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Postado em 11-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 11-10-2009 10:24

Seu Jorge em Portugal: “a nossa verdade”
seujorge
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O cantor e compositor brasileiro Seu Jorge chega a Portugal nesta segunda-feira, 12, levando na bagagem recheada de novidades o show “América Brasil”, com músicas do álbum do mesmo nome, “a meio caminho entre o tropicalismo brasileiro e a negritude americana”, como analisa o suplemento cultural Ipsilon, do diário português Correio da Manhã. O espetáculo será apresentado na noite deste domingo, 11, no Campo Pequeno, em Lisboa, e amanhã na cidade do Porto, no emblemático Coliseu do Porto das históricas apresentações de Zeca Afonso e Dulce Pontes.

O texto da reportagem , assinado por Mário Lopes, assinala que Seu Jorge, brasileiro, diz que o samba é “a nossa verdade, o nosso estandarte”. E o samba atravessa tudo aquilo que faz o homem que foi Mané Galinha em “A Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, e que foi depois chefe de segurança do barco de Steve Zissou, no delirante “Um Peixe Fora de Água”, de Wes Anderson.

Mas desde sempre que no samba não cabe tudo o que o define, diz Ipsilone. De regresso a Portugal para dois concertos, esta noite no Campo Pequeno, em Lisboa, e amanhã no Coliseu do Porto, Seu Jorge traz na bagagem “América Brasil”, o seu último álbum, experiência musical em que tenta fundir o tropicalismo brasileiro com a negritude americana.

“Tudo muito bem, que Seu Jorge é precisamente isso. Cresceu com o samba de Zeca Pagodinho, tem no ritmo o funk de Stevie Wonder ou Sly Stone, ataca o rock com o roll bem “swingado” e até pode pegar no violão para cantar um par de versões bilingues de David Bowie”, proclama o respeitado suplemento cultural europeu.

Informa ainda que Seu Jorge editou recentemente um DVD, com a versão ao vivo de “América Brasil”, mas não é em tela que a sua música melhor respira. Seu Jorge é homem de palco. Isso nos dizem os muitos concertos que dele fomos vendo por cá (em Portugal).

Ele é cantautor que quer fazer a festa, é irresistível líder de orquestra que sabe quando acolher todo o protagonismo e quando deixar o povo reparar em quem o acompanha. E depois há reggae adocicado, há festim de percussão, há a “Carolina” ao violão, há “Mina do condomínio” e intervenção sem paternalismos. Poderá haver até, quem sabe, uns “oba oba oba!” adaptados de Sérgio Mendes para prazer da multidão.

O texto de Mário Lopes, no Ipsilone, termina com uma constatação e um elogio que dá prazer a qualquer artista: “Seu Jorge traz-nos (a Portugal) “América Brasil” mas a sua música já é do mundo inteiro – e por cá fomos dos primeiros a reparar nisso.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de Ipisilone, suplemento cultural do Correio da Manhã, de Portugal)

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