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Posted on 22-10-2009
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Obama e Fox News: ruptura / PÚBLICO
Foxobama
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Deu no jornal PÚBLICO (Portugal)

A longa corrida à Casa Branca entre 2007 e 2008 foi apelidada de “a melhor série na televisão”. Mas desde a eleição e tomada de posse de Barack Obama, a profunda divisão ideológica entre os canais de notícias tornou-se uma das novelas mais comentadas dos EUA.

Duas semanas, ganhou novo fôlego: a Casa Branca e Barack Obama declararam guerra à Fox News, o canal de cabo de orientação conservadora de Rupert Murdoch.

A tensão está de tal forma elevada que hoje o senador republicano Lamar Alexander disse à Reuters que a Casa Branca de Obama lhe começa a parecer a de Nixon, guiada por um sentimento de “estão todos contra nós e temos de os apanhar”. O senador, um dos líderes da representação republicana no Congresso, sugeriu que o Presidente “recue” e “não comece uma lista de inimigos”, referindo-se à paranóia da presidência de Richard Nixon e à sua infame lista – com jornalistas e comentadores.

LONGA BATALHA

A batalha dura há semanas nos velhos e novos meios de comunicação, com a Casa Branca a dedicar uma secção do seu blogue The Briefing Room à correcção do que considera serem os erros ou mesmo as “mentiras” da Fox News – com link para o Truth-o-Meter (um “verdadómetro”) de um jornal que analisa questões semelhantes.

Este domingo, David Axelrod, o principal conselheiro político de Obama, disse na ABC que a programação da Fox News “não é verdadeiramente de notícias” mas sim “promoção de um ponto de vista”. No mesmo dia, o chefe de gabinete de Obama, Rahm Emanuel, dizia na CNN que a Fox News “não é uma empresa noticiosa”, mas sim tendenciosa. Quando a directora de comunicações da Casa Branca, Anita Dunn, disse ao “New York Times” que a Administração vai tratar a Fox News “da mesma forma que tratamos um adversário” e afirmou à “Time” que o canal faz “opinião mascarada de notícias”, alguns analistas começaram a preocupar-se com a atitude da Administração Obama.

A Casa Branca declarou a Fox News sua inimiga, isto depois de ter anunciado que ia ser mais agressiva na sua reacção a notícias com imprecisões ou desfavoráveis em geral.

NOBEL, OLÍMPICOS E SAÚDE

A relação entre Obama e a Fox News tem sido tensa desde a corrida às primárias. Os seus comentadores, como Glenn Beck e a sua afirmação de que Obama é racista (“Tem um ódio profundamente enraizado pelos brancos”), bem como as escolhas noticiosas do canal foram alimentando essa tensão – sendo as famigeradas tea parties de contestação às políticas de Obama, nomeadamente quanto à reforma do sistema de saúde, um dos aspectos mais recentes dessa tensão, sem que tenham merecido resposta direta da Casa Branca.

Mas a cobertura do canal sobre o Prémio Nobel da Paz para Obama, sobre a derrota de Chicago para anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016 e o fato de a Fox ter sido o único generalista a não fazer um direto com a ida de Obama ao Congresso para explicar a sua reforma da saúde foram os pontos de ruptura.

Nada disto é novo em termos históricos ou internacionais. No caso dos EUA, as relações tensas ou de suposto favorecimento entre os Presidentes americanos, candidatos e os média remontam aos primeiros Presidentes. Vão desde o tempo de John Adams (1789/97) até à lista secreta inimigos de Richard Nixon, passando pelo Presidente Harry S. Truman, que bania os jornalistas de que não gostava (tinha um ódio especial pelo “Chicago Tribune”) do seu iate. Franklin Roosevelt relegava os repórteres mais críticos da sua administração para o fundo da sala das conferências de imprensa.

E durante 2007, a CNN era apelidada por alguns críticos como Clinton News Network pela ampla cobertura dada a Hillary. Já durante o mandato de Bill Clinton, a sua batalha retórica com o comentador conservador Rush Limbaugh foi constante.

Nile Gardiner, analista de assuntos internacionais, escreve agora no “Telegraph” que a atitude da Casa Branca representa “uma campanha abertamente política – e que está condenada ao fracasso. “Os EUA são um país erguido sobre os princípios da liberdade de imprensa, governo limitado e livre empreendedorismo e é altamente inusual que uma Administração lance uma vingança autoritária contra uma única estação de notícias”, frisa o comentador.

