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Posted on 10-10-2009
Filed Under (Municípios, Newsletter) by vitor on 10-10-2009

Serra em Petrolina: “estou de visita a amigos”/DOL
Serra
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Deu no Diário da Região Online (Petrolina-Pe)

Sem admitir que está em campanha, o Governador José Serra está desde o meio dia deste sábado, 10, em Petrolina, sertão de Pernambuco, na região do Vale do São francisco,onde ironizou a programação cumprida pela Ministra Dilma Roussef ontem na Bahia.

“Não visitei hospital, nem fui à missa, nem abracei criança” – disse o Governador de São Paulo José Serra (PSDB), no aeroporto de Petrolina, a 700 quilômetros do Recife, ao ser indagado se estava em campanha e cumprindo o mesmo roteiro de Dilma Roussef – “Estou em visita, aproveitando o feriado, vim para rever velhos amigos e ver de perto esta região que é uma mais promissoras de todo o Nordeste”.

Serra, recebido no aeroporto pelos senadores de Pernambuco Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Marco Maciel (DEM), posando com correligionários, não comentou as declarações de Ciro Gomes: “Não tenho comentários. É problema deles” e voltou a falar sobre o São Francisco:

“Vim rever uma das regiões mais promissoras do Brasil, que sempre me encantou muito por sua capacidade de se transformar. É nosso principal pólo exportador de algumas frutas, uma região que progrediu muito. Já vim aqui várias vezes. Vim aqui no meu fim de semana, porque não é dia de trabalho de governador, para passar um período agradável e instrutivo para mim”.

VISITA A HOSPITAL

Apesar de dizer que não visitaria hospital, o Governador José Serra esteve acompanhado do prefeito Júlio Lóssio (PMDB) no Hospital de Traumas e comprometeu-se a montar um mutirão de cirurgias, visitou um centro de artesanato, almoçou com o ex-deputado constituinte Osvaldo Coelho e agora à tarde vai até a cidade vizinha de Lagoa Grande, onde está sendo realizada a Festa do Vinho e da Uva do São Francisco.

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Posted on 10-10-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 10-10-2009

Patrick Brock: no Haiti
Patrick
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Bahia em Pauta estende neste sábado, 10, reluzente tapete vermelho para receber direto de Nova Iorque o jornalista Patrick Brock como seu mais novo colaborador.Ex-intergrante da editoria Internacional, do jornal A TARDE, Partrick sempre se destacou como um dos mais brilhantes repórteres de sua geração na Bahia, além de contista de texto criativo, fora do trivial e sempre intrigante.

Inquieto, olhar atento e cabeça antenada, Patrick detesta acomodamento e gosta do risco no trabalho jornalístico, como o que o levou um dia a se ver metido nas ruas e favelas do Haiti em conflito. Há mais de três anos mora em Nova Iorque, onde começou trabalhando no Wall Street Journal, biblia da economia americana. Agora é copidesque e tradutor e faz mestrado na CUNY. Em seu primeiro texto para BP ele encara um tema candente, polêmico e atual: O Nobel de Obama e a o dilema americano no Afeganistão.

Uma honra tê-lo agora neste site-blog baiano de sonhos cosmopolitas.

Chega mais Patrick!

(Vitor Hugo Soares )

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Afeganistão: tragédia se alastra
Afegão

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OPINIÃO / MUNDO

A hora de Obama

Patrick Brock

A batalha no Campo Keating começou na sexta-feira, uma semana antes de o presidente americano Barack Obama ser agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Até 350 rebeldes atacaram a pequena base, que fica aos pés de duas montanhas na Província do Nuristão, na fronteira com o Paquistão. Os rebeldes usaram as montanhas para atacá-la com lança-foguetes e artilharia, provocando um incêndio. Encurraladas, as tropas tiveram de pedir reforço aéreo. Chad Bardwell, natural de Liman, no Estado de Wyoming, pilotou um dos helicópteros Apache envolvidos na batalha e disse a uma repórter da rede ABC News que ficou chocado quando chegou ao local e viu a maior parte da base em chamas, com insurgentes ultrapassando o perímetro de proteção. Os americanos finalmente abandonaram a base no domingo passado, após contabilizar 8 mortos e 24 feridos. Entre os insurgentes, de 100 a 150 mortos, disse um porta-voz do Exército americano. Siga este link
(http://abcnews.go.com/video/playerIndex?id=8758970) para ver imagens da batalha feitas pela ABC News.

Não foi divulgado o número exato de soldados americanos em Keating, mas já estava acertado que a base seria abandonada, de acordo com a estratégia do general Stanley A. McChrystal, escolhido por Obama para comandar a guerra no Afeganistão. Diante da escalada de ataques rebeldes e a instabilidade nas cidades, McChrystal optou por abandonar as áreas mais remotas do país e se concentrar em garantir a segurança das cidades. Difícil de ignorar o paralelo com a guerra do Vietnã nos anos 70. O relatório confidencial de McChrystal para o presidente sobre a guerra no Afeganistão vazou no “New York Times”, no melhor estilo “Pentagon Papers”, e não é nada animador. O general disse que a coalizão pode perder o controle do país se não enviar pelo menos mais 40.000 soldados.

