-me, porém, entre as várias observações do leitor, aquela em que alega – ressalvado o direito óbvio de cada indivíduo a ter opinião própria – que as frequentes críticas a “coisas que venham do governo Lula” ocorrem apesar do presidente da República ter um índice de aprovação cada vez melhor, atingindo os 80 por cento na última pesquisa CNT/Sensus. Então, estranha ele que esses 80 por cento possam estar errados e certos somente eu “e mais alguns jornalistas que não aceitam que um nordestino, que foi para São Paulo num pau-de-arara, que é analfabeto, como diz Caetano, seja presidente do Brasil”. E indaga “até quando vocês vão continuar com esse sentimento preconceituoso e discriminatório”.
Respondi que procuro ser imparcial, isento, quando relato um fato ou faço uma análise, mas quando opino dou a minha opinião. Governo é posto por nós e pago pornôs para acertar, acertar é obrigação. Não é preciso elogiar. Errar obriga à crítica. O artigo imediatamente anterior ao e-mail do estimado leitor e que talvez haja sido a gota d`água que lhe encheu o copo opinava sobre duas coisas vindas do governo Lula. A defesa que a ministra e candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, fizera do retorno dos mensaleiros do PT à política e os rapapés (não me lembrei na ocasião de acrescentar os salamaleques) com que o governo Lula recebia em Brasília o presidente iraniano Ahmadinejad, o sinistro mentiroso que nega o Holocausto – a matança de seis milhões de judeus por Hitler.
Claro que o leitor que teve a gentileza de escrever-me não concorda com o insulto à humanidade perpetrado por Ahmadinejad e, estou convicto, também com a defesa de Rousseff quanto à volta dos mensaleiros. Apenas o meu artigo opinativo continha mais duas críticas “a coisas que venham do governo Lula” e ele talvez haja entendido que chegara a hora de não mais permanecer em silêncio. O somatório das críticas terá atingido o seu limite de paciência.
Quanto a estar eu “e alguns jornalistas” mais, insistindo na crítica (que fiz também, com a mesma insistência, a coisas vindas do governo FHC, por exemplo), enquanto 80 por cento dos eleitores avaliam positivamente o presidente Lula, lembrei-lhe que nem sempre a maioria está certa. A maioria, respondi a ele, votou e sentenciou Sócrates a beber cicuta e não creio que essa maioria estivesse certa. A maioria reunida ante a Torre Antonia, em Jerusalém, pediu a libertação de Barrabás e a crucificação de Jesus e nem mesmo Pilatos concordou com a opção – apenas, por falta de coragem, submeteu-se.
A música do dia nesta sexta-feira, 27 de novembro, é “Menestrel das Alagoas”, do mineiro Milton Nascimento, na interpretáção magistral ao vivo de Fafá de Belém. É a escolha do Bahia em Pauta para homenagear a memória do ex-senador Teotônio Vilela, um heroi da resistência no Brasil, na data de aniversário da sua morte em doação ao seu país.
Em tempos de “Expressos da Propina” que circulam à solta, de personagens macunaímicos que atuam na base do “cada um por si e Deus contra”, eis uma memória digna a não ser esquecida jamais. O mais está dito na apresentação de Fafá, nas palavras do próprio teotônio e na letra de milton nascimento. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
“EU NÃO PEÇO DESCULPAS”-Caetano e Mautner
Dona Lindu: mãe de Lula

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CRÕNICA/ MÃES
De dona Lindu para dona Canô
Janio Ferreira Soares
Minha cara Canô, daqui de onde estou andei acompanhando essa confusão toda que começou quando seu filho disse que o meu Luiz era analfabeto, e confesso que até agora não entendi o porquê de tamanha agitação. Afinal, o Brasil é ou não é uma democracia? E numa democracia, pelo que eu aprendi no curso que o mestre Paulo Freire mantém por aqui – e nas conversas com várias pessoas que ficaram minhas amigas quando souberam quem eu era -, todo mundo pode falar o que quiser. Bem diferente daquele tempo em que ninguém podia sequer pensar em falar mal de um presidente que era preso, torturado e até morto. Ou então se exilava em Londres, não é mesmo?
Mas o motivo principal dessa missiva (eu adorava quando o locutor da Rádio Clube de Pernambuco falava assim quando alguém mandava uma cartinha,) era para lhe pedir que parasse com a idéia de se desculpar pelo que o seu menino disse do meu. É que eu notei que ele não estava gostando muito dessa sua intenção, do mesmo modo que o meu também ficaria danado se na época da ditadura eu ligasse para o Golbery ou para um diretor da Ford pedindo desculpas pelas greves que ele comandava no ABC.
Mas agora Inês é morta (a propósito, nunca a encontrei por aqui), pois Wally Salomão acabou de me contar que o meu Luiz ligou lá de Roma para você depois que soube da sua vontade de lhe pedir essa espécie de mea-culpa materna. Aliás, nós demos boas risadas imaginando a cara de Caetano diante disso tudo e Wally ainda saiu cantando Eu Não Peço Desculpas, que ele gravou com Jorge Mautner.
Bem, agora eu tenho que me despedir, porque muita gente quer saber a minha opinião sobre o filme que diz que o meu Luiz agora também é filho do Brasil. Ainda não vi a cópia pirata que Glauber me emprestou, mas parece que andaram colocando algumas frases na minha boca, dessas que uma mulher sertaneja com um monte de filhos pra criar não tem tempo nem de pensar. Ah, adorei o seu livro de receitas, O Sal é um Dom. Se eu encontrar maturi por aqui vou fazer uma moqueca pra Jorge Amado e Gilberto Freire. Beijos em Mabel. Com respeito, Lindu.
Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo da cidade baiana de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco.