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Nery: “espremi minha vida”
SNery
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“O que fiz, palavra que nenhum bicho, só o homem, era capaz de fazer”. Para o repórter Claudio Leal, da revista digital Terra Magazine, essa frase do aviador Guillaumet, personagem de “Terra dos Homens”, de Saint-Exupery, pronunciada em um bar depois de retornar andando (e na neve) de um desastre nos Andes, talvez pudesse servir de epígrafe do livro de memórias que o jornalista baiano Sebastião Nery se prepara para lançar.

No dia 9 de novembro, em Recife, no aniversário do jornal Diário de Pernambuco, Nery lançará “A Nuvem – O que ficou do que passou” (Geração Editorial), o livro que condensa 50 anos de vida profissional e política. Uma aventura existencial que começa em um internato de seminaristas, na Bahia, e se estende até os anos 90.

“Nesse rastro de evocações, surgem os presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, os ditadores do regime militar, Tancredo Neves, Brizola, José Sarney e Fernando Collor”, resume Leal na apresentação da entrevista exclusiva de Nery a TM, para falar do livro e da vida.

A palavra ainda com o jornalista de Terra Magazine: “Nery é memória. Num papo informal, o jornalista político é capaz de escalar ministérios, contar a história do enterro da cadela de Jânio Quadros (sim, chamava-se Muriçoca e foi presenteada pela Rainha Elizabeth II), relatar o encontro com Frei Pio de Pietrelcina, em San Giovanni Rotondo (Itália), e lançar uma farpa específica a cada víbora da política nacional”.

– Você de repente vai vivendo mais e a vida se torna uma alameda de amores mortos. Fui revirar, mesmo assim é um negócio difícil… Esse livro sou eu. É minha alma, minha vida, meus sofrimentos, minhas angústias e, inclusive, as brigas em que entrei. Não falseei nada.

A briga com o amigo Leonel Brizola, nos anos 80, está contada num capítulo “denso e forte”. Deputado federal pelo Rio de Janeiro (eleito com 111 mil votos) e secretário nacional do PDT, Nery travou uma conversa amarga com o governador carioca. Modos gaúchos, Brizola passou manteiga no pão antes de lhe pedir uma escolha: o jornalismo ou a direção do partido. Depois do encontro, a sentença.

– Desci, e estava o ótimo repórter Henrique José. Tinha me visto entrar, e ficou no botequim do Hotel Othon. “O que houve com você e Brizola? Eu tinha a notícia de que Brizola ia lhe enquadrar. É verdade?”. Falei pra ele: “Tenho que ir pra Brasília…” “Me dê apenas uma frase”, pediu. E eu dei: “Acho que nos enganamos. Fomos a Lisboa buscar Brizola e trouxemos Juan Domingo Perón.”

Na entrevista a Terra Magazine , Nery fala com Claudio Leal – um jovem jornalista e conterrâneo – “das experiências escrevinhadas em “A Nuvem”, mas também opina sobre a política brasileira contemporânea, sem esquecer a polêmica confissão do presidente Lula, de que precisa se aliar a “Judas” para poder governar.

– Lula já se aliou a Judas. Mas o Fernando Henrique se aliou a Satanás. Fernando Henrique se antecipou, se aliou a Satanás, fez uma aliança com o sistema financeiro, internacionalizou a economia – ataca o jornalista.

Também polêmico ex-parlamentar, para Sebastião Nery o Congresso Nacional se empobreceu ao servir de esteio para os interesses de grupos financeiros.

– A política passou a ser um braço político do sistema financeiro e dos interesses econômicos. Atrás de cada grande negócio, existe um grande branco. A política brasileira passou a ser monetária e financeira. O Congresso não é mais cultural, político; é capitalista, financeiro.