MAIORIA CONSERVADORA

Jacob Weisberg, na “Newsweek”, considera por seu turno que este é um “debate falso” sobre um canal “não-americano” e tendencioso. Já o colunista John Nichols, da revista de esquerda “The Nation”, vê o ataque da Casa Branca à Fox como “uma resposta radicalmente errada” e aconselha o Presidente a dialogar com o canal ao invés de o ignorar – em Setembro, Obama deu entrevistas a todos os programas de informação dominicais dos principais canais, excepto à Fox News.

“As críticas da Administração ainda trazem mais atenção para o canal e reforçam o agudo sentimento de vitimização dos seus telespectadores”, atenta Alan Schroeder, professor de Jornalismo da Universidade Northwestern, referindo-se à maioria conservadora dos EUA (segundo as sondagens da Gallup) que não se revê nas políticas Obama.

Glenn Beck já denunciou que está em causa um ataque à liberdade de imprensa. Lloyd Green, que trabalhou no Ministério da Justiça durante o mandato de George H. Bush, postula no site da Fox News: “Nixon era censório e corrupto. Até agora, Obama é simplesmente censório”.

Depois de Dunn ter dito no dia 11 à CNN que o canal de Murdoch é “uma ala do Partido Republicano”, o CEO da News Corp respondeu-lhe este fim-de-semana, dizendo numa reunião com accionistas que os comentários vindos da Casa Branca aumentaram “de forma tremenda as audiências” do seu canal de cabo.

Por seu turno, o vice-presidente da Fox News (disponível em Portugal no Meo, na ARTelecom, Vodafone, Cabovisão e Clix), Michael Clemente, apelou a que se distinguisse entre as notícias e a opinião na Fox News e chamou a atenção para o fato de a Administração estar “a atacar o mensageiro, [algo] que ao longo do tempo nunca funcionou”.

Já está circulando na web, a partir principalmente do You Tube, o primeiro trailler oficial do filme “Lula, o filho do Brasil”, cuja estreia nas redes dos grandes circuitos comerciais de cinema está marcada para 1 de janeiro de 2010, às vésperas do início legal da campanha para presidente da República em 2010.

É um filme biográfico baseado na trajetória do atual presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que segue a trajetória de Lula do seco agreste pernambucana, com seus dramas humanos e conflitosd familiares, até chegar às grandes lutas sindicais e política no ABC, onde o líder metalúrgico se projetaria como líder, até chegar finalmente ao Palácio do Planalto.

O filme, cujo trailler Bahia em Pauta reproduz a seguir, é dirigido por Fábio Barreto, cineasta indicado ao Oscar por O Quatrilho,… .Polêmica à vista desje já, a deduzir por dois comentários recolhidos pelo BP no You Tube. Imaginem quando o filme chegar na telona em plena campanha presidencial!

“Grande? Getúlio Vargas, esse sim merecia um filme”. (Felipaum Camargo)

“Será que vai falar do? mensalão?” (Isb)


O filme é sobre o Lula e não sobre os politicos envolvidos no mensalão. Se souber de algum envolvimendo do mesmo no mensalão favor avisar? as autoridades e nao postar aqui comentarios sem um pingo de conhecimento sobre politica, baseado apenas em reportagens da Veja… que dão tiro pra tudo quanto é lado. (Alceu)

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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de sanctis
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Maria Olivia

Para os que ainda não esqueceram -ou fazem que nem se lembram mais – da emblemática Operação Satiagraha, semana que vem tem um evento especial em São Paulo: O juiz federal Fausto Martin De Sanctis autografa os livros Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro – Destinação de Bens Apreendidos, Delação Premiada, e Responsabilidade Social e Penal das Corporações e Criminalidade Moderna, ambos publicados pela Editora Saraiva, na quarta-feira, dia 28. O evento será na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, na capital paulista, a partir das 19 horas.

De Sanctis ganhou notoriedade ao julgar alguns dos casos mais emblemáticos contra grandes corporações. Processo contra o Banco Opportunity e o banqueiro Daniel Dantas; acatou denúncias contra o Banco Santos, de Edemar Cid Ferreira; o fundo de investimentos internacional MSI, do russo Boris Berezovski; e a construtora Camargo Corrêa. Foi ele também que condenou a 30 anos de prisão o colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Não por acaso todos estes processos foram parar nas mãos de De Sanctis. Ele é o titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros, o tipo de crime de que as corporações empresariais são culpadas, até prova em contrário. É assim que diz o juiz federal em seu mais novo livro: “Devido ao grande número e ao fato de subsumirem a regra de que podem fazer tudo o que a lei não veda, observa-se que as pessoas jurídicas de direito privado, aos olhos do direito penal, têm sido os mais perigosos delinquentes”, escreve De Sanctis em Responsabilidade Penal das Corporações e Criminalidade Moderna, que chega agora às livrarias do país.

