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Postado em 10-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 10-10-2009 09:09

Obama: feliz apesar das dúvidas/REUTERS
Obnobel
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No dia seguinte à surpreendente e polêmica escolha a imprensa mundial amaneceu neste sábado,10, dividida com a atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2009 ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Enquanto alguns jornais destacam a vitória dos ideais do ganhador da honraria, outros denunciam que se tratou de uma escolha política.

O Washington Post sublinha a estupefação geral deste Nobel da Paz atribuído a um presidente que nem sequer cumpriu um ano de mandato e que não obteve qualquer “resultado essencial na cena internacional”.

O portal europeu da TSE Rádio Notícias assinala que para o Post, a escolha de Barack Obama representou uma politização do prémio.

Para o New York Times , considerado o mais importante diário americano, este reconhecimento revela o fosso existente entre as promessas verbais ambiciosas e a sua realização.

O Wall Street Journal afirma que a noticia caiu no jornal com grande “perplexidade”.

“Foi um dos maiores choques que o Comité Nobel jamais provocou”, considera o britânico Daily Telegraph, que adianta que esta escolha foi eminentemente política, uma vez que as nominações foram encerradas duas semanas após a chegada ao poder do presidente dos Estados Unidos.

A escolha de Obama também domina as manchetes dos jornais na India, onde Obama é classificado como o “pacificador do Nobel” pelo Tribune. Já o Times disse que foi uma “recompensa” para um presidente no início de mandato.

O diário chinês Pequim News afirma que este é um prémio de encorajamento, mais simbólico do que qualquer outra coisa.

No mundo muçulmano, o Jakarta Globe designa Obama como uma pessoa extraordinária, enquanto no Bangladesh há felicitações para o presidente dos Estados Unidos.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSE, de Lisboa)

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Comentários

Guilherme Scalzilli on 12 outubro, 2009 at 15:14 #

Nobel infame

O Nobel da Paz para Barack Obama é uma brincadeira de mau gosto. Nada muito destoante dos condecorados anteriores, com a diferença de que o estadunidense nem precisou fingir que trabalhava para “fortalecer a diplomacia internacional e cooperação entre os povos” – primeiro porque não teve tempo e segundo porque não quis.
Ele é responsável pela sobrevivência de um campo de concentração e duas guerras injustificáveis, espalhou bases militares na América Latina e silencia perante um golpe de Estado a poucas horas de Miami.
Mas o comitê sueco quis enfraquecer o reacionarismo obtuso dos adversários do presidente. Aproveitou o grande marco histórico de sua vitória para lhe estender um salvo-conduto ainda mais duradouro e temerário que o já concedido pela provinciana imprensa mundial.

Dylan-Lá

Bob Dylan, descubro estupefato, concorre quase todo ano ao prêmio de literatura. Sua nova indicação, com apoios importantes, anuncia que a homenagem pode voltar a considerar apenas a importância da obra, não contingências político-biográficas. É só o velho bardo resistir mais alguns anos; o churrasco está marcado.


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