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Postado em 21-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 21-10-2009 23:43

“Caim”, de Saramago: ira em Portugal
caim
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Deu no portal da web:

Em declarações ao portal TSF, o poeta português Manuel Alegre saiu em defesa do Nobel José Saramago, lamentando que Portugal não perdoe «a grandeza» e aqueles que se distinguem. Alegre declarou ainda que Saramago continua a ser «um grande escritor», apesar das duras críticas que vem sofrendo por seu mais recente e polêmiu livros: “Caim”.

Segundo TSE Está longe de terminar a polémica que envolve o escritor José Saramago e as suas declarações sobre a Bíblia. Na tarde desta quarta-feira, em Lisboa, o Nobel reafirmou tudo o que disse, acrescentando que «o Deus da Bíblia não é de fiar, já que é vingativo e má pessoa».

Contactado esta noite pelo portal TSF, o poeta Manuel Alegre tomou o partido de José Saramago, afirmando que o Nobel continua a ser um grande escritor.

«Isto é uma história portuguesa cheia de preconceitos e fantasmas. Em primeiro lugar é preciso ler o livro de José Saramago. Ele é um grande escritor, mas parece que não se perdoa a Saramago, ser um grande escritor da língua portuguesa, ser um Prémio Nobel e não ser um homem religioso», afirmou.

Alegre bate forte nos intelectuais e nas vozes mais estridentes da Igreja Católica de Portugal em relação às ideias de Saramago: «Ele escreveu um livro, mas não vejo ninguém discutir o livro. Só vejo discutir as opiniões que com todo o direito ele expressou sobre a Bíblia», considerou o poeta.

Contra preconceitos, Manuel Alegre sublinhou ainda que José Saramago não deve ser criticado por dizer o que pensa e lamentou que Portugal não perdoe a grandeza e aqueles que se distinguem.

«As pessoas podem não estar de acordo com aquilo que ele diz, mas como é que se pode pôr em causa a seriedade de um homem que diz aquilo que pensa», questionou Alegre, que considerou «isto um preconceito» e «resquícios de dogmatismo».

«Não lhe podem negar o direito de escrever um livro e também não se pode crucificar o Saramago por exprimir as suas opiniões e menos ainda por ser um grande escritor, e menos ainda por ser um Prémio Nobel», declarou.

«E ao Saramago não se perdoa ser um português que se atreveu a ganhar o Prémio Nobel da Literatura e que diz que não acredita em Deus», concluiu

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Comentários

catulo cavalcante on 26 outubro, 2009 at 10:22 #

Caros Amigos,

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Roberto on 29 outubro, 2009 at 12:35 #

A razão de nosso atraso foi termos herdado esse ranço da truanesca Portugal. Era e continua sendo um país muito atrasado, nas trevas. O pieguismo católico, permeado de muito ignorância, alienou por séculos e séculos aqueles pobres coitados. Nem se pode falar em dogmatismo, pois o catolicismo lá sempre foi muito frouxo, como o daqui, eivado de superstições, ao gosto medieval. Tanto é que o português é ridicularizado em toda Europa, e não só no Brasil. É considerado um povo cretino, estúpido. Eu mesmo presenciei isso na Espanha e na Alemanha. No Brasil, nem é preciso dizer o que pensamos dele.
Raro é ver um português de destaque. São pouquíssimos os que conseguem triunfar naquela nação tacanha, e não raro têm que sair de lá. Conheço apenas três no século XX. Um neurologista, famosíssimo; uma pianista, a Maria João Pires; e o Saramago.


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