O eminente juiz mandou prender o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, depois de uma liminar em Habeas Corpus do Supremo que mandava deixá-lo em liberdade. Ele também decretou o confisco das obras de arte e da casa onde morava o também banqueiro Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos. O juiz defende até o fim o rigor penal contra as instituições empresariais: “A responsabilidade criminal dos entes coletivos, revela-se, assim, como forma de melhor conferir eficácia ao Direito Penal, que não tem atingido todos os agentes da prática delituosa, em especial aqueles que, com seu poder e estrutura, cometem crimes mais facilmente”, conclui. “É imposição de uma nova realidade da Justiça, conclamada nos mais variados sistemas jurídicos, pelo reconhecimento da força social e econômica dos grupamentos”. E lamenta que, no Brasil, a responsabilidade penal das pessoas jurídicas se restringe a matéria ambiental.

Fausto Martin De Sanctis é bacharel em Direito e doutor em Direito Penal pela USP e especialista em Processo Civil pela UnB. É ainda professor de Direito Penal da Universidade São Judas Tadeu. Antes de entrar para a Magistratura Federal, foi promotor de Justiça e juiz de Direito em São Paulo. É autor dos livros Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica (1999); Punibilidade no Sistema Financeiro Nacional — Tipos Penais que tutelam o Sistema Financeiro Nacional (2003); e Combate à Lavagem de Dinheiro — Teoria e Prática (2008).

ULTIMA NOTÍCIA

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região manteve o processo resultante da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, com o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
A decisão é do desembargador Johonsom Di Salvo, relator da ação de conflito de competência apresentada pela juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Pela decisão, o processo ficará sob a responsabilidade de De Sanctis até que o tribunal julgue a ação.
De Sanctis não reconheceu a competência da 2ª Vara Federal Criminal para apreciar o processo (veja decisão). “A mesma juíza que reclama agora por sua competência para apurar todos os fatos que envolvem a Operação Satiagraha já anteriormente e sabiamente determinou a redistribuição livre para uma das Varas especializadas”, afirma De Sanctis em seu despacho. “Estamos, pois, no campo do juízo natural, aquele que recebera a causa que não estaria contida na outra”. O Ministério Público Federal em São Paulo já se manifestou contra a transferência do processo.

Maria Olívia é jornalista

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Posted on 22-10-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 22-10-2009

Leon: Senhor Revivendo / TM
leonrevivendo

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Em qualquer lugar onde esteja instalado com o seu laboratório de alta precisão -em sua janéla de Salvador que dá para a Baia de Todos os Santos ou no meio do maior tumulto da pauliceia desvairada e adjacências, como agora – o músico e produtor Paquito tem sempre um telescópio especial para enxergar o que passa despercebido para muita gente, mesmo no meio jornalístico que não é exatamente a sua praia, mas onde ele sabe nadar como poucos.

É o que fica evidente, por exemplo, desde o primeiro parágrafo do artigo que ele assina nesta quinta-feira, 22, na revista virtual Terra Magazine ( http:/terramagazine.terra.com.br ) , para falar sobre a morte de Leon Barg, o cabeça da gravadora Reviverndo, que partiu domingo passado. Barg foi também o criador de um selo de disco que “pôs à disposição do público em geral – não só os especialistas -gravações em CD raras e antigas da canção popular”, registra Paquito.

Quem, no país inteiro, sendo amante da música, não guarda pelo menos um disco da Reviverndo em sua discoteca?, pergunta Bahia em Pauta, que reproduz a seguir a íntegra do artigo de Paquito publicado na TM. Bravo!
(Vitor Hugo Soares)
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CRÔNICA OPINATIVA / MÚSICA

LEON

Paquito
De São Paulo (SP)

Leon Barg, da Revivendo, morreu domingo retrasado. A notícia, nesses termos, parece contraditória, e me chegou, num susto, através de Robinson Roberto, que nos apresentou. A Revivendo, criada por ele, é um selo de discos que pôs à disposição do público em geral – não só os especialistas – gravações em Cd raras e antigas da canção popular.