A ENTREVISTA

Terra Magazine – O subtítulo de “A nuvem” é inspirado numa definição de Alceu Amoroso Lima sobre o passado?
Sebastião Nery – “O passado não é o que passou. É o que ficou do que passou.” O livro, na verdade, é uma espremida. Você não faz um livro desse se não espremer a alma durante 50 anos. Porque eu tinha que contar uma série de histórias. Umas são fáceis, outras não são fáceis. Mas tinha que contar. Você não pode fazer um livro desse com mentira. Pode fazer deixando de contar alguma coisa. Evidente que deixei de contar uma série de coisas. Ou eram pessoalmente desagradáveis ou politicamente incorretas. Por exemplo, discutir o problema do Brizola com o dinheiro. Eu sei quais eram, mas aí era o problema de como ele via o financiamento da vida pública.

Episódios da campanha eleitoral?

O que é um problema complicado com todo político brasileiro. Quando você tem um processo político financiado não publicamente, mas privadamente… Isso aconteceu com o Jânio, com Brizola, com os outros todos. Isso eu achei que não devia tratar, até porque, embora fosse testemunha de alguns fatos, era um processo de financiamento de políticos.

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LEIA ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE SEBASTIÃO NERY EM TERRA MAGAZINE ( http://terramagazine.terra.com.br)

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Waldir: à espera da montaria
Wpires
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Nem o experiente jornalista baiano Levi Vasconcelos, que assina a badalada coluna Tempo Presente no Jornal A Tarde, poderia imaginar a repercussão (excelente, é dever de ofício registrar) da suas notas publicadas na edição desta terça-feira, 27: Waldir senador I e II. A notícia trata de almoço realizado ontem, 26 de outubro, com as presenças de figuras carimbadas do PT baiano, em restaurante tido como “vitrine” para o mundo político local, a pretexto de comemorar o aniversário do ex-governador, que no último dia 21 completou 83 anos.

“Virou ato político, com o homenageado sendo lançado candidato ao Senado”, escreveu Levi. “Waldir disse que com a idade que tem não vai mais disputar mandatos dentro do partido, mas se o cavalo passar selado, topa”, continua o jornalista. “Para mim, teria o sabor de um resgate, já que fui estupidamente roubado”, afirmou o ex-ministro da Defesa, referindo-se as eleições de 1994, quando perdeu o mandato para Waldeck Ornelas por 1.291,382 contra 1.288.316, apenas 3.066 votos de diferença. Ele pediu recontagem e não foi atendido…o resto da história todo Brasil conhece.

Pois bem todos que navegam neste Bahia em Pauta, as notas de Levi Vasconcelos espalharam-se qual rastilho de pólvora: São assunto do dia em todo canto da cidade. Casas legislativas, repartições públicas, faculdades, shoppings, mesa de bar e, já chegaram à Assembleia Legislativa, ecos do interior do estado.

Importante conhecedor da política baiana, que pediu reservas, afirmou o seguinte: “Agora sim, apareceu um candidato ao Senado da República de verdade, este tem história e saber para representar a Bahia, especialmente neste momento em que a chamada Câmara Alta passa por um dos seus piores períodos de representatividade”, desabafou. O assunto promete “render”, vamos aguardar.

Enquanto isso, apressados defensores de outras candidaturas já se desdobram em desmentir o fato.

O tempo, senhor da razão, mostrará “quem tem farinha para vender na feira”, como diria o gaúcho Leonel Brizola.

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Posted on 27-10-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-10-2009

Milton Santos: tributo merecido (e oportuno)
Msantos
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Em meio da pasmaceira, cumplicidades com o que não presta e a geléia quase geral de todos os dias do Congresso brasileiro, enfim uma iniciativa na Câmara que merece aplausos:

A deputada baiana do PSB, Lídice da Mata, acaba de apresentar à Comissão de Educação e Cultura da Câmara requerimento propondo a realização pela Casa de um seminário para debater a obra do geógrafo baiano, Milton Santos – o cidadão-geógrafo como ele na verdade gostava de ser chamado.