Enquanto isso, no Reino Unido, na Itália e nos EUA, continuam a chegar os caixões embalados em bandeiras. O presidente americano tentou mostrar humildade ao aceitar o prêmio, mas a situação da guerra no Afeganistão pode forçá-lo a sacrificar mais vidas no conflito. Diante do número crescente de mortos e a perda de territórios para os guerreiros do Talibã, e do fracasso das eleições, claramente fraudadas pelo governo do atual presidente, Hamid Karzai, ultimamente o único sucesso americano em sua incursão militar na região tem sido os ataques com aviões teleguiados contra líderes rebeldes.

Obama foi indicado para o Nobel 12 dias depois de eleito. O arcebispo da África do Sul, Desmond Tutu, ele próprio agraciado com o prêmio em 1984, disse que a decisão do comitê em Oslo mostra que se espera grandes feitos de Obama, e reconhece seus esforços de tentar dialogar com o mundo árabe depois de anos de hostilidade durante o governo de George W. Bush. Já o líder sindical e ex-presidente da Polônia Lech Walesa disse que foi cedo demais. “Ele não fez nenhuma contribuição até agora. Só agora começou a agir”. Walesa ganhou o prêmio em 1983. Talvez o comentário mais significativo do dilema enfrentado por Obama, que chegou ao poder com uma mensagem restauradora de esperança e diálogo, seja o comentário do porta-voz do Talibã, Qari Yousef Ahmadi: “Obama só fez aumentar a guerra. Suas mãos estão sujas com o sangue do povo afegão”. Chegou a hora de Obama mostrar que não é só carisma e fazer merecer a honra de ser escolhido como um símbolo da paz, encontrando a solução para acabar com mais essa herança sangrenta da era Bush.

Patrick Brock
, 30 anos, trabalha há três anos como copidesque e tradutor em Nova York e faz mestrado em Literatura Inglesa na CUNY.

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Posted on 10-10-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia, Vitor) by vitor on 10-10-2009


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A música para começar no Bahia em Pauta neste sábador, 10 de outubro de 2009, é “Papel de Pão”, composta e interpretada por Jorge Aragão. Era a música preferida de uma mulher especial para este editor, que partiu em uma data como esta no ano de 2001. Se viva estivesse seria seguramente leitora assídua e estimuladora deste site-blog.

Chamava-se Jandira, nome que -escrevi certa vez em um cartão – em tupy-guarany reune as palavras abelha e mel. “Dona Jandira de força e fé nos santos e nos destinos da humanidade. Abelha que se encantava com as águas do Velho Chico, ora serenas ora revoltas, correndo em sua terra natal. Sertaneja que também se embevecia com o mar de Salvador, com a boa leitura e que amou a música até os suspiros derradeiros”, escrevi também naquele cartão.

Onde estiver, vai para ela este samba, uma das músicas de sua devoção, em nome de todos que a amaram e lembram dela com saudades nesta data.

(Vitor Hugo e Maria Olívia)

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Posted on 10-10-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-10-2009

Obama: feliz apesar das dúvidas/REUTERS
Obnobel
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No dia seguinte à surpreendente e polêmica escolha a imprensa mundial amaneceu neste sábado,10, dividida com a atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2009 ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Enquanto alguns jornais destacam a vitória dos ideais do ganhador da honraria, outros denunciam que se tratou de uma escolha política.

O Washington Post sublinha a estupefação geral deste Nobel da Paz atribuído a um presidente que nem sequer cumpriu um ano de mandato e que não obteve qualquer “resultado essencial na cena internacional”.

O portal europeu da TSE Rádio Notícias assinala que para o Post, a escolha de Barack Obama representou uma politização do prémio.

Para o New York Times , considerado o mais importante diário americano, este reconhecimento revela o fosso existente entre as promessas verbais ambiciosas e a sua realização.

O Wall Street Journal afirma que a noticia caiu no jornal com grande “perplexidade”.

“Foi um dos maiores choques que o Comité Nobel jamais provocou”, considera o britânico Daily Telegraph, que adianta que esta escolha foi eminentemente política, uma vez que as nominações foram encerradas duas semanas após a chegada ao poder do presidente dos Estados Unidos.

A escolha de Obama também domina as manchetes dos jornais na India, onde Obama é classificado como o “pacificador do Nobel” pelo Tribune. Já o Times disse que foi uma “recompensa” para um presidente no início de mandato.

O diário chinês Pequim News afirma que este é um prémio de encorajamento, mais simbólico do que qualquer outra coisa.