Com sua coleção de discos de 78 rotações, que corresponde a, aproximadamente, dois terços do que foi lançado no Brasil desde o início do século XX, Leon lançou Cds, com encartes detalhados, de Carmem Miranda, Noel Rosa, Francisco Alves – seu ídolo maior – Mário Reis, Lamartine Babo, Anjos do Inferno, Quatro Ases e Um Coringa, Geraldo Pereira, Lupicínio Rodrigues, Braguinha, Almirante, etc, só pra falar dos anos 30 e 40, a chamada fase de ouro da nossa música.

Dos anos 50, ele disponibilizou a obra de Luis Gonzaga em uma série de cerca de 15 Cds – assunto que já tratei nesta coluna – coisas que a RCA, gravadora do Rei do Baião nunca havia relançado, como a primeira gravação do clássico Asa branca. Gregório Barrios, Libertad Lamarque e Carlos Gardel, da América Latina, são outros nomes que me vêm à mente, e que tiveram títulos lançados por Leon, pois, a despeito de ter uma equipe, que incluía seus filhos, a Revivendo era ele.

Mais do que arqueologia ou nostalgia, os lançamentos da Revivendo mostravam que muitas das gravações que foram revividas, ainda em Lp, nos primórdios do selo, e em Cd, são encantadoras. Não se tinha ainda uma tecnologia como a de hoje, mas o charme sobra. Como em todas as épocas, há coisas boas e ruins, mas, sem dúvida, o século XX foi o século da canção. E, no Brasil dos anos 30, 40, e 50 é criatividade por todos os lados, que foi desembocar na música moderna brasileira, de bossa-novistas a pós-tropicalistas. E, artisticamente, Carmem Miranda e Noel Rosa não ficam nada a dever a Chico Buarque ou Gal Gosta. São equânimes.

Leon era pessoalmente encantador, um judeu baixinho do Recife, de olhos pequenos muito vivos – cujos ancestrais vieram da antiga Bessarábia – a procurar sempre por discos antigos pra sua coleção. Na defesa das idéias, era firme e exaltado, o que lhe dava força pra manter a Revivendo sem nenhum tipo de apoio, oficial, ou não.

Aos amigos que fazia pelo Brasil, entre os quais eu me incluía, ele presenteava com discos em suas viagens periódicas para o Recife, Salvador, Rio, etc. Reunia sempre uma turma grande pra almoçar e não nos deixava pagar a conta. Mas sempre nos dizia que a Revivendo andava com dificuldades, pois, apesar de ter uma coleção invejável, com fonogramas que as gravadoras nem possuíam mais, os direitos sobre as gravações ainda eram das multinacionais do disco, a quem ele tinha de pagar pelo que lançava. Com a crise na indústria do disco, a situação se complicou. E ele mantinha uma relação ótima com todas as gravadoras. Quando a EMI, por exemplo, preparou a caixa com todo material de Carmem Miranda na gravadora, levou Leon com a esposa pra Londres, para acompanhar a remasterização na Abbey Road. Claro, os discos usados como matriz eram de Leon.

O período em que o selo esteve bem coincidiu com a ascensão comercial do compact-disc. Com Leon, morre aos poucos um jeito de pensar a música comercialmente. Agora, as pessoas simplesmente baixam no computador as gravações. No entanto, com respeito aos fonogramas antigos, pouca coisa foi digitalizada. Ficamos, portanto, a ver navios. Há menos de um mês, ele esteve na Bahia e Robinson me procurou para que nos encontrássemos. Como eu não estava bem de saúde – uma gastrite – não pude ir ao almoço entre amigos. Leon, no entanto, disse a Robinson: “quero ver o Paquito!”

Eles chegaram lá em casa perto da hora do almoço e saímos a procurar um restaurante que atendesse a nossas idiossincrasias alimentares: eu não podia comer nada pesado, Robinson não comia carne, e Leon não gostava de restaurantes naturais, mas nunca ingeria nada que tivesse alho, que ele detestava. Ficamos rodando meio tontos sem objetividade, até encontrar um lugar. Assim que nos sentimos mais confortáveis e saciados, fiquei descobrindo coisas que não sabia como, por exemplo: a música Vou me casar no Uruguai, de Gadé, do repertório de Moreira da Silva, foi gravada originalmente por Almirante. Leon ainda me disse que ia lançar um disco com a faixa, e me enviaria pelo correio.

Esses e outros discos não mais virão, independente do que for acontecer à Revivendo. Não receberemos mais suas ligações nem teremos o prazer da sua companhia. E, a despeito do lugar-comum da frase, Leon Barg era uma pessoa cheia de vida, não combinava com a morte. Vai fazer falta. Ficarão, no entanto, as revivências.

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