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Postado em 09-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 09-10-2009 11:05

Dilma: banho de folhas no Bonfim/Agencia A Tarde
Dilbranco
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“Um festival de surpresas até mesmo para os baianos mais acostumados a essas coisas”. Talvez seja esta frase de um observador político atento, a mais apropriada para definir as primeira horas da visita de três dias à Bahia que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef , iniciou na noite de quinta-feira,8.

Depois da festa de aniversário do ex-dirigente comunista, Haroldo Lima ( PC do B ), que rolou animada até altas horas no sofisticado centro de eventos do Trapiche da Adelaide, a ministra madrugou. Às 7h da manhã, Dilma estava “inteiraça”, como observou um passante, no adro da colina sagrada, toda vestida de branco, como pedem os preceitos do candomblé na sexta-feira, dia de Oxalá, para assitir à primeira missa do dia no templo do santo de maior devoção dos baiano.

Antes, no entanto, com dedo e cabeça de bom marqueteiro político seguramente no meio, a ministra e nome preferido pelo presidente Lula à sua sucessão participou no adro do templo onde se realiza a tradicional da Lavagem do Bonfim, de cerimônia típica dos cultos afro-brasileiros. Filhos e filhas-de- santo dos terreiros locais deram em Dilma Rousseff – ela acaba de ser declarada curada de um cancer linfático pelos cientistas e médicos do hospital paulista Sírio Libanês – um banho ritual de folhas de aroeira, consideradas as mais poderosas para “abrir caminhos fechados”., mas também de outras plantas, “para garantir”

Depois a apoteose, durante a missa católica dentro do templo religioso, onde os fiéis participaram, sob o comando do padre Edson, pároco do Bonfim. Coube a ele conduzir um ato “religioso e político eleitoral” como raramente visto em terras baianas. Nem mesmo nos tempos áureos de Otávio Mangabeira, no passado mais remoto, ou de Antonio Carlos Magalhães, mais recentemente.

Diante de uma contrita ex-guerrilheira e atual poderosa ministra petista de Lula, acompanhada do governador Jaques Wagner e da primeira dama Fátima Mendonça, o pároco carrregou nas palavras do sermão, como talvez nem o melhor dos cabos eleitorais de Dilma poderia conseguir nas circunstâncias.

Padre Edson pediu palmas aos fiéis “para a peregrina Dilma, que também subiu a colina para agradecer como fazem os baianos”. E as palmas vibraram com força diante do altar. E Dilma com medidas do Bonfim nas mãos, ainda molhada do banho de folhas do candomblé, rezou emocionada e beijou a imagem do santo. Mas não recebeu a hóstia da comunhão distribuída aos fiéis pelo padre e acólitos.

Depois saiu, ainda recebendo palmas, abraços e pedidos pessoais escritos em bilhetes ou de fotografia ao lado de fiéis que a ministra atendeu, sempre solícita. Afinal, o que mais poderia querer um marqueteiro ou uma postulante já em pré-campanha, que ela nega de pés juntos, para o lugar de Lula no Palácio do Planalto?

Salve a Bahia, Sinhá!

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da repórter Lilia Machado, do jornal Tribuna da Bahia)

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