A parlamentar, em sua justificativa, destaca a proximidade do dia 20 de novembro, Dia a Consciência Negra, como uma grande oportunidade para discutir a obra “de um dos mais importantes intelectuais negros do Brasil, que não só superou preconceitos de cor e de classe social, mas que também foi pioneiro na análise crítica da globalização e suas conseqüências desiguais para grande parcela da população mundial”.

Para condução dos trabalhos a deputada socialista indicou como convidados à compor a mesa: o professor Aldo Aloísio Dantas – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para falar sobre o tema Milton Santos – Teoria Geográfica, Globalização e Terceiro Mundo; professora Maria Adélia Aparecida de Sousa – Universidade de São Paulo (USP), que aborda Milton Santos – Sua obra Libertária; professor Fernando Conceição – Universidade Federal da Bahia (UFBA) explica sobre Milton Santos – Negro e Intelectual e a professora Amália Inêz Geraiges de Lemos – Universidade de São Paulo (USP) que explana sobre A Obra Revolucionária de Milton Santos.

Na mosca, Lídice! Bahia em Pauta se congratula com a inicitiva e abre – de cabeça, alma e coração – todos os seus espaços para a divulgação do tributo a este imenso baiano chamado Milton Santos.

(Vitor Hugo Soares, editor do BP)

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Posted on 27-10-2009
Filed Under (Multimídia, Newsletter) by vitor on 27-10-2009


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Deu no Comunique-se;

Comunique-se, um dos mais acessados e acreditados portais sobre o que acontece nos bastidores da imprensa brasileira, postou em sua página na web e está distribuindo entre seus assinantes, o texto que merece leitura por quem pensa e faz jornalismo.Com crédito Da Redação, a notícia que Bahia em Pauta reproduz a seguir, fala sobre o mais novo lance da guerra entre a Rede Record de Televisão e o jornal Folha de S. Paulo. Confira( VHS)
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COMUNIQUE-SE ( Da Redação )

A Rede Record voltou a atacar o jornal Folha de S.Paulo, ao declarar que o veículo passa por uma “séria crise de credibilidade”. A afirmação foi feita em reportagem de mais de 13 minutos, exibida no principal telejornal da emissora, o Jornal da Record, na noite de sexta-feira (23/10).

A matéria enfatizava os números já divulgados no mês de agosto, pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), de uma queda 4,8% na circulação dos jornais brasileiros, com destaque para a Folha, que caiu 7% no primeiro semestre deste ano. “A Associação Nacional dos Jornais atribuiu a queda à crise econômica mundial, mas no caso da Folha, os números podem refletir também a falta de credibilidade”, disparou a reportagem.

Para tentar validar sua afirmação, a Record lembrou o caso da “ditabranda”, em que em editorial, publicado em fevereiro deste ano, o jornal classificou a ditadura brasileira como mais amena que em outros países da América do Sul. O caso da ficha falsa da ministra Dilma Roussef também não foi esquecido – o jornal publicou reportagem que afirmava que Dilma tinha um plano para sequestrar o então ministro Delfim Netto.

O Jornal da Record apresentou depoimentos de ex-exilados políticos e especialistas, que contaram suas histórias sobre a tortura que sofreram na ditadura. A reportagem também entrevistou o jornalista Antonio Roberto Espinosa, fonte do jornal na reportagem sobre Dilma, que afirmou que seus relatos sobre a ministra foram “distorcidos”.

Neste domingo (25/10), a Folha publicou uma denúncia contra a Igreja Universal do Reino de Deus, de que a organização teria feito remessas clandestinas para uma conta bancária em Nova York. Desde terça-feira (20/10), o jornal mantinha contato com a igreja, em busca de respostas da Universal a respeito da denúncia do Ministério Público Federal.

