out
31


======================================================

Praticamente abandonado, doente e profundamente magoado, morreu em um hospital da região metropolitana de Salvador, o ex-zagueiro-central Juvenal Amarijo, o último jogador vivo que esteve em campo como titular da Seleção na decisão da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, perdida para o Uruguai.

Nascido em Santa Vitória de Palmar, Rio Grande do Sul, Juvenal morava há décadas na Bahia onde atuou antes de encerrar a sua carreira de jogador de futebol. Ele iria completar 87 anos no próximo 27 de novembro ainda carregando o peso de uma carreira marcada pela derrota contra o Uruguai, no Maracanã, que tirou do Brasil a Copa de 50 e se transformou em recorrente tragédia nacional.

Juntamente com o goleiro Barbosa, Juvenal foi um dos mais execrados após o inédito vice-campeonato mundial e o jamais esquecido gol marcado pelo uruguaio Ghiggia. Curiosamente, nos 11 jogos que fez pela Seleção perdeu apenas uma vez, justamente numa final de Copa do Mundo. O suficiente , no entanto, para a impiedosa condenação que sofreu pelo resto da vida.

Os jornais, sites e blogs do país e do exterior repetem neste sábado, a triste história de Amarijo, que epois do fatídico “maracanazo”, no Rio, nunca mais foi convocado.

Juvenal começou em 1944 no Farroupilha (RGS). Chegou ao Bahia, já na metade dos anos 50, não foi mais embora. Despediu-se do futebol no Ypiranga e viveu os seus últimos dias no litoral de Salvador, em Jauá.Lá, foi pescador, despachante de cartório e bilheteiro do estádio da Fonte Nova.

No Bahia, o ex-zagueiro ganhou dois campeonatos baianos em 1954 e 1956. Com a Seleção foram duas conquistas em 1950: a Copa Oswaldo Cruz e a Copa Roca. Na Copa do Mundo chegou como titular, então jogador do Flamengo. Se notabilizou pela eficiência na marcação e força na disputa corpo a corpo. Ganhou os holofotes quando namorou a cantora Aracy de Almeida. Recentemente voltou a mídia por razões menos honrosas.

O blog “Futebol é coisa séria” destaca que, em 2007, “a Globo apresentou seu final indigno, sua situação de completa calamidade, chocante e não menos revolvante. Fora as sérias dificuldades de saúde, inerentes a idade, vivia na miséria absoluta, situação díficil de imaginar para qualquer um que jogue uma final de Copa do Mundo nos últimos tempos. Seu final de vida se resumia a um quarto em Jauá e um sério problema de artrose no joelho”.

Adeus, Juvenal, descanse em paz, finalmente, depois de tão longa, tereível e injusta condenação.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do blog “Futebol é coisa Séria” , Rádio Band News-FM e agências de notícias)

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • outubro 2009
    S T Q Q S S D
    « set   nov »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728293031