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Postado em 10-10-2009
Arquivado em (Artigos, Multimídia, Vitor) por vitor em 10-10-2009 09:49


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A música para começar no Bahia em Pauta neste sábador, 10 de outubro de 2009, é “Papel de Pão”, composta e interpretada por Jorge Aragão. Era a música preferida de uma mulher especial para este editor, que partiu em uma data como esta no ano de 2001. Se viva estivesse seria seguramente leitora assídua e estimuladora deste site-blog.

Chamava-se Jandira, nome que -escrevi certa vez em um cartão – em tupy-guarany reune as palavras abelha e mel. “Dona Jandira de força e fé nos santos e nos destinos da humanidade. Abelha que se encantava com as águas do Velho Chico, ora serenas ora revoltas, correndo em sua terra natal. Sertaneja que também se embevecia com o mar de Salvador, com a boa leitura e que amou a música até os suspiros derradeiros”, escrevi também naquele cartão.

Onde estiver, vai para ela este samba, uma das músicas de sua devoção, em nome de todos que a amaram e lembram dela com saudades nesta data.

(Vitor Hugo e Maria Olívia)

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Comentários

Olivia on 10 outubro, 2009 at 10:30 #

Bota especial nisso, Vitor Hugo. Dona Jandira era especialíssima. Ainda me lembro bem (como fala Jorge Aragão), há tempos, quando o cantor ainda não tinha “estourado na praça”, eu revirando as lojas de disco – sim, ainda existiam muitas – aqui em Salvador e no Rio de Janeiro, procuranda a encomenda de Janda: O disco de Aragão com a música PAPEL de PÃO. Ela era super antenada, para usar a palavra preferida da moçada e amava a Musica. Tenho certeza que ela esta ligadíssima neste Bahia em Pauta e recebeu a mensagem cantarolando junto com um dos cantores da sua preferência. Viva !!!


Mariana Soares on 10 outubro, 2009 at 11:36 #

Quero me juntar nesta homenagem a vocês, Hugo, Liu e a todos que lembram nesta data e sempre de D. Jandira, esta figura muito querida e inesquecível. Ela, certamente, de onde estiver, deve ter adorado esta homenagem, pois nada lhe dava tanta alegria como a música e as letras, que devorava nos jornais e revistas que lhe chegavam às mãos. Se aqui ainda estivesse entre nós, aposto que já tinha dado os seus primeiros passos na informática, a fim de acompanhar, em primeira mão, todos os passos deste nosso já indispensável e querido Bahia em Pauta. Seria, ainda, uma excelente provedora de notícia, pois sempre sabia de todas antes de todos nós, a quem nos dava sempre as boas, outras nem tanto, novas. A saudade é muito grande e como dói, mas vamos todos aqui, mãe, tentando levar a vida que nos deu, com muita dignidade, alegria e muita garra, como você e S. Alaor nos ensinaram. Para esta homenagem, cantarolo Valsinha de Chico Buarque, que, também, era uma das suas preferidas.


Regina on 10 outubro, 2009 at 17:54 #

D. Jandira, antes do meio dia, ja havia lido todos os jornais a sua disposicao e visto os programas de noticias da TV, estava sempre a par de todos os acontecimentos. Com certesa seria a fan #1 do “Bahia em Pauta”. Nossa saudosa mae adorava musica e escutava sempre, haja visto nosso interesse por esse meio de comunicacao, sempre presente nas nossas vidas. Era tambem uma pessoa generosa na distribuicao do seu amor incondicional aos filhos e aos menos favorecidos pela sorte, de uma maneira natural, sem propaganda. Sua fe era impressionante para quem, como eu, nao acredito muito no que nao posso comprovar. Uma mulher forte e bonita, que carregou em seu coracao um muito amor e nem uma gota de odio. Sera sempre nosso elo e licao de vida!


Mariana Soares on 10 outubro, 2009 at 19:59 #

Aqui estou de volta, a pedido de Biga, que ainda sem muita familiaridade com as ondas da internet, apesar das “broncas” de Clarice, acaba de me ligar, pedindo para incluí-la nesta homenagem, pois, também, neste dia, lembra com imensa saudade de D. Jandira, para quem já deixou hoje, como faz sempre, quatro rosas vermelhas, em nome das suas filhas, e duas angélicas, em nomes dos seus filhos. Segundo Biga, a conversa entre elas rolou solta e, entre lágrimas e risos, o”encontro” aconteceu com muita emoção e saudade e, como o tema da homenagem é música pediu para lembrar de Martinho da Vila cantando:…felicidade, passei no vestibular, mas a faculdade, ela é particular. Assim como Biga, trago, ainda, Chico para esta roda de homenagem à minha mãe, que com a emoção sempre elevada como lhe é peculiar, chora a irremediável saudade que D. Jandira nos deixou.


Márcia Pires Santana on 10 outubro, 2009 at 20:00 #

Seu nome era música, sua rima era o amor a vida, sua poesia era embalar com sua ternura todo o ser vivo. E feliz de quem por ela foi embalado de perto, pois de sua voz pode sentir toda a doçura, e dos seus braços toda a força para sempre continuar. Agora resta não só a saudade, mas, sobretudo a presença em cada acorde das melodias que ela tão bem sabia apreciar, pois música é puro amor e como ela sabia tão bem amar!


Regina on 10 outubro, 2009 at 22:08 #

O BP esta fazendo milagre, o milagre da comunicacao, que eh a forma que Deus nos favoreceu para alcansar um ao outro, procurar um ao outro, entender um ao outro, amar um ao outro. BEM VINDA BIGA & FAMILIA!
E a fila vai aumentando com a chegada de Gabee, Pablo e Chloe.


jorge Haroldo on 11 outubro, 2009 at 5:25 #

As recordações q tenho da convivência com a D. Jandira são inesquecíveis. Lembro-me do surpreendente, belo e firme discurso q ela proferiu na igreja de S. J. Batista, em Uauá, para onde a conduzí a seu pedido. Inicialmente, pensei q seria apenas uma viajam de lazer, mas ñ foi: ela viajara 500 km com o propósito único de agradecer ao povo uauaense por ter acolhido ao seu irmão mais novo, onde viveu, sempre respeitado e querido. Esse era o tipo de compromisso q ela creia inadiável, para quem vive nesse planeta.

Na volta, confesso q por curiosidade minha, quis conhecer, em Canudos, o sítio onde foram travadas as batalhas conselheiristas. Para minha surpresa, percebí uma tristeza profunda em seus olhos, levando-me a abreviar a visita, a pedido dela – profundamente sofrida em seu coração sensível com a dor dos seus irmãos sertanejos, irreparavelmente massacrados naquele lugar.

Lembro-ma, ainda, de uma viagem q fizemos, desde Subaúma até Salvador. Era uma noite iluminada pela lua brilhante e a estrada, recém construída e bem sinalizada, formava uma tapete sobre o qual deslizávamos, confesso q a uma velocidade não muito mt recomendada. Mas a passegeira, brindando-nos com um silêncio maravilhoso, coisa rara nas mulheres, embevecida com a paisagem e a beleza do momento, nem percebeu a “perícia” do motorista. Ao chegar, apanhou o telefone e ligou para VH – autor deste blog – para contar q a viagem foi maravilhosa e rápida, mais rápida até do que viagem que o blogueiro fez, naquela mesma hora, desde a Reitoria, onde então trabalhava, até a sua casa, na Pituba.


Graça Tonhá on 11 outubro, 2009 at 23:00 #

Recordo-me de D. Jandira sempre amável e com boa prosa. Grande exemplo de mulher íntegra, vibrante, inteligente e marcante. Saudades!


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