A assessoria de imprensa da emissora afirma que o Jornal da Record exibiu uma matéria jornalística, não considerando a reportagem um ataque.
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Leia tudo sobre a guerra Record x Folha de São Paulo no Comunique-se (http://www.comunique-se.com.br)

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Histórias das canções de Chico…
Lichico
… como Beatriz(cantada por Milton Nascimento)

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LANÇAMENTO / LIVRO

Maria Olívia

Histórias de canções – Chico Buarque, de Wagner Homem, conta histórias que estão por trás das letras e músicas deste moço, torcedor do Fluminense e um dos maiores, senão o maior, representantes da música popular brasileira. Um bálsamo para nossas almas e para a legião de fãs e admiradores de Chico, o livro relata as circunstâncias em que foram compostas muitas pérolas da nossa MPB. O autor, Wagner Homem, é amigo pessoal de Chico Buarque e curador da sua página na Internet (www.chicobuarque.com.br). O livro tem 356 páginas, custa R$ 44,90 e saiu pela Editora portuguesa Leya, que acaba de chegar ao Brasil. Abaixo, acompanhe apresentação da obra, recolhida no site www.historiasdecancoes.com.br. e corra às livrarias. Boa leitura.

As histórias relacionadas às circunstâncias em que são compostas as canções sempre despertam muita curiosidade. O cantor e compositor Toquinho afirma que, durante seus shows, esses fatos chegam a fazer mais sucesso do que a própria música. Às vezes, por falta de informação, o próprio povo cria sua interpretação, que nem sempre corresponde aos fatos.

Quem não gostaria de saber pra quem foi feita esta ou aquela canção, quem é a filha dos versos “você não gosta de mim, mas sua filha gosta” ou ainda o “você” de “Apesar de você”? Ou quem são “Carolina”, “Januária”, a “Morena dos Olhos d’água”, “Beatriz” e outras tantas? Como eram as relações do letrista Chico Buarque com parceiros como Vinícius de Moraes e Tom Jobim que tiveram importância fundamental na sua carreira?

Foi pensando nisso que Wagner Homem, curador do site oficial de Chico Buarque, selecionou uma centena de histórias relacionadas às suas composições.

Engraçadas, tristes, reveladoras ou simplesmente curiosas, essas histórias descortinam o universo em que as canções aparecem e os fatos que a elas se ligam.

Num texto enxuto o leitor poderá conhecer não apenas as histórias por trás das canções, mas também (embora não seja o objetivo principal da obra) um pouco da história recente do Brasil e da personalidade, processo criativo e hábitos dos personagens envolvidos.

Maria Olívia é jornalista

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Posted on 27-10-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 27-10-2009

A música para começar o dia nesta terça-feira, 27 de outubro, é “Cada macaco no seu galho”, composto e interpretado por um sambista genial da Bahia, chamado Riachão. Verdadeiramente um clássico da música popular brasileira na sua mais completa expressão. O vídeo foi gravado na Tv Cultura de São Paulo, no Programa Ensaio, dirigido por Fernando Faro. Confira e pode bater palmas á vontade, que Riachão merece como poucos.

(Vitor Hugo Soares)

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Glauber: “carpideiras insuportáveis”
GRocha

Deu em Terra Magazine
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“Dez notas aleatórias” é o título da coluna publicada pelo crítico de cinema baiano e professor da UFBA, André Setaro, na revista digital Terra Magazine. A sétima nota, que Bahia em Pauta reproduz a seguir, fala das “carpideiras” do cineasta Glauber Rocha que andam por bares e esquinas citando em vão o nome do gênio de Vitória da Conquista. Confira. (VHS)

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“7.) Se Glauber Rocha pode ser considerado um grande realizador cinematográfico, as suas “viuvas” são insuportáveis, além de extremamente incompetentes. Conversar com uma “viúva” de Glauber é papo para “encher o saco” de mesmices e repetições. Mas o cinema brasileiro, em detrimento de produções mais arrojadas, está cheio dessas “viúvas carpideiras.”

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Leia a íntegra da coluna semanal de André Setaro em Terra Magazine ( http:/terramagazine.terra.com.br )

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