No mundo muçulmano, o Jakarta Globe designa Obama como uma pessoa extraordinária, enquanto no Bangladesh há felicitações para o presidente dos Estados Unidos.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSE, de Lisboa)

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Posted on 10-10-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 10-10-2009

Dilma: passe de candomblé no Bonfim/Estadão
dilmas
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ARTIGO DA SEMANA

A peregrina Dilma vai ao Bonfim

Vitor Hugo Soares

Salve a Bahia, Sinhá! E os marqueteiros políticos também!
É preciso tirar o chapéu. Afinal de contas, nem a mirabolante cabeça do cineasta Glauber Rocha, o saber de Octávio Mangabeira, ou mesmo o reconhecido e proclamado estilo matreiro de fazer política de ACM nos tempos áureos de seu domínio local, seriam capazes de conceber ou dirigir as cenas das primeiras horas da visita que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, iniciou na noite de quinta-feira, em Salvador.

Depois de longo afastamento da larga barra da cidade da Bahia, como definia o poeta Gregório de Mattos, o “Boca de Brasa”, a preferida do presidente Lula como candidata à sua sucessão, retornou com a corda toda. Um festival de surpresas, “até mesmo para os baianos mais acostumados com essas coisas”, como assinalou nesta sexta-feira um atento observador político local, ao analisar a performance da ministra. Dilma, porém, jura não estar em campanha – ao pisar outra vez o conflagrado solo político da Bahia nesses primeiros movimentos que antecedem 2010.

Mal desembarcou no aeroporto de Salvador, ela fez apenas uma breve parada no hotel para se preparar “comme il faut” para seu primeiro compromisso. Bem de acordo com os tempos que correm: um ato tipicamente político-eleitoral, com fachada de acontecimento social. Assim foi a festa de aniversário do ex-dirigente máximo do PCdoB no Estado, o comunista Haroldo Lima, atual presidente do Conselho Nacional de Petróleo (CNP), a que Dilma compareceu.

O ultra sofisticado centro de eventos Trapiche da Adelaide ficou coalhado de ministros, secretários de Estado, parlamentares de todas as tonalidades – da direita ao centro -, empresários e figurões variados dos governos petistas de Lula, no país, e de Jaques Wagner na Bahia. Uma tenda ampla, onde Dilma (seguramente recomendada por marqueteiro dos bons e dos mais requisitados, ou um santo forte do Planalto), onde a visitante operou o seu primeiro “milagre” baiano.

Ela foi filmada e fotografada dividindo a mesma mesa com dois sorridentes personagens que viviam aos tapas e trocas de insultos até horas antes da ministra chegar: o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), ferrenhos adversários na postulação ao Palácio de Ondina em 2010.

Há quem diga que na tenda do Trapiche se deu uma bem sucedida tentativa com vistas ao palanque duplo na Bahia, assunto do qual os petista locais não querem nem ouvir falar. Podem ter que engolir, mas isso é coisa que se verá bem mais adiante, depois que a correnteza passar e os ânimos estiverem de fato serenados, se é que isso acontecerá além das aparências. O mais surpreendente, no entanto, estava reservado para algumas horas depois da festa que rolou animada até altas horas da manhã.

Às 7h da manhã Dilma Rousseff já estava “inteiraça”, no adro da Igreja do Bonfim, como observou um passante local. Toda vestida de branco, dentro dos preceitos do Candomblé na sexta-feira baiana, consagrada a Oxalá, para assistir a primeira missa do dia no templo católico. Minutos antes, no adro, como na cerimônia famosa da Lavagem, eis a ministra cercada de mães, filhos e filhas de santo. Ali a ministra Dilma Rousseff, que acaba de ser declarada curada de um câncer linfático pelos cientistas e médicos do hospital paulista Sírio Libanês, recebeu um banho ritual de folhas de aroeira, consideradas as melhores para “abrir caminhos fechados”. Foram misturadas outras folhas destinadas a reforçar o pedido.

Depois veio a apoteose da sexta-feira, 9, no Bonfim: a missa no templo lotado de fiéis, rezada e animada pelo padre Edson Menezes, pároco que conduziu tudo como um ato “religioso e político eleitoral” como raramente visto em terras e terreiros baianos, apesar de todo o seu sincretismo.

Diante de uma contrita ex-guerrilheira e atual poderosa ministra petista de Lula, acompanhada do governador petista de origem judaica, Jaques Wagner e da primeira-dama Fátima Mendonça, uma baiana cem por cento, o pároco caprichou nos gestos e palavras do sermão, como o melhor dos cabos eleitorais que Dilma jamais imaginou encontrar, nas circunstâncias.

Padre Edson deu vivas e pediu palmas aos fiéis “para a peregrina Dilma, que também subiu a colina para agradecer como fazem os baianos”. E as palmas vibraram com força diante do altar. Ainda molhada do banho de folhas do Candomblé, com medidas do santo de todas as cores nas mãos, Dilma, emocionada, agradeceu a cura e beijou a imagem do santo. Mas não recebeu a hóstia da comunhão distribuída aos fiéis pelo padre e seus acólitos.

Missa encerrada, a visitante saiu, ainda cercada de palmas, abraços, bilhetes com pedidos pessoais ou apelos por uma pose para fotografia, que ela atendeu, sempre solícita.

Afinal, o que mais poderia querer um marqueteiro, ou uma postulante ao Palácio do Planalto?

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares@terra.com